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Posts de abril 2010

Fernandão está muito perto do São Paulo

30 de abril de 2010 28

O São Paulo deve fechar com Fernandão nas próximas horas/dias. O clube negocia com o jogador. O Goiás pede Marcelinho Paraíba e Carlinhos Paraíba. O técnico Leão deseja os dois jogadores no Planalto Central e não conta mais com Fernandão.

– Já está tudo encaminhado.
Não que eu tenha algum acordo, mas, pelo respeito que tenho pelo clube e pelo profissionalismo que as pessoas que trabalham lá têm, a prioridade é do São Paulo – falou o jogador à rádio Jovem Pan, da capital paulista.

O DC United, dos Estados Unidos, quer o atacante. Mas Fernandão quer jogar em São Paulo. O negócio pode ser fechado neste sábado.

Inter? Só na saudade.

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Flu, Inter e o renascimento do Grêmio

30 de abril de 2010 65

O Grêmio fez o que o Inter não conseguiu fazer. Ganhou fora.

Vencer no Maracanã é sempre um cartão de visita, algo quase tão vistoso como voltar de Buenos Aires com três pontos.

Na noite da quinta-feira, o Grêmio jogou um bom primeiro tempo, depois Rodrigo foi expulso e os últimos 45 minutos do time de Silas foram de uma defesa só.

Óbvio que o Flu perdeu Fred e Conca, o que o deixou mais fraco. Mas jogar com 10 contra 11 e vencer, ainda mais fora de casa, é sempre um feito que se aplaude de pé.

Em quatro dias, venceu Inter e Fluminense. O Grêmio renasceu, é outro.

O Grêmio ganhou novas credenciais. Entra no Gre-Nal como favorito, ao contrário de domingo passado.

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Titulares colorados pedem para jogar Gre-Nal

30 de abril de 2010 149

A derrota na Grande Buenos Aires (3 a 1) mostrou falhas individuais, erros coletivos, um time mal escalado, um absurdo – que foi ver Walter na reserva. Só não exibiu falta de empenho. Os jogadores correram, pegaram, deixaram um balde de suor no gramado.

Os jogadores colorados sentiram a derrota. Ficaram abatidos.

Mas, antes, durante e depois do banho, ainda no apertado vestiário do estádio Florencio Sola, os titulares pediram para jogar o Gre-Nal. Os jogadores mais importantes expressaram o desejo do grupo. Sabem que o jogo do Banfield é complicado, mas acreditam que o Gre-Nal pode motivar mais ainda.

Todos, sem exceção, acham que podem reverter os 2 a 0 do Olímpico. Não há desânimo.

O presidente Vitorio Piffero ouviu os jogadores, gostou da mobilização e passou a bola para o técnico Jorge Fossati.

A decisão é dele.

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Ronaldinho na noite de Milão

29 de abril de 2010 24

O colega Cacau Menezes, o cara que empilha notícias exclusivas em sua coluna no papel e na rede, e com quem tive o prazer de trabalhar no Diário Catarinense de outros tempos, publicou uma foto dos dois catarinenses (Tarcisio Wollstein e Sérgio Costa) que encontraram Ronaldinho em Milão.


Ronaldinho não vive boa fase outra vez.
É questionado dentro e fora de campo e deve deixar o clube, que não quer mais pagar os R$ 20 milhões que ele recebe anualmente, dividido em 12 meses.

Ronaldinho ainda não sabe o seu futuro.

Mas já sabe que não fará parte dos 23 que Dunga chama dia 11 de maio. Verá a Copa do Mundo da África do Sul pela TV.

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O que esperar do Grêmio no Maracanã?

29 de abril de 2010 40

Victor; Edilson, Ozeia, Rodrigo e Neuton; Adilson, Willian Magrão, Hugo (Leandro) e Douglas; Jonas e Borges.

Silas pisa no Maracanã sem os seus melhores 11. Pior. Joga no Rio com uma improvisação (Neuton), com um jogador que ainda não foi testado (Ozéia) e uma crescente dúvida (Leandro). Douglas (foto) volta, ganha a organização no meio-campo, perde a combatividade.

O Grêmio volta depois de quatro dias, após uma vitória soberba no primeiro Gre-Nal decisivo do Gauchão (2 a 0), quando  fez a sua melhor partida da temporada.

As individualidades foram bem. O coletivo se superou. Todos os gremistas tiveram uma boa atuação, embora Leandro não tenha acompanhado a maioria. Ele foi exceção.

Antes de tudo, o Grêmio deseja sair vivo do Maracanã - grama castigada pela chuva que quase afogou Flamengo e Corinthians, quarta-feira, e fez grandes buracos no gramado.

Empate é bom, desde que o placar se abra em gols, que podem valer o dobro no Olímpico em sete dias. A vitória não está fora de cogitação. O time do Grêmio é superior ao do Fluminense, que joga sem Conca, o seu principal jogador depois de Fred.

O gremista está curioso. Lamenta o mau jogo com o Avaí. Saúda o grande Gre-Nal. O Grêmio busca a regularidade. É o que seu fã espera.

O que fica é uma pergunta.

Qual o Grêmio que nós veremos no Rio de Janeiro? O do Estádio da Ressacada? O do Estádio Beira-Rio?

Você me diz o quê?

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Inter precisa de cinco gols em 180 minutos

29 de abril de 2010 106

O torcedor sempre acha a arbitragem injusta, na vitória ou na derrota. Ataca mãe, irmã, tia, avó do homem do apito. O trabalho do trio uruguaio, de quarta-feira, em Buenos Aires, foi a pior que eu vi na Libertadores em tempos recentes.

