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Posts de outubro 2010

Grêmio procura máquina de calcular em novembro

31 de outubro de 2010 23

Levo mínima fé no G-4. Acho ficção, creio que o Palmeiras, apesar das “palhaçadas” de Felipão, vá levar a Copa Sul-Americana.

A realidade é o G-3.

Com apenas três vagas disponíveis para a Libertadores, a luta do Grêmio por uma delas ficou difícil, complicada, cada vez mais imprevisível.

O Brasileirão oferece ainda seis rodadas, 18 pontos. O dono do G-3 da hora é o Corinthians (54 pontos). O Botafogo tem 51. São Paulo e Atlético-PR têm os mesmos 47 pontos do Grêmio, mas ambos exibem saldo superior. Quatro times superam os tricolores neste momento na luta pelo G-4. (Se pintar o G-4, a conta é outra, quatro pontos separam Botafogo e Grêmio)

Dois deles jogam no Olímpico, paranaenses e cariocas (partida final da competição) – além do Ceará. Os outros três jogos são fora, Goiás (praticamente rebaixado), Santos (fora da disputa do título) e Guarani (luta contra o rebaixamento).

A tarefa gremista é ingrata. Sete longos pontos o separam do G-3. Não vai precisar apenas de vitórias em série. Vai ser obrigado a usar a máquina calculadora nestes últimos 35 dias de futebol no Brasil em 2010.

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Alecsandro, Roth, os torcedores e um juiz

31 de outubro de 2010 17

Parte da torcida colorada nomeou seu desafeto do mês (outro mês, outra vez). Chama-se Alecsandro, o goleador da equipe, nove gols em 32 rodadas do Brasileirão, claro, ele esteve fora em vários jogos tratado de uma séria lesão.

O atacante saiu minutos antes do final do jogo com o Santos, sábado, e foi vaiado. Vaia dói, deixa uma cicatriz, magoa por um tempo. Quase 30 mil pessoas estavam no Beira-Rio. Nem todos protestaram.

Alecsandro e os vermelhos não se dão bem desde 2009, desde sempre. Vivem brigando. O jogador tem o apoio dos dirigentes, o abraço de Celso Roth, o carinho dos companheiros, mas o fã colorado sonha dia e noite com um novo centroavante. Mas quem tem o poder de compra não puxa o talão de cheques. Troca de assunto quando questionado.

Roth, que não consegue mais equilibrar o time, que não oferece poder ofensivo, que controla o jogo, que tem uma posse de bola enganosa, já encontra desafetos entre colorados influentes. Já não é mais unanimidade, se é que foi algum dia. Foi campeã da Libertadores, com méritos, disputando apenas quatro jogos.

Inter e Santos fizeram um jogo equilibrado, um grande jogo. O juiz, como eu escrevi, sábado, seria um problema, um perigo, uma temeridade. Foi de verdade. Paulo Henrique Godoy Bezerra é da mesma turma de Heber Roberto Lopes.

Erra demais. Erra para todos os lados. Erra sem parar.

Bezerra, ao contrário de Heber, errou, desta vez, em nome dos gaúchos. Mas, igual ao colega paranaense, é um juiz prepotente, que intimida, grita em campo e usa o cartão amarelo com “critério zero”. Falta também civilidade ao árbitro, antes de tudo. Precisa voltar ao banco escolar, saber como tratar um jogador de futebol.

Ele não é, nem de longe, um árbitro de grandes jogos. Um clássico, um espetáculo de bola, um show para milhões de pessoas, merece, antes de tudo, um bom juiz. A CBF precisa renovar seu quadro com a urgência de quem busca um gol salvador nos descontos.

Seis jogos antes do final, o Inter se distancia do líder Fluminense. O título parece miragem. Oito pontos separam os colorados dos tricolores cariocas.

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Quantas vezes Neymar vai cair no Beira-Rio?

