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Posts do dia 24 outubro 2010

O Gre-Nal que arrepia, emociona, merece aplausos

24 de outubro de 2010 113

Que Gre-Nal!

Que espetáculo! Que 2 a 2!

Quatro gols, belas jogadas, um Gre-Nal para lembrar, contar, comentar, falar, recomendar, mostrar aos estrangeiros como referência do nosso clássico.

Bem diferente do inodoro encontro de agosto passado, o murcho 0 a 0 do primeiro turno.

O Inter começou melhor, o Grêmio encostou, fez o gol, o Inter buscou, o Grêmio fez o segundo e o Inter empatou aos 38 do segundo tempo. O 2 a 2 foi justiça. O empate, por outro lado, não serviu aos dois, segurou a Dupla na tabela.

O jogo parecia na mão do Grêmio depois do 1 a 0. No segundo tempo, em quatro minutos, teve três situações de gol. Não fez. Perdeu a vez, foi engolido pela máxima do futebol: "Quem não faz, leva". Não só foi abalado pelo empate como teve um jogador expulso (Rochemback) depois de fazer o pênalti. Aí, o cenário mundou, o Inter passou a mandar, apesar do segundo gol gremista.

O tricolor atuou quase 30 minutos com um homem a menos, sofreu o empate, poderia ter perdido. Mas o Gre-Nal, antes de tudo, mostrou que o Grêmio de Renato é outro time e que o Inter sabe ser competitivo quando realmente quer.

Gostei muito de D'Alessandro, Gabriel foi bem, Kleber e Paulão também, Fábio Santos muito bem, fez até gol. Não gostei de Jonas, muito marcado, nem de Alecsandro, sumido.

Douglas teve a bola do jogo duas vezes no mesmo pé esquerdo, na mesma condição e chutou longe, fora, desviado. D'Alessandro, um jogador abençoado em clássicos, achou o último cantinho de Victor e fez o segundo gol. Empatou.

Gre-Nal precisa ser sempre assim. Nada com o empate, claro, mas com bom futebol, grandes jogadas. Você não acha?

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O poder da bancada vermelha

24 de outubro de 2010 9

Fernando Carvalho e Vitorio Piffero, os dois mais importantes dirigentes do Inter, remaram meses em busca de um consenso nas eleições presidências do clube. Não encontraram forças nos remos, não acharam a tranquilidade da costa, não definiram um nome de confiança que os sucedessem e que agradasse aos diferentes grupos da situação. Não jogaram âncora no consenso.

Tanto que dois movimentos já haviam lançado candidatos, um deles pela oposição, outro pela própria situação. Foi preciso que políticos profissionais famosos e poderosos entrassem em campo aos 89 minutos de jogo em busca de um nome que não criasse atrito, que desse continuidade ao atual trabalho, que não fraturasse a melhor direção da história do clube.

Os políticos colorados esqueceram Brasília, calçaram as chuteiras e decidiram a partida num sábado agitadíssimo, depois de uma semana de encontros e desencontro. Pescaram um nome, acharam o consenso.

Definiram que tudo continua como está.

Carvalho fica no futebol, Piffero se mantém. Em direção vitoriosa não se toca, não se mexe.

A mesma bancada colorada que atua em Brasilía, que afina a relação do clube com o Ministério de Esportes e com a Copa do Mundo de 2014, achou a solução para acabar com a crise antes das eleições. A oposição pode se erguer, como se levantaria, mas a situação não está mais fraturada, aparentemente ao menos.

O Inter se acalma, a direção vitoriosa se mantém, a paz volta ao Beira-Rio. A permanência da dupla Carvalho/Piffero é uma surpresa, os dois falavam em sair em voltar aos seus tempos de gente normal, com folga aos sábados e domingos, cinema no meio da semana, e é um alívio – especialmente para o clube que acordou no sábado ainda cheio de dúvidas quanto ao seu futuro presidente.

Piffero é nome. Ele fica.

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