Jorge Larrionda mereceu todas as vaias (e algo mais) dos milhões de colorados, os das arquibancadas, a maioria da televisão. Ele foi o responsável direto pela derrota do Inter por 3 a 1 – e também anulou um gol legítimo dos argentinos. Ele e seu auxiliar, Pablo Fandiño, responsável direto pelos erros.

Esqueceu de marcar um pênalti sobre Nei.
Expulsou Kléber injustamente.
Validou um gol impedido do adversário.

O trio de erros é tão grotesco que parece praga de torcedor adversário. A sucessão de equívocos tirou a concentração do Inter. O Banfield se aproveitou e fez 3 a 1. Mas o joio está aberto. O Inter sai vivo da Grande Buenos Aires. O Banfield não é o Boca, muito menos o River ou o Estudiantes.

O Inter precisa marcar 2 a 0 no Beira-Rio, quinta-feira, ou fazer três gols de diferença. Na real, o Inter deve fazer cinco gols (e não sofrer nenhum) em dois jogos decisivos em quatro dias para erguer a taça regional e garantir a classificação às quartas de final da Libertadores.

O jogo teve dois tempos. Os dois muito diferentes.

No primeiro, o Inter foi bem, muito bem. Marcou bem, estava bem organizado e postado, teve chances de gol. Parecia seguro. Parecia com chances de trazer pelo menos o empate no Boeing.

No segundo tempo, o panorama mudou completamente. A defesa falhou, o Banfield abriu o placar, mas Kléber marcou um golaço em seguida. Logo foi expulso. Com 10, os gaúchos recuaram e os argentinos marcaram duas vezes.

Guiñazu foi o melhor entre os 14 colorados,
D’Alessandro patinou outra vez, Abbondanzieri fez três grandes defesas, depois de falhar absurdamente e perder a bola na grande área no lance que originou o gol anulado.

Jorge Fossati errou a escalar Alecsandro ao contrário de Walter.
Poderia ter trocado D`Alessandro antes.

O 3 a 1 foi injusto. A arbitragem foi responsável direta pelo placar. O que ficou do jogo é simples, o torcedor entendeu: o Inter pode vencer o Banfield em Porto Alegre com naturalidade. Não precisa nem jogar o que sabe e pode. Basta jogar bem.

Hoje, talvez amanhã, o Inter decide se escala os reservas no Gre-Nal. Eu escalaria os titulares nos dois grandes jogos.

É começo de temporada, pouco mais de três meses de bola, e não vejo ninguém cansado, desgastado, extenuado. Fossati vai pensar. Em Gre-Nal não se usa time misto, reservas ou reservas dos reservas. Há um título em jogo, regional, mas pode contar em dezembro.



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Exclusivo: a mágoa de Maxi López

29 de abril de 2010 124

Um contato mais demorado em Buenos Aires, outro curto na Itália, meia dúzia de ligações e 15 horas depois Maxi López , 26 anos, está do outro lado da linha. Feliz, de muito bom humor, nove gols (um deles de bicicleta, domingo passado) e duas assistências em 14 jogos, o camisa 11 do Catania deixou o Grêmio, mas o Grêmio continua na sua pele, Porto Alegre no seu imaginário e o sul do Brasil no seu futuro.

Ontem, depois de um treino com bola em dois turnos na belíssima cidade barroca portuária da Ilha da Sicilia, (350 mil habitantes), vizinha do ativo vulcão Etna, o goleador, acomodado num sofá, conversou com a coluna durante mais de 20 minutos.

Maxi começou com água na boca. Entendi. Era hora do jantar na Itália. Falou da excelente culinária italiana, dos frutos do mar e do bom restaurante de carne argentina na cidade.

– Mas eu prefiro o churrasco de Porto Alegre – diz, entre risos.

Ele tem saudade da Capital, que o tratou tão bem.

– Gosto muito da torcida do Grêmio.
Vivi um momento muito legal na cidade no ano passado.

Quando o assunto é o Brasil, Maxi López tenta projetar seu futuro. Ele quer voltar um dia ao Estádio Olímpico, vestir outra vez a camisa tricolor, se possível na Copa Libertadores da América.

– Quero jogar dois, talvez três anos mais na Europa e depois voltar a Porto Alegre. Fiz um ano incrível. Não esqueço jamais.

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Confira trechos da entrevista de Maxi:



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Maxi López saiu do Grêmio em dezembro do ano passado, não voltou na pré-temporada com o técnico Silas. Dia 4 de janeiro, anunciou que estava fora. Dia 22, era jogador do Catania.

Ele segue acreditando que poderia ter permanecido no Grêmio, que poderia tê-lo contratado em outubro, novembro e ou mesmo em dezembro. A direção deixou tudo para a última hora, e o centroavante se mudou para o primeiro mundo do futebol – sonho de 10 em cada 10 jogadores da Argentina, do Brasil ou de qualquer país das três Américas. Ele saiu magoado.

– Não gostei muito como o Grêmio manejou a situação. Esperei até o último momento…

Ele repete:

– … Sempre até o último momento, buscando uma solução para dar um jeito de ficar. Não gostei de muita coisa. Mas o mais importante é que ficou o carinho da torcida.

– Quem não queria Maxi López?– eu pergunto da Redação de ZH, de onde faço as perguntas.

