Os números do Dunga o sustentam. O grupo dele é vencedor.
Tem bola para erguer a Copa do Mundo da Fifa? Tem.
Copa é torneio. É imprevisível. É mata ou morre.
A França de 98 ganharia 15 vezes do Brasil em 20. A de 2006 perderia 18 em jogos normais. Não há normalidade num Mundial. Só acaso, sorte ou azar, nem sempre o bom futebol é o vencedor.
Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho e etc, quadrados e quintetos mágicos afundaram quatro anos atrás.
Um dia depois da derrota da França, o Brasil inteiro pediu jogadores esforçados, menos festas e mais trabalho, e não mais estrelas milionárias sem um pingo de suor, lágrimas e vergonha.
Dunga foi atrás da ideia. Formou um grupo, fez um time, que não joga como uma Seleção. Os europeus detestaram o futebol pragmático da Seleção. Preferem os bailarinos. Perderam todas, Portugal, Itália (três vezes), Argentina (twice), Inglaterra (twice again)... Ufa!
Eu não aprovo as suas 23 convocações. Queria ver Victor, preferia Ganso, não levaria dois laterais esquerdos, trocaria Josué. Mas no atacado ele foi bem. Não gostei do discurso do Dunga fora do futebol, mas não misturo. O que ele falar sobre qualquer coisa que não seja futebol entra por um ouvido e sai reto pelo outro. Desligo o rádio, fecho a TV, pulo a página do jornal.
Não defendo Dunga, nem ele precisa. Defendo uma Seleção que está ganhando. Só.
O Dunga que interessa é o da bola.
E na bola ele e sua Seleção vão bem, saem do Brasil como favoritos. Como saiu a de Parreira em 2006. Mas agora com muita, mas muita vontade. de jogar futebol, deixar algumas travas de chuteiras nos campos africanos...







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