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Posts de maio 2010

Dadá Maravilha acredita em Messi

26 de maio de 2010 3

As estrelas vestiam uniforme preto e usavam o escudo da CBF. Ganharam escolta especial, a proteção de 400 homens, entre o CT do Caju e o Aeroporto Internacional de Afonso Pena. Fora os 23 atletas da Seleção, o mais reconhecido, aplaudido e solicitado pelos fãs foi um veterano centroavante da Copa do Mundo de 1970, Dario, o Peito de Aço. Ele estava em Curitiba e, antes de voltar para Belo Horizonte, sentiu de perto a euforia dos fãs:

- Olha o Dadá Maravilha – gritou Bruno Quadros, 19 anos, estudante, torcedor do Coritiba.

- Eu quero uma foto, vamos, vamos – insistia Paulo Ernesto Dutra, 17 anos, fã do Atlético PR.

Dadá sorriu, abraçou os dois e foi logo falando da Seleção.

- Vou torcer, sou brasileiro acredito, mas não confio – diz o ex-atacante, reseva no México.

- Por quê?

- Falta criatividade. E se Kaká se machucar?

- Dunga convocou mal?

- Eu chamaria o Fábio, do Cruzeiro, o Tardelli, do Galo, o Ganso, o Neymar e ainda o Alex, o meia esquerda que está no futebol turco.

- Quais são os favoritos na África do Sul?

- A Argentina, disparado. Parece a Seleção Brasileira de 1970. Tem grandes jogadores e está crescendo na hora certa. Eu não esqueceria da competitiva Itália também.

- E que será o grande jogador do Mundial?

- Messi, Messi, claro, ele é espetacular.

- Dadá teria lugar na Seleção?

- Óbvio, meu amigo gaúcho – fala, abrindo um enorme sorriso. Quem precisa de gol precisa de Dadá, assim como o homem necessita de oxigênio.

Dario logo é engolido por um grupo de adolescentes, que estendem os celulares coloridos e pedem fotos. Uma mulher estende o filho que Dario pega no colo e diz:

- Tem cara de centroavante. Deixo eu tocar no pé dele. Dadá é milagroso.

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Antes da África, o encontro com Lula

26 de maio de 2010 3

A Seleção deixa Curitiba hoje depois de seis dias de exames médicos e treinos físicos no CT do Atlético-PR. Passa por Brasília, encontra o presidente Luiz Inácio da Silva e, em voo fretado, segue para Joannesburgo às 17h. A viagem deve demorar 10h.

Cerca de 2 mil curitibanos assistiram do portão de entrada do CT o que mais de 300 jornalistas viram bem de perto: o último treino físico da Seleção no país.

Ontem, a boa notícia foi a participação de Kaká e Luís Fabiano, que trabalharam normalmente à tarde e parecem recuperados de lesões musculares. Foi o primeiro treino de Kaká na cidade e a primeira tarde de sol desde sexta-feira. Ao contrário dos outros jogadores, o goleiros treinaram com bola. Paulo Paixão comandou duas sessões de treinos. Dunga só assistiu aos trabalhos.


A má notícia ficou por conta da decepção dos fãs, que passaram mais de duas horas pedindo para entrar no Centro de Treinamento. Por questões de segurança, pois o gramado do treino não estava cercado, a PM e o Batalhão de Choque vetaram a entrada de estranhos, que ficaram espremidos no portão principal do CT. As autoridades temiam invasões. No final do treino, durante cinco minutos, os jogadores foram ao encontro dos torcedores.

Campeão europeu, Júlio César chegou de manhã ao CT e foi aplaudido pelos companheiros. Ele é o 21º jogador do grupo. Os dois ausentes, Lúcio e Maicon, se apresentam amanhã na África do Sul.

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VÍDEO: Último treino da Seleção Brasileira em Curitiba

25 de maio de 2010 1

No último dia de treino dos jogadores da Seleção Brasileira, no Centro de Treinamento do Atlético Paranaense, cerca de dois mil torcedores ficaram no lado de fora tentando acompanhar os trabalhos.

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VÍDEO: As coletivas de Gilberto e Nilmar

25 de maio de 2010 0

Luiz Zini Pires e o repórter, da Rádio Gaúcha, Sérgio Boaz comentam as entrevistas concedidas pelos jogadores Gilberto e Nilmar no Centro de Treinamento do Atlético Paranaense.

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VÍDEO: Jornalista alemão analisa seleções da Copa

25 de maio de 2010 3

Luiz Zini Pires conversou com o jornalista alemão Carsten Bruder que falou sobre a seleção da Alemanha, as equipes europeias que são favoritas para a Copa do Mundo e o time de Dunga.

