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Posts de setembro 2010

"Síndrome do goleiro" ataca Inter antes de Abu Dhabi

30 de setembro de 2010 128

 Renan errou em Barueri. Sofreu dois gols que poderia ter evitado, mesmo que os gols tenham envolvido situações atípicas:

1) No primeiro: houve um erro na formação de barreira, a cobrança foi em curva, forte, quase rente ao poste. Renan poderia ter buscado a bola. Foi falha, nunca um frango.

2) No segundo: o chute foi forte, outra vez, havia um jogador na frente do goleiro e a bola, antes, bate na grama e ganha mais velocidade. Renan errou o tempo da bola. Tentou buscá-la depois que a esfera tocou na grama. Aí, não há goleiro capaz de segurar a bola, pois ganha enorme velocidade. Mas ele pode ser responsabilizado pelo gol.

Tenho recebido e-mails, e mais e-mails, e mais, de torcedores indignados com os gols que Renan sofreu contra o Palmeiras, dois gols de Marcos Assunção, talvez o melhor cobrador de faltas do Brasil (ele fez quatro gols após cobranças de faltas neste rico Brasileirão).

A indignação pega porque o torcedor mais exaltado não vê apenas o jogo de São Paulo. Observa outros, lembra outras falhas de Renan, especialmente na Libertadores. O Inter buscou Renan porque Pato não era confiável que, por sua vez, foi chamado na Argentina para ocupar o posto de Lauro, que não tinha a inteira confiança da direção e dos torcedores.

Confiança no gol é tudo. Acreditar no seu goleiro é começar um time.

O Inter chega perto do final do ano, três meses antes da histórica Abu Dhabi, sem um goleiro plenamente confiável, segundo os relatos dos torcedores.

Acho um exagero. Renan é o melhor dos três, talvez mais completo, mais jovem e ainda pode crescer. Seu momento não é o melhor. Ele pode mais.

Quarta-feira foi uma noite ruim para outros dois grandes goleiros, Rogério Ceni e Victor, os dois falharam. Victor, no segundo gol do São Paulo. Ceni, no quarto do Grêmio.

Vida de goleiro é feita também de falhas. Renan é bom goleiro, foi de Seleção, estve na Europa, é experiente, sabe o que quer. Ele vai se recuperar. se o técnico, o treinador de goleiros e a direção ajudarem.

A torcida muda de ideia toda a hora, a cada jogo. Onze dias atrás, contra o Vasco, Renan foi o melhor em campo, salvou o time, garantiu a vitória, foi aplaudido.

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Inter perde e torcida culpa Renan

30 de setembro de 2010 58

 O Inter teve uma má jornada em São Paulo. Perdeu, sofreu dois gols, um em cada tempo, se afastou mais do cume da tabela, viu o título do Brasileirão distante da sua mão. O Palmeiras venceu na nova e bela Arena Barueri na Grande São Paulo.

O Fluminense ganhou do Avaí (1 a 0), escalou os 51 pontos, ficou 10 distante do Inter, que jogou mal, todo desfalcado, sem Tinga, Índio e D`Alessandro. Seu segundo tempo foi muito fraco, sem ambição, sem organização, sem criatividade. A vitória dos paulistas foi justa.

Renan falhou no segundo gol, mesmo atrapalhado por um atacante. A bola era defensável.
No primeiro gol, com uma barreira (equivocada) de apenas um jogador, foi traído pelo chute forte e muito bem colocado do volante do Palmeiras, Marcos Assunção, um exímio cobrador de falta. Renan estava mal posicionado antes da cobrança.

Os torcedores, leio na internet, ouço na Gaúcha, culpam o goleiro pela derrota, pedem a volta de Pato, que não é mais goleiro do que Renan. Pode exibir mais título, estrada, etc., mas Renan é superior. Torcedor vive de emoção. Seus desabafos são baseados nos resultados. É imediatista.

Renan já mostrou várias vezes que é bom goleiro. Todo o goleiro falha.
Victor, o melhor do país no momento, talvez ao lado de Fábio, do Cruzeiro, também falha. Não foi a noite de Renan.

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Renato descobre como vencer no Olímpico

30 de setembro de 2010 11

O São Paulo encontrou o novo Grêmio de Renato. Não resistiu. Bateu no muro e caiu. Perdeu seis pontos. Levou quatro gols, poderia ter encontrado mais alguns no fundo das redes. A superioridade gremista se mostrou inteira na goleada, 4 a 2.

O Grêmio jogou uma das suas melhores partidas do ano em Porto Alegre sob os olhos entusiasmados de 25 mil fãs - o clássico merecia o dobro. Dominou o São Paulo, mandou no jogo, cresceu uma casa na tabela de classificação, é nono colocado. Ocupou a vaga que era do adversário, que foi valente, viril às vezes, mas não resistiu ao volume de jogo dos gaúchos.