30 de outubro de 2010 4

O Inter é sempre atração quando joga em casa. O outro ímã deste sábado no Estádio Beira-Rio é Neymar, saudado como a maior promessa do futebol brasileiro dos últimos anos. Eu sou mais PH Ganso. Craque.

Depois de três jogos sem sofrer gol (o Santos foi vazado sete vezes em apenas duas partidas), o técnico interino Marcelo Martelotte desiste de usar três atacantes, vai com dois (Neymar e Zé Eduardo), chama mais um volante (Danilo). Jogar em Porto Alegre não é para técnico ofensivo. É preciso blindar a zaga.

Paulo Henrique Godoy Bezerra é o juiz escalado, sorteado.

Não é do primeiro time, longe de ser. A CBF escalou um árbitro que não está acostumado ao tamanho de Inter e Santos. É um jogo de risco, é uma partida de Neymar, o maior cai-cai do futebol nacional. Neymar é jovem, está começando, mas já deveria ter aprendido um milímetro das obrigações de um jogador de futebol que usa a camisa branca de Pelé. E o pior é que os árbitros observam de longe os voos do atacante e não fazem nada. Godoy Bezerra terá a sua prova.

Não quero dizer que Neymar não é bom jogador, é bom, talvez mais do que muito bom, não sei ainda, é preciso vê-lo em ação em mais um par de anos, talvez na Europa ou com a camisa da Seleção.

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O que Felipão tem na cabeça?

29 de outubro de 2010 79

O grande Felipão se perdeu em alguma curva do tempo. Parece um sujeito incomodado, desconfortável, irritado consigo mesmo e com os outros que o cercam com perguntas nas coletivas. Parece que não cabe mais na fantasia de técnico de futebol. Seu humor é um acinte.

Felipão ataca os repórteres como pode e como não pode. Não mira uma vítima na imprensa. Coloca todos dentro do mesmo quarto, focas, jovens, experientes, veteranos. Xinga, ataca. Usa palavrões, propõe uma linguagem chula, desconfortável, imprópria para um técnico, ex-Seleção, que representa o grande Palmeiras. Jornalista sério não entra nas provocações. Só olha e lamenta o baixo nível, baixíssimo linguajar. Lamenta e conta.

Felipão perdeu o respeito. Acha que tudo pode, que pode mais, que está falando sozinho entre quatro paredes. Pensa que um técnico rico e famoso, que fez fortuna na Europa, mas nunca ganhou nada no mesmo continente, deve agir como um rei sem trono. Atuar na força.

O campeoníssimo Felipão não era bem assim. Lembro das explosões de outros tempos, do gênio difícil, do dia em que ele agrediu um jornalista em São Paulo, mas agora ele exagerou mais ainda, perdeu o controle, o rumo, o respeito, a civilidade. Se Felipão acha que o problema é a imprensa, ele que deixe de falar, fique mudo, evite coletivas, drible microfones, se concentre no Palmeiras. Ninguém precisa dos seus impropérios.

Hoje ele não é mais o melhor nem o mais importante técnico do país. Perdeu força, poder, vitrina, opinião. Está superado. Outros ocuparam seu lugar. Ele não está nem entre os cinco mais do Brasil. Nem a Seleção Brsileira o quer. Acho que o culpado de toda a irritação é ele mesma. Só pode ser. Felipão é uma ilha.

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Entre Douglas, Ronaldinho, Seleção e o Twitter

29 de outubro de 2010 53

Conforme adiantei na minha coluna em ZH de quarta-feira e no Blogdozini, Douglas foi convocado para a Seleção Brasileira que enfrenta a Argentina, dia 17, no Catar.

Mano Menezes dá a chance da vida ao meia gremista, que faz um diferenciado segundo turno no Brasileirão.

Douglas deveria ter ficado feliz com a convocação. Não precisaria ter xingado torcedores pelo twitter. É um bom jogador, mas peca por algumas reações que não dignificam um profissional. Ainda precisa aprender, talvez a Seleção ensine algo.