Veja o vídeo.

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VÍDEO: As coletivas de Nilmar e Gilberto

25 de maio de 2010 0

Durante a entrevista coletiva da Seleção Brasileira desta terça-feira, Nilmar contou que 2010 é o ano mais feliz da sua vida com a chegada da primeira filha e a convocação para a Copa do Mundo. Ele também falou sobre a importância do Inter na sua trajetória.

O lateral-esquerdo Gilberto falou sobre a disputa de posição com Michel Bastos e a briga pela titularidade.

Veja os vídeos das entrevistas de Nilmar e Gilberto.

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AO VIVO: Entrevista coletiva de Nilmar e Gilberto

25 de maio de 2010 0

Acompanhe a entrevista coletiva do atacante Nilmar e do lateral-esquerdo Gilberto, da Seleção Brasileira. Eles estão concentrados no CT do Caju, em Curitiba, se preparando para a Copa do Mundo, na África.

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VÍDEO: Entrevista com Pepe, campeão mundial em 1958 e 1962

25 de maio de 2010 0

Luiz Zini Pires conversou com o ex-jogador do Santos e Seleção Brasileira Pepe. Ele contou que sente saudade do time de Pelé, dos gols que marcava e da Seleção.

Veja o vídeo:

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VÍDEO: Entrevista com Márcio Santos, ex-zagueiro do Inter

25 de maio de 2010 2

Luiz Zini Pires entrevistou o ex-zagueiro do Inter e da Seleção Brasileira Márcio Santos. Ele falou sobre sua carreira no Inter, a possibilidade da equipe vencer a Libertadores deste ano e a seleção do técnico Dunga.

Veja o vídeo:

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VÍDEO: Entrevista com o capitão do Penta Cafu

25 de maio de 2010 0

Luiz Zini Pires conversou com o capitão do Penta, Cafu, em Curitiba. Ele falou sobre a seleção de Dunga e a expectativa para a Copa do Mundo.

Veja o vídeo:

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Seleção espera Julio Cesar em Curitiba

25 de maio de 2010 1

O CT do Caju recebe hoje de manhã mais um visitante ilustre. A Seleção aguarda a chegada de Julio Cesar, campeão europeu pela Inter sábado passado e um dos melhores goleiros do mundo.

O goleiro será o 21º integrante do grupo de Dunga em Curitiba. Maicon e Lúcio, colegas de Julio Cesar na Itália, se apresentam apenas na África do Sul, quinta-feira.

Uma chuva fina ocupou outra vez Curitiba, de 15°C, no começa da nublada manhã da penúltima sessão de treinos da Seleção.

Os trabalhos físicos estão sob o comando do professor Paulo Paixão. Os jogadores precisam acordar às 8h. Às 9 em ponto começa o treino.

Às 15h30min, Dunga pode comandar o seu primeiro treino com bola depois de cinco dias na capital do Paraná. Luís Fabiano deve treinar. Kaká é dúvida. Os jogadores estão loucos por um coletivo.

A Seleção embarca amanhã para a África do Sul, onde estreia dia 15 do mês que vem com a Coreia do Norte às 15h30min. Portugal e Costa do Marfim abrem o Grupo G no mesmo dia, mas às 11h, na cidade de Port Elizabeth.

A Seleção deve embarcar pela porta da frente do Aeroporto Internacional Afonso Pena, a 18 quilômetros do centro de Curitiba para receber o apoio dos fãs curitibanos. A delegação segue às 12h30min para Brasília, onde se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A viagem para o país da Copa do Mundo, que começa em 17 dias, será em voo fretado com início marcado para às 17h.

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VÍDEO: Entrevista com Rodrigo Paiva, assessor da Seleção

25 de maio de 2010 0

Luiz Zini Pires e Marcos Castiel conversaram com o assessor de imprensa da Seleção Brasileira Rodrigo Paiva em Curitiba. Ele contou como está o clima da preparação para a Copa.

Veja o vídeo:

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O preparo físico da Seleção

25 de maio de 2010 2


Dos 23 jogadores eleitos de Dunga, 21 começaram a calçar chuteiras de grife em julho passado, disputaram um mínimo de três competições cada um na competitiva Europa e desconhecem o real significado da palavra férias nos últimos 12 meses. Três titulares absolutos, Júlio César, Maicon e Lúcio, fizeram seu último jogo quase 72 horas atrás na decisão da Copa dos Campeões, depois de disputarem dois títulos italianos na primeira quinzena de maio.