Renato mudou o time no último momento, fechou mais a defesa, com Vilson, um dos destaques, na frente da zaga, Paulão na área, Gilson na lateral, que foi bem e merece novas oportunidades, e Lúcio no meio, um dos melhores em campo nas jogadas ofensivas.

Douglas teve tranquilidade para criar, Jonas encontrou as redes outra vez, André Lima marcou duas vezes e foi outro nome do jogo. André precisa de regularidade. Marcar gols com mais frequência. Centroavante de time grande precisa de média alta de gols.

Renato ganhou com seus quatro reforços, escolhas pessoais, contratações suas, Paulão, Vilson, Gilson e Diogo, que estreou com um gol, oportunista, depois da falha de Rogério Ceni.

Renato aprendeu. No Olímpico, quando a torcida lança o time ao ataque, não se pode jogar como se a partida fosse um ataque só. É preciso cuidado, inteligência, estratégia. O técnico encontrou o mapa. Basta seguir o mesmo caminho. Ligar o GPS.

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Inter recupera seu futebol em Milão

29 de setembro de 2010 3

A Inter, que o Inter pega em dezembro, em Abu Dhabi, se a lógica do futebol ajudar, mostra cada vez mais que é um time irregular e, assim, inconfiável. Ganha bem, perde. Não encontrou a regularidade de 2009/2010.

Sábado, perdeu em Roma (1 a 0), mesmo jogando melhor boa parte do encontro pela Série A. Nesta quarta, sob os olhos de todos os colorados em São Paulo, que buscam o Palmeiras na Arena Barueri, patrolou os alemães do Werder Bremen (4 a 0), com três gols de Samuel Eto'o - aliás o melhor jogador do time do norte da Itália nesta começo de temporada. Fez três e ainda deu passe para o quarto (acima, foto do goleador com o brasileiro Coutinho).

Outro destaque da partida, em Milão, uma das melhores da rodada da Liga dos Campeões, foi o brasileiro Coutinho, ex-Vasco. Quase marcou, criou, serviu. Fez a sua melhor partida no clube. Coutinho é da geração de Neymar, é hábil, inteligente, mas ainda franzino. Precisa ganhar mais músculos, enfrentar com alguma possibilidade de vitória os grandalhões da Europa. Só habilidade não resiste.

A torcida gostou, aplaudiu o time e recuperou um pouco da confiança perdida nos últimos 45 dias. O Inter precisa torcer para que a Inter tropece na Itália e na Europa. Corra atrás dos maiores. Assim perderá a concentração no Mundial de Clubes. A prioridade dos europeus nunca é o Mundial, ao contrário dos latinos. É sempre a Liga dos Campeões. Não é de hoje. É histórica. Quem lucra é sempre o adversário.

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Grêmio enfrenta São Paulo no ataque

29 de setembro de 2010 33

As lesões atrapalham Renato, diminuem o poder do Grêmio, favorecem o agora frágil São Paulo.

O técnico gremista muda em todos os setores. Entra o inconfiável Edilson no lugar de Gabriel. Estreia na sua o lateral esquerdo Gilson, eleito o melhor lateral do Campeonato Paranaense 2010. Gilson quase foi torrado no Olímpico. Jogou duas vezes, foi mal, mas no meio-campo, posição que não domina. Gilson é uma incógnita.

Sem Rochemback, machucado, Renato improvisa.
Usa Lúcio, um ala, no meio, com funções mais defensivas. Lúcio não é bom marcador. Maylson seria o mais indicado. É do setor. Adilson será um marcador isolado. Não sei se um meio-campo menos marcador será capaz de controlar o jogo.

O Grêmio perdeu para o Palmeiras, empatou com o Flamengo, porque imaginou que bastava atacar com tudopara vencer. Nem sempre é assim.

Roberson será o meia atacante, ao lado de Jonas, farto em gols, e André Lima, centroavante de escassos, raros, gols. O Grêmio vai atacar com muitos, se defenderá com poucos. Não é um boa ideia. Futebol é equilíbrio.

O São Paulo atravessa um dos seus piores momentos nos últimos cinco anos. Está em decadência, levou três do quase rebaixado Goiás no Morumbi, sábado passado. É um time recheado de bons jogadores, mas que não parecem muito interessados, dedicados, em campo. Lembra o triste final de um grupo vencedor, se desintegrando aos poucos.

Grêmio e São Paulo, acima de valores ou de momentos, um clássico. Qualquer e resultado é possível. Goleada é aberração.

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Tinga pode voltar antes

28 de setembro de 2010 3

Tinga será reavaliado pelos médicos do Inter.

A lesão nas costelas preocupa mais que a muscular, que o impede até de dirigir.

