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Posts do dia 24 maio 2010

VÍDEO: Análise da coletiva de Juan e Thiago Silva

24 de maio de 2010 0

Luiz Zini Pires e Sérgio Boaz analisam a entrevista coletiva da Seleção Brasileira desta segunda-feira, com os zagueiros Juan e Thaigo Silva.

Veja o vídeo:

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Ao Vivo: Coletiva da Seleção 24/05

24 de maio de 2010 0

Acompanhe ao vivo a entrevista coletiva da Seleção Brasileira desta segunda-feira, no CT Caju.

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Daniel Alves, o 12º homem de Dunga

24 de maio de 2010 0


Daniel Alves é baixo e forte. Tem 1m73cm que parece menos quando observado de perto, talvez pelos seus 64 quilos muito bem distribuídos no corpo de um jovem no melhor da sua forma física. Ele é lateral-direito, reserva de Maicon, o melhor do mundo na posição, vale R$ 200 milhões na cláusula principal de um contrato que se encerra em 2012 e custou R$ 100 milhões dois anos atrás ao Barcelona – que o tem como um dos seus quatro espetaculares “baixinhos”, ao lado de Messi, o número 1 do mundo, Xavi e Iniesta.

Dani, como os amigos e os colegas o chamam, é o 12º segundo homem de Dunga. Esteve ao lado do comandante 42 vezes nas 53 convocações dos quase quatro anos de Dunga na Seleção. Jogou 34 partidas, 11 como titular, marcou três gols.

Daniel não é reserva cinco estrelas só por jogar como um lateral completo. É capaz de atuar dos dois lados da defesa, atacar e defender, mas especialmente pela capacidade de desempenhar as funções de um jogador do meio campo. Na emergência, atua também como um verdadeiro meia direita.

No banco, Daniel Alves pode entrar numa partida em pelo menos cinco posições. Ele é polivalente, capaz de agradar todos os técnicos. Sabe passar, chutar, suas faltas são temidas, e lança com precisão. Fez seis assistências com a camisa amarela.

Em Curitiba, no seu primeiro encontro com a imprensa, confiante e articulado, ele se alegrou, primeiro, por estar entre os 23 convocados. Sabe, por outro lado, que Dunga o tem como uma homem de confiança, capaz de jogar em diferentes setores da equipe com o mesmo desempenho.


Nove anos atrás, ele ainda estava nascendo para o futebol no Bahia, depois de ser revelado em Juazeiro. Era apenas um defensor com atributos de ala. Foi o técnico carioca Evaristo Macedo, campeão da Copa do Brasil com o Grêmio, que o confirmou entre os 11 titulares do time mais popular do Estado. Em 2002, surgiu o Sevilla, depois da sugestão de Evaristo, ídolo no Real Madrid e no Barcelona, que o levou para a Europa com as maiores expectativas. Primeiro por empréstimo, logo contratado em definitivo.

Em quase seis anos de Sevilla ganhou a lateral, a confiança da torcida, um Mundial Sub-20 com a Seleção, levantou uma Copa da UEFA (hoje Liga Europa) e despertou o interesse do Liverpool e do Chelsea. O Barcelona foi mais rápido e bancou a contração. Via o baiano todas as semanas em La Liga.

A partir junho de 2008, com a camisa do clube catalão, ganhou o título espanhol, o continental e o mundial ao lado de Messi. Foi mais um brasileiro reverenciado na Europa que se apresentou na nublada Curitiba com a faixa de campeão atravessada no peito.

Lionel Messi é seu amigo, mas eles não falam em seleção, nem sobre a Copa do Mundo da África do Sul. Prefere não cruzar com os argentinos no Mundial – na Copa América, três anos atrás, foi de Daniel o gol que liquidou a seleção da Argentina na final e ainda ofereceu uma assistência.

A Copa, que começa em 18 dias, é um torneio que Daniel Alves prevê como competitivo ao extremo e com muitos gols, com os ataques superando as defesas. Ele acha que os sistemas táticos mais defensivos serão superados pela qualidade dos atacantes de diferentes seleções.

Essa não é a previsão de um lateral defensivo. É pensamento do ala e do meia ofensivo. Daniel não escolhe posição. Quer ser lembrado.

Se alguém perguntar, ele pode não dizer, mas quem o vê em campo no Barcelona todas as semanas sabe que é no ataque que ele se completa. Quem bota Messi na cara do gol não pode acessar Luís Fabiano e Robinho?

