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Outro jogo, outro erro, das nossas vidas

27 de junho de 2010 3

A espera durou 17 dias e 50 jogos. No 51º, o planeta arregalou os olhos. Observou o grande jogo da Copa do Mundo da África do Sul. Alemanha e Inglaterra fizeram uma partida espetacular, com cinco gols, emoção a cada minuto, grandes jogadas, brilhos individuais e um erro da arbitragem que vai ser lembrado por muitas gerações de fãs.

Com 2 a 1, jogo indefinido no final do primeiro tempo, a Inglaterra no ataque, tentando o empate, Lampard chutou de fora da grande área, a bola bateu no travessão, voltou a gramado, superou a clássica linha do cal. Gooool. Trinta e duas câmeras notam o gol e deram o replay do gol. Gol legal, límpo e transparente.

O árbitro uruguaio Jorge Larrionda, um escrivão de 42 anos, mandou o jogo seguir com se fosse um imperador de antigamente, dono da vida e da verdade. O bandeirinha Mauricio Espinosa que corria desatento ao lado do juiz também não viu a bola entrar. Continuou com a postura de quem viu uma jogada absolutamente natural. Se os 51 milhões de habitantes da Inglaterra (30 milhões na frente da TV) enlouqueceram, os 82 milhões de alemães sorriam e lembraram de 1966. Riram muito mais alto. Eu ouvi os risos. 

Medo do passado

Quarenta e quatro anos atrás, Geoff Hurst acertou o travessão e a bola bateu no poste e roçou a linha do gol. Não havia 32 câmeras, o jogo ainda não era planetário. Gol?

O juiz suíço, Gottfried Dieust, consultou o seu bandeira russo. Deu o gol.

Os alemães juram que não foi, os ingleses dizem que foi, sim senhor, e o mundo ainda não sabe ao certo depois deste tempo todo.

Os ingleses jamais se esquecerão deste último domingo de junho de 2010.

E jamais deixarão de perseguir Larrionda, que a partir de agora terá sua vida devastada pelos tablóides ingleses. A mídia sensacionalista inglasa ganhou um novo inimigo. O juiz uruguaio será perseguido pelo resto da sua vida. Seu nome será sinônimo de coisa ruim nas ilhas britânicas.

A nova geração

Fora o lance inacreditável, a Alemanha foi melhor, mereceu a vitória, exibiu uma seleção mais compacta, mais veloz e com melhores jogadores. Campeã da Europa nas categorias Sub-17, 19 e 21, os alemães buscaram os principais talentos da nova safra e os mesclaram com a geração que ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo de 2006. Um deles é o jovem Thomas Muller, 20 anos, uma das revelações do torneio e legítimo sucesso de Ballack, ao lado do colega Özil.

Os ingleses, ao contrário dos históricos adversários, que fazem o maior clássico de seleções da Europa (o mesmo que o nosso Brasil e Argentina representa para as Américas), desembarcaram na África com uma geração superada, cansada. Perdedora.

Lampard, Gerrard e Rooney, que voam na Premier League, se transformam em jogadores comuns no English Team. O técnico Fabio Capello, mais de R$ 1 milhão por mês de salário, não renovou, não descobriu novos talentos e ficou nas oitavas de final.

Deve ser demito por justa causa, mas vai espernear, chamar Larrionda de “o grande vilão do futebol inglês do novo século”.

A Inglaterra pega o avião de volta.
A Alemanha surfa na nova e boa onda de novo favorito para vencer a primeira copa do continente africano.

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Comentários (3)

  • Desmond diz: 27 de junho de 2010

    A derrota da Inglaterra não passou diretamente pela arbitragem, apesar daquele gol escandaloso. O English Team, apesar de alguns bons jogadores, não mostrou a que foi à África do Sul. Rooney, por exemplo, cumpriu o papel que os secadores da Argentina esperavam que Messi cumprisse: não acrescentou em nada ao time, apesar de ser um dos principais jogadores de seu clube.
    No entanto, sobre o gol, eu acho aquilo um tremendo absurdo. Ficou mais do que claro que passou da hora de os árbitros terem a tecnologia como aliada. Resta rezar para que aquele conselho de anciãos que decidem as regras do esporte tome alguma atitude quanto as regras, já que eles são britânicos e a seleção da rainha foi prejudicada.

  • Marco diz: 27 de junho de 2010

    Claro que ninguém gosta de ver injustiças em qualquer campo de atuação humana, mas nesse contexto em particular – partida de futebol envolvendo essas 2 nações e tendo essa questão de 1966 de fundo – ficou, aparentemente, ao menos, a sensação de que FINALMENTE os ingleses pagaram a dívida que tinham para com os alemães, 44 ANOS DEPOIS.

    Além do mais, se essa Copa não tá sendo nenhum primor – e não tá -, mas pelo menos um dos destaques da Copa, na minha opinião, é o camisa 8 alemão, o Özil. E o cara jogou demais contra a Inglaterra. É do Werder Bremen, mas ao final da Copa, certamente vai receber proposta dos grandes clubes europeus.

  • Thiago diz: 27 de junho de 2010

    Foi o fim da lamentável carreira do Sr. Larrionda, um tendencioso e prepotente, que já cometeu erros tão ridículos e foi premiado com a Copa. Sou colorado e estou feliz com a desgraça desse árbitro safado, que roubou o Inter na Libertadores de 2007, contra o Vélez, e, nesse ano, foi tendencioso no jogo do Inter contra o Banfield, na Argentina. Justiça, para azar dos ingleses, fez esse Larrionda medíocre passar a maior vergonha da sua vida e sepultou sua péssiam carreira. BEM FEITO PARA ESSE LARRIONDA MALDITO!

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