Ele dá os nomes dos seus desafetos gaúchos. São dois:

– Sempre tive respeito e carinho, mas creio que caras como Krieger (André Krieger, ex-diretor de futebol) e o Meira (Luiz Onofre Meira, atual diretor de futebol) são caras que não fazem bem ao Grêmio. Não gostei de duas ou três coisas… Bom, agora sou do Catania, estou tranquilo. Em algum momento vou voltar, mas sem caras como o Meira.

Na ácida critica aos dirigentes, Maxi López não coloca na mesma turma o presidente Duda Kroeff.

– O Duda (o dirigente que o trouxe para o Tricolor) é gente fina “pra caramba”.

Maxi fala bem do ambiente no vestiário azul na temporada passada, elogia seus ex-colegas, o técnico Paulo Autuori, o auxiliar Marcelo Rospide e ainda manda “parabéns” a Borges, o jogador que ocupou o seu lugar, o centroavante que Meira buscou no São Paulo.

– É bom atacante. Está fazendo gols.

O argentino não esquece do segundo Gre-Nal decisivo, domingo.

– O Grêmio no Olímpico é forte. A lembrança do Gre-Nal (o do Centenário, 2 a 1, segundo gol dele, dia 19 de julho de 2009) que fiz no Olímpico é incrível. Tomara que o Grêmio seja campeão.

Maxi pretende visitar Porto Alegre nas férias, em junho. Ficar um dia, dois, e de alguma forma saudar os gremistas, rever amigos, abraçar ex-colegas no Olímpico:

– Fiquei enamorado da torcida gremista
– encerra, antes do abraço final.



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Exclusivo: Maxi López quer uma goleada do Banfield

28 de abril de 2010 123

Um contato em Buenos Aires, outro na Itália, meia dúzia de ligações e 15 horas depois Maxi López está do outro lado da linha. Feliz, de bom humor, nove gols (um deles de bicicleta domingo passado) em 14 jogos, o camisa 11 do Catania deixou o Grêmio, mas o Grêmio continua na sua pele e Porto Alegre no seu imaginário.

O futebol gaúcho ele acompanha pelo clicEsportes, lê o Blog do Zini e tenta buscar nas tevês os gols que correm o Brasil quatro dias por semana, no mínimo, e, com sorte, algum jogo inteiro pela tevê italiana.

O goleador sabe que o Inter joga hoje e, como argentino e gremista, como afirma, quer que o Banfield faça 5 a 0 no colorado. Diz e ri, fala da saudade de Porto Alegre, da tremenda rivalidade local. Elogia a comida italiana da sua nova cidade, mas tem uma enorme saudade do churrasco gaúcho, que ele diz ser melhor que o argentino.

Maxi tem contrato de três anos com o Catania, está sendo assediado pelo Milan, que o quer ao lado de Pato e Ronaldinho a partir da janela de agosto, mas tem certeza que um dia volta ao Grêmio. Tanto que planeja visitar Porto Alegre em junho ou julho e, de alguma forma, abraçar os torcedores que não o esquecem.

Amanhã, quinta-feira, na minha coluna de Zero Hora e neste mesmo blog, você vai ler a entrevista completa de Maxi López desde a Itália. Ele fala sobre o Grêmio sobre Kroeff, Krieger e Meira, sobre Paulo Autuori e os jogadores, sobre seu substituto Borges e ainda conta como será o seu futuro em Porto Alegre.

Por enquanto, ouça o desejo tricolor do argentino sobre Banfield x Inter:



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Os caminhos do troféu do Gauchão

28 de abril de 2010 3

Uma equipe da FGF visitará o Beira-Rio amanhã ou sexta-feira. Vai bater no novo e elogiado museu colorado em busca da Taça do Gauchão, que o Inter ergueu em 2009, depois de golear o Caxias em Porto Alegre.

O troféu ficará nas mãos da federação até domingo
, antes de ser levado ao Olímpico e entregue ao Campeão Gaúcho de 2010, depois do Gre-Nal.

Desenhada por Nilmar Tomasi, a taça, criada na temporada passada, ficará em definitivo com o time que vencer o Gauchão por três vezes, intercalados ou em sequência.

A cada ano o troféu ganha uma placa alusiva ao campeão. Se o Inter perder o título, ganha uma réplica do troféu. Se vencer, o troféu real volta ao Beira-Rio.

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Gaciba, um árbitro nota nove

28 de abril de 2010 32

A Comissão de Arbitragem da FGF examinou ontem a atuação de Leonardo Gaciba no Gre-Nal e deu nota nove ao árbitro.

No jogo, além dos auxiliares, Gaciba tinha o apoio de mais dois profissionais nas cabines do Beira-Rio, um na frente da TV e outro na pista do estádio, todos com rádios.

Mas não precisou de ajuda nos lances mais decisivos.

Com Altemir Hausmann e José Otávio Bittencourt, Leonardo Gaciba fez uma exibição de luxo no seu 10º Gre-Nal (quatro vitórias vermelhas, três azuis e três empates). Ele está em forma, continua sendo um dos melhores árbitros do país, mesmo sem o escudo da Fifa, que ele pretende recuperar em novembro.

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A noite dos pesadelos colorados

28 de abril de 2010 26

O Inter sabe, se não sabe desconfia, quem não enxerga habita um mundo à parte. Sua noite argentina é a mais importante entre todas as outras dos primeiros quatro meses de 2010. Na Grande Buenos Aires, contra o pequeno Banfield, que os argentinos consideram hoje o terceiro melhor time do país, depois de Estudiantes e Velez, o Inter joga a “sua vida”, como dizem os vizinhos, na Libertadores.