Neymar está aprendendo? Xingar torcedor pelo twitter é de um primarismo estonteante. Não se faz. Não adianta nada. Só prejudica a imagem do jogador. O clube precisa se posicionar. O jogador tem o direito de responder as críticas. Mas baixaria é dose. Afeta o jogador, o clube, a torcida, que não significa a minoria.

Mano chamou Ronaldinho Gaúcho. Oferece outra chance ao atacante, a mesma que já foi dada por Carlos Alberto Parreira e Dunga em duas Copas do Mundo. Não creio que ele possa aproveitar. Desconfio da sua vontade, da sua doação, da entrega.

Mano fez outra boa convocação. Esqueceu os veteranos da Seleção da última Copa. Mas esqueceu também de Marcelo (Real Madrid) e de Hernanes (Lázio).

A Argentina é o primeiro grande teste da nova Seleção. Depois, só a França em fevereiro de 2011.

OBS: E o Souza, hein, que nem é de Seleção. Ofendendo familiares de um torcedor?  Bom, assim a gente começa a conhecer quem é o Souz real.

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Derrota passa por Conca, Souza, Renato e, claro, Heber

29 de outubro de 2010 39

Eu disse, eu avisei, eu escrevi.

Eu (como todo o torcedor mais atento, mas sem espaço) sabe como se comporta o árbitro Heber Roberto Lopes. É um juiz sem as qualidades necessárias para jogos decisivos de Série A. Quinta atorou o Grêmio, nas próximas semanas a vítima será o Inter, mais um pouco o Avaí, depois o Galo. Ele só não afunda os times do centro do país.

Heber é um juiz gordo. Pode ser gordo e feliz. Mas distante do campo de jogo, talvez acomodado na arquibancada. Pesado, ele apita longe dos lances, fora das jogadas. Mas no pênalti sobre Jonas eles estava muito perto.

Não pense que a derrota gremista passou só pelo juiz  que sonegou um pênalti e encheu de desaforos os jogadores, segundo os próprios atletas gremistas. Renato vacilou ao escalar Souza fora de posição no meio-campo. Se na meia é um tico-tico, numa função de volante é só cisca. Não marca porque não sabe. E ainda voltava de lesão. Souza é bom jogador, mas na dele e na reserva.

Conca jogou solto o tempo inteiro, jogou como o melhor meia do Brasileirão (Douglas pode aprender um pouco com o argentino), fez dois gols, o primeiro um golaço de pé esquerdo, seu único, depois da desatenção de Souza.

O Grêmio nem jogou tão mal assim, teve posse de bola, perdeu gols, mas foi menos produtivo do que em jogos passados sob o comando de Renato. O técnico errou a escalação inicial. Não corrigiu depois.

Jonas parece outro jogador depois dos 20 gols, individualista, buscando a jogada pessoal, tentando passar por quatro marcadores. Perdeu a ideia de futebol coletivo no Rio. Culpa da plateia nacional, creio. Douglas, agora de Seleção, errou maioria dos passes, mas se movimentou, buscou o jogo. Lúcio não repetiu as boas atuações, André Lima fez uma má partida. Gabriel foi o melhor, Paulão foi bem.

O Grêmio foi ao Rio em nome do título, sonho só. Perdeu (2 a 0) e agora está longe da Libertadores. Foi uma noite onde tudo deu errado. Mas a derrota não é culpa do péssimo juiz, só dele, tem algo mais, quem viu o jogo sabe.

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Abu Dhabi está muito perto

28 de outubro de 2010 24

Ao mesmo tempo que observa seus possíveis adversários do Mundial de Clubes, em menos de dois meses, o Inter precisa olhar mais, bem mais, para o seu time real. A média de atuações no Brasileirão, depois das finais da Libertadores, não recomenda. Não acho que o Inter foi bem no Gre-Nal. Mostrou deficiências em quase todos os setores. A torcida reclama, marca alguns jogadores, fica nervosa.