Os jogadores da Seleção estão exaustos depois da maratona de jogos de campeonatos nacionais, copas e competições continentais. O capitão Lúcio, por exemplo, jogou 48 partidas na Inter, mais de 4,5 mil minutos neste período, fora as partidas com a camisa da Seleção. Seu colega Maicon atuou em 52.

Ontem, na sua entrevista em Curitiba, Juan, que atua na Roma, onde jogou só 32 vezes em 2009/2010 devido as lesões, admitiu o cansaço, mas lembrou que Dunga e Jorginho, por terem sido jogadores e atuado na mesma Europa, sabem como tratar um atleta nestas condições.

Kleberson e Gilberto jogam no Brasil e são raras exceções, pois a temporada da dupla começou em janeiro. Robinho saiu da Inglaterra meses atrás e não descansou em Santos, disputou o Paulistão e a Copa do Brasil.

Os cinco dias da pré-temporada do grupo de Dunga em Curitiba, que termina hoje, foram uma exigência do preparador físico Paulo Paixão e do médico José Luís Runco. Eles precisavam avaliar os jogadores, seja no aspecto médico (exigidos pela Fifa) e físico. Só após a avaliação é que Paixão começou a trabalhar com os jogadores ao ar livre nos excelentes, porém encharcados, campos do CT do Caju, em Curitiba. Na África, a Seleção poderá treinar mais 18 dias antes da estreia contra a Coreia do Norte, dia 15 do mês que vem em Joannesburgo.

Paixão, que garante que a preparação física do Brasil é a melhor do mundo, completa hoje seu terceiro dia de trabalho, sempre em dois turnos. Ao todo, entre domingo e amanhã, serão completadas seis sessões de treinamentos físicos (talvez um com bola na parte da tarde de hoje) antes da viagem para a África, amanhã. Paixão disse que repetirá os mesmos trabalhos das últimas duas Copas do Mundo (2002 e 2006). Falou até que os jogadores devem chegar ao seu auge físico na terceira partida da primeira fase, contra Portugal, dia 26 de junho, em Durbam. Mas como trabalha com jogadores de diferentes portes físicos e que se encontram também em distintos estágios físicos, a preparação não será comum a todos. Não se pode exigir o mesmo desempenho de Kaká, que precisa trabalhar a força, e de Luís Fabiano, que é um jogador de velocidade.


Final de temporada é um problema que historicamente incomoda a Seleção.
Paixão sempre reclama dos métodos europeus. Os jogadores chegam defasados e precisam fazer reforço muscular urgente, trabalho que os europeus não dão a atenção devida.

Paixão é um crítico. O preparador físico de três Copas entende que, em geral, os europeus não se preocupam com as condições físicas dos jogadores brasileiros.

Nos treinos físicos abertos, ontem e domingo, no CT do Atlético-PR, foi possível observar que Josué, Ramires e Daniel Alves corriam à frente dos outros grupos de jogadores. Mas todos, sem exceção, pareciam muito aplicados. Dunga, mãos nas costas, observava tudo com o sorriso dos satisfeitos.

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VÍDEO: Análise da coletiva de Juan e Thiago Silva

24 de maio de 2010 0

Luiz Zini Pires e Sérgio Boaz analisam a entrevista coletiva da Seleção Brasileira desta segunda-feira, com os zagueiros Juan e Thaigo Silva.

Veja o vídeo:

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Ao Vivo: Coletiva da Seleção 24/05

24 de maio de 2010 0

Acompanhe ao vivo a entrevista coletiva da Seleção Brasileira desta segunda-feira, no CT Caju.

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Daniel Alves, o 12º homem de Dunga

24 de maio de 2010 0


Daniel Alves é baixo e forte. Tem 1m73cm que parece menos quando observado de perto, talvez pelos seus 64 quilos muito bem distribuídos no corpo de um jovem no melhor da sua forma física. Ele é lateral-direito, reserva de Maicon, o melhor do mundo na posição, vale R$ 200 milhões na cláusula principal de um contrato que se encerra em 2012 e custou R$ 100 milhões dois anos atrás ao Barcelona - que o tem como um dos seus quatro espetaculares “baixinhos”, ao lado de Messi, o número 1 do mundo, Xavi e Iniesta.

Dani, como os amigos e os colegas o chamam, é o 12º segundo homem de Dunga. Esteve ao lado do comandante 42 vezes nas 53 convocações dos quase quatro anos de Dunga na Seleção. Jogou 34 partidas, 11 como titular, marcou três gols.

