Dez pontos separam o Inter do líder Fluminense. A diferença pode cair para sete, o Inter tem um jogo a menos, atrasado, com o Santos, em São Paulo.
Sete pontos não parecem o Everest num campeonato sem regularidade como o Brasileirão. Pode ser alcançados, já foram conseguidos em outras edições, até com facilidade.
Não creio no Flu de Muricy Ramalho. Não o vejo imbatível, pelo contrário, observo uma equipe competitiva, mas frágil, capaz de ser batida por vários times.
Por outro lado, não sei o Inter terá fôlego, força, determinação para enfrentar o Brasileirão como a torcida gosta e quer. Não sei se vai usar toda a sua energia na competição local. O Mundial de Clubes começa em dezembro, mas o Inter não pode começar a pensar nesta competição apenas na véspera.
Quando chegar novembro, os jogadores precisarão ser avaliados, talvez poupados. Para vencer um Brasileirão é preciso investir 100% até o último segundo da competição. O Inter tem bola para tanto, para vencer, mas não sei se vai conseguir colocar toda a sua energia na parte final do Brasileirão
Não tivesse Abu Dhabi pela frente, a vitória seria possível. Com ele, não creio. É muito mais difícil. Experiências anteriores dizem que os clubes brasileiros sempre deixam o Brasileirão para o ano seguinte quando o Mundial aparece na frente.




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