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Posts do dia 9 agosto 2010

O que Renato pode acrescentar ao Grêmio

09 de agosto de 2010 173

Antes do técnico, chega o mito.

O Grêmio não buscou um treinador. Procurou a salvação.
Ninguém no Olímpico vê no trabalho de Renato nada de espetacular, não vê porque não há nada grandioso no momento da Série B com o Bahia - apesar do título da Copa do Brasil de anos atrás, de um vice-campeonato da Libertadores com o Fluminense. Raros sabem se Renato é um técnico em evolução. Na Bahia não se tem certeza, informam os jornalistas dos jornais de Salvador.
O Grêmio vê na mística do ex-atacante dos maiores feitos gremistas uma corda resistente para sair do fundo buraco da zona do rebaixamento do Brasileirão.
Não é o técnico que importa neste 9 de agosto. É a lenda de Renato, sua identificação com o torcedor, seu sangue azul, sua identidade com o clube, seu passado lendário.
É o motivador que conta, o cara que vai empolgar a torcida, lotar o estádio, chamar os jogadores num canto e gritar:

- Quem está comigo, fica. Quem não está pode passar na tesouraria...

Renato é o mágico da hora, o salvador da pátria, o herói do passado que corre ao Olímpico para salvar o ferido clube do coração.
No começo da temporada, em tempos de trabalho à longo prazo, o nome de Renato nunca apareceu, nunca foi lembrando, nunca liderou lista nenhuma. Renato tem cinco meses para manter seu mito ou ser vaiado como o mito do lado vermelho, Figueroa, foi anos atrás.
Renato chega para correr riscos. Nada apaga o seu passado, seus dribles perfeitos em Tóquio, mas ele precisa construir seu futuro no meio da tempestade.
Agora será lembrado como técnico azul também. Os fãs não perdoam. Não medem o futuro pelo passado. O futebol não tem memória quando o jogador troca as chuteiras pelo abrigo de técnico.

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Urnas coloradas

09 de agosto de 2010 8

Fernando Carvalho não será candidato à presidência do Inter.

Há voos mais altos no horizonte do ex-presidente a médio prazo.

Giovanni Luigi e Pedro Affatato querem a cadeira de Vitorio Piffero, mas o ungido da situação será apontado somente depois da Libertadores.

Ninguém descarta uma composição em volta dos dois candidatos, com reconhecido trabalho no clube.

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Entre a Costa do Santinho e o Planalto Central

09 de agosto de 2010 5

Silas começou a perder o controle do grupo de jogadores no Costão do Santinho, em Florianópolis, mais de 40 dias atrás. A maioria desejava ficar treinando em Porto Alegre. Não queria passar 10 noites de inverno concentrada sozinha no litoral catarinense em pleno inverno. O descontentamento foi tamanho que certos jogadores entraram em campo, mas não correram. Os resultados foram péssimos.

Sete jogos depois, sete sem vitória, o grupo se desintegrou, Silas perdeu o comando, Luiz Onofre Meira não conseguiu retomar o controle. A relação de Silas com Paulo e Anderson Paixão foi se deteriorando aos poucos, não só por questões de futebol.

Os jogadores começaram a questionar os métodos de Silas. Usavam os microfones para mostrar o descontentamento.

A facção São Paulo, com Rodrigo, Leandro e Hugo, domina o vestiário. Tomou conta do espaço, dada a fragilidade de Silas, que tentou se fortalecer amparado nos seus fiéis ex-jogadores do Avaí e nos mais jovens, como Jonas, Adilson, Maylson. Não conseguiu. O técnico sentiu também que com alguns jogadores, gente experiente e de altos salários, não havia comprometimento com o seu projeto.

A decisão de demitir Silas foi tomada no Planalto Central, depois do murcho 1 a 1 com o Goiás. A solidão do técnico no voo de volta delegação, sexta-feira, chegou ser constrangedora. O protesto da torcida, sábado, deu certeza de que Silas e Meira não teriam mais paz no clube. Por ser um homem de caráter, todos desejavam uma saída honrosa para Silas. Imaginavam uma demissão com uma vitória no Olímpico.

Meira saiu pela pressão da torcida e por ter contratado mais de duas dezenas de jogadores em sua gestão, quando o Grêmio navegou entre a Libertadores e a zona do rebaixamento. Inflou a folha de pagamento e não deixou nenhum jogador com bom valor de mercado. Quem vai pagar algo por Rodrigo, Hugo e Leandro?

Alias, a história de Leandro no clube é reveladora. Ao seu apresentado, um dos dirigentes que o contratou, disse, depois, longe do mesmo Leandro:

– Se eu soubesse que era tão baixinho não tinha contratado.

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Koff sugere o nome de Renato

09 de agosto de 2010 7

O ex-presidente Fábio Koff entrou na discussão e sugeriu o nome de Renato Portaluppi para substituir Silas no comando técnico do Grêmio. Koff já tinha sugerido Portaluppi para o ocupar o lugar de Celso Roth, demitido no começo de 2009.

Ontem à noite, empresários ofereceram o nome de Geninho aos dirigentes gremistas. Mário Sérgio é outra opção. Os dois estão desempregados. Renato treina o Bahia, 7º colocado na Série B.

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