O choque no Gre-Nal acordou os colorados.
Devolveu o clube à realidade. O momento não é legal, não é nem bom, muito menos confiável. O Inter ainda busca a sua média.

O primeiro semestre pode terminar depois das 23h. O jogo é de alto risco. Poucos confiam no Inter. Não por falta de qualidade, por falta de jogadores, por ausência de time. Duvidam da consistência da equipe. Jorge Fossati soma todas as dúvidas do fã colorado. Ele ainda não achou o time ideal três meses depois, o esquema de jogo favorito, uma maneira de envolver adversários de diferentes portes. Usa hoje um esquema mais defensivo, talvez um ortodoxo 3-6-1. Gosto mais do 4-4-2, me parece um sistema tático mais equilibrado, capaz de atacar e defender com precisão semelhante.

O Inter é uma montanha russa. Chegou ao topo contra o Deportivo Quito, sete dias atrás (3 a 0). Mergulhou no Gre-Nal de domingo passado.

Não que tenha feito um péssimo clássico.

Nem tanto.

Em determinados momentos da partida, o Inter dominou e quase marcou. Poderia ter saído na frente, não fosse o erro na conclusão de Walter que Edilson tirou quase do risco da cal embaixo da goleira. A derrota não foi injusta, muito pelo contrário.

Eu não sou pessimista. Acho que se o Inter pode se dar bem em terras estranhas. Tem qualidade individual para tanto. Se o quinteto D’Alessandro, Guiñazu, Andrezinho, Sandro e Walter jogar o que sabe, se o dia/noite for inspirado, se o coletivo ajudar, creia, o Inter pode deixar a Argentina com um resultado muito interessante, uma vitória ou mesmo um empate.

O Inter só não pode é levar uma sequência de gols. Aí, o jogo de volta se transforma em final de Copa do Mundo.

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Fred ou Borges?

27 de abril de 2010 108

Dunga elegeu seus quatro atacantes, Luis Fabiano, Robinho, Adriano e Nilmar. Dificilmente vai trocar de nomes. Mas, se Adriano deixar que a sua vida pessoal interfira no lado profissional, seu futebol na Seleção será tão nublado como uma final de tarde de inverno na serra gaúcha.

Quem está de olho numa das vagas no ataque de Dunga é Fred. O atacante do Fluminense é matador. Fez 13 gols em 14 jogo em 2010. Ele será o grande inimigo da defesa gremista no Maracanã. Do outro lado, Borges marcou 13 vezes em 15 jogos.

Se você pudesse escolher entre Borges e Fred, quem seria o seu eleito?

Quem está jogando mais na temporada?

Fred teria lugar no Grêmio ou no Inter?

Borges seria titular no Beira-Rio?

O que você acha?

Diga aí.

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Entre a Arena, o Beira-Rio e 2014

27 de abril de 2010 86

A Fifa leu, gostou e elogiou o projeto da Arena gremista.

Os planos do novo estádio agradaram aos suíços, pois unem campo de futebol com hotel e shoppings centers. Quem não aprovou foi a CBF. Os documentos aterrissaram nas mesas em Zurique sem o conhecimento prévio da cúpula da entidade. A CBF ficou chateada.

O Beira-Rio será o estádio da subsede Porto Alegre, mas a Fifa adorou saber que, no final de 2012, está prevista a inauguração do mais moderno estádio da América do Sul na Capital e sem dinheiro do governo.

O Inter espera isenção de impostos do governo antes de acelerar as obras do Beira-Rio. Sabe que não tem dinheiro para bancar as obras. Tem certeza de que, hoje, correr aos bancos em busca de empréstimos seria loucura. Produziria uma dívida histórica.

O atraso nas obras de 2014 tira o sono da Fifa.
Ela não entende a desorganização. O Brasil sabia que seria sede desde 2003, quatro anos antes do anúncio oficial. Não há mais quatro anos para se organizar, mas três. A Copa das Confederações, um ano antes, é ensaio geral. Em agosto, executivos da Fifa se mudam para o Brasil. Aí, terão uma conversa muito séria com a CBF e o governo brasileiro.

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O argentino que agrada ao Inter

27 de abril de 2010 9

O Boca ofereceu Palermo e Ibarra ao Inter. O Inter ficou de pensar, mas no Beira-Rio não cabem mais veteranos.

O jogador argentino que agrada à direção colorada é Damian Diaz, 23 anos (à esquerda na foto).

Ele é meia, foi reserva de Riquelme, não achou espaço entre os medalhões do Boca e está emprestado a Universidad Católica. Revelado no Rosario Central, Damian Diaz, 1m68cm, é um dos destaques do campeonato chileno. Joga com a 10.

Para quem quer conhecê-lo, o vídeo abaixo mostra um gol que Damian fez contra o Flamengo, nesta Libertadores. O argentino começa e termina a jogada com igual categoria:

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Três desafios do Inter na Argentina

27 de abril de 2010 15

O Grêmio fez 2 a 0 no Beira-Rio. O Inter pode fazer igual no Olímpico.

Gre-Nal é um jogo imprevisível, capaz de armar as maiores surpresas.

O Colorado havia feito um grande jogo com o Quito, 72 horas antes do clássico. Ganhou de 3 a 0. O Grêmio afundou em Florianópolis no meio da semana, 3 a 2 Avaí.

