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Posts de julho 2010

Quando o Gre-Nal vale para um lado só

31 de julho de 2010 36

O Gre-Nal é do Grêmio. O Inter navega nas águas tranquilas da Libertadores. É mar perfeito, se os trovões não levantarem tsunamis no Morumbi quinta-feira. O compromisso é só do dono do Olímpico.

A crise é azul. A vitória é pura obrigação. E você sabe que, quando os clássicos exigem vitórias, tudo fica mais difícil, muito mais complicado.

O vermelho ergue a bandeira, acena com um time misto no clássico. Ele pode. Ele tem saldo, poupança local, tem o colírio da Libertadores.

O Inter não vê o grande jogo gaúcho como algo especial, não neste domingo, não agora, talvez no returno do Brasileirão a história seja outra, os papéis mudem, como normalmente acontece na história dos Gre-Nais.

O Gre-Nal colorado, ou melhor o clássico valendo 12 meses inteiros, é na quinta-feira. Seus pensamentos, estão envolvendo outro tricolor. Um mísero empate em 0 a 0, entre outros resultados, o posiciona na final da Libertadores. A decisão está perto.

Longe dos sorrisos confiantes e do bom tempo, vive o Grêmio, afundado numa crise de vestiário.

O time não consegue jogar bem, não se organiza.

Falta vontade, como Hugo confessou.

Falta talento, como exibe a tabela.

Silas se perde aos poucos, sabe que seu futuro gaúcho é irreal, ouve as paredes do Olímpico sussurrando o nome de Mário Sérgio. Oh Lord!

Não basta vencer o Gre-Nal, gol contra, gol com a mão, 1 a 0 de pura sorte.

O Grêmio precisa jogar bem, mostrar que pode mais. Que é um time, que tem um comandante.

A crise é azul.

O Gre-Nal de hoje vale para um lado só.

E a história que Gre-Nal arruma a casa é pura bobagem. O Inter hoje, eu falei hoje, não vai perder um segundo de sono se a vitória não chegar. O seu futuro imediato não mora em Porto Alegre. Habita a capital paulista.

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Sem rumo, Grêmio peca pela falta de liderança

31 de julho de 2010 48

O grande problema no futebol gremista é a ausência de uma grande liderança.

Os jogadores, experientes e com salários milionários, não encontram no técnico Silas a real figura do comandante em chefe. Não o respeitam como tal. Fazem o que querem, até brigam no lugar mais sagrado de um clube de futebol, o vestiário.

Na outra ponta, o principal homem de futebol do Grêmio não consegue se fazer notar pelo grupo quando o assunto é disciplina ou liderança.

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Motivação

O impacto da folha de pagamento mensal do Grêmio supera os R$ 4,5 milhões. Vai desembocar nos R$ 5 milhões se Silas for substituído por outro treinador brasileiro em caso de mais uma derrota amanhã.

Hugo, que ganha R$ 260 mil a cada 30 dias, por exemplo, nem sempre está motivado para correr 90 minutos.

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A dupla Gre-Nal na janela: Giuliano sobe, Mário desce

15 de julho de 2010 11

O mesmo CSKA que tirou o preparador físico Paulo Paixão do Inter no final de 2006 lança os seus olhares russos para o meia Giuliano. Tentou uma vez, não levou, já que o Inter valoriza muito o seu jogador. Deve voltar à carga nas próximas semanas.

Com bom retrospecto nas seleções de base da CBF, da sub-15 à sub-20, o paranaense Giuliano, 20 anos, é um jogador cobiçado pelo mercado europeu. Com a lesão de Mário Fernandes, ele passou a ser o alvo número 1 dos estrangeiros.

Giuliano marcou 14 gols em 75 jogos desde 2009.

A cotação de Mário Fernandes, 20 anos, caiu alguns números, não está mais na casa dos 11 milhões de euros que o Grêmio e seus investidores sonhavam. As constantes lesões do jogador, mais a cirurgia no ombro, o retiram do mercado de 2010.

