Que Gre-Nal!
Que espetáculo! Que 2 a 2!
Quatro gols, belas jogadas, um Gre-Nal para lembrar, contar, comentar, falar, recomendar, mostrar aos estrangeiros como referência do nosso clássico.
Bem diferente do inodoro encontro de agosto passado, o murcho 0 a 0 do primeiro turno.
O Inter começou melhor, o Grêmio encostou, fez o gol, o Inter buscou, o Grêmio fez o segundo e o Inter empatou aos 38 do segundo tempo. O 2 a 2 foi justiça. O empate, por outro lado, não serviu aos dois, segurou a Dupla na tabela.
O jogo parecia na mão do Grêmio depois do 1 a 0. No segundo tempo, em quatro minutos, teve três situações de gol. Não fez. Perdeu a vez, foi engolido pela máxima do futebol: "Quem não faz, leva". Não só foi abalado pelo empate como teve um jogador expulso (Rochemback) depois de fazer o pênalti. Aí, o cenário mundou, o Inter passou a mandar, apesar do segundo gol gremista.
O tricolor atuou quase 30 minutos com um homem a menos, sofreu o empate, poderia ter perdido. Mas o Gre-Nal, antes de tudo, mostrou que o Grêmio de Renato é outro time e que o Inter sabe ser competitivo quando realmente quer.
Gostei muito de D'Alessandro, Gabriel foi bem, Kleber e Paulão também, Fábio Santos muito bem, fez até gol. Não gostei de Jonas, muito marcado, nem de Alecsandro, sumido.
Douglas teve a bola do jogo duas vezes no mesmo pé esquerdo, na mesma condição e chutou longe, fora, desviado. D'Alessandro, um jogador abençoado em clássicos, achou o último cantinho de Victor e fez o segundo gol. Empatou.
Gre-Nal precisa ser sempre assim. Nada com o empate, claro, mas com bom futebol, grandes jogadas. Você não acha?




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