Mais animado depois do susto, um dos jogadores que faz a diferença no time colorado acha que pode voltar dia 6, contra o Ceará, em Fortaleza. Mas é apenas uma previsão. Os médicos sempre têm a palavra final.

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Puma, Nike e o Grêmio

28 de setembro de 2010 31

O Grêmio fechou um contrato longo com a Puma, mais dois, três anos.
A oposição, se vencer as eleições, deverá rever o contrato, buscar mais informações.

A Nike, que patrocina a Seleção Brasileira e o Corinthians, nunca escondeu seu desejo de patrocinar a camisa tricolor. A oposição sabe.

As camisas confeccionadas pela Puma não agradam boa parte da torcida gremista.

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Alecsandro, os jornalistas e os gols

28 de setembro de 2010 28

Alecsandro fez gol na sua volta, depois de ficar parado desde agosto, com uma lesão muscular, o que ajudou o Inter a bater o Corinthians, hoje seu grande rival brasileiro. O São Paulo é só freguês.

Antes mesmo de pisar no gramado especial do Beira-Rio, nos dias que antecederam a sua volta, o atacante atacou a imprensa, disse que tem gente no meio que não gosta dele.

Mas em que lugar? Nos jornais, nas TVs, nos blogues, no twitter - onde mais? Alecsandro não citou nomes, misturou tudo. Parecia que o mundo era contra ele. Deveria oferecer os nomes dos seus desafetos. Assim, o discurso ficaria mais claro.

Ele não falou nomes, mas está ciente da realidade. Muitos profissionais de imprensa acham "mesmo" que ele não é o atacante ideal para o Inter. São os que entendem que o time ficou carente depois da partida de Nilmar.

Qual o problema? Gostar ou não gostar de determinado jogador é normal. Não entendi o discurso do jogador. Você entendeu? 

Eu sou da turma da mídia que gosta do futebol de Alecsandro. O considero bom jogador, goleador, seus números provam. Ele não é só homem da referência, sabe se mover em campo, gosta de grande área, se sente bem, se coloca melhor ainda.

O problema de Alecsandro é que ele não tem grife. Não veio como grande nome, como "espetacular", como a solução de todos os males dos gols.
Quando chegou, havia Nilmar e ele desembarcou no Salgado Filho como reserva, mesmo com a promessa dos dirigentes de que seria titular em seguida, com a venda do ídolo.

A torcida não gostava de Alecsandro, vaiou o jogador, mas acho que agora, depois de tantos gols importantes, aprendeu a dar valor ao atacante. Pode não ser o jogador do sonho de muitos, mas é o goleador do momento.

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União Silas e Zico não recupera Flamengo

27 de setembro de 2010 25

Silas ganhou um Gauchão. O Grêmio teve méritos, mas sabe bem, como eu e você, que o Inter deixou a competição de lado, ficou atento a Libertadores.

O Gauchão mascarou o trabalho de Silas no Olímpico. Ele jamais conseguiu organizar o time, oferecer uma padrão de jogo, jogadas especiais, treinadas, ensaiadas. Seu Grêmio da Copa do Brasil fez duas boas partidas, contra o Flu, no Maracanã, e o segundo tempo do jogo com o Santos, no Olímpico - o primeiro foi um desastre.

Silas tem sérios problemas de afirmação num vestuiário. Não é um líder. Os jogadores não o respeitam como um grande comandante.

Nesta quarta, o Flamengo de Silas volta ao Brasileirão, enfrenta o Goiás, em Goiânia. O Goiás tem uma das melhores campanhas neste returno do Brasileirão - 11 pontos em 18 disputados - e está animado com a surpreendente vitória sobre o São Paulo (3 a 0), no último sábado, no Morumbi.

Caso perca em Goiânia, terá de torcer para o Atlético-GO não bater o Cruzeiro, em Minas Gerais, na quarta, para que o pior não aconteça.

Silas fez oito jogo como Flamengo. Ganhou um, mísero um, justamente contra o esfarrapado Prudente, em São Paulo. Sábado levou uma goleada do Palmeiras (3 a 1), no Rio.

O Flamengo confia em Zico. Eu não. Zico foi um grande jogador. Depois, nunca mais repetiu grandes performances. Foi mal no Japão, na Rússia, na Grécia. Ele é um ídolo, um grnde cra, foi um jogador diferenciado, mas como manager não funciona. Não é um gestor, muito menos um ex-jogador que contrata bons jogadores.

O Flamengo ronda a zona do rebaixamento. Vai sofrer.

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Rospide pede demissão no Grêmio Prudente

27 de setembro de 2010 10

A aventura de Marcelo Rospide no lanterna Grêmio Prudente durou apenas 16 dias, cinco partidas e nenhuma vitória.

Ele pediu demissão nesta segunda-feira.

Faz dez jogos que o time não vence no Brasileirão. Já não vencia antes do técnico.

