Um gol é pouco, mas quem não tem um precisa de dois.
O Inter venceu, superou o Estudiantes, fez 1 a 0. Vitória econômica, apertada, sofrida.
Corre a La Plata em busca do empate no segundo jogo, quinta-feira. Se marcar um, os argentinos precisam fazer três. Será um jogo difícil, mais complicado.
O Estudiantes vai atacar. O Inter não pode apenas se defender. Precisa se postar como time grande, sem repetir o medroso e desastrado esquema usado contra o pequeno Banfield.
O resultado não é folgado, foi duro. Não foi injusto. Nasceu na cabeça de Sorondo na reta final do jogo de 40 mil pessoas no Beira-Rio – por que os estádios gaúchos não lotam mais nas decisões?
O Estudiantes se postou atrás, se guardou, especulou, buscou o 0 a 0. Ficaria feliz, faria a volta olímpica com um empate em um gol. Verón é um grande jogador, flutua em campo, dá o toque, o passe, o lançamento.
Como diria um comentarista famoso:
- Que jogador!

O Inter buscou o gol desde o começo. Foi valente, mas não jogou uma grande partida. O Inter tem um problema grave. Chuta pouco, quase nada. Toca a bola, toca bem, toca muito. Roda, circula nas imediações da grande área, mas deixa as conclusões para depois. Parece que precisa estar na pequena área para concluir.
Jorge Fossati se passou, sacou D’Alessandro, que era um dos destaques, mas foi bem quando trocou o apático Walter pelo ligado Taison, oferecendo maior mobilidade ao ataque.
Gostei de Bolívar, como sempre, é possível elogiar Sorondo, saudar Guiñazu, aplaudir D’Alessandro e quem mais, quem? Ninguém.
O Inter foi lutador, encarou os argentinos, botou o pé na bola, mas não jogou um futebol capaz de deixar seus fãs tranquilos.
O ideal era vencer por mais de um gol. O jogo de volta está aberto.
O Estudiantes é um dos melhores times da América.








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