O gol mexicano de Bautista foi um crime, um lance surreal, um gol de cabeça de fora da área que pegou Renan adiantado.
O Inter não merecia. Foi melhor no primeiro tempo, dominou as ações, teve posse de bola. Tanto que acertou uma vez a trave, outra vez o travessão.
O 2 a 1 faria justiça, mas o futebol não funciona de acordo com as leis da lógica. Não na etapa inicial.
Os gaúchos voltaram do intervalo como se estivesse em casa, no excelente gramado do Estádio Beira-Rio. Partiram um busca do empate, pressionaram, mas o gol de Giuliano, com estilo, numa cabeçada clássica na entrada da grande área, empatou a decisão. Fez seu quinto gol na Libertadores.
Depois, Bolivar, fez o segundo e fez justiça, fez o que os deuses do futebol ordenaram. Seria uma injustiça se o Chivas saísse com empate ou vitória. O 2 a 1 foi mais justo, se fosse 3 a 1 não seria nada de mais.
O Inter está com a mão na taça, pode comprar os fogos, reservar o chope, escolher a costela. O título está na mão.
Eu diria que já dá para começar a comemorar.
Só a maior zebra do mundo reverteria a situação, ofereceria o título ao Chivas no Rio Grande do Sul. O Inter merece a taça.



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