Pensei em Sandro, mas vou escolher D'Alessandro. Sandro é do Tottenham, seu horizonte é a Inglaterra. O argentino continua no Beira-Rio. É o melhor jogador do Inter, é o melhor do estado, é um dos melhores do país na atualidade. Sua fase é tão radiante que a seleção argentina o chamou para enfrentar a campeão do mundo Espanha, dia 7, em Buenos Aires.
D'Alessando é hoje um jogador interessado, determinado. Mostra prazer ao jogar bola. Dribla, passa, cria, faz gols. Seu futebol faz bem ao time.
Quando ele joga o que sabe, o Inter deslancha.
D'Alessandro é um dos melhores estrangeiros de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Seus títulos são cartão de visita. Nos últimos meses, ele encontrou a sua regularidade. Antes, era criticado por não manter uma média de boas atuações. Parece que encontrou seu ponto, sua média, seu futebol real, sua condição de jogador de seleção.
D'Alessandro é um tipo raro de jogador. Ele é pequeno, miúdo, franzino. Mas quando gruda a bola no pé esquerdo, roda como se fosse um Hulk. Ele faz o time crescer, jogar. Não é coadjuvante. É condutor, é estrela, é um vitorioso.
É um dos raros jogadores argentinos que é mais ídolo na sua segunda casa, Porto Alegre, do que na primeira, Buenos Aires.
D'Alessandro atrai o torcedor. Eles correm para vê-lo jogar. Ele é uma raridade nos nossos dias.








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