
O Brasileirão está aberto, restam 10 rodadas, tudo pode acontecer. São 30 pontos.
Não há mais favoritos. Os fantasmas rondam na parte de baixo da tabela, no topo, no meio. Ninguém pode encomendar a faixa de campeão. O Prudente pode reservar as passagens para a Série B.
Raros arriscam dizer quem será o campeão. Você diria?
O campeonato se apresenta com equipes irregulares, que não conseguem, na média, vencer em sequência, salvo exceções em determinados momentos. Não há um grande time em outubro, um imbatível, um que você separe e diga:
- Ok, olha o campeão em campo!!!! Que futebol legal, competitivo, único.
O Grêmio de Renato é um exemplo que sai do bolo. Acordou em setembro, vem somando pontos, ganhando fora, jogando bem, goleando em casa e fora. A Libertadores é meta, é possível. Sete pontos o afastam do torneio continental. Dez do líder.
O Inter, por outro lado, não vence mais fora do Beira-Rio. Mas ganha em casa. Oito pontos o separam do líder, com um detalhe: tem um jogo a menos. O título é viável.
O Flu, que se exibiu como favorito durante semanas, eu mesmo apostei, não se anima mais. O Corinthians cai. No vácuo, o Cruzeiro sobe. Montillo faz a diferença. Seria o Cruzeiro o Fluminense dos nossos dias?
A diferença entre o nono colocado, o Palmeiras, e o líder Fluminense, é de 10 pontos. Numa competição parelha como o Brasileirão não é uma diferença absurda.
Seria se o Fluminense tivesse encontrado na reta final a regularidade que o abandonou recentemente.
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