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O que o Inter perde sem D'Alessandro e Tinga

27 de setembro de 2010 15

O Inter perdeu Tinga, por lesão, não terá D'Alessandro, suspenso. O Palmeiras é só sorrisos. Felipão está mais tranquilo.
Sem os dois o Inter perde meio time. A vitória em Presidente Prudente, quarta, é difícil.

A vitória é fundamental. O Colorado não pode desgrudar-se dos líderes.
Deve olhar os adversários olho no olho.

Tinga deixou de ser volante. É quase um meia. Contra o Corinthians fez gol de atacante, entrou na área, parecia um centroavante cortando o caminho do goleiro. É um polivalente no meio campo. Renasceu na Europa. Voltou melhorado ao Rio Grande do Sul.

D'Alessandro é o maestro, é o melhor argentino em atividade no Brasil, melhor estrangeiro da história colorada. Vai fazer uma falta danada.

O Inter tem grupo, tem o coletivo, mas Tinga e D'Alessandro fazem a diferença.
Sem a dupla, o Inter se torna um time como alguns outros no Brasileirão. Sua superioridade diminiu.

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Grêmio é fora o que precisa ser também no Olímpico

26 de setembro de 2010 28

O Grêmio detonou uma avalanche ofensiva em Sete Lagoas. Cercou o Atlético-MG nos primeiros minutos como se estivesse no Olímpico, marcou dois gols, perdeu o dobro. Anunciou uma goleada, uma atuação de luxo. Não foi cinco estrelas, foi boa, garantiu os três pontos.

Depois, pela imperícia dos atacantes, apesar do gol de Jonas, o 13º no Brasileirão, 65 com a camisa tricolor, quase entregou o jogo, facilitou o empate. Victor salvou o time outra vez. Rochemback foi o melhor em campo, secundado por Gabriel.

O Grêmio teve problemas na lateral esquerda, carência no setor ofensivo, apesar de Jonas, repito, mas esteve bem organizado, leu o jogo com inteligência. Renato acertou ao colocar Fernando no lugar de Souza, o que deu mais equilíbrio ao meio-campo. Mas o Grêmio ainda carece de um jogador da primeira função defensiva no meio-campo

Foi bom ver a recuperação de Daniel Carvalho, autor das mais vistosas jogadas individuais do Galo.

O Galo fez um gol ainda no primeiro tempo. Correu, se aplicou, mas é um time inferior, condenado ao precipício da Série B.

Renato sofreu, ele confessou, a torcida gremista deve ter sofrido também, mas se animou depois do jogo, que foi bom, corrido, disputado, com três gols, indefinido até o último segundo. O Grêmio ganhou uma posição, é 10º no campeonato, venceu seu terceiro jogo consecutivo fora e está 11 pontos distantes do apetitoso G-3. Lugar, creio, longe do alcance gremista em 2010.

O Grêmio pode ser ajudado pelo Inter no meio da semana. Se o Colorado superar o Palmeiras, em São Paulo, e o Grêmio vencer o São Paulo, em Porto Alegre, os azuis podem escalar o oitavo lugar. É pouco, mas é um recomeço. A zona do rebaixamento não aparece mais no retrovisor de Renato.

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Inter bate rival Corinthians em jogo inesquecível

26 de setembro de 2010 20

Se você viu jogo melhor no segundo semestre de 2010, depois da Copa do Mudo, levante a mão. Quero ver.

Eu não assisti nada superior ao encontro de Inter e Corinthians (3 a 2), partida que os paulista classificavam como a primeira final do Brasileirão 2010. Perderam.

O que eu vi, dois times que queriam a bola, o jogo, o ataque, a vitória.
O Inter esteve sempre na frente no placar eletrônico, o Corinthians encostou. Um lance mágico de Andrezinho, de falta, definiu a vitória.

O Corinthians acertou a trave/travessão duas vezes, que sempre jogou contra os paulistas. Nos descontos favoreceu ao Inter. Como a trave é do Beira-Rio, a da direita do goleiro Júlio César, colocado do lado direito das sociais do estádio, a bola bateu no poste e entrou, depois da falta de Andrezinho, que ainda desviou da barreira.

D'Alessandro foi o melhor em campo. Maestro, participou dos dois gols. O Corinthians fez bom jogo, mostrou bons jogadores,  empatou no final depois que Nei imitou o uruguaio Suarez e evitou o gol com a mão. Não foi suficiente o segundo gol.

O jogo foi muito equilibrado, com chances de gol dos dois lados e o melhor público do domingo, tarde de 38 mil pessoas no Beira-Rio. Nem os corintianos deixaram o estádio irritados. O jogo foi tão bom, que a vitória colorada merecia até aplusos dos visitantes.

Jogo assim merece bis. Merece um lugar especial na memória. Inesquecível.

