
O pessimismo me afeta quando eu vejo o Grêmio de Silas. Não vejo um futuro azul. Silas precisa se reencontrar como técnico, ser o que estava fazendo milagres no Avaí, ser o dobro que o melhor dos emergentes de 2009.
Silas ainda peca pela inexperiência, talvez não seja nem mesmo aquele técnico que nós pensávamos que ele poderia ser em pouco tempo. Seus treinos são fechados. Não podemos conhecer seu método de trabalho.
Não sei se ele gosta de jogadas ensaiadas, nem sei se ele gosta de treiná-las. Nos jogos não se vê nada de especial. Seu time é comum - assim como é comum o Inter de Jorge Fossati que não apresenta nada de especial nos jogos, nem mesmo um bom futebol.
O Grêmio de Silas joga como um time normal. Não vejo uma jogada forte, uma cobrança de falta mais organizada, um escanteio pensado, as tabelas que encantam, as jogadas pelas laterais que desequilibram defesas, os lançamentos longos, os passes perfeitos em série.
O Grêmio joga como um time comum, normal, e vence adversários comuns, normais. Quando o time do outro lado aperta, as falhas aparecem com uma claridade espantosa.
Já disse e repito:
Edilson não é o cara. Mário Fernandes precisa ser o ala. Saimon entra no seu lugar, nunca o durão Ozeia. Rodrigo é bom na bola baixa, um problema sério na bola alta porque não tem tamanho de zagueiro. Fábio Santos é aquilo que vocês conhecem, e eu falo desde o distante 2009. Ferdinando não tem a bola de um camisa 5 do Grêmio.
Ainda preciso ver mais Douglas em ação. Acho que ele é um jogador pouco participativo, não exibe o mesmo preparo físico dos companheiros, se desloca pouco e aparece menos ainda. Ele precisa ser um camisa 10 mais intenso, mas tem uma grande qualidade técnica e um passe preciso.
Por outro lado, Willian Magrão joga melhor a cada partida. Sua dinâmica em campo é especial. Será um dos nomes de 2010. Borges é um acerto, um grande goleador, tem um giro espetacular. É forte, entroncado, o zagueira bate nele e volta.
Maylson é uma das certezas da temporada. Jonas melhora a cada jogo. É um atacante mortal. Se move pelas redondezas da grande área, frequenta a zona do agrião. Faz gols de cabeça, de pé direito, esquerdo, de longe e de perto.
O Grêmio pode formar um time mais competitivo, mais confiável. Basta contratar dois laterais, um volante de verdade, mais um atacante e botar pilhas alcalinas em Hugo e Leandro.
O número cinco do Grêmio pode ser Battaglia, do Boca, que já foi oferecido e é um volante de verdade. Basta mandar Rochemback adiante. Com os R$ 200 mil mensais do gaúcho, Silas terá Battaglia e ainda sobra troco para buscar Paulinho, do Novo Hamburgo.
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