Celso Roth fala em preservar jogadores em suas entrevistas antes e depois dos jogos do Brasileirão. Quem? Quem precisa?

Não noto jogadores cansados, transpirando fadiga. Há lesões, algo natural no futebol de alta competição. Jogador se machuca em treino, nos absurdos rachões, nos jogos. As lesões, muitas vezes, são acidentes de trabalho.

Creio que o Inter precisa colocar seu time ideal em campo, jogar, pegar ritmo, encontrar a competitividade que o fez famoso, que trouxe uma segunda Copa Libertadores da América. Abu Dhabi está muito perto.  É melhor se ligar.

Obs: O Inter sorriu quando viu o Pachuca no seu futuro. Mexicano é freguês.

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O que o Grêmio espera no Engenhão

28 de outubro de 2010 35

O Fluminense olha o Grêmio louco para quebrar um jejum de cinco jogos sem vencer. Atua em casa, tem a força da torcida, Muricy Ramalho, vários desfalques e um goleador (Washington) que não marca há nove partidas.

O Grêmio observa o Fluminense com os olhos de quem é o melhor time do returno do Brasileirão. Tem jogado bem em Porto Alegre e fora da Capital, é dono de um dos melhores ataques da competição e conta com o faminto goleador Jonas.

O líder Flu é um bom time, competitivo, o Grêmio não fica atrás. A partida promete. É atração. 

É um jogo que não exibe favorito, não só pelo tamanho dos dois clubes, mas também pelo poder de cada time neste final de 2010. Não será surpresa se o Grêmio vencer, nem um pouco. Será surpresa de o Fluminense ganhar bem e folgado. Renato conhece o Flu, Muricy sabe como o adversário se movimenta.

Se me pedissem um palpite, eu não saberia dizer. Olha o muro aí! Mas não vejo o jogo com cara de empate. Imagino gols, dos dois lados, mas não arrisco um favorito.

O juiz é Heber Roberto Lopes (PR). O que é um problema para os 22 que entram em campo. A decisão merecia um árbitro mais competente, um Sandro Ricci (DF), por exemplo. Ele é a grande revelação da arbitragem brasileira de 2010.

Mas aquele gramado do Engenhão não merece receber Fluminense e Grêmio, aliás o Tricolor dos Pampas oferece aos adversários o melhor campo de jogo do país, segundo pesquisa do jornal Lance.

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Heber Roberto Lopes não é sinal de garantia

27 de outubro de 2010 49

Heber Roberto Lopes apita Fluminense e Grêmio. É um bom árbitro? Não é. Não merece estar entre os melhores do Brasil.

Seu condicionamento físico nunca o ajudou. Corre longe do lance, não é um Carlos Simon que está sempre em cima da jogada, e erra com frequência. É prepotente, usa o cartão amarelo sem os melhores critérios.

O Grêmio precisa ter medo da arbitragem, os cariocas também não devem se sentir seguros. Ele erra para os dois lados. Falha por não se um bom árbitro.

O juiz paranaense é um dos três cotados para trabalhar na Copa do Mundo de 2014, ao lado do gaúcho Leandro Vuaden e do paulista Paulo César de Oliveira. Não entendo os critérios da CBF. Sei que Vuaden é o melhor do trio, o mais capacitado, o que pode crescer ainda mais.

Temam, senhoras e senhores tricolores, cariocas e gaúchos, Heber Roberto Lopes é um perigo em qualquer jogo, em partida decisiva mais ainda.

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Douglas será a surpresa na nova lista de Mano

27 de outubro de 2010 27

A lista dos 22 jogadores brasileiros que enfrenta a Argentina, dia 17, no Catar, deverá ter uma surpresa.

Será um canhoto, camisa 