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Premier League procura um favorito

26 de setembro de 2010 1

O Chelsea perdeu (Manchester City, 1 a 0), o Arsenal perdeu (West Bromwich, 3 a 2), mas o Manchester United só empatou (2 a 2). Perdeu assim a chance de se aproximar do líder Chelsea (15 pontos contra 12). Perdeu seu imenso favoritismo.

O Chelsea não corre mais tão solto, tão distante. Mais ainda, mostrou que é um time que pode ser batido, mesmo por um time que ainda está sendo montado na competição, como o milionário Manchester City (11 pontos). Talvez Roberto Mancini não seja capaz de organizar um time competitivo, mesmo com jogadores qualificados. O que ficou foi o tropeço do Chelsea ao enfrentar um dos melhores times da liga.

O United ainda não engrenou, não pegou, especialmente pela má fase de Rooney, seu melhor e essencial jogador. Seus fãs estão desconfiados. O time não empolga neste começo de temporada.

Com seu time jovem, recheado de promessas, sem a experiência necessária, o Arsenal joga um futebol vistoso, ofensivo, mas irregular. Não pode perder jogos em casa como o de sábado.

O título deve ficar entre os quatro, com United e Chelsea abrigando até o fim. A grande decepção é o renovado (e piorado) Liverpool. É apenas o 16ºª na Premier League. E sem luz no final do tunel. Seus torcedores são os mais indignados das ilhas britânicas neste início de outono, gloriosa primavera para nós, verdes e marelos.

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Luxemburgo perdeu o toque, o rumo, a força

24 de setembro de 2010 32

Quando Inter foi contratar Wanderley Luxemburgo no final de 2009, em São Paulo, levou um susto. Ele não queria só salários, milionários por sinal. Desejava botar a mão nos jovens das categorias de base.

E não aceitava discutir futebol com os dirigentes. Futebol seria seu reino, com fosso e um dragão na porta. A avaliação ele mesmo faria. Não precisaria da consciência de ninguém. Nem de cobranças. Explicações? nada com ele.

No espelho retrovisor do Brasileirão do Atlético-MG se vê 15 derrotas, 45 gols contra, o que lhe oferece a incômoda posição de pior defesa do torneio. Está há 15 rodadas na zona de rebaixamento: seis vitórias em 24 jogos.

Luxemburgo foi demitido por telefone. O presidente do Atlético-MG mandou o supervisor avisar o técnico ainda no vestiário, no Rio, depois da derrota vexatória para o Flu. "Fora, você está fora".

Vi o jogo com o Flu, goleada histórica, e notei o abatimento dos jogadores, a ausência de uma boa forma física, a falta de força e de organização tática, o constrangimento de alguns atletas. Luxemburgo contratou Diego Souza, Réver, Fabio Costa e Daniel Carvalho. Dos quatro sobra um, Réver. Os outros três não fazem mais a diferença em times de ponta, vivem fora de forma.

Luxemburgo perdeu o rumo e o ritmo. Encontrou a decadência desde o momento em que se imaginou grande demais para a posição de técnico de futebol. Ele queria ser técnico, supervisor, diretor, presidente. Queria dirigir e contratar. Tudo ao mesmo tempo. Queria mandar no clube. Ser técnico só não dava mais.

No comando do Galo, Luxemburgo disputou 50 jogos, com 21 vitórias, 11 empates e 18 derrotas. É performance de treinador médio, nunca de um campeão, que ele já foi.

Luxemburgo não perdeu o toque, nem a sabedoria. O problema é que ele não consegue mais se concentrar só no futebol, no time, no campo. O grande campeão se perdeu. Não é mais nem o melhor técnico do país. Foi. Hoje é dia dos Manos e dos Murycis da vida.

Com as quedas de Luxemburgo e Dorival Júnior, do Santos, apenas três técnicos não mudaram de emprego no Brasileirão: Vágner Mancini (Guarani), Joel Santana (Botafogo) e Muricy Ramalho (Fluminense).

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Giuliano é o jogador "gaúcho" mais cobiçado pela Europa

23 de setembro de 2010 25

Giuliano não é um Neymar com a bola no pé, mas tem um futuro tão grande quando o polêmico jogador santistas na Seleção. Dos novos que jogam no Estado, é o que mais chama atenção fora dele.

Sua imagem é ótima. Foi capa da Revista ESPN, edição de setembro.
O paranaense Giuliano é um profissional, ao contrário de Neymar, ainda um jovem deslumbrado. Ele tem 20 anos, dois a mais do que o paulista. Sabe onde pisa. Ainda precisa de experiência, de sequência de jogos, de um técnico de verdade que o oriente.

Giuliano é o jogador do Inter mais cobiçado pelos gringos. Olheiros estrangeiros acompanham o jogador em treinos e jogos.