A sua indecisão em se fixar numa posição, zagueiro e lateral, confundiu os possíveis compradores. Aliás, pelo seu porte físico e por não ser muito bom na bola aérea, Mário é observado mais como um lateral, talvez futuro meio-campo, do que propriamente como um zagueiro.

Outro nome valorizado é o paulista Maylson, 21 anos. Com 32 jogos e 11 gols no ano, é um dos nomes do Grêmio da temporada, atua em diferentes posições, tem um senso tático elogiado pelos técnicos, mas ainda precisa se firmar entre os 11 favoritos de Silas.

Maylson é hoje reserva do técnico tricolor.

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A recaída de D'Ale, um ano depois

13 de julho de 2010 4

Num julho bem mais frio, um ano atrás, por se meter em confusão no vestiário e dentro e fora de campo, D’Alessandro foi afastado do grupo colorado e passou a treinar sozinho. Ele ficou quase 15 dias fora do time.

Quarta-feira passada, ele passou por outra crise.
Brigou num simples jogo-treino e ainda ameaçou um cinegrafista (foto).

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São Paulo ironiza tentativa colorada de inscrever Renan, Tinga e Sobis

12 de julho de 2010 10

Ninguém no São Paulo acredita que o Inter possa inscrever Renan, Tinga e Rafael Sobis na Libertadores antes da data-limite, dia 26. A Fifa diz que os atletas que vêm do Exterior só podem ser inscritos a partir do dia 1º de agosto.

– Não acredito que eles (Inter) terão êxito. A liberação não compete à CBF, nem à Conmebol, é uma regulamentação da Fifa. Seria burlar o regulamento – falou João Paulo Lopes, diretor de futebol do São Paulo.

E ainda ironizou:

– Se houver essa liberação, quem sabe a gente não aparece com uma surpresa? Algum reforço de fora também?

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Espanha total

12 de julho de 2010 0


Depois de 30 dias, 64 jogos, a 19ª Copa do Mundo é da Espanha. Título justo, mas a Holanda venceu seis partidas e só caiu no 116º minuto da decisão. Perdeu sua terceira final. A Holanda não desiste, nem vai desistir. Seu futebol é referência, é ninho de grandes jogadores.

Campeã da Euro 2008, com a base do Barcelona, melhor time da década no continente, a Espanha chegou no Mundial como favorita e ainda assistiu à Holanda eliminar o Brasil, outro favorito. Depois, encontrou os holandeses na final, venceu e ganhou sua primeira Copa.

A taça fica na Europa.

Sai de Roma, alcança Madri.

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Paixão com tristeza: "Nunca senti nada igual"

11 de julho de 2010 0


Paulo Paixão tem falado direto com Dunga.

– É uma tristeza… – confessou sexta-feira ao telefone, voz ainda em busca do tom normal.

– Ninguém esperava uma derrota assim… – repete. – Ninguém, ninguém…

Um consola o outro, mas as palavras, qualquer uma, não são suficientes para esconder a dor de cada um. Sejam ditas ao vivo, cara a cara, ou pelo celular.

O experiente preparador físico da Seleção, quatro Copas no currículo, campeão mundial, nunca havia recebido baque igual como o da desclassificação na fria noite de 2 de julho, em Port Elizabeth. Entre todas as suas mais variadas decisões, jamais viu um grupo tão demolido num vestiário depois de uma derrota em quase 30 anos de futebol.

– Nunca me envolvi com um grupo igual, tão unido, tão decidido. Foi uma pena. Olha, foi um dos meus melhores trabalhos. E o grupo queria, Zini, posso dizer que queria muito esta Copa.

Sobre o seu futuro na Seleção, Paixão não sabe. Eu sei que ele está alerta, que deseja mais aos 59 anos de idade, que não se esconde de novos desafios. A futura comissão técnica será formada a partir da contratação do técnico, em três semanas. É o treinador que escolhe o preparador físico.

Paixão não recusaria um novo convite. Sempre conseguiu conciliar seus trabalhos nos clubes com a Seleção. Paixão sempre foi unanimidade na CBF. Ele saiu ileso da Copa. Recebeu elogios pelo trabalho que dotou Kaká de resistência física após seis meses de departamento médico no Real Madrid.

