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Posts do dia 10 setembro 2010

Brasileirão, a Missão Impossível do Inter

10 de setembro de 2010 24

Dez pontos separam o Inter do líder Fluminense. A diferença pode cair para sete, o Inter tem um jogo a menos, atrasado, com o Santos, em São Paulo.

Sete pontos não parecem o Everest num campeonato sem regularidade como o Brasileirão. Pode ser alcançados, já foram conseguidos em outras edições, até com facilidade.

Não creio no Flu de Muricy Ramalho. Não o vejo imbatível, pelo contrário, observo uma equipe competitiva, mas frágil, capaz de ser batida por vários times.

Por outro lado, não sei o Inter terá fôlego, força, determinação para enfrentar o Brasileirão como a torcida gosta e quer. Não sei se vai usar toda a sua energia na competição local. O Mundial de Clubes começa em dezembro, mas o Inter não pode começar a pensar nesta competição apenas na véspera.

Quando chegar novembro, os jogadores precisarão ser avaliados, talvez poupados. Para vencer um Brasileirão é preciso investir 100% até o último segundo da competição. O Inter tem bola para tanto, para vencer, mas não sei se vai conseguir colocar toda a sua energia na parte final do Brasileirão 

Não tivesse Abu Dhabi pela frente, a vitória seria possível. Com ele, não creio. É muito mais difícil. Experiências anteriores dizem que os clubes brasileiros sempre deixam o Brasileirão para o ano seguinte quando o Mundial aparece na frente.

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Douglas entendeu o significado do carrinho. Será?

10 de setembro de 2010 43

 O canhoto e habilidoso catarinense Douglas disse que, para agradar o fã gaúcho, o jogador de futebol precisa dar carrinho.
Perfeito, Douglas.

Finalmente você entendeu como seu joga na zona da fronteira com a Argentina e o Uruguai, num dos estados mais competitivos do país, da América, do mundo. Futebol gaúcho é assim. Futebol vencedor se faz bem assim.

Você descobriu tarde, mais de meio ano depois de chegar ao Olímpico. Com as mãos nas cadeiras todo mundo descobre as coisas mais tarde.

O que você esqueceu de dizer, o que, talvez, você ainda não tenha entendido, é que o carrinho é apenas uma peça, porém decisiva, no repertório do jogador que "se dá bem" no futebol local.

Ao lado do carrinho, chega a marcação, a entrega, a determinação, a vontade, a certeza que é preciso correr 90 minutos em todos, eu disse TODOS, os jogos. Jogador de antigamente, que caiu no começo do século 21 por acaso, não tem lugar em time de competição - ao menos em equipe não contente em se debater no fundo do poço das tabelas das competições.

O drible, o passa, o lançamento, o gol do Fantástico é sempre bem-vindo. Mas precisa vir no momento certo, no horário preciso, na hora exata. Quando chega em excesso, quando o erro arma o contra-ataque adversário, quando prejudica uma jogada, quando tira a chance de gol do companheiro pelo excesso de brilho, a firula é condenada.

Foi bom o desabafo de Douglas. Pelo menos, agora, ele sabe o que se espera dele. O que ele precisa para se afirmar no futebol gaúcho. Douglas sabe que ainda deve muito futebol aos fãs do futebol.

Quem não dá carrinho no Sul não faz sucesso. Se transforma em jogador de passagem.

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