Giuliano atuou nas seleções sub-17 e sub-20, onde sagrou-se vice-campeão mundial da categoria. Giuliano foi o talismã colorado na recente Libertadores, que vive sob os braços apertdos do Beira-Rio desde agosto passado. Ele foi o artilheiro do clube na competição, com seis gols.

Giuliano tem idade olímpica.
Se manter o ritmo será convocado para a seleção de base que vai tentar uma vaga para os Jogos Olímpico de Londres, em 2012. Se continua no topo, o céu do futebol é o limite.

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Renato precisa olhar mais sério para a defesa

23 de setembro de 2010 13

Não sei se o Grêmio sabe, deveria saber.
O time só não encontrou a sua regularidade no Brasileirão porque Renato não se preocupa como deve com a sua defesa e o seu setor de meio campo mais defensivo.

Como ex-atacante, Renato tem as jogadas ofensivas no seu DNA. Normal. Ele acha que um time pode ser construído, ser competitivo, ser ganhador, só com segundos volantes, laterais ofensivos e atacantes destemidos.

Renato merecia uma defesa mais inteligente, assim com Victor. O goleiro da Seleção viveria mais feliz com uma defesa mais protegida, um volante de mais marcação mais centralizado, uma defesa que soubesse sair joganmdo, por exemplo.

O time renderia mais sem o pequeno Souza, que destoa.
Seu momento é ruim, ele retorna de cirurgia, tem uma desculpa, mas ainda não se reencontrou com a bola. Souza não oferece qualidade ao time, nem força, muito menos velocidade.

Contar com André Lima é somar pouco. Sua situação piora quando os laterais, dos dois lados, não conseguem fazer a jogada qualificada de linha de fundo. André Lima é pesado, lento, não tem o drible. Sua única saída é marcar gol de cabeça, mesmo raros, ao menos de azul, mas a bola não chega qualificada ao interior da grande área.

Renato tem problemas. Sérios. São fáceis de ver. São relativamente fáceis de serem solucionados. Basta pensar um pouco. Fazer as trocas necessárias. Ousar não com um time ofensivo, mas com um mais defensivo que pode marcar gols, alcançar a regularidade no Brasileirão e estacionar de vez no meio da tabela. O G-3 é sonho impossível neste momento.

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Mano esquece Neymar e chama Nilmar

23 de setembro de 2010 10

Mano Menezes cresce no meu conceito todos os dias, nas entrevistas, a cada convocação.
Ao deixar Neymar para depois, bem depois, ele manda um recado as clubes e aos jogadores, especialmente aos atletas.

Não basta dizer que é profissional nas entrevistas.
É preciso agir como profissional em campo (e fora dele).

Sem o perturbado Neymar, Mano reabriu as portas da Seleção ao atacante Nilmar, que começou muito bem a temporada na Espanha. Junto, chega um grupo de jogadores qualificados, jovens capacitados, gente da melhor qualidade. A Seleção tem futuro.

Não há dúvida que Mano pode construir um time diferenciado. Precisa de um tempo, de uma sequência de jogos. Não há o grande craque de outros tempos. Não haverá mais Pelé, nunca mais, mas é possível sonhar com um outro Ronaldo, um novo Romário, um Rivaldo, outro Roberto Carlos, só para lembrar de nomes mais recentes

Entre as novidades: Elias, do Corinthians, Mariano, do Fluminense, Giuliano, do Inter, e claro, o atacante Nilmar, do Villarreal.
Do grupo de Mano, 16 jogam no exterior e sete, no Brasil. Daniel Alves, Nilmar, Ramires, Robinho e Thiago Silva estiveram na lista do esquecido Dunga da Copa do Mundo de 2010.

Observe a lista, lotada de bons e promissores atletas:

Goleiros
Jefferson (Botafogo)
Neto (Atlético-PR)
Victor (Grêmio)

Laterais
Adriano (Barcelona)
André Santos (Fenerbahçe)
Daniel Alves (Barcelona)
Mariano (Fluminense)

Zagueiros
Alex (Chelsea)
David Luiz (Benfica)
Réver (Atlético-MG)
Tiago Silva (Milan)

Meio-campistas
Carlos Eduardo (Rubin Kazan)
Elias (Corinthians)
Giuliano (Inter-RS)
Lucas (Liverpool)
Philippe Coutinho (Inter de Milão)
Ramires (Chelsea)
Robinho (Milan)
Sandro (Tottenham)
Wesley (Werder Bremen)

Atacantes
Alexandre Pato (Milan)
André (Dínamo de Kiev)
Nilmar (Villarreal)

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Inter vacila no Paraná e se afasta do Corinthians

23 de setembro de 2010 9

A derrota no Paraná foi uma corrente de chumbo nos pés colorados. Segura o Inter na tabela, o tranca nos 38 pontos, nove distantes do líder Corinthians 14 rodadas antes do final do Brasileirão.

