Silas ganhou um Gauchão. O Grêmio teve méritos, mas sabe bem, como eu e você, que o Inter deixou a competição de lado, ficou atento a Libertadores.
O Gauchão mascarou o trabalho de Silas no Olímpico. Ele jamais conseguiu organizar o time, oferecer uma padrão de jogo, jogadas especiais, treinadas, ensaiadas. Seu Grêmio da Copa do Brasil fez duas boas partidas, contra o Flu, no Maracanã, e o segundo tempo do jogo com o Santos, no Olímpico - o primeiro foi um desastre.
Silas tem sérios problemas de afirmação num vestuiário. Não é um líder. Os jogadores não o respeitam como um grande comandante.
Nesta quarta, o Flamengo de Silas volta ao Brasileirão, enfrenta o Goiás, em Goiânia. O Goiás tem uma das melhores campanhas neste returno do Brasileirão - 11 pontos em 18 disputados - e está animado com a surpreendente vitória sobre o São Paulo (3 a 0), no último sábado, no Morumbi.
Caso perca em Goiânia, terá de torcer para o Atlético-GO não bater o Cruzeiro, em Minas Gerais, na quarta, para que o pior não aconteça.
Silas fez oito jogo como Flamengo. Ganhou um, mísero um, justamente contra o esfarrapado Prudente, em São Paulo. Sábado levou uma goleada do Palmeiras (3 a 1), no Rio.
O Flamengo confia em Zico. Eu não. Zico foi um grande jogador. Depois, nunca mais repetiu grandes performances. Foi mal no Japão, na Rússia, na Grécia. Ele é um ídolo, um grnde cra, foi um jogador diferenciado, mas como manager não funciona. Não é um gestor, muito menos um ex-jogador que contrata bons jogadores.
O Flamengo ronda a zona do rebaixamento. Vai sofrer.



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