– É o Felipão? – eu pergunto.

Ele diz que falou com Felipão no final de maio, antes da pré-temporada da Seleção, em Curitiba, quando estava com a delegação gremista em Goiânia. Conversaram por quase uma hora. Ainda no Uzbequistão, o técnico falou que iria assumir o Palmeiras em breve e pediu conselhos. Ganhou. Como foi uma conversa pessoal, o amigo de Felipão foi o primeiro a saber que ele voltaria ao Brasil em julho. Guardou o segredo.

Neste domingo, Paixão começa a gastar seus últimos dias de folga na Europa. Terça-feira, em Moscou, será homenageado pelos dirigentes do CSKA pelos serviços prestados ao clube (2007/2009). Paixão deixou entusiasmados seguidores na Rússia, preparadores físicos locais usam os métodos do brasileiro em diferentes clubes do país. Ele volta ao trabalho com o abrigo do Grêmio no final da semana que vem.

Neste domingo, na decisão da Copa do Mundo da África do Sul, onde ele poderia estar, como na de 2002, o preparador físico não arrisca um favorito. Gosta do futebol da Holanda, de defesa compacta, com um jogador especial, Robben, e do precioso toque de bola da Espanha, um time que se conhece.

A final é uma faca no coração. Cada vez que ele vê ou lê as palavras “final de Copa”, bate uma tremenda tristeza em Paixão, tão gigantesca que às vezes parece que ele está tonto.

– Ainda não sei como definir a intensidade da minha tristeza. Nunca senti nada igual…

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A dupla Gre-Nal em ação na Copa (XII)

09 de julho de 2010 2

Brasileirão 1 – Quarta-feira o Grêmio espera o Vitória, no Olímpico, às 19h30min, e o Inter enfrenta o Guarani, em Campinas, às 21h50min.

Torcida – O Ceará é o primeiro adversário de Celso Roth no seu retorno ao Beira-Rio. Será dia 18, às 16h, pela nona rodada do Brasileirão.

Urnas – O presidente Duda Kroeff (foto) está indeciso. Ainda não sabe se vai buscar a reeleição. Acha difícil enfrentar as urnas por um novo mandato de duas temporadas se o Grêmio não for muito bem no Brasileirão ou na Copa Sul-Americana. A situação ainda não apresentou uma alternativa ao presidente Duda. Grande parte da oposição quer a volta de Paulo Odone Ribeiro.

Carteiraço – Com 11 gols na temporada 2010, uma das afirmações do time, Maylson volta ao banco de reservas do técnico Silas. Deve entrar Leandro. Mesmo depois de quase sete meses de clube, Leandro ainda não conseguiu fazer bons jogos. Mas tem um dos cinco maiores salários do clube. Precisa jogar.

Serra – O Juventude encara o amistoso com o Grêmio, amanhã, no Estádio Alfredo Jaconi. como o grande teste antes da estreia com o Criciúma na Série C, dia 16.

Beira-Rio – O técnico Tite não esquece que o pivô da sua demissão no Inter, no ano passado, foi o canhoto D’Alessandro. Celso Roth (foto) conhece toda a história.

Morumbi – Adversário do Inter nas semifinais da Libertadores, o São Paulo promete começar o Brasileirão com o esquema 4-4-2, com Dagoberto e Fernandão no ataque. Nos treinos, o garoto Lucas Gaúcho, goleador das seleções de base do clube e do Brasil, é substituto natural de Fernandão no segundo tempo.

Goleiro – Lauro deve ocupar o posto de Bruno no Flamengo, lugar que já foi de Clemer (1997/2002), seu atual treinador no Beira-Rio.

Londres – O volante Sandro vai perder toda a pré-temporada do Tottenham nos Estados Unidos, que começa na semana que vem. O jogador também estará fora do primeiro encontro do seu novo clube pelo Campeonato Inglês, dia 14 de agosto, contra o Manchester City, de Tévez.