O Inter já havia sofrido críticas pela sua atuação contra o Vasco, domingo. A vitória (1 a 0) não deu eco as cobranças mais fortes. A derrota para o Atlético-PR (1 a 0) não espanta quem acompanhou com atenção o mau jogo do Inter no final de semana.

O mau resultado cresce em importância porque o líder Corinthians ganhou do Santos (3 a 2), um clássico, e ainda fora da capital paulista. Tanto os gaúchos quanto os paulistas têm tem um jogo a menos na tabela.

O Corinthians, sem Ronaldo, é o adversário de domingo, 16h, no Beira-Rio. Será um grande jogo, de milhares de torcedores, apesar da derrota, do mau futebol do Inter, da grande decepção em Curitiba

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Grêmio de Renato falha outra vez no Olímpico

23 de setembro de 2010 38

O Flamengo deu um calor no frágil e irregular Grêmio no Olímpico. Saiu duas vezes atrás do placar e buscou o empate. Achou.

O Grêmio teve mais chances de gol, podia ter matado o jogo três vezes, mas o Flamengo dominou a maioria das ações e teve mais posse de bola. Ao fazer a linha de impedimento no final, a defesa gremistas errou e facilitou o empate dos cariocas.

O 2 a 2 espelhou um bom jogo, tenso e que só se decidiu no final. O Grêmio somou um ponto, o que é pouco. Escapa do rebaixamento, como se o seu ano fosse apenas fugir da zona pantanosa. É décimo colocado, sete pontos distante do Atlético-GO, décimo sétimo colocado.

Ao Grêmio falta qualidade, antes de tudo. A má performance individual aparece mais quando o time joga em casa, quando é preciso tocar a bola, atacar sem parar, buscar o gol, garantir uma vitória.

O Grêmio depende de Jonas, de alguns lampejos do irregular Douglas, das defesas de Victor, que falhou no segundo gol, mas afunda nas atuações de Fábio Santos, Souza e Andé Lima.

Gabriel ainda deve uma boa atuação, nem falo numa grande jornada, algo que ele ainda não conseguiu no Olímpico. Todos esperavam mais do lateral direito, que é bom jogador.

O Grêmio tem sérios problemas de posicionamentos na defesa, que só dá balão, nunca sai jogando. O primeiro gol do Flamengo foi uma falha clara. O meio-campo precisa marcar mais e o ataque deve matar o jogo quando tem chance.

O Brasileirão é um campeonato recheado de times grandes e perigosos, como o Flamengo. A chance do mau resultado aparece a cada rodada.

O 2 a 2 foi outro resultado frustrante no Olímpico, depois da derrota para o Palmeiras, 2 a 1, uma semana atrás. O Grêmio não encontra a regularidade em casa, nem fora. Assim, não sobe na tabela com consistência. Continua nas posições intermediárias. É apenas um coadjuvante no Brasileirão, apesar do esforço de Renato que, com três jogos a cada sete dias não consegue treinar.

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Ronaldo está fora do jogo com o Inter no Beira-Rio

22 de setembro de 2010 2

Não sei se é uma boa notícia, não sei se é uma má?

O peso-pesado Ronaldo continua seu calvário de contusões. Não deve enfrentar o Inter, domingo.

A mais recente lesão é um forte edema na panturrilha.

O mais provável é que ele volte só na semana que vem contra o Botafogo, no Pacaembu.

Mas Dentinho pode voltar, ficar no banco, jogar meio tempo. Está sim é uma má notícia para os colorados.

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Inter ganha em Milão e mostra seu poder

22 de setembro de 2010 4

O Inter vê o Brasileirão com um olho. O outro segue a Inter, o adversário europeu na corrida em Abu Dhabi.

Não há outro adversário no Mundial de Clubes. A Inter é única.

Quem ligou a TV nesta quarta, preliminar de Atlético-PR e Inter, pode observar os milaneses nos 4 a 0 sobre o frágil Bari. Com a vitória, somado à derrota do Cesena, a Inter chegou a 10 pontos e lidera o Campeonato Italiano depois de um mau começo.

Diego Milito, dois, e Eto, outros dois, os dois de pênalti, marcaram os gols da partida em Milão. A Inter começa a melhorar, a entra no jogo, a assimilar as ordens de Rafa Benítez, o novo técnico do campeão europeu. A Inter é um dos times mais qualificados da Europa. Seu pode de fogo é tremendo. É uma seleção de jogadores mundiais

O destaque da Inter neste começo de temporada, 2010/2011, é o camaronês Eto'o que, aliás não enfrentou o Inter no Japão quando atuava no Barcelona.
Eto'o é o melhor jogador do time no momento, faz gols, mostra interesse e faz a diferença. Começou muito bem a temporada. Ele é um jogador que merece atenção, toda. Mas o Inter ainda tem uns 20 jogos antes do torneio de dezembro. É bom não tirar os olhos do adversário. Ele pode crescer.