O dono da casa despontava como favorito. Perdeu. Poderia ter levado quatro depois de três bolas no poste. O futebol nos ensina lições todos os dias. Não se mede clássico antes do dia do jogo. O Grêmio ainda não ganhou nada. Os dois gols fazem um diferença enorme. Mas 2 a 0 é um placar reversível, mesmo em clássico. Quem acompanha futebol sabe.

Na Grande Buenos Aires, na casa do Banfield, três cenários se apresentam ao Inter nesta quarta-feira. A força que o Inter vai usar domingo, no Olímpico, depende do resultado do seu jogo no Exterior.

1. Vitória folgada – O Banfield é um time menor da Argentina. Tem mais de cem anos. Ganhou um só título argentino na Série A (2009). Se a vitória chegar, um 3 a 0 se concretizar, por exemplo, o jogo da volta se transforma numa amistoso. O Inter pode usar então os seus melhores jogadores no Gre-Nal. Colocar toda a carga no Olímpico. Toda a força no Regional. O 2 a 0 pode ser revertido. A Taça do Gauchão 2010 é quase azul, mas ainda não está na mão de ninguém.

2. Vitória apertada – O resultado, um 2 a 1, por exemplo, ou quem sabe um empate, liga a luz amarela. O Inter precisa sair vivo de Buenos Aires. O jogo da volta se transforma numa partida de risco. O Gauchão perde pontos. A Libertadores é a prioridade do ano. O Inter é capaz de levar um time sem seus maiores astros para o jogo na Azenha.

3. Derrota – Um tropeço na Argentina, independentemente do escore, faz o Inter repensar o seu final de semana. Escala os titulares, faz um misto quente ou chama os reservas? É quase certo que uma derrota vai mudar a postura do Inter no Olímpico. Não vai usar o seu máximo em dois jogos, precisando de duas vitórias consecutivas. Deve usar os titulares na competição mais importante, o torneio continental. Na outra, um time B cumpre tabela.

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Medalhões decidem o Gre-Nal

26 de abril de 2010 43

Fala-se nos garotos do Grêmio, nas soluções da base, na vitória pessoal de Neuton, mas quem decidiu o Gre-Nal foram os medalhões. Os gols no clássico, de Rodrigo (foto) e Borges, significam quase R$ 500 mil na folha de pagamentos do clube.

Ao balançarem a rede do gol à esquerda das sociais do Beira-Rio, a dupla honrou os altos salários. Fizeram valer cada centavo investido.

Dos 14 gremistas do Gre-Nal, domingo, apenas três jogadores foram adubados nas categorias de base do clube, Adilson, Willian Magrão e Neuton, Mário Fernandes veio quase pronto do São Caetano.

No melhor jogo do time na temporada, os melhores vieram de fora, não cresceram na base: Victor, com vitórias incríveis; Rodrigo, com o gol e a força na defesa; Jonas, com dois chutes no poste; Borges, um gol de cabeça.

A vitória dos medalhões não significa que a base não é o caminho. É, tenho certeza. O que aconteceu foi que, na hora da decisão, Silas insistiu com os “estrangeiros”. Mithyuê mais armado que Hugo, segundo atacante, não ganhou a posição. Ferdinando, mal na Ressacada, não ofereceu seu posto a Fernando. Só Neuton foi chamado. E só porque não havia mais ninguém disponível e o técnico não conta mais com Bruno Collaço.

Silas, é bom lembrar, usou o intervalo, em Florianópolis e no Beira-Rio, para transformar o time. Nas duas vezes, voltou melhor. Contra o Inter melhor ainda, porque ele acertou o meio-campo com Adilson e Willian Magrão.

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Na casa de Manga, Victor fez as melhores defesas

26 de abril de 2010 24

Hoje é o Dia do Goleiro.

O 26 de abril é consagrado ao jogador que ocupa a posição mais ingrata das 11 do futebol.

Se comemora desde os anos 1970, mas só em 1976 se oficializou a data numa homenagem ao goleiro Manga, na época o melhor do país.

Ontem, na casa histórica de Manga, Victor fez as melhores defesas do Gre-Nal 380 – embora Abbondanzieri tenha salvado o Inter em duas ocasiões.

Victor completou a sua missão. Por três vezes, sempre nas conclusões de Walter, Victor garantiu a invencibilidade do seu gol.

O Dia do Goleiro foi sugestão de Raul Carlesso, um dos primeiros a desenvolver no país um trabalho específico para a posição. Carlesso aplicou seu método na Seleção que disputou a Copa da Alemanha em 1974. Seu livro “Manual de Treinamento do Goleiro” é usado até hoje.

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Cotação: 14 gremistas e uma grande vitória

26 de abril de 2010 36

Vi o Grêmio assim. Siga as linhas abaixo e diga se eu tenho razão. Ou não.

Sua opinião é bem-vida.

(Se quiser ver também a cotação do Inter, clique aqui).

Victor – Fez grandes defesas, na sua maioria em chutes fortes de Walter. Mostrou, outra vez, que o seu momento é especial. Deve ser um dos 23 da lista de Dunga.

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Edilson –
O mais discreto da defesa. Com a bola no pé, vai bem. É ala, não lateral. Marca pouco. Mas fez um bom jogo, como todos os seus colegas.

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Mário Fernandes –
Um dos nomes do jogo. Ganhou maioria das disputadas com o ataque colorado. É um grande jogador, múltiplo, joga em diferentes posições com a mesma qualidade.

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Rodrigo –
É baixo para um zagueiro de área. Compensa com um grande senso de colocação. Na bola rasteira dificilmente é batido. Fez um gol de centroavante. Um dos destaques.

