Me pergunto, questiono os outros, e ainda não encontro uma resposta sensata, definitiva.
O que o técnico Silas procura no Estádio da Ressacada?
Talento, qualidade? Negativo. Jogador acima da média? Não vi. Você assiste?
Ninguém pode dizer que é possível observar algo de especial em Edilson, Ozeia, Ferdinando e William. Uendel, nova aquisição até 2013 (sim, 2013), ainda não vi jogar, mas, meus colegas do Diário Catarinense, dizem que ele é inferior ao lateral Eltinho, que nunca conseguiu jogar no Beira-Rio. Aliás, foi reserva de Eltinho em Floripa.
Se há qualidade nos contratados, só Silas vê, os milhões de torcedores do Grêmio não conseguem notar nada em particular, um centímetro de bom futebol, uma série de jogadas que os possam fazer diferentes da média desinteressante.
O que leva o técnico a usar o Avaí como referência? Celeiros dos melhores clubes, o interior paulista é um deserto para os dirigentes do Grêmio.
O que permite o "sim, vai, contrata", dos homens do futebol ao técnico Silas quando ele desvia os olhos para perto do aeroporto da ilha?
Será que eles enxergam mesmo que Silas, tudo o que ainda está oculto aos olhos dos que acompanham o futebol todos os dias?
Espanta a certeza com que os dirigentes abraçam as incertezas de Silas.
Não quero menosprezar o Avaí, não tenho motivos, o clube é um dos novos emergentes do futebol brasileiro, fez um ótimo Brasileirão 2009, tem boa estrutura, revela bons jogadores. O estranho, o inacreditável, é que Silas nunca pesca um bom jogador em Florianópolis. Só importa os que não fizeram sucesso, os reservas, os que a torcida local não topa.
Bons, mas bons mesmos nesta história toda, são os empresários que conseguem colocar seus jogadores absolutamente comuns no Estádio Olímpico com os sorrisos dos homens do futebol.
A partir de uma foto com a camisa tricolor, o valor dos atletas dobra.
Passar um jogador adiante com a camisa do Grêmio tem um valor, negociar com a do Avaí no corpo tem outro, completamente distinto.
Quem ganha nesta história toda, calculo eu, é o empresário. Negociar jogadores do Avaí com o Grêmio em 2010 é mais fértil do que vender veteranos da Seleção no mundo árabe.



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