O Grêmio detonou uma avalanche ofensiva em Sete Lagoas. Cercou o Atlético-MG nos primeiros minutos como se estivesse no Olímpico, marcou dois gols, perdeu o dobro. Anunciou uma goleada, uma atuação de luxo. Não foi cinco estrelas, foi boa, garantiu os três pontos.
Depois, pela imperícia dos atacantes, apesar do gol de Jonas, o 13º no Brasileirão, 65 com a camisa tricolor, quase entregou o jogo, facilitou o empate. Victor salvou o time outra vez. Rochemback foi o melhor em campo, secundado por Gabriel.
O Grêmio teve problemas na lateral esquerda, carência no setor ofensivo, apesar de Jonas, repito, mas esteve bem organizado, leu o jogo com inteligência. Renato acertou ao colocar Fernando no lugar de Souza, o que deu mais equilíbrio ao meio-campo. Mas o Grêmio ainda carece de um jogador da primeira função defensiva no meio-campo
Foi bom ver a recuperação de Daniel Carvalho, autor das mais vistosas jogadas individuais do Galo.
O Galo fez um gol ainda no primeiro tempo. Correu, se aplicou, mas é um time inferior, condenado ao precipício da Série B.
Renato sofreu, ele confessou, a torcida gremista deve ter sofrido também, mas se animou depois do jogo, que foi bom, corrido, disputado, com três gols, indefinido até o último segundo. O Grêmio ganhou uma posição, é 10º no campeonato, venceu seu terceiro jogo consecutivo fora e está 11 pontos distantes do apetitoso G-3. Lugar, creio, longe do alcance gremista em 2010.
O Grêmio pode ser ajudado pelo Inter no meio da semana. Se o Colorado superar o Palmeiras, em São Paulo, e o Grêmio vencer o São Paulo, em Porto Alegre, os azuis podem escalar o oitavo lugar. É pouco, mas é um recomeço. A zona do rebaixamento não aparece mais no retrovisor de Renato.





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