A torcida do Grêmio está cansada. A grande maioria desistiu de frequentar o Olímpico. Se concentra em casa, liga a TV ou mergulha na indiferença.
A média de público está desmoronado a cada jogo em Porto Alegre.
O Olímpico é uma casa carente e quase vazia.
Renato não motivou as legiões tricolores como se imaginou. O jogo com o Santos, quarta-feira, atraiu pouco mais de 13 mil pessoas. Deveria chamar três vezes mais, no mínimo.
A Geral estava lá. Seus gritos foram ouvidos. Mas não havia eco no grande estádio.
A torcida do Grêmio está cansada.
Não se enxerga na direção, que não tem voz, aparelho de som, megafone, fibra, para remotivá-la.
Não se vê no time, que não exibe a famosa fome de vitória de outras competições.
Quer se espelhar, isto sim, no técnico, mas, antes do treinador. vê o jogador mágico de tempos cantados até hoje, dia e noite. Na soma do dois, espera um milagre.
Milagres não existem, tudo se explica.
Há uma frase na vida que diz, "quanto mais eu trabalho, mais tenho sorte".
No dia que o time do Grêmio começar a correr como no seus melhores momentos e a direção vibrar como verdadeiros dirigentes, aí, creia, o Olímpico será inteiro azul outra vez.
Antes não.
Sem chances.





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