Daniel não é reserva cinco estrelas só por jogar como um lateral completo. É capaz de atuar dos dois lados da defesa, atacar e defender, mas especialmente pela capacidade de desempenhar as funções de um jogador do meio campo. Na emergência, atua também como um verdadeiro meia direita.

No banco, Daniel Alves pode entrar numa partida em pelo menos cinco posições. Ele é polivalente, capaz de agradar todos os técnicos. Sabe passar, chutar, suas faltas são temidas, e lança com precisão. Fez seis assistências com a camisa amarela.

Em Curitiba, no seu primeiro encontro com a imprensa, confiante e articulado, ele se alegrou, primeiro, por estar entre os 23 convocados. Sabe, por outro lado, que Dunga o tem como uma homem de confiança, capaz de jogar em diferentes setores da equipe com o mesmo desempenho.


Nove anos atrás, ele ainda estava nascendo para o futebol no Bahia, depois de ser revelado em Juazeiro. Era apenas um defensor com atributos de ala. Foi o técnico carioca Evaristo Macedo, campeão da Copa do Brasil com o Grêmio, que o confirmou entre os 11 titulares do time mais popular do Estado. Em 2002, surgiu o Sevilla, depois da sugestão de Evaristo, ídolo no Real Madrid e no Barcelona, que o levou para a Europa com as maiores expectativas. Primeiro por empréstimo, logo contratado em definitivo.

Em quase seis anos de Sevilla ganhou a lateral, a confiança da torcida, um Mundial Sub-20 com a Seleção, levantou uma Copa da UEFA (hoje Liga Europa) e despertou o interesse do Liverpool e do Chelsea. O Barcelona foi mais rápido e bancou a contração. Via o baiano todas as semanas em La Liga.

A partir junho de 2008, com a camisa do clube catalão, ganhou o título espanhol, o continental e o mundial ao lado de Messi. Foi mais um brasileiro reverenciado na Europa que se apresentou na nublada Curitiba com a faixa de campeão atravessada no peito.

Lionel Messi é seu amigo, mas eles não falam em seleção, nem sobre a Copa do Mundo da África do Sul. Prefere não cruzar com os argentinos no Mundial - na Copa América, três anos atrás, foi de Daniel o gol que liquidou a seleção da Argentina na final e ainda ofereceu uma assistência.

A Copa, que começa em 18 dias, é um torneio que Daniel Alves prevê como competitivo ao extremo e com muitos gols, com os ataques superando as defesas. Ele acha que os sistemas táticos mais defensivos serão superados pela qualidade dos atacantes de diferentes seleções.

Essa não é a previsão de um lateral defensivo. É pensamento do ala e do meia ofensivo. Daniel não escolhe posição. Quer ser lembrado.

Se alguém perguntar, ele pode não dizer, mas quem o vê em campo no Barcelona todas as semanas sabe que é no ataque que ele se completa. Quem bota Messi na cara do gol não pode acessar Luís Fabiano e Robinho?

Dunga sabe que sim. Só espera a melhor oportunidade, sempre no meio de um jogo encrencado para o Brasil. Daniel é experiente e sabe que dificilmente a Seleção que começa é a mesma que termina uma competição. Quem entra, se jogar bem, fica, assume a titularidade.

Daniel Alves, um lateral de R$ 200 milhões, mira cinco posições.



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O último domingo da Seleção no Brasil

24 de maio de 2010 4


A Copa do Mundo da África do Sul começa em 18 dias, o Brasil estreia em 22, mas ontem, no último domingo da Seleção no país, os jogadores continuaram distantes dos fãs que foram bater na porta do CT do Caju desde as primeiras horas da manhã.

Curitibanos de todas as idades e condições sociais imaginaram que domingo, por ser dia de futebol, Dunga e os seus mostrariam um sorriso, dedicariam um autógrafo, estariam dispostos para abraçá-los em duas ou três fotos. Coisa rápida, só um agradecimento pela calorosa presença de todos.

Ganharam apenas modestos acenos dos jogadores no final da tarde durante o treino físico.

A imprensa, mais de 200 jornalistas, viu Gilberto Silva e Kleberson na entrevista coletiva. Depois, no meio da tarde, cinegrafistas e fotógrafos documentaram parte do treino físico liderado por Paulo Paixão, sem Kaká e Luís Fabiano.

Os fãs continuam batendo na porta do CT e voltando.


