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Posts do dia 13 maio 2010

Em noite de Verón, Sorondo na cabeça

13 de maio de 2010 69

Um gol é pouco, mas quem não tem um precisa de dois.

O Inter venceu, superou o Estudiantes, fez 1 a 0. Vitória econômica, apertada, sofrida.

Corre a La Plata em busca do empate no segundo jogo, quinta-feira. Se marcar um, os argentinos precisam fazer três. Será um jogo difícil, mais complicado.

O Estudiantes vai atacar. O Inter não pode apenas se defender. Precisa se postar como time grande, sem repetir o medroso e desastrado esquema usado contra o pequeno Banfield.

O resultado não é folgado, foi duro. Não foi injusto. Nasceu na cabeça de Sorondo na reta final do jogo de 40 mil pessoas no Beira-Rio – por que os estádios gaúchos não lotam mais nas decisões?

O Estudiantes se postou atrás, se guardou, especulou, buscou o 0 a 0. Ficaria feliz, faria a volta olímpica com um empate em um gol. Verón é um grande jogador, flutua em campo, dá o toque, o passe, o lançamento.

Como diria um comentarista famoso:

- Que jogador!


O Inter buscou o gol desde o começo. Foi valente, mas não jogou uma grande partida. O Inter tem um problema grave. Chuta pouco, quase nada. Toca a bola, toca bem, toca muito. Roda, circula nas imediações da grande área, mas deixa as conclusões para depois. Parece que precisa estar na pequena área para concluir.

Jorge Fossati se passou, sacou D’Alessandro, que era um dos destaques, mas foi bem quando trocou o apático Walter pelo ligado Taison, oferecendo maior mobilidade ao ataque.

Gostei de Bolívar, como sempre, é possível elogiar Sorondo, saudar Guiñazu, aplaudir D’Alessandro e quem mais, quem? Ninguém.

O Inter foi lutador, encarou os argentinos, botou o pé na bola, mas não jogou um futebol capaz de deixar seus fãs tranquilos.

O ideal era vencer por mais de um gol. O jogo de volta está aberto.

O Estudiantes é um dos melhores times da América.



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Verón e o drama do Beira-Rio

13 de maio de 2010 21

O Olímpico viu PH Ganso. O Beira-Rio receberá JS Verón.

Dê boas vindas ao futebol.


O fã colorado quer um Verón atrapalhado com a bola na decisão desta quinta. Quer vaiar o jogador, observá-lo em dia de atrapalhado volante de contenção, sem brilho, sem os passes perfeitos, o chute diferenciado. Torcedor é para ser entendido, não julgado.

JB Verón é um dos melhores jogadores do nosso vasto continente. Tão bom que jogaria na Seleção. Verón precisa ser marcado, mas precisa ser admirado. É o tipo do jogador que todo o time precisa, que todo o torcedor sonha, que todos ligam a tevê para ver e rever suas jogadas.

O Estudiantes conseguiu se classificar em primeiro lugar no Grupo 3, que ainda tinha Alianza Lima (PER), Juan Aurich (PER) e Bolívar (BOL), e detonou o San Luis (MEX), com duas vitórias, 1 a 0 no México e 3 a 1 na Argentina.

É um adversário difícil, talvez o mais complicado até o momento na Libertadores. O problema aumenta quando todos sabem que o Inter ainda não encontrou seu jogo com Fossati - e o nervosismo de Jorge é um indício claro. A boa notícia é a volta de Kléber - e com ele a criatividade.

- Kléber joga. É preciso ver se serão dois ou três zagueiros para ver quem sairá da equipe. Não estou com muita pressa para decidir - disse o técnico do Internacional.

No Estudiantes, a única dúvida do técnico Alejandro Sabella é o companheiro do qualificado José Sosa, pré-convocado na lista de 30 jogadores da seleção argentina: Mauro Boselli ou Leandro González.

O primeiro jogo de dois, o início do clássico mata-mata, promete uma partida dramática, vencer os argentinos é sempre uma cena de cinema em competições sul-americanas. Do outro lado está o campeão da Libertadores 2009. Não que o Inter não possa vencer os argentinos. Pode. E meu palpite é que vai. A dúvida é o próprio Inter.

Qual o seu real poder em nossos atarantados dias?

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Reaparece o Imortal Tricolor

13 de maio de 2010 206

Meu Deus!

Por onde começar, o que dizer?

Como explicar?

Se o Brasil tivesse que mostrar um jogo ao mundo nos primeiros cinco meses de 2010, exibiria Grêmio e Santos (4 a 3). Foram marcados sete gols, dois no primeiro tempo. Foi uma decisão com tudo o que o futebol pede, exige, oferece. Foi um espetáculo.

Foi um grande jogo. Foi o melhor que o Olímpico viu em anos.

O Grêmio perdia por 2 a 0. Fez quatro em 30 minutos no segundo tempo. Virou o jogo com uma atuação épica, histórica. Performance que os filhos contarão aos netos em três gerações. Jogo que se vê, revê, se conta e se espalha.

Jogos como o desta quarta definem a fama do Grêmio como o Imortal Tricolor.
Perdia, virou. Parecia entregue, buscou forças no intervalo, no vestiário.

Saiu com um 4 a 3, um escore apertado, difícil de ser sustentado na Vila Belmiro, mas teve uma recuperação que encantou os quase 40 mil que foram ao Olímpico, que emocionou os milhares (milhões?) de gremistas espalhados pelo Rio Grande do Sul.


Porto Alegre viu um grande Santos, rápido, insistente, ofensivo, qualificado e que fez dois gols na falha do adversário e dominou um assustado Grêmio no começo.

O Santos perdeu gols, mas o melhor em campo no primeiro tempo foi Felipe, que defendeu até pênalti. Os paulistas poderiam ter ampliado, perderam gols, envolveram um perturbado tricolor. Se a etapa inicial terminasse 5 a 3 para o Santos muito poucos seriam contra.

O Grêmio voltou diferente na segunda parte. Errou menos, pressionou mais, marcou melhor. Os gols foram saindo ao natural nas falhas santistas, na pressão, no grito, mas também na qualidade de Jonas, Borges e Douglas.

Borges, o craque do jogo, fez três.
Jonas guardou o quarto.

A vitória foi épica, mas a defesa, com Ozeia, Edilson e Joílson falhou demais
, Rochemback entrou e o Grêmio caiu. Silas precisa reorganizar seu sistema defensivo.

Alçapão santista, a Vila é um campo apertado, com a torcida em cima e uma pressão de jogo no interior gaúcho. O leve, ambicioso e habilidoso Santos é um perigo. Em casa, o perigo é sempre triplicado.

O empate é gaúcho. Mas empatar com o Santos do craque PH Ganso é tarefa especial. Com Neymar, que volta, o problema é pior.
-
O Santos continua favorito.

Mas ninguém apaga a inacreditável virada tricolor no Sul.

Façanha digna do Imortal Tricolor.




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