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A dupla Gre-Nal em ação na Copa (XI)

08 de julho de 2010 7

Brasileirão – Aos esquecidos, o Grêmio (12º) está distante oito pontos do líder Corinthians, já o Inter (15º) vive 10 pontos longe do primeiro lugar. Mas a Dupla está mais perto da zona de rebaixamento, dois ponto dos azuis, um dos vermelhos, do que da zona da Libertadores 2011.

Rio – O ex-volante Emerson, Grêmio, Seleção, Real Madrid, entre outros, deve ser o novo gerente de futebol do Flamengo.

Urna – O consenso entre situação e os diferentes grupos de oposição nas eleições presidenciais do Grêmio em dezembro é quase impossível.

Passado – O Grêmio 2010 vive em cima de nomes, ainda não alcançou a esperada fase de projetos.

Jogo-treino – Dagoberto fez dois gols na vitória do São Paulo sobre o Pão de Açúcar (4 a 2). Fernandão e Jorge Wagner completaram a goleada.

Euros – A Lazio diz que pode pagar R$ 20 milhões por Hernanes. O São Paulo pensa no negócio.

180 minutos –
Contra Peñarol, em Rivera, e Cerâmica (jogo-treino), o Inter de Celso Roth não marcou um gol sequer.

Aplausos – É impressionante o carinho da torcida colorada para com Paulo César Tinga.

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A dupla Gre-nal em ação na Copa (X)

07 de julho de 2010 17

Volta – Réver marcou o oitavo dos 13 gols que Wolfsburg enfiou no MTV Wolfenbüttel. No dia 20 de agosto, Réver conhecerá o Estádio Allianz-Arena, em Munique, quando a sua equipe enfrenta o Bayern pela Bundesliga. Aos poucos o ex-zagueiro gremista se adapta à Europa.

Amistoso – O Juventude espera o Grêmio às 18h de sábado no Estádio Alfredo Jaconi. Silas deve escalar o mesmo time que recomeça o Brasileirão quatro dias depois contra o Vitória.

Sucursal – Silas observou mais alguns jogadores do Avaí na Ressacada.

Grupo – O Grêmio tem quatro laterais-esquerdos no Olímpico: Lúcio, Fábio Santos, Neuton e Uendel.

Reforço – Tinga deve entrar hoje no time titular para não sair mais. Vai jogar ao lado de Sandro e Guiñazu.

4-5-1 – Celso Roth começa a priorizar o ataque nos treinos.

Defesa – Dos três goleiros, Abbondanzieri, Lauro e Renan, o argentino é o mais aplaudido nestes dias de Beira-Rio. Será titular nas semifinais da Libertadores. Roth está encantado.

Ataque – Walter treina longe do grupo principal no Beira-Rio.

Grego – Está cada vez mais difícil entender os conceitos de futebol de Silas no Olímpico. E fora do estádio também

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O técnico Silas em sete atos

06 de julho de 2010 88

O que o Grêmio trouxe dos seus oito dias de Florianópolis?

Nada.


Talvez um par de fotos dos jogadores na Costa do Santinho, uma dúzia de amáveis convites para que eles voltem com as famílias em dias de calor mais intenso ao confortável hotel, talvez com água mais quente no mar, mas sem tainha fresca, recém pescada, na mesa.

O Grêmio desembarcou na Ilha sem um time titular, voltou com as mesmas dúvidas. Silas disse que tem os seus 11 na cabeça. Todos os técnicos têm.

O problema é que alguns treinadores não conseguem mostrar e terminam na lanterna de um torneio, três jogos que abrigaram uma equipe da Série B (Coritiba), uma dos piores da Série A em 2010 (Vasco) e uma da turma do meio para baixo (Avaí).

Vencer ou não vencer um torneio preparatório é detalhe.
Não importa. importa o treino, mas o treino, até o treino, precisa conter certa lógica. Silas não treinou o time. Ele trabalhou mais ou menos cinco times diferentes. Repetiu testes que já havia feito em partidas valendo três pontos e que nunca deram certo - como as instáveis presenças de Ferdinando, Ozeia, Rochemback, Roberson e Bergson. Inventou Fábio Santos na meia, insistiu com Rodrigo, um zagueiro baixo e que só vive do perigoso carrinho, levou outro jogadores já testados e reprovados, como Leandro.