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Santos dá mau exemplo ao futebol brasileiro

22 de setembro de 2010 124

Dorival Jr tinha poder de veto sobre a escalação de Neymar. O Santos poderia demitir o técnico em quaquer segundo do dia de qualquer semana.

O jogador foi mais forte que o treinador. A direção ficou com o atacante, patrimônio do clube. Mandou o técnico arrumar as malas e deixar a Vila Belmiro por uma porta lateral.

Ao demitir Dorival Jr, o Santos afirma que Neymar, seu jogador mais valorizado, é intocável. Que ele é um ser superior em Santos. É um Pelé remoçado, mas com poderes superiores.

Dorival vestiu o abrigo santista em dezembro de 2009 e dirigiu o Santos em 61 jogos, com 37 vitórias e 16 derrotas (65% de aproveitamento). Quase veio para o Grêmio. Só não mudou o voo para o Olímpico porque o Tricolor encolheu a carteira.

Dorival e Neymar cresceram juntos em 2010. Entraram para o Primeiro Mundo do futebol brasileiro com a conquista da Copa do Brasil. Fizeram seus melhores trabalhos na competição nacional. Dorival é um dos técnicos de ponta do país. Provou. Neymar é bom jogador, mas para craque falta muito, até pela sua juventude.

Não é só o Santos que perde pontos na vitrina de um Brasil, corrupto do norte ao sul. É o futebol.
O Santos dá o pior exemplo. Mostra que o jogador indisciplinado pode mais do que um técnico disciplinador.

Imagine o tamanho do problema que o novo técnico terá no Santos? Será que ele precisa chamar o jogador de "seu" Neymar e pedir licença para tudo?

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Grêmio, Flamengo, Silas e o Olímpico com 30 mil fãs

21 de setembro de 2010 24

O clássico é um dos maiores do futebol brasileiro. O Flamengo foi o time que o Grêmio mais enfrentou na história do Brasileirão.
São 46 jogos, com 16 vitórias azuis, 16 empates, 15 derrotas.

 O jogo vale a regularidade do Grêmio, uma segunda vitória consecutiva, depois da boa exibição em Floripa. A fase gremista é boa. Levantou 14 pontos dos últimos 21 que disputou. Com mais três, pode deixar o 11º posto, encostar no oitavo.

Uma derrota, porém, pode fazer mal, pode colocar o Grêmio em 15º, mas aí tudo precisa conspirar contra na 23ª rodada. O jogo é decisivo.

A vitória do Palmeiras, adversário da última quarta-feira, no Olímpico, ainda permanece latejando na memória do fã. A vitória é fundamental. Ainda mais porque no final de semana o adversário é o desacreditado Atlético-MG, em Minas Gerais.

Victor; Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Ferdinando, Adilson, Douglas e Souza; Jonas e André Lima são os 11 de Renato. Ferdinando substituiu Rochemback. Os outros 10 são os mesmos de domingo passado.

O técnico continua confiando em Fábio Santos e Souza, jogadores que a torcida não confia. testa outra vez André Lima com o goleador Jonas. Usa Gabriel, que ainda deve uma grnde partida, e Vilson e Rafa Marques, um meio de defesa sem o brilho dos melhores zagueiros.

O Flamengo vem com Silas, é time grande e pode ganhar naturalmente no Olímpico, assim como o Grêmio poderia vencer no Maracanã. Jogo de lotar o Olímpico. Seria para mais de 40 mil espectadores. Não consigo acreditar em mais de 30 mil.

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Ruim para o Inter: Neymar está fora do clássico na Vila

21 de setembro de 2010 10

Acertou Dorival Jr. Neymar continua fora do time do Santos pelo segundo jogo consecutivo, contra o Corinthians, em Santos.

O técnico preza a disciplina, a hierarquia.
Mostra ao jovem deslumbrado que ele não é maior do que o clube.

O jogador encheu de desaforos o técnico santista e o capitão Edu Dracena. Neymar se revoltou depois que Dorival Jr pediu que Marcel batesse um pênalti. Depois, no vestiário, Neymar quase acertou o auxiliar-técnico Ivan Izzo com um copo de bebida isotônica.

Neymar é bom jogador, ainda um cai-cai apressado, mas pode crescer. O gesto do técnico é louvável. Muitas vezes o clube erra, fica ao lado do jogador e afasta o técnico. O Santos agiu corretamente. Neymar precisa de um corretivo.
Dois jogos ainda é pouco. Ele se acha o maior malandro do mundo, o melhor jogador. Suas atitudes são de uma jovem deslumbrado. Neymar precisa de um psicólogo.

Azar do Inter, que persegue o Corinthians, que se vê mais aliviado sem Neymar por perto nesta quarta-feira na Vila Belmiro

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