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Neuton –
A surpresa do clássico, agradável aos gremistas. Anulou os ataques, dominou o lado esquerdo e ainda buscou o ataque. Um dos nomes do jogo. Não é lateral. É zagueiro pelo lado esquerdo. Será um bom reserva de Rodrigo. O clube busca alguém da função.

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Ferdinando –
Fez um bom primeiro tempo. Atento, marcador. Mas sem a qualidade exigida para a função.

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Willian Magrão –
Ainda não foi o jogador que o Grêmio espera, embora tenha se esforçado. Correu o campo inteiro, combateu, se entregou ao jogo. Precisa melhorar o passe. É o melhor jogador da função, titular absoluto.

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Leandro –
Passou grande parte do jogo sumido, não marcou, não armou. Perdeu um gol certo na grande área. Está esquentando o lugar de Maylson. É segundo atacante, nunca um marcador. Está jogando na posição errada.

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Hugo –
Fez um bom jogo, se movimentou, ajudou o meio-campo e ainda foi criativo. Faltou o arremate. Mas o lugar é de Douglas, que volta domingo. Hugo é segundo atacante, nunca um armador. Mas, às vezes, faz a meia.

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Jonas –
Não ofereceu um segundo de paz ao setor defensivo colorado. Carimbou a trave duas vezes. Foi muito participativo. Merecia um gol.

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Borges –
Perdeu um gol no primeiro tempo. Ele e Pato. Chutou errado, pelo lado esquerdo. Não perdoou na segunda chance. Fez de cabeça, subiu mais do que seus 1m75cm imaginam. Borges foi a melhor contratação do Grêmio em 2010.

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Adilson –
Substituiu Fedinando com larga folga. Marcou. Apoiou. Deu nova vida ao meio-campo. Só não é titular porque Silas vê um futebol em Ferdinando que raros enxergam. Se melhorasse a entrega de bola, com a sua movimentação, seria um volante especial.

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Ozeia –
Entrou no lugar de Hugo aos 40 minutos. Era a hora do sufoco do Inter, não teve tempo para mostrar seu jogo.

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Rochemback –
Quando ele entrou, Leandro saiu. O volante entrou no ritmo da equipe. Jogou pouco mais de 10 minutos. Mas foi importante, cobrou a falta do gol de Borges.

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Cotação: 14 colorados e uma grande decepção

26 de abril de 2010 12

O Inter correu lutou, mas foi superado pelo Grêmio. O jogo foi 2 a 0. Poderia ter sido o dobro.

Leia a cotação dos jogadores do Inter. Opine. Gostaria de ler a sua. No futebol não existem verdades. Só opiniões.

(Se quiser conferir a cotação do Grêmio, clique aqui).


Abbondanzieri – Sem culpa nos gols, fez ainda duas difíceis defesas, as duas em conclusões de Jonas. O Inter perdeu, mas Victor, do outro lado, fez um maior número de defesas complicadas no jogo.

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Nei –
Esforçado como sempre, dedicado, mas sem talento. Não conseguiu fazer a jogada pessoal, nem chegar a linha de fundo. Partida muito discreta.

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Bolívar –
Combateu Borges sem trégua, mas viu o centroavante marcar de cabeça. Foi o melhor da defesa colorada. Cresce quando tem Índio ao lado ou um companheiro mais qualificado do que Sorondo.

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Sorondo –
Bem contra o Quito, três dias atrás, mal no clássico. O uruguaio não ofereceu segurança à zaga. Parece que falta mobilidade ao zagueiro. Fabiano Eller, em forma, é superior.

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Juan –
É zagueiro. Não pode ser lateral/ala. Falta ao jogador mobilidade, agilidade e velocidade para a função. Não chega a linha de fundo, não completa a jogada ofensiva. Mas é jovem. Gostaria de vê-lo na zaga, onde joga mais do que Sorondo, fácil.

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Sandro –
É bom jogador, um dos melhores do Inter, o melhor volante gaúcho, mas no clássico fez um exibição de jogador normal. Não estava no seu dia.

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Guiñazu –
Foi o volante valente de sempre, correu, pegou, lutou. Só que o time não foi junto com ele.

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Andrezinho –
A maior decepção da partida. Não foi um jogador participativo, não criou. Só empenho e nada mais. Foi substituído com razão. Fez um grande jogo na quinta-feira passada. Não repetiu. É engraçado, ele não se sustenta entre os titulares.

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D’Alessandro –
Estava estressado. Discutiu com Leonardo Gaciba e com os adversários. Perdeu a atenção no jogo, caiu ainda mais de rendimento e foi substituído. Outra decepção colorada, ainda ele que tem sorte em clássicos. Pela fama que tem, D’Ale precisaria jogar mais, ter uma média mais alta. Quando ele está nos seus dias, o Inter é outro, muito mais competitivo.

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Walter –
Foi o melhor atacante colorado, mesmo jogando longe da grande área, às vezes quase como ponta esquerda. Perdeu um gol sem goleiro, mas foi o atacante que mais concluiu.

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Alecsandro –
O goleador colorado de 2009 e da atual temporada fez uma das suas piores partidas de vermelho. Jamais perturbou a defesa adversária.

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Edu –
Não encontrou as soluções ofensivas que Fossati esperava. Foi anulado nos seus quase 20 minutos em campo.

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Giuliano –
Fossati chamou Andrezinho, apostou num novo meia, mas o setor criativo do Inter continuou apático. Giuliano não é um articulador. O jogador é a grande decepção da temporada. Se alguém me pedisse um nome em janeiro, eu diria Giuliano.

