Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 26 agosto 2010

Dá prazer ver D'Alessandro jogar

26 de agosto de 2010 30

Pensei em Sandro, mas vou escolher D'Alessandro. Sandro é do Tottenham, seu horizonte é a Inglaterra. O argentino continua no Beira-Rio. É o melhor jogador do Inter, é o melhor do estado, é um dos melhores do país na atualidade. Sua fase é tão radiante que a seleção argentina o chamou para enfrentar a campeão do mundo Espanha, dia 7, em Buenos Aires.

D'Alessando é hoje um jogador interessado, determinado. Mostra prazer ao jogar bola. Dribla, passa, cria, faz gols. Seu futebol faz bem ao time.
Quando ele joga o que sabe, o Inter deslancha.

D'Alessandro é um dos melhores estrangeiros de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Seus títulos são cartão de visita. Nos últimos meses, ele encontrou a sua regularidade. Antes, era criticado por não manter uma média de boas atuações. Parece que encontrou seu ponto, sua média, seu futebol real, sua condição de jogador de seleção.

D'Alessandro é um tipo raro de jogador. Ele é pequeno, miúdo, franzino. Mas quando gruda a bola no pé esquerdo, roda como se fosse um Hulk. Ele faz o time crescer, jogar. Não é coadjuvante. É condutor, é estrela, é um vitorioso.

É um dos raros jogadores argentinos que é mais ídolo na sua segunda casa, Porto Alegre, do que na primeira, Buenos Aires.

D'Alessandro atrai o torcedor. Eles correm para vê-lo jogar. Ele é uma raridade nos nossos dias. 

Bookmark and Share

Souza precisa jogar mais, falar bem menos

26 de agosto de 2010 118

Souza é um bom jogador, raros duvidam. Nada mais do que bom, muito, mas muito menos do que um craque. Não pode ser dono do time, nem capitão.
Souza é apenas um coadjuvante. Não faz um time jogar. Faz parte de uma engrenagem. Se o time vai bem, ele vai junto. Se o time vai mal, ele não consegue empurrar a equipe. Cai como todos.

Souza cresce quando é competitivo, ao dar o toque rápido, caprichar no lançamento simples, correr em nome do time, não do "eu sozinho".

Quando se enrola na bola, quando tenta uma firula, dois, três dribles, ele não funciona. Cai, se amarra, se transforma num jogador quase caricato. Aí, recebe as vaias, justas, precisas. A torcida não joga, mas fiscaliza.

No jogo com o Santos, ele destoou. Errou a maioria, grande maioria dos passes, e ainda ajudou a armar alguns perigosos contra-ataques do Santos.

Souza não foi e nunca será o centro de um time. Sua personalidade não deixa. Seu futebol não é competitivo para tanto. Ele fala demais, fala quando não deve, expõe o grupo, fragiliza o treinador.

Souza deveria ficar calado e jogar mais. Ele ainda pode ajudar o Grêmio no Brasileirão. Mas Souza e Douglas não podem jogar juntos. Um time competitivo não suporta dois jogadores egoístas, que insistem em chamar a bola de sua, sem querer dividi-la com seus nove companheiros.

Renato precisa enquadrar Souza. O jogador é um dos líderes do grupo.

Bookmark and Share

Dupla Gre-Nal em busca do consenso nas urnas

26 de agosto de 2010 3

Conselheiros experientes dos diferentes grupos da situação colorada começam a trabalhar 24 horas por dia para que a sucessão presidencial, em dezembro, tenha um nome de consenso e evite um racha num grande momento do clube.

Na reunião do Conselho Deliberativo, segunda-feira, a palavra consenso foi repetida por todas as correntes no Beira-Rio – e até mesmo entre oposicionistas.

*

Conselheiros gremistas de distintos grupos também trabalham em nome de um improvável consenso no Olímpico.

Entendem que a crise gremista é profunda e que, depois de tantos anos, chegou a hora da união de gremistas históricos, porém rivais.

