Renato ganha perto de R$ 300 mil no Olímpico. Não encosta nos pilas mensais de Wanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho, Felipão, Dorival Jr. PC Carpegiani e Tite.
Todos os seis têm títulos importantes em seus currículos. São nomes respeitáveis, sempre empregados ou escolhendo emprego. Só trabalham onde querem.
Renato tem uma faixa da Copa do Brasil.
Mas Renato está acima do orgulhoso sexteto neste momento, ao menos para milhões de seguidores gremistas. Não há um Plano B no Grêmio.
Renato recuperou a autoestima gremista, algo que não tem preço. Seu poder começa por aí. Sua força vive aí. Seu futuro passa por aí.
Ao recuperar o orgulho do seu grupo, do seu novo time, ao fazer com que os jogadores voltassem a vencer outra vez, Renato sentou as bases do seu trabalho. Tudo começa com a vontade do jogador. Se ele tem sede de vitórias, vontade, quer trabalhar, batalhar, os esquemas táticos se adaptam. Não existe um ideal. Renato achou um time, a partir do seu trabalho, e o Grêmio cresceu. Surpreendeu.
A permanência de Renato no Olímpico em 2011 é natural. Não há um só não entre os azuis. Não ouvi, não conheço. Ele é unanimidade, é caso raro num clube de futebol, é mais ídolo do que qualquer jogador, do que o Jonas e o Victor dos nossos dias. Ele era a cara do Grêmio de um passado vencedor. Sua imagem foi renovada. Ele pode vencer outra vez agora. Qual o preço de uma vitória?
Não pense que Renato irá renovar pelo mesmo salário. Ele se valorizou. Vai querer ganhar como os melhores, como os maiores. Mesmo que a proposta de renovação seja por dois anos, o que eu acho uma boa ideia. O Renato de agosto não é mais o mesmo Renato de outubro. A fila andou.



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