De toda a milionária série de contratações do Grêmio em 2010, só uma deu certo depois de quase sete meses de ação, a do atacante Borges.

O Grêmio voltou da sua intertemporada como os mesmos problemas que tinha um, dois, três meses antes da Copa do Mundo da África do Sul e ainda conseguiu agregar mais alguns.

Anotei sete deles e digam se eu estou errado.

1) A falta de comando no futebol. Silas faz o que quer, testa quando quer, quantos quiser.
2) A perda da confiança depois de duas derrotas em três jogos.
3) A ausência de um treinado time titular. As mudanças foram tantas e tão sensíveis que só na defesa atuaram 10 atletas.
4) A estranha dependência do clube por jogadores do Avaí.
5) A falta qualidade do grupo, que hoje conta com quatro laterais esquerdos e sem um volante qualificado como titular ou um zagueiro experiente que faça a diferença.
6) Os testes com jogadores que já foram reprovados em outros testes mais (ou menos) qualificados.
7) Pelo seu tamanho, poder e títulos importantes (cada vez mais raros), o Grêmio não pode ser lanterna de um torneio em Florianópolis, não pela cidade, mas pelos clubes que rechearam a disputa.

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Mano Menezes e o Projeto 2014

04 de julho de 2010 40

 Dunga se foi, com ele se encerra uma era polêmica, se enterra uma Copa do Mundo. Seus números são bons, suas performance foi boa, sua postura, nem tanto.

O gaúcho teve a sua chance, estacionou nas quartas de final, como Carlos Alberto Parreira e a Seleção da gandaia de 2006. Perdeu como seu antecessor e ainda com uma vitória a menos. Não conseguiu renovar a Seleção. Fez uma Seleção para vencer. Não ganhou.

Ricardo Teixeira demitiu a comissão técnica inteira da Seleção desde a África do Sul. O presidente da CBF quer começar o Projeto 2014 do zero. Dunga chegou a se lançar para o cargo em Porto Alegre quando desembarcou no aeroporto. Não deu certo.

Alguns nomes entram nas listas dos candidatos ao posto de Dunga com velocidade de F-1. Um deles é Mano Menezes, que Teixeira conhece bem a partir das conversa com Andrés Sánchez, que foi o chefe da delegação da Seleção na África e é presidente do Corinthians. O cartola paulista cobriu Mano de elogios. Teixeira gostou do que ouviu. Mano tem experiência, currículo, é jovem, busca grandes títulos.

Felipão é outro nome, mas é um técnico que se desgasta muito e facilmente. Já venceu uma Copa (2002) e não parece que, rico e famoso, queria correr mais riscos.

Wanderley Luxemburgo já está mais para gerente de futebol do que para um técnico, mas é competente quando veste só fatiota de técnico.

Leonardo, ex-lateral, é lembrado, mas seu trabalho no Milan não pode se aplaudido de pé. Leonardo é bom nome, mas para ocupar o cargo de gerente de futebol, que sabe.

Muricy Ramalho, que é ótimo técnico, não tem o temperamento de um técnico de Seleção, como Dunga não teve, se descobriu depois. Muricy se irrita fácil, se desgasta. É um perigo, ainda mais que o novo treinador precisa da simpatia dos torcedores, a Copa do Mundo do Brasil começa na noite de 11 deste mês, depois que o juiz apitar o final da decisão em Joanesburgo.

Ricardo Gomes e Paulo Autuori são lembranças distantes.

Eu aposto em Mano. É o nome, é um grande técnico, tem habilitação para dirigir a Seleção Brasileira. A CBF anuncia o novo e esperado nome em três semanas, no máximo.

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Nova Era Maradona acaba na África

03 de julho de 2010 9

“Surra mundial”, choraram os argentinos.

“Vitória de campeão”, gritaram os alemães.

Os dois estão certos.