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:: Veja como o domingo passou correndo na porta do CT do Caju, em Curitiba:
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9h
(começa o treino da manhã dos jogadores, distante dos olhos da imprensa)

A entrada principal do Centro de Treinamento do Caju, no bairro Sítio Cercado, está protegida por uma viatura da PM, seguranças e funcionários do Atlético-PR. Cerca de 10 pessoas se aglomeram na entrada, pedem passagem, mas não são ouvidas.

9h30min – Adílson Dos Santos exibe bandeiras (entre R$ 5 e R$ 300), perucas (R$ 20) e mantas (R$ 15) na Rua Lupinópolis, no começo dos 150 metros protegidos por seguranças e por onde circula a imprensa antes de entrar no CT para as entrevistas coletivas.

— Cheguei de Balneário Camboriú, vendi cem bandeiras. Poderia ser melhor se os treinos fossem abertos — reclama o vendedor, peruca com as cores do Brasil na cabeça.
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10h – Andressa Justino, 18 anos, Cristiane Laversdors, 26, e Dayane Almeida, 24, servem café, cortesia de um dos patrocinadores da Seleção, na portão de entrada da imprensa. Calculam servir 300 doses até perto das 17h.

10h – Maria Neusa Rosa, 59, completa duas horas na entrada do CT. Veio com uma bandeira, uma das 20 que tem em casa em Curitiba. É a mesma bandeira que festejou o Penta. Ela adora a Seleção. Está indignada:

— O povo brasileiro é sofrido, será que o Dunga não pode nos dar uma presente?

10h30min –
Josias Garcia (foto abaixo), 32, pedalou 30 minutos pelas ruas de Curitiba. Estacionou a bicicleta atrás da proteção de metal que separa os jornalistas do público e reclamou:

— Quando o Felipão mandava, como em 2001, eu entrei e vi a Seleção no CT do meu Atlético. O Brasil foi Penta. Será que o Dunga vai ser Hexa? Duvido.


11h – A chuva fina aperta e afasta umas 50 pessoas da área. Só fica quem tem guarda-chuva. Os jornalistas se acomodam no interior do CT, buscam um lugar no centro de imprensa. Dois banheiros químicos ajudam a tranquilidade geral.

11h30min (hora do almoço dos jogadores)
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12h –
Bate a fome. Nilcea Marks, que toca o Bar do Valdeci, ao lado do CT, está feliz. Vendeu 40% a mais dos seus lanches de chapa. As latinhas de cerveja bem gelada saem por R$ 2,50.

— Veio um monte de parentes me visitar, queriam ver os jogadores, mas eu não dei descontos. Gosto deles, mas negócio é negócio — diz.

12h30min – Dona Maria Neusa Rosa ainda está firme, em pé, colada a cerca, bandeira sob a cabeça, sem medo da chuva fina e confiante que um ou outro jogador vá aparecer:

— Eu sei que eles vão ficar lá dentro, mas eu sou teimosa.
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13h06min –
Começa a coletiva com Gilberto Silva e Kleberson. Silêncio no centro de imprensa. Só perguntas e respostas. A chuva aperta.

13h41min –
Termina a coletiva, os dois embarcam numa van com o logotipo da CBF e desaparecem no interior do CT de 200 mil metros quadrados. Assustam um bando de gansos que toma sol no gramado molhado.
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14h – Dez meninos com camisas amarelas e bandeiras sobem num muro lateral, ameaçam entrar no Caju por um lado lateral. Os seguranças se reorganizam. Os garotos gritam palavra de ordem contra Dunga. Um deles, camisa nova do Atlético-PR, começa a cantar:

— Dunga é argentino, Dunga é argentino.

Os outros nove não repetem o amigo, apenas agitam as bandeiras do Brasil.


14h15min – Gritaria na entrada do CT. Dona Maria Neusa Rosa não sai do lugar, bandeira nas costas, mas pergunta se é Robinho ou Kaká. Não, nenhum dos dois. Um grupo de humoristas da TV atrai a atenção de todos. Queria entrar, mas foi barrado pelos seguranças.
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15h – Dezessete caminhões com equipamentos de TV estão estacionados na rua, mais uns 30 carros usados pela reportagem. Os torcedores querem ver, tocar tudo, espiar, falar com as pessoas, matar a curiosidade.

15h30min – Mais de 50 pessoas se aglomeram na entrada do CT. Abriu o sol. Silvio Pereira, 33 anos, leva o filho Matheus, oito, no colo. Saíram de manhã de casa lotados de expectativas:

— Volto em 15 minutos. Não vou ver ninguém. Eu não dou bola, o pequeno (Matheus) é que está chateado. Ele não queria falar com os jogadores, queria só ver, contar na escola que viu. É uma judiaria com as crianças — diz.