Dunga sabe que sim. Só espera a melhor oportunidade, sempre no meio de um jogo encrencado para o Brasil. Daniel é experiente e sabe que dificilmente a Seleção que começa é a mesma que termina uma competição. Quem entra, se jogar bem, fica, assume a titularidade.

Daniel Alves, um lateral de R$ 200 milhões, mira cinco posições.



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O último domingo da Seleção no Brasil

24 de maio de 2010 4


A Copa do Mundo da África do Sul começa em 18 dias, o Brasil estreia em 22, mas ontem, no último domingo da Seleção no país, os jogadores continuaram distantes dos fãs que foram bater na porta do CT do Caju desde as primeiras horas da manhã.

Curitibanos de todas as idades e condições sociais imaginaram que domingo, por ser dia de futebol, Dunga e os seus mostrariam um sorriso, dedicariam um autógrafo, estariam dispostos para abraçá-los em duas ou três fotos. Coisa rápida, só um agradecimento pela calorosa presença de todos.

Ganharam apenas modestos acenos dos jogadores no final da tarde durante o treino físico.

A imprensa, mais de 200 jornalistas, viu Gilberto Silva e Kleberson na entrevista coletiva. Depois, no meio da tarde, cinegrafistas e fotógrafos documentaram parte do treino físico liderado por Paulo Paixão, sem Kaká e Luís Fabiano.

Os fãs continuam batendo na porta do CT e voltando.


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:: Veja como o domingo passou correndo na porta do CT do Caju, em Curitiba:
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9h
(começa o treino da manhã dos jogadores, distante dos olhos da imprensa)

A entrada principal do Centro de Treinamento do Caju, no bairro Sítio Cercado, está protegida por uma viatura da PM, seguranças e funcionários do Atlético-PR. Cerca de 10 pessoas se aglomeram na entrada, pedem passagem, mas não são ouvidas.

9h30min – Adílson Dos Santos exibe bandeiras (entre R$ 5 e R$ 300), perucas (R$ 20) e mantas (R$ 15) na Rua Lupinópolis, no começo dos 150 metros protegidos por seguranças e por onde circula a imprensa antes de entrar no CT para as entrevistas coletivas.

— Cheguei de Balneário Camboriú, vendi cem bandeiras. Poderia ser melhor se os treinos fossem abertos — reclama o vendedor, peruca com as cores do Brasil na cabeça.
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10h – Andressa Justino, 18 anos, Cristiane Laversdors, 26, e Dayane Almeida, 24, servem café, cortesia de um dos patrocinadores da Seleção, na portão de entrada da imprensa. Calculam servir 300 doses até perto das 17h.

10h – Maria Neusa Rosa, 59, completa duas horas na entrada do CT. Veio com uma bandeira, uma das 20 que tem em casa em Curitiba. É a mesma bandeira que festejou o Penta. Ela adora a Seleção. Está indignada:

— O povo brasileiro é sofrido, será que o Dunga não pode nos dar uma presente?

10h30min –
Josias Garcia (foto abaixo), 32, pedalou 30 minutos pelas ruas de Curitiba. Estacionou a bicicleta atrás da proteção de metal que separa os jornalistas do público e reclamou:

— Quando o Felipão mandava, como em 2001, eu entrei e vi a Seleção no CT do meu Atlético. O Brasil foi Penta. Será que o Dunga vai ser Hexa? Duvido.


11h – A chuva fina aperta e afasta umas 50 pessoas da área. Só fica quem tem guarda-chuva. Os jornalistas se acomodam no interior do CT, buscam um lugar no centro de imprensa. Dois banheiros químicos ajudam a tranquilidade geral.

11h30min (hora do almoço dos jogadores)
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12h –
Bate a fome. Nilcea Marks, que toca o Bar do Valdeci, ao lado do CT, está feliz. Vendeu 40% a mais dos seus lanches de chapa. As latinhas de cerveja bem gelada saem por R$ 2,50.

— Veio um monte de parentes me visitar, queriam ver os jogadores, mas eu não dei descontos. Gosto deles, mas negócio é negócio — diz.

12h30min – Dona Maria Neusa Rosa ainda está firme, em pé, colada a cerca, bandeira sob a cabeça, sem medo da chuva fina e confiante que um ou outro jogador vá aparecer:

— Eu sei que eles vão ficar lá dentro, mas eu sou teimosa.
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13h06min –
Começa a coletiva com Gilberto Silva e Kleberson. Silêncio no centro de imprensa. Só perguntas e respostas. A chuva aperta.

