O Brasil não é uma Seleção. É um time. Dunga não priorizou os craques. Abraçou o coletivo.
Na vitória contra a forte e, às vezes, desleal seleção da Costa do Marfim não apareceu apenas o futebol da equipe. Nasceu, ao menos na Copa, a individualidade. Duas, por sinal.
Primeiro Luís Fabiano, autor de dois gols, um deles muito bonito, mas com a ajuda dos dois braços. Não foi um Maradona, mas bebeu na mesma fonte da esperteza, comum no futebol.
Antes e depois, o mundo observou o renascimento de Kaká. Se ele não foi brilhante, teve lampejos de craque, especialmente com dois passes para o primeiro e o terceiro gols do Brasil. Kaká fez a sua melhor partida na Copa. Foi o melhor do Brasil, mesmo com os dois gols de centroavante de Luís Fabiano.
Gostei do Brasil. Notei um time compenetrado, bem organizado, atento ao sistema defensivo, saindo e defendendo em bloco. Sofreu um pouco no primeiro tempo com a força dos africanos, se acalmou depois do gol, venceu o jogo com alguma tranquilidade depois. Não se intimidou com as pancadas do adversário. Kaká, nervoso demais, foi expulso. Logo ele, um jogador que joga em paz.
O francês Stephanne Lannoy ajudou e prejudicou. Não viu os braços de Luís Fabiano no segundo gol, nem a violência africano. Viu demais ao expulsar Kaká. Vai ver o Boeing de volta para a França. Juiz com erros tão graves não pode apitar jogos decisivos numa Copa do Mundo.
O Brasil jogou bem, afastou a má impressão da estreia, ganhou de um time forte e recuperou a confiança do torcedor. Pode melhorar mais, mesmo sem grandes craques, mesmo que a Seleção se porte mais como um time de futebol.




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