Todo o restante do planeta, que dedicou um pedaço do sábado para assistir à eletrizante goleada da Alemanha sobre a Argentina na belíssima Cidade de Cabo, tem quase certeza que nasceu o campeão da Copa do Mundo da África do Sul. A 19ª Copa do Mundo terá um novo dono dia 11 e deve atender pelo nome de Alemanha, um tricampeão sedento pelo Tetra.

Os 4 a 0 não foram demais. Apenas espantaram. A diferença entre os dois times, no papel, não é tão grande. Em campo um abismo dividiu as duas seleções cheias de história.

As duas seleções já haviam disputado cinco partidas em Copas, com três vitórias alemãs. As últimas, aliás, ocorreram exatamente nas quartas de final de 2006, nos pênaltis, e na decisão de 1990. A única vitória argentina aconteceu na final de 1986, com Maradona em campo.

A Alemanha achou um gol aos 3 minutos de jogo com Müller, a maior revelação da Copa. Quem faz o primeiro gol, normalmente ganha. Mais organizados, melhor orientados, esbanjando juventude, preparo físico e jogo coletivo, os alemães dominavam os argentinos, que não conseguiam entrar na sua grande área.
Especulavam o contra-ataque, quase definiram a partida ainda no primeiro tempo e o jogo só ficou no 1 a 0 pelo detalhe. No segundo tempo, os três gols nasceram com a naturalidade absoluta dos times que controlam um jogo. Schweinsteiger foi o nome do jogo, fez fila no terceiro gol, mandou no meio-campo. Messi foi uma decepção, volta sem um gol na bagagem.

A Argentina, por sua vez, tragicamente repete a campanha da Copa de 2006: venceu o México nas oitavas e foi eliminado pelos alemães nas quartas. Maradona usou outra vez um time ofensivo demais, sem cuidados defensivos, abandonado os zagueiros nas mãos de apenas um volante. Confiou na qualidade técnico e no brilho pessoal dos seus jogadores. Bateu de frente no futebol coletivo dos europeus. Bateu e caiu.

A 2ª Era Maradona, como a 2ª Era Dunga, se encerrou na África do Sul. Maradona, como os argentinos temiam, não foi na decisão o técnico que muitas imaginavam. Um treinador capaz de ler o jogo com a certeza dos estrategistas. Como Dunga, Maradona sai nas quartas de final. Não vai deixar saudade.

A Argentina, como o Brasil, precisa recomeçar.

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O Homem de Cristal apareceu

02 de julho de 2010 19

Dois jogos em 90 minutos.

No 1º, deu Brasil, 1 a 0, dominando, controlado a decisão. Fez 1 a 0.
No 2º, a Holanda mandou, fez dois gols, ganhou.

A Holanda repete 1974 em 2010. Despachou o Brasil.

Sneidjer foi o responsável pelos dois gols, achou um, depois de um cruzamento e com a ajuda de Felipe Melo e Julio César, fez o outro de cabeça. Com 1m70cm de altura, o holandês cabeceou com a tranquilidade dos gigantes no meio da grande área brasileira.

Sneidjer foi um dos nomes do jogo. Robben foi o nome e o sobrenome do jogo. O Homem de Cristal, apelido de Robben pela sequência de lesões, mandou no jogo, desequilibrou a defesa, envolveu o meio-campo e fez Dunga trocar Michel Bastos por Gilberto. Ele se moveu pelo campo inteiro, driblou, lançou, chamou as faltas.

Foi o melhor em campo.

Perder em quartas de final de Copa do Mundo é sempre um baque. O Mundial parece que foi feito para o Brasil vencer. Ganhou cinco em 19. Mas a Holanda foi superior, mostrou um time mais equilibrado. Vitória sem contestação. Foi o 24º jogo sem derrotas da Holanda.

O Hexa fica para o Brasil, em quatro anos. De preferência sem Dunga, que assistiu ao jogo, não fez as melhores substituições, foi apunhalado por Felipe Melo que entrou na Copa pedindo um cartão vermelho. Ganhou no jogo mais decisivo, depois de agredir o grande jogador de Holanda e Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

Robben, o Homem de Cristal, fez o que Cruyff também fez. Ganhou do Brasil, 36 anos depois.

