O Gre-Nal é do Grêmio. O Inter navega nas águas tranquilas da Libertadores. É mar perfeito, se os trovões não levantarem tsunamis no Morumbi quinta-feira. O compromisso é só do dono do Olímpico.
A crise é azul. A vitória é pura obrigação. E você sabe que, quando os clássicos exigem vitórias, tudo fica mais difícil, muito mais complicado.
O vermelho ergue a bandeira, acena com um time misto no clássico. Ele pode. Ele tem saldo, poupança local, tem o colírio da Libertadores.
O Inter não vê o grande jogo gaúcho como algo especial, não neste domingo, não agora, talvez no returno do Brasileirão a história seja outra, os papéis mudem, como normalmente acontece na história dos Gre-Nais.
O Gre-Nal colorado, ou melhor o clássico valendo 12 meses inteiros, é na quinta-feira. Seus pensamentos, estão envolvendo outro tricolor. Um mísero empate em 0 a 0, entre outros resultados, o posiciona na final da Libertadores. A decisão está perto.
Longe dos sorrisos confiantes e do bom tempo, vive o Grêmio, afundado numa crise de vestiário.
O time não consegue jogar bem, não se organiza.
Falta vontade, como Hugo confessou.
Falta talento, como exibe a tabela.
Silas se perde aos poucos, sabe que seu futuro gaúcho é irreal, ouve as paredes do Olímpico sussurrando o nome de Mário Sérgio. Oh Lord!
Não basta vencer o Gre-Nal, gol contra, gol com a mão, 1 a 0 de pura sorte.
O Grêmio precisa jogar bem, mostrar que pode mais. Que é um time, que tem um comandante.
A crise é azul.
O Gre-Nal de hoje vale para um lado só.
E a história que Gre-Nal arruma a casa é pura bobagem. O Inter hoje, eu falei hoje, não vai perder um segundo de sono se a vitória não chegar. O seu futuro imediato não mora em Porto Alegre. Habita a capital paulista.







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