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Kléber Pereira –
Entrou no final, no desespero como o quarto atacante do Inter no Gre-Nal. Pouco fez. Se a bola não se oferece no setor, de nada adianta encher o time de atacantes.

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Grêmio poderia ter feito quatro no Gre-Nal

25 de abril de 2010 267

O Grêmio fez a sua melhor partida em 2010. Foi ao Beira-Rio e desmontou o Inter.

Fez 2 a 0, poderia ter dobrado o escore. Chutou três vezes na trave. No segundo jogo, no Olímpico, o Inter precisa fazer 3 a 0. O Gauchão se aproxima do Grêmio.

O Inter estava apático e se deixou envolver. Não foi o mesmo time que patrolou o Deportivo Quito.

Silas surpreendeu, reorganizou o time. O Grêmio correu como nunca, disputou todas as bolas. Marcou e fez da dedicação a sua grande arma. O time de Florianópolis, que patinou na Ressacada, sumiu. Mário Fernandes foi o melhor em campo. Rodrigo foi destaque. Borges fez o que o centroavante deve fazer, o gol. Neuton se transformou na surpresa do clássico. O garoto jogou com simplicidade e competência. Foi um dos destaques.

O Grêmio não deu espaço ao Inter, criou mais. Ganhou o jogo com inteira justiça.

O Inter sentiu demais a falta de Kléber. Andrezinho esteve apático. D’Alessandro, irritado demais. Walter criou as maiores chances do Inter, mas encontrou Victor.

A torcida gremista gastou a garganta no Beira-Rio. Fez uma festa que será lembrada durante anos. Vencer Gre-Nal na casa do adversário é o sonho de qualquer torcida. O último domingo de abril foi gremista. E ninguém vê injustiça alguma.



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Gre-Nal é #grenal

25 de abril de 2010 3

Pessoal, vocês podem acompanhar ao vivo o Gre-Nal 380.

Pelo twitter @blogdozini, vou postar comentários em tempo real de Inter x Grêmio, primeiro jogo das finais do Gauchão, às 16h.

Em até 140 caracteres, comentários e informações, minuto a minuto, de uma das maiores rivalidades do Brasil.

Vocês também podem conferir a cobertura em tempo real, no blog Pré -jogo.

Bom jogo e não deixe de participar.


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Sala de Domingo (25/04)

25 de abril de 2010 0

Sob o comando de Nando Gross, debatemos, é claro, as questões relativas ao Gre-Nal 380.

Também falamos de Seleção e de Dunga.

A semana passada a limpo, e o que vem por aí.

Ouça a íntegra do programa:

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O início e o fim de um Gre-Nal

25 de abril de 2010 7

Grêmio e Inter é jogo de atenção máxima, mas o primeiro gol do clássico tem saído nos primeiros minutos.

Em três dos últimos seis jogos (os cinco de 2009 e o único deste ano, em Erechim), o Inter abriu o placar antes dos quatro minutos.

Se no início a atenção tem deixado a desejar, principalmente por parte do Grêmio, no final, com os jogadores desgastados, o retrospecto é pior. Nos Gre-Nais de 2009 para cá, nos cinco mais recentes, os gols que decidiram as partidas saíram no último quarto. O Grêmio ganhou um, o do centenário, e perdeu outros quatro.

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Os segredos de Gaciba para o Gre-Nal 380

24 de abril de 2010 30

Lucas, oito anos, marinheiro de primeira viagem no mundo do futebol, estranhou. O pai não gritava gol, não vibrava, não levantava da cadeira e saía correndo de felicidade nos jogos de Grêmio ou Internacional.

Estranhou mesmo.

Todos os amiguinhos, os amigões, os pais, os tios e os avós deles, todos eles, sem exceções, sempre escolhem e vestem uma das duas cores clássicas do futebol gaúcho. Aos poucos, o menino se deu conta de que o pai, o árbitro Leonardo Gaciba, 39 anos, que faz neste domingo o seu 10º Gre-Nal (quatro vitórias coloradas contra duas tricolores e três empates), era um pai diferente dos outros pais normais dos coleguinhas que frequentam o mesmo colégio da Capital.

Gaciba entendeu o guri quando, numa festa na escola, os pais precisavam adivinhar o desenho de cada filho. Observou um monte de traços coloridos mostrando camisas do Grêmio e do Inter. Não poderia ser. Outro, numa cartolina branca, uma camisa amarela da Seleção vestia um jogador brasileiro.

– Era o do Lucas, só podia ser ele – ri alto Gaciba numa pequena sala, inundada pelo som de música eletrônica que escapa do grande salão da sua bem equipada Gaciba Fitness, a academia da Vila Ipiranga.

– Hoje vibramos juntos nos gols da Seleção, pulamos, nos abraçamos.

Os sinais de Gaciba

Gaciba ainda está abatido pelo jet lag de uma viagem num estreito Boeing entre Goiás e Porto Alegre no começo da tarde chuvosa de quinta-feira – 72 horas antes do primeiro clássico da decisão do Gauchão 2010 e 15 horas depois de apitar Goiás e Vitória. De um lado estará Altemir Hausmann, um dos bandeirinhas que acompanharão Carlos Simon na Copa do Mundo da África do Sul, em junho, do outro José Bittencourt.

Com o primeiro Gaciba fará seu 126º jogo, com o outro, o 56º – o trio é estreante em Gre-Nal. Eles se conhecem, se entendem, se comunicam, às vezes com gestos.

