Felipão armou a maior retranca dos últimos tempos no Olímpico, mandou marcar como nunca, pensou no empate e saiu com três pontos. Ganhou, 2 a 1.
Do outro lado, faltou técnico, faltou bola, faltou banco, faltou tudo.
O Grêmio correu, lutou, se movimentou desordenado como um paquiderme numa loja de vidros, lotado de atacantes, mas sem uma só jogada pensada, organizada, treinada. Nada deu certo, as individualidades não funcionaram, as substituições naufragaram, a mão de Renato não apareceu.
Com Fábio Santos nos seus piores dias, com Souza sem a mínima criatividade, com Douglas pregado em campo, com André Lima atuando como quinto zagueiro, com Jonas errando quase todas as conclusões, o Grêmio repetiu a era Silas/Meira. Se entregou aos poucos.
Eu passei a semana inteira falando que o Grêmio precisava encontrar a sua regularidade. Não encontrou.
Não foi o time competitivo de São Paulo, sábado passado, foi outra vez o time sem qualidade da longa fase na zona de rebaixamento. Foi aquela equipe que está em décimo terceiro lugar no Brasileirão. Nunca uma atuação espelhou tanto a qualidade de um time.
O Grêmio perdeu seis pontos em casa. O Palmeiras é adversário direto. A Libertadores é sonho impossível. A luta ainda é contra o rebaixamento. O time é a cara da tabela. O Grêmio ainda busca a sua tardia afirmação no campeonato. Precisa acelerar o passou ou será tarde demais.
A noite dos 107 anos atraiu quase 40 mil torcedores. Todos deixaram o Olímpico frustrados. Menos pelo aniversário, mais pelo time. Outra notícia ruim saiu da boca de Renato. Borges precisa sofrer uma cirurgia. Pobre Grêmio com André Lima como opção.





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