O Inter entrou no Brasileirão com poder de título. Frequentava o grid dos favoritos, às vezes como o pole position dos críticos. A Libertadores apresentou uma bifurcação, o Inter, claro, escolheu o torneio continental. Ganhou a aposta.
Depois da festa, da ressaca, depois do longo agosto, o Inter não engrenou mais. Não ganhou regularidade, não conseguiu repetir o mesmo futebol das finais da Libertadores. Não acertou mais. Celso Roth usou três dezenas de jogadores e não fez do seu time o mais letal da competição.
Abu Dhabi é uma desculpa, o Inter come, corre e dorme pensando no Mundial de Clubes. Mas o time precisava estar jogando mais, exibir maior competitividade. Já é tempo.
As outras 19 equipes, sem Libertadores no currículo 2010, se empenharam ao máximo no campeonato nacional, mas sofreram dos mesmos problemas dos colorados, lesões em série, não conseguiram repetir os 11, chamaram reservas e os reservas dos reservas, contrataram, trocaram de técnico, reclamaram da arbitragem.
A irregularidade pegou todo o mundo na competição.
Há nove rodadas pela frente, 27 pontos, mas ninguém arrisca dizer o nome do futuro campeão.
Mais do que engrenar no Brasileirão, e ainda há tempo para o título, o Inter precisa começar a mostrar a cara do time dos Emirados Árabes Unidos.
O Inter tem menos de dois meses para reafirmar seu time.
Comentários