15h40min – Uma dezena de repórteres e fotógrafos fazem um lanche ao lado do CT. São indagados se Dunga vai abrir os portões. Quando houvem um “não”, os fãs xingam Dunga.
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16h – Volta o sol depois de uma chuva rápida. A chuva manda um grupo de torcedores embora, mas logo chega outro. São jovens em sua maioria, moradores do bairro.

16h27min – Começa o treino físico. Só fotógrafos e cinegrafistas têm acesso ao interior do CT. Dunga proíbe transmissão ao vivo. Kaká e Luis Fabiano não estão treinando com o grupo. Ramires e Daniel Alves puxam a fila.


16h57min – Os jogadores acenam para os torcedores aglomerados na entrada principal do CT, do lado oposto do centro de imprensa. Dunga fica por perto, observando o movimento. Conversou bastante com os seguranças. Parecia avaliar o local.
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18h30min (hora do jantar dos jogadores)
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Começa a escurecer, a grande maioria dos jornalistas foi embora, a segurança aumenta com duas viaturas da PM. Os caminhões das TV começam a ser fechados até o dia seguinte. Os seguranças assumem a Rua Lupinópolis.

Tudo recomeça na segunda-feira, perto das 9h, quando os jogadores voltam aos treinos no interior do CT e imprensa começa a chegar para a quarta entrevista coletiva do período.

Quarta a delegação viaja para a África, às 17h.



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Treinos em dois turnos para a Seleção

24 de maio de 2010 0

Dunga programou dois treinos no Centro de Treinamento do Caju. Os trabalhos serão em dois turnos, às 9h e às 15h30min, ambos comandados pelo professor Paulo Paixão.

Hoje é o penúltimo dia da Seleção em Curitiba.

Amanhã (terça-feira), Dunga pode fazer o primeiro treino com bola. Ninguém sabe se Kaká e Luís Fabiano estarão em campo usando chuteiras ou se apenas os tênis de quem faz trabalhos físicos especiais.

O embarque para a África do Sul está previsto para as 17h de quarta-feira no Aeroporto Internacional de Brasília. Antes, às 15h, a delegação faz uma visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo deixa o Paraná às 12h30min do mesmo dia.

Os jogadores são acordados no CT do Caju sempre às 8h. Quem acorda os jogadores é o funcionário José Alberto, o Betinho. Ele bate na porta de cada quarto, dá uma bom dia ao jogadores e diz que está na hora do café da manhã.

O chef da Seleção, o gaúcho Jaime Maciel, viajou ontem (domingo) às 18h para Joanesburgo e se instala hoje mesmo no Hotel Fairway, concentração do Brasil na Copa. Ele acompanhou as delegações da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009.

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As nove incertezas do Grêmio

23 de maio de 2010 115

Pelo que vi e ouvi, depois de sucessivas derrotas, os problemas do Grêmio continuam os mesmos.

Eu disse, eu escrevi, eu vou repetir rapidamente, já que a Seleção, em Curitiba, está tomando todo o meu tempo.
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1 Rochemback não acerta mais, não adianta insistir. Faz quase um ano de tentativa e erro.

2 Ozeia é um zagueiro que não inspira confiança e ainda atrasa a subida dos bons garotos da base.

3 Leandro só joga no nome, mas não joga de verdade.

4 Maylson só não é titular porque a direção e seus empresários preferem Leandro.

5 William só continua no clube porque tem a proteção do técnico, mas não tem os gols que precisa para buscar uma vaga nem entre os reservas.

6 Victor está abatido, abalado pela sua ausência da lista de Dunga para a Copa.

7 Joílson não tem nem bola para ficar no grupo.

8 Saimon precisa ser mais testado na lateral e na zaga.

9 Mithyuê perdeu a vez. Leandro e Ozeia nunca perdem.
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E o Silas?
Ah, o técnico merece uma análise melhor, assunto de outro dia.



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Seleção é a estrela, não os jogadores

23 de maio de 2010 1


Quatros jogadores brasileiros encontraram os jornalistas do país e do mundo no Centro de Imprensa no CT do Caju, na chuvosa Curitiba, nas últimas 48 horas. Dois homens de defesa, Daniel Alves e Michel Bastos, dois jogadores de meio-campo, Gilberto Silva e Kleberson.

Nenhum trouxe uma revelação especial, uma grande informação, uma notícia exclusiva. Foram todos econômicos nas suas respostas.

