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Posts do dia 30 setembro 2010

"Síndrome do goleiro" ataca Inter antes de Abu Dhabi

30 de setembro de 2010 128

 Renan errou em Barueri. Sofreu dois gols que poderia ter evitado, mesmo que os gols tenham envolvido situações atípicas:

1) No primeiro: houve um erro na formação de barreira, a cobrança foi em curva, forte, quase rente ao poste. Renan poderia ter buscado a bola. Foi falha, nunca um frango.

2) No segundo: o chute foi forte, outra vez, havia um jogador na frente do goleiro e a bola, antes, bate na grama e ganha mais velocidade. Renan errou o tempo da bola. Tentou buscá-la depois que a esfera tocou na grama. Aí, não há goleiro capaz de segurar a bola, pois ganha enorme velocidade. Mas ele pode ser responsabilizado pelo gol.

Tenho recebido e-mails, e mais e-mails, e mais, de torcedores indignados com os gols que Renan sofreu contra o Palmeiras, dois gols de Marcos Assunção, talvez o melhor cobrador de faltas do Brasil (ele fez quatro gols após cobranças de faltas neste rico Brasileirão).

A indignação pega porque o torcedor mais exaltado não vê apenas o jogo de São Paulo. Observa outros, lembra outras falhas de Renan, especialmente na Libertadores. O Inter buscou Renan porque Pato não era confiável que, por sua vez, foi chamado na Argentina para ocupar o posto de Lauro, que não tinha a inteira confiança da direção e dos torcedores.

Confiança no gol é tudo. Acreditar no seu goleiro é começar um time.

O Inter chega perto do final do ano, três meses antes da histórica Abu Dhabi, sem um goleiro plenamente confiável, segundo os relatos dos torcedores.

Acho um exagero. Renan é o melhor dos três, talvez mais completo, mais jovem e ainda pode crescer. Seu momento não é o melhor. Ele pode mais.

Quarta-feira foi uma noite ruim para outros dois grandes goleiros, Rogério Ceni e Victor, os dois falharam. Victor, no segundo gol do São Paulo. Ceni, no quarto do Grêmio.

Vida de goleiro é feita também de falhas. Renan é bom goleiro, foi de Seleção, estve na Europa, é experiente, sabe o que quer. Ele vai se recuperar. se o técnico, o treinador de goleiros e a direção ajudarem.

A torcida muda de ideia toda a hora, a cada jogo. Onze dias atrás, contra o Vasco, Renan foi o melhor em campo, salvou o time, garantiu a vitória, foi aplaudido.

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Inter perde e torcida culpa Renan

30 de setembro de 2010 58

 O Inter teve uma má jornada em São Paulo. Perdeu, sofreu dois gols, um em cada tempo, se afastou mais do cume da tabela, viu o título do Brasileirão distante da sua mão. O Palmeiras venceu na nova e bela Arena Barueri na Grande São Paulo.

O Fluminense ganhou do Avaí (1 a 0), escalou os 51 pontos, ficou 10 distante do Inter, que jogou mal, todo desfalcado, sem Tinga, Índio e D`Alessandro. Seu segundo tempo foi muito fraco, sem ambição, sem organização, sem criatividade. A vitória dos paulistas foi justa.

Renan falhou no segundo gol, mesmo atrapalhado por um atacante. A bola era defensável.
No primeiro gol, com uma barreira (equivocada) de apenas um jogador, foi traído pelo chute forte e muito bem colocado do volante do Palmeiras, Marcos Assunção, um exímio cobrador de falta. Renan estava mal posicionado antes da cobrança.

Os torcedores, leio na internet, ouço na Gaúcha, culpam o goleiro pela derrota, pedem a volta de Pato, que não é mais goleiro do que Renan. Pode exibir mais título, estrada, etc., mas Renan é superior. Torcedor vive de emoção. Seus desabafos são baseados nos resultados. É imediatista.

Renan já mostrou várias vezes que é bom goleiro. Todo o goleiro falha.
Victor, o melhor do país no momento, talvez ao lado de Fábio, do Cruzeiro, também falha. Não foi a noite de Renan.

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Renato descobre como vencer no Olímpico

30 de setembro de 2010 11

O São Paulo encontrou o novo Grêmio de Renato. Não resistiu. Bateu no muro e caiu. Perdeu seis pontos. Levou quatro gols, poderia ter encontrado mais alguns no fundo das redes. A superioridade gremista se mostrou inteira na goleada, 4 a 2.

O Grêmio jogou uma das suas melhores partidas do ano em Porto Alegre sob os olhos entusiasmados de 25 mil fãs - o clássico merecia o dobro. Dominou o São Paulo, mandou no jogo, cresceu uma casa na tabela de classificação, é nono colocado. Ocupou a vaga que era do adversário, que foi valente, viril às vezes, mas não resistiu ao volume de jogo dos gaúchos.

Renato mudou o time no último momento, fechou mais a defesa, com Vilson, um dos destaques, na frente da zaga, Paulão na área, Gilson na lateral, que foi bem e merece novas oportunidades, e Lúcio no meio, um dos melhores em campo nas jogadas ofensivas.

Douglas teve tranquilidade para criar, Jonas encontrou as redes outra vez, André Lima marcou duas vezes e foi outro nome do jogo. André precisa de regularidade. Marcar gols com mais frequência. Centroavante de time grande precisa de média alta de gols.

Renato ganhou com seus quatro reforços, escolhas pessoais, contratações suas, Paulão, Vilson, Gilson e Diogo, que estreou com um gol, oportunista, depois da falha de Rogério Ceni.

Renato aprendeu. No Olímpico, quando a torcida lança o time ao ataque, não se pode jogar como se a partida fosse um ataque só. É preciso cuidado, inteligência, estratégia. O técnico encontrou o mapa. Basta seguir o mesmo caminho. Ligar o GPS.

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