– Tenho absoluta confiança nos meus assistentes. Aliás, eles são cada vez mais exigidos em campo. Nós árbitros desenvolvemos sinais próprios que nos ajudam e nos protegem em alguns lances decisivos, independentemente do rádio, que favorece a comunicação imediata.

– Quais sinais? – eu pergunto, curioso.

– Um deles é nos lances de ataque, por exemplo, quando há dúvida se a falta aconteceu no interior da grande área ou nas proximidades do risco da cal. Se for fora da área, o auxiliar estanca. Fica parado. Se aconteceu pênalti, ele corre em direção à linha de fundo. Trabalhar com auxiliares competentes é só o que e juiz precisa (risos).

– Vocês têm mais algum sinal particular, Gaciba?

– Sim, o gesto dos cartões é diferente. Quando a confusão começa perto do auxiliar, mais do que nas minhas proximidades, se o assistente levar a mão no peito, é cartão amarelo. Eu vou lá e apresento o cartão. Se ele postar a mão na altura do bolso traseiro do calção, é um sinal que o lance merece o vermelho.

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VÍDEO: Gaciba revela sua preparação rumo ao 10º Gre-Nal da carreira

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Gaciba começou na várzea em Pelotas
no despertar dos anos 1990. Nove anos depois trabalhou no seu primeiro Gre-Nal – Inter 1 a 0, gol de Gonçalves. Onze anos depois, ele enfrenta o décimo desafio, depois de ser eleito, entre 2005 e 2008, o melhor árbitro do Brasileirão – no ano passado ficou em segundo lugar.

– Não mudo mais a minha rotina em Porto Alegre. Já mudei, me preocupei, deixei de fazer muita coisa. Hoje saio antes e depois, vou no súper com a minha mulher e filho. À noite, depois do clássico, janto fora, quase sempre numa galeteria da Zona Norte. O que eu não quero é ser uma marca negativa no Gre-Nal. Tipo o juiz do Grêmio do gol impedido, o do dois pênaltis mal marcados a favor do Inter…

– O torcedor não fica pegando no pé, enchendo o saco, estas coisas… ?

– Ele mudou. Os caras brincam, fazem piadas, pedem pênaltis (risos). A fase de agressividade passou. Alguns dizem que torcem pelo juiz gaúcho nos grandes jogos.

“Gre-Nal não é um recomeço”

Gaciba mandou gravar as partidas de Avaí e Grêmio, quarta e Inter e Quito, quinta. Separou dois DVDs. Seria a sessão de cinema de sábado. É parte da munição para o domingo.

– Tento descobrir antes como os times jogam, o esquema tático, se fazem linha de impedimento, se tem zagueiro na sobra, se os laterais viram ponteiros, se tem jogadas ensaiadas, como se comportam em lances de área. Toda a informação é bem-vinda. Eles sempre mostram algo, exibem o comportamento do time, projetam as jogadas.

Gaciba poderia estar no lugar de Simon no Mundial. Tinha competência para tanto. Não rodou no campo de jogo, mas na pista de atletismo. Não conseguiu superar os pesados testes físicos exigidos pela Fifa, perdeu também o escudo da entidade, que o habilitava a apitar jogos em todo o mundo. Hoje seu brevê atende apenas o Brasil.

– O problema era de cabeça …

– Falam que foi o cigarro?

– Bobagem, larguei… Este ano, em três meses, fiz três testes. Passei em todos. Resolvi encarar o dia dos testes como se fosse um período normal de exercícios. Acho que superei o problema.

– Você pode recuperar o escudo da Fifa?

– Sim, com boas atuações no Brasileirão. Posso fazer novo teste da Fifa em novembro e me sair bem.

– E a Copa de 2014? – pergunto.

– Ah, é mais dificil. O Héber Roberto Lopes e o Paulo César Oliveira são os dois nomes preferenciais. Não sei…

Ele não vê o Gre-Nal como um recomeço
depois de perder o precioso emblema da Fifa no final de 2009. Acha que o clássico já foi muito mais disputado, pegado, guerreado. Mas ainda exibe a maior rivalidade do país entre os fãs locais.

– A grande maioria dos jogadores chega de fora. Eles se respeitam mais. Hoje jogam com a camisas diferentes. No segundo semestre poderão estar juntos num Santos, Flamengo ou Cruzeiro.

O Gre-Nal mudou.

Gaciba mudou.

Mas uma segunda-feira pós-Gre-Nal nunca muda, nem na academia de Leonardo Gaciba, onde os torcedores dos dois times são sempre bem-vindos e o pequeno Lucas desfila feliz da vida com uma camisa amarela da Seleção.



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Copa 2014 em Porto Alegre a perigo

24 de abril de 2010 47

Porto Alegre corre sério risco de perder a vaga como cidade-sede da Copa do Mundo de 2014.

Não há sinais visíveis da anunciada modernização do Beira-Rio, das novas obras no Aeroporto Internacional Salgado Filho, na melhoria do transporte coletivo, das ruas e das estradas, entre outras.

Porto Alegre não está só, outras capitais também não cumpriram os prazos estipulados pela Fifa. Dia 31 de março, a Fifa fez uma primeira visita as 12 cidades-sede e não encontrou nada de novo. Deve conhecer cenário quase idêntico no dia 3 de maio, data da segunda visita oficial. Será necessário agora um terceiro adiamento.

A Fifa pedia oito cidades-sede. O governo insistiu com 12. Queria todas as regiões do país representadas no Mundial.

As cidades escolhidas foram Cuiabá, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.

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