O quarteto é experiente, três jogam no Exterior, Kleberson no Rio, sabe o que fala, mede direitinho cada uma das palavras e tem um discurso comum.

O assunto preferido de todos, em que apenas Gilberto Silva é titular indiscutível, é falar sobre o grupo, a importância da união, a necessidade de um ajudar o outro dentro e fora do campo, nas horas boas, ruins, nas decisões.

Na entrevista de domingo, por exemplo, Gilberto Silva surpreendeu ao rebater a pergunta de um colega que perguntou se ele, por ser volante, precisaria correr mais em nome de outro jogador mais técnico, mais habilidoso, mais afeito aos dribles, talvez. Há um conceito ridículo que busca separar o craque do jogador mais combativo. Como se um não dependesse do outro dentro de campo. Como se Kaká e Robinho não precisassem de um volante para um serviço mais bruto.

O experiente jogador, ex-Atlético-MG e Arsenal, hoje no futebol grego, o mineiro Gilberto disse que na Seleção não há estrelas, que a estrela é a própria Seleção.

Perfeito.

Gostei da resposta, entendi o conceito. Aplaudi.

Achei uma grande definição, a melhor que ouvi em Curitiba desde quinta-feira de manhã.

A Seleção precisa estar acima das individualidades. Seleção é conjunto. Foi assim em 2002. Não foi assim em 2006.

A vitória e a derrota estão carregadas de lições.

Gilberto conhece as duas.

Aprendeu.

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VÍDEOS: coletiva de Kleberson e Gilberto Silva

23 de maio de 2010 1

Junto bom Sérgio Boaz, comento a entrevista coletiva dos volantes Kleberson e Gilberto Silva, realizada neste domingo, no CT do Caju, em Curitiba.

Confira no vídeo abaixo:



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Abaixo, trecho da entrevista de Kleberson:



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Confira também o que falou Gilberto Silva:

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VÍDEO: Os bastidores de uma coletiva da Seleção

23 de maio de 2010 1

Com meu colega Emerson Souza, eu mostro imagens do outro lado de uma entrevista coletiva da Seleção Brasileira, como a de sábado, com Daniel Alves e Michel Bastos , no CT do Caju, em Curitiba.

Um mundo de jornalistas, câmeras e perguntas.

>>> Veja a movimentação dos bastidores no vídeo abaixo:

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A fortaleza do Hexa

23 de maio de 2010 0


O nome é Weggis, pronuncia-se "Véquis" e foi palavra da moda quatro anos atrás no Brasil. Hoje, a pacata cidade suíça do Cantão de Lucerna, banhada pelo Lago Locarno, é uma palavrão - ao menos quando toca nos atentos ouvidos da CBF, ainda mais na véspera da Copa do Mundo da África do Sul e onde o Hexa está em jogo.

Hoje, Weggis significa problema, jogadores livres para ir e vir, total interação com os fãs, festas, desatenção, como aconteceu antes da Copa do Mundo da Alemanha. Sem conseguir colocar ordem na casa em 2006, a Seleção ficou traumatizada. Resolveu começar a parte final da pré-temporada brasileira, 25 dias antes da estreia, trancada no CT do Caju. Um dos melhores do país, o centro está espalhado por uma área privativa de 220 mil metros quadrados, tem estrutura hoteleira para 248 hóspedes e abriga oito campos de treinamentos padrão Fifa. Cem funcionários atendem o local, que tem lago e trilhas, e é cercado por muros de concreto, guardados por portões reforçados e seguranças.

Ninguém entra ou sai do CT sem o carimbo da CBF, nem os jogadores do Atlético-PR, que treinam e concentram no lugar, podem atravessar o portão central.

Na fortaleza da Seleção, em Curitiba, uma cidade de sangue Europeu, o dia a dia dos jogadores é controlado 24h como se eles estivessem visitando um banco suíço.


Dos 23 escolhidos por Dunga, 20 chegaram sexta passada e viajam para África quarta-feira ao meio-dia (Júlio César, Maicon e Lúcio, da Inter, de Milão, se apresentam segunda-feira). Permanecerão no Paraná cerca de 120 horas, não poderão deixar o CT nem por um segundo. Nem na quarta-feira, quando terão a parte da manhã livre no CT que fica distante 15 quilômetros do centro da capital do Paraná.

Nem Kaká, nem Robinho, muito menos Dunga, devem conversar com os fãs. A rotina de treinos será pesada, intensa, em dois turnos, uma verdadeira pré-temporada no final dos desgastantes campeonatos europeus programada pelo preparador físico Paulo Paixão. O Brasil estreia na Copa dia 15 do mês que vem, às 15h30min, contra a Coreia do Norte. Os jogadores precisam descansar, seguir uma dieta alimentar balanceada e treinar.

