Onde um vai, outro vai junto, vai atrás, vai no embalo, às vezes demora no arranque, mas não desiste.
O Grêmio ganhou o primeiro Gre-Nal, o Inter remou e buscou a vitória depois. Eles se revezam até hoje no Campeonato Gaúcho, o Grêmio foi o nome de 2010, o Inter havia sido campeão no ano anterior.
Os colorados conquistaram o Brasil nos anos 1970, campeões nacionais. Os azuis lutaram pelo títulos e ergueram a taça.
Com a Copa do Brasil foi a mesma coisa, com o Grêmio pioneiro, o mesmo se passou na Libertadores, no Mundial, apesar da discussão Fifa, não-Fifa.
O que eu queria dizer é que os dois são grandes, que não se acomodam em seu quintal, que miram o topo, não se medem pelo mínimo. "A gangorra gaúcha", termo cunhado pelo grande Lauro Quadros, funciona desde sempre, tem mais de cem anos.
O Inter está em cima, olhando o rival embaixo. A primeira década do milênio é sua, a última dos 1900 foi tricolor.
O Inter é o favorito em São Paulo, deve passar pelo São Paulo. Mas como você sabe, melhor do que eu, o mata-mata não respeita lógica.
O Grêmio recém começa sua jornada na Copa Sul-Americana e numa fase horrorosa. O Goiás é um adversário em acelerada decadência.
O ano pode acabar com o Inter no Mundial de Clubes e o Grêmio de volta ao maior torneio continental. Apesar da gangorra e das crises, dos relâmpagos e dos trovões, das tempestades passageiras no Olímpico e no Beira-Rio, dos cartolas, das cartolagens e das cartolices sazonais, a Dupla nunca desiste.
Mira o alto e renova a adrenalina do Estado, a cada um ao seu tempo.



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