13h41min –
Termina a coletiva, os dois embarcam numa van com o logotipo da CBF e desaparecem no interior do CT de 200 mil metros quadrados. Assustam um bando de gansos que toma sol no gramado molhado.
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14h – Dez meninos com camisas amarelas e bandeiras sobem num muro lateral, ameaçam entrar no Caju por um lado lateral. Os seguranças se reorganizam. Os garotos gritam palavra de ordem contra Dunga. Um deles, camisa nova do Atlético-PR, começa a cantar:

— Dunga é argentino, Dunga é argentino.

Os outros nove não repetem o amigo, apenas agitam as bandeiras do Brasil.


14h15min – Gritaria na entrada do CT. Dona Maria Neusa Rosa não sai do lugar, bandeira nas costas, mas pergunta se é Robinho ou Kaká. Não, nenhum dos dois. Um grupo de humoristas da TV atrai a atenção de todos. Queria entrar, mas foi barrado pelos seguranças.
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15h – Dezessete caminhões com equipamentos de TV estão estacionados na rua, mais uns 30 carros usados pela reportagem. Os torcedores querem ver, tocar tudo, espiar, falar com as pessoas, matar a curiosidade.

15h30min – Mais de 50 pessoas se aglomeram na entrada do CT. Abriu o sol. Silvio Pereira, 33 anos, leva o filho Matheus, oito, no colo. Saíram de manhã de casa lotados de expectativas:

— Volto em 15 minutos. Não vou ver ninguém. Eu não dou bola, o pequeno (Matheus) é que está chateado. Ele não queria falar com os jogadores, queria só ver, contar na escola que viu. É uma judiaria com as crianças — diz.


15h40min – Uma dezena de repórteres e fotógrafos fazem um lanche ao lado do CT. São indagados se Dunga vai abrir os portões. Quando houvem um “não”, os fãs xingam Dunga.
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16h – Volta o sol depois de uma chuva rápida. A chuva manda um grupo de torcedores embora, mas logo chega outro. São jovens em sua maioria, moradores do bairro.

16h27min – Começa o treino físico. Só fotógrafos e cinegrafistas têm acesso ao interior do CT. Dunga proíbe transmissão ao vivo. Kaká e Luis Fabiano não estão treinando com o grupo. Ramires e Daniel Alves puxam a fila.


16h57min – Os jogadores acenam para os torcedores aglomerados na entrada principal do CT, do lado oposto do centro de imprensa. Dunga fica por perto, observando o movimento. Conversou bastante com os seguranças. Parecia avaliar o local.
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18h30min (hora do jantar dos jogadores)
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Começa a escurecer, a grande maioria dos jornalistas foi embora, a segurança aumenta com duas viaturas da PM. Os caminhões das TV começam a ser fechados até o dia seguinte. Os seguranças assumem a Rua Lupinópolis.

Tudo recomeça na segunda-feira, perto das 9h, quando os jogadores voltam aos treinos no interior do CT e imprensa começa a chegar para a quarta entrevista coletiva do período.

Quarta a delegação viaja para a África, às 17h.



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Treinos em dois turnos para a Seleção

24 de maio de 2010 0

Dunga programou dois treinos no Centro de Treinamento do Caju. Os trabalhos serão em dois turnos, às 9h e às 15h30min, ambos comandados pelo professor Paulo Paixão.

Hoje é o penúltimo dia da Seleção em Curitiba.

Amanhã (terça-feira), Dunga pode fazer o primeiro treino com bola. Ninguém sabe se Kaká e Luís Fabiano estarão em campo usando chuteiras ou se apenas os tênis de quem faz trabalhos físicos especiais.

O embarque para a África do Sul está previsto para as 17h de quarta-feira no Aeroporto Internacional de Brasília. Antes, às 15h, a delegação faz uma visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo deixa o Paraná às 12h30min do mesmo dia.

Os jogadores são acordados no CT do Caju sempre às 8h. Quem acorda os jogadores é o funcionário José Alberto, o Betinho. Ele bate na porta de cada quarto, dá uma bom dia ao jogadores e diz que está na hora do café da manhã.

O chef da Seleção, o gaúcho Jaime Maciel, viajou ontem (domingo) às 18h para Joanesburgo e se instala hoje mesmo no Hotel Fairway, concentração do Brasil na Copa. Ele acompanhou as delegações da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009.

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