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O Homem de Cristal da Holanda

01 de julho de 2010 3

A Holanda joga com Sneijder, da Inter de Milão, Robben, do Bayern de Munique, Kuyt, do Liverpool, e Van Persie, do Arsenal. É uma equipe de jogadores experientes, titulares em times poderosos, acostumados com a adrenalina das decisões.

Em quatro jogos, marcou sete vezes na África do Sul, 19ª Copa do Mundo. São os gols que recomendam uma seleção, quase dois a cada 90 minutos.
O 100% de aproveitamento a faz especial. A Holanda é a única que não teme o Brasil. Não tem medo, enfrenta a Seleção que é considerada os Estados Unidos do Futebol. A Laranja Mecânica é qualificada, corajosa e letal.

Não sei se a Holanda vence o Brasil, acho difícil, o Brasil sempre é favorito em Mundiais. O torneio parece que foi moldado, inventado, para o Brasil ganhar. O país gera os melhores jogadores do mundo. Mesmo numa fase de transição, sem grandes craques, como os de hoje, a Seleção chega numa Copa com a força natural da camisa amarela. Bota banca. Vence.

A Holanda de 2010 tem um jogador que me encanta. Chama-se Robben, um canhoto que usa chuteiras atômicas dada a rapidez dos seus dribles. Ele tem um drible perfeito, típico dos ponteiros de antigamente, e um chute que Rivellino aplaudiria. E de pé.

Sua jogada fulminante é sempre a mesma. Do lado direito, de pé trocado, ele dribla em alta velocidade em direção ao centro da grande área, vai fazendo fila e dispara o chute, forte, normalmente rasteiro na distância dos 20/25 metros da goleira. O lateral, o volante, o zagueiro, todos os que o combatem, sabem da direção do drible, mas não conseguem deter o jogador. Ele rápido, liso, ágil demais.

Na Espanha, quando tentou jogar no Real Madrid, Robben foi chamado de “O Homem de Cristal”. Suas lesões o consumiram durante uma temporada inteira e ele, dispensado, buscou guarida, novo recomeço e felicidade no Bayern de Munique. Encontrou na Alemanha o mesmo sucesso que havia conseguido no Chelsea, depois de ser apresentado ao mundo pelo PSV. Na Copa ainda não conseguiu completar uma partida, pois as lesões o atacaram mais uma vez no período pré-Copa.

Os holandeses são como os brasileiros. Pátria de craques, eles adoram craques. Robben é o jogador que é o retrato do futebol holandês. Seria personagem de Van Gogh. Será da história se vencer Kaká.

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A dupla Gre-nal em ação na Copa (IX)

01 de julho de 2010 5

Estreia – Wilson Mathias renasceu com Celso Roth. É outro jogador, é destaque nos treinos como segundo homem do meio campo. Vai lutar pela posição.

Apito – Giuliano sofre com Roth. É o jogador que mais ouve os gritos nos treinos do nem sempre paciente treinador.

Treino – Só dois gremistas não têm condições de jogo, Lúcio e Souza.

Alemanha – Ao contrário de André Lima, a fama de Lúcio no Hertha Berlim é a melhor possível.

Preço – Adversário do Inter no recomeço do Brasileirão, dia 14, em Campinas, o Guarani faz na cidade de Jaguariúna uma intertemporada até o dia 10. Amanhã, enfrenta o Mogi-Mirim.

Prancheta – Roth começa a testar contra o Lajeadense o seu esquema favorito: 4-5-1.

Cabeça – Roth ensaiou cobranças de escanteios no treino de ontem. E dos dois lados.

Testes – Grêmio joga três amistosos nos próximos 15 dias, com Vasco, Avaí e Juventude, todos longe do Estádio Olímpico.

Fé – Apesar do pesado trabalho de bastidores, o Inter não tem certeza absoluta de que poderá usar Renan, Tinga e Sobis na Libertadores.

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