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Posts do dia 12 outubro 2010

A lenta agonia de um clube vermelho e popular

12 de outubro de 2010 16

Pobre Liverpool!
Uma das mais tradicionais equipes de futebol do planeta, dona de uma torcida enorme e espetacular, fanática dos pés aos cabelos, se debate na mão de bilionários sem clube de futebol nem coração de torcedor de futebol.

Os fãs sofrem como nunca. Temem pelo futuro de um dos clubes mais populares da Inglaterra, da África e da Ásia.

Os atuais donos do clube são americanos, Tom Hicks e George Gillett sabem o que significa taco de beisebol e um uma bola oval. Não imaginam, desconfiam, entendem, o legítimo valor de um gol, o preço de um sorriso de vitória, uma bola no fundo das redes. Compraram o clube para ganhar dinheiro com ele. Perderam, retiraram o Liverpool do seu caminho no futebol. O Liverpool, imaginam, é só um negócio, outra empresa obrigada a dar lucro.

A torcida protesta, leva faixa aos estádios, pede a volta dos americanos aos EUA.

O Liverpool precisa pagar 300 milhões de libras neste outubro em dívidas ou renegociá-la. Peter Lim, um magnata de Singapura, apresentou uma oferta de 360 milhões de libras (411 milhões de euros) pela compra do Liverpool. A New England Sports Ventures (NESV), que dona equipe de beisebol do Boston Red Sox, quer pagar 300 milhões de libras pelo clube. São outros dois alienígenas.

Tom Hicks e George Gillett, que não se dão, querem negociar o clube, mas aguardam proposta melhor. Gerrard, Torres e Reina serão vendidos em janeiro. O clube espera conseguir 130 milhões de euros pelos três, três ídolos, o que deixaria o Liverpool ainda mais debilitado. Seu momento na Premier League é péssimo, é um dos últimos na tabela.

O Alto Tribunal de Londres julga na próxima semana a disputa em torno da venda do clube entre os dirigentes do conselho de administração do Liverpool e os proprietários.

A torcida sofre. E espera. Protesta, Grita. O eco sai das ilhas britânicas. Chega aos seus ouvidos.
Mas o fã não pode fazer nada de mais concreto, fora pressões extremas. O clube não é mais do torcedor. Tem dono. O dono faz o que bem entende.

Imagina se a moda pega no Brasil e a Dupla entre na Bolsa de Valores?
Jesus!

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