O dia no CT começa cedo, às 8h. Depois de 45 minutos destinado ao desjejum, os jogadores começam a se exercitar na sala de musculação ou nos gramados. Tudo se repete à tarde. Depois da janta e de mais um lanche leve antes de dormir, todos precisam estar em seus quartos. Às 22h30min, meia hora depois da novela, já devem estar debaixo das cobertas.

Em dois dias alternados, Dunga programou duas reuniões com todo o grupo, começando às 19h30min, depois do jantar. Dunga terá ao seu dispor duas horas e meia de conversa em cada encontro. Pode falar de tudo, do seu sistema tático, dos adversários ou das jogadas ensaiadas.

Na casa da Seleção em Curitiba só se fala em futebol. Não há espaço para mais nada.

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O domingo da Seleção

23 de maio de 2010 2

A Seleção quer paz em Curitiba. Distância da torcida. Compreensão da imprensa. 

A CBF organizou duas entrevistas coletivas em dois dias, uma delas com dois laterais, Daniel Alves e Michel Bastos. Promete mais duas nas próximas 48 horas, talvez com o técnico Dunga como estrela durante cerca de 30min. O Brasil sempre quer ouvir o comandante da sua Seleção em véspera de Copa do Mundo.

Mas é possível que o mesmo Dunga libere a entrada de jornalistas no treino das 15h deste domingo. Será um treino sem bola, comandado pelo preparador físico Paulo Paixão. Nada de chuteiras, só tênis, já que o período de exames médicos se encerrou na tarde deste sábado.

Se Dunga liberar o acesso a um dos campos padrão Fifa do CT do Caju, em Curitiba, não será possível falar com os jogadores, mas fotógrafos e cinegrafistas se encarregarão de detalhar os trabalhos físicos. 

O primeiro treino com bola está previsto para a tarde de terça-feira. Dunga ainda não confirmou o treino, nem se Kaká e Luís Fabiano, se recuperando de lesões musculares, poderão treinar. Quarta-feira a delegação segue para a África do Sul, às 17h, depois de uma escala na Capital Federal. 

O trio campeão da Liga dos Campeões pela Inter de Milão - Júlio César, Lúcio e Maicon - irá se juntar à Seleção apenas na África do Sul. Viajar até o Brasil para depois ir com o grupo até o país africano foi considerado um desgaste desnecessário para os jogadores, que atuam na Europa e disputaram a final da Liga.

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Inter comemora título continental e a tríplice coroa

22 de maio de 2010 26

Faça uma grande fila com 11 jogadores da Inter de Milão. Você encontrará grandes jogadores em todas as posições.

Comece no goleiro. Júlio César é o melhor goleiro do mundo. Quem não gostaria de ter Cambiasso? Só o tapado do Maradona. Qual o time que recusaria Eto'o? Nunca. E Lúcio, capitão da Seleção Brasileira? E Maicon, o melhor lateral do planeta bola? Jogam em qualquer lugar.

O título do Inter, o terceiro no mesmo mês, uma clássica tríplice coroa, é justa, perfeita, inquestionável. Seu técnico, José Mourinho, é o melhor da Europa, é o treinador da moda, pode escolher qualquer equipe que quiser para trabalhar, talvez o Real Madrid a partir de agosto.

A vitória sobre o Bayern (2 a 0, gols de Milito, um em cada tempo), saiu ao natural. Os alemães enfrentaram uma seleção mundial. Júlio César, Lúcio e Maicon se apresentam ao técnico Dunga com três faixas no peito, campeões e confiantes.

A decisão sempre nivela duas equipes, mas às vezes a qualidade dos jogadores se impõe.

O Bayern correu, suou, se impôs em alguns minutos, mas só incomodou Júlio César duas ou três vezes. Robben, sua estrela, ficou muito fixo do lado direito. Sentiu demais a falta do francês Ribéry, companheiro de armação e conclusão.

Milito marcou duas vezes, Cambiasso jogou por ele e por mais meia dúzia, Júlio César foi o grande goleiro de sempre, Lúcio marcou, Samuel não perdeu uma só jogada, Zanetti correu muito. Você notou os passes perfeitos de Sneijder?

A Copa dos Campões é da Inter, sua terceira, sofrida e comemorada taça. A Itália tem o melhor time do continente. Madri, local da decisão, é azul e preto, como no inebriante norte da Itália.

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