Quatro anos atrás, quando bateu o Barcelona, o Inter era apenas mais um clube com um título oficial da Fifa. Nem muito mais, nem muito menos, segundo os olhos nem sempre doces da mãe do futebol.
Hoje, perto da sua segunda façanha mundial, o Inter não é mais o mesmo clube, não é mais um outro qualquer. Nem a Fifa, que olha o Brasil muito mais de perto do que em 2006.
O Inter hoje é parceiro da Fifa.
A Fifa vai usar o Beira-Rio na Copa do Mundo do Brasil na metade de 2014.
Os dois farão negócios juntos no futebol, um aproveitando a estrutura do outro. Sociedade em anos de Copa do Mundo é tudo o que a Fifa quer, pede e reza para ter.
Se o Inter souber negociar a parceria, os lucros correrão aos cofres do Beira-Rio com a velocidade de uma escapada do Nilmar.
O vice-presidente do Inter, Pedro Affatato, se encontra, nesta sexta-feira, no Rio, com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. Vai apresentar o andamento das reformas no Beira-Rio, o cronograma de obras e detalhar o fluxo de caixa do Inter para fazer frente ao investimento de R$ 150 milhões.
No encontro, vai convidar Valcke para visitar Porto Alegre e o Beira-Rio na próxima vinda ao Brasil. Um conversa com o todo-poderoso homem da Fifa, o segundo depois de Joseph Blatter, é outra boa forma de aproximar ainda mais entidade dos colorados.
- Mesmo sem vir a Porto Alegre, a Fifa está a par de todos os detalhes da obra - garante Affatato.
Na sexta, o dirigente da Fifa vai conversar com gestores dos 12 estádios previstos para 2014.



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