Acreditam que nenhum clube se mantem grande em qualquer lugar do planeta Terra com mudanças radicais de projeto e de nomes a cada dois anos.

Bookmark and Share

Gol 1.040 do Rei

26 de agosto de 2010 0

O Colosso da Lagoa completa 40 anos em oito dias. Um gol de Pelé no amistoso em que o Santos venceu o Grêmio por 2 a 0 inaugurou o maior estádio do interior gaúcho, que comporta público de 30 mil torcedores. O gol de Erechim foi o de número 1040 dos 1.281 que o Rei registrou na história do futebol.

Dirigentes tentaram contatar o Rei em Porto Alegre, quarta-feira passada, na decisão da Libertadores, mas não conseguiram espaço na sua apertada e exclusiva agenda. Queriam convidá-lo para a festa do dia 2 de setembro.

O time do Ypiranga está parado, volta em novembro e encara o Gauchão e a Copa do Brasil em 2011. Neste recesso, poupou cerca de R$ 200 mil.

Bookmark and Share

Camisa dez

26 de agosto de 2010 8

Grande nome da música folclórica da argentina, uma das sucessoras de Mercedes Sosa, Soledad Pastorutti vai ganhar uma camisa do conterrâneo D’Alessandro, seu fã confesso. A cantora se apresenta sábado, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

No recente CD em que Soledad festeja seus 10 anos de carreira, ela veste a camisa 10 da Seleção da Argentina, número que D’Alessandro namora.

Bookmark and Share

O agosto maldito do Grêmio não tem fim

26 de agosto de 2010 26

Tortura sem fim. O Grêmio sofre gol nos descontos, leva 2 a 1 do Santos, de virada, e continua no pântano da zona do rebaixamento. Se o bom futebol não está ao seu lado, a boa sorte, se é que existe, também migrou do Olímpico, antiga fortaleza tricolor onde perder era proibido.

A performance no Brasileirão assusta. Dos 48 pontos de 16 rodadas, o Grêmio fez 15. É quase nada, é um convite ao fim. Sem marcar ponto em casa, precisa buscar a vitória no Paraná contra o Atlético-PR, domingo, uma terra sempre inóspita.

A tendência hoje é de queda. É vexatória. É vergonhosa para um clube que tem uma das maiores folhas de pagamento do Brasil.

Não fosse Victor, o melhor em campo, defendendo pênalti e fazendo defesas milagrosas, o Santos teria goleado no Olímpico, seria um 3 a 1, 4 a 1. Escolha.

Desta vez, a derrota tem o dedo de Renato. Ele escalou bem, mudou mal. Manteve Souza, mesmo mal, que não acerta um só passe, segura demais a bola e ainda tenta jogadas com uma classe que não tem. E ainda o fez jogar ao lado de Leandro no segundo tempo. Souza é bom jogador, mas precisa ser competitivo como nos seus melhores dias. Leandro entrou mal outra vez.

Fábio Santos fez o cruzamento para o gol de Borges, mas fez o pênalti que originou o empate do Santos. Jonas teve outra atuação sofrível. Douglas tenta buscar uma vibração que não tem. Douglas e Souza não podem jogar juntos.

O Grêmio fez um bom primeiro tempo, criou, atacou, esteve firme na defesa, que melhorou com a estreia de Vilson. Deu sinais de melhora, que poderia vencer. Depois, o Santos se impôs pela sua condição técnica superior. Virou o jogo com naturalidade. O Grêmio tomou um contra-ataque no final da partida, mesmo com um jogador a mais, e sofreu o 2 a 1.

O arsenal de táticas do Grêmio para fugir da G4 do mal está no fim. Mudou de técnico e de esquema, contratou jogadores e tentou remotivar o grupo. Não deu certo. Mas Renato já fala em proibir as entrevistas dos jogadores depois do final das partidas. Como se um microfone mandasse no jogo.

Há quem acredite em milagres. Eu nunca acreditei. Nem vou acreditar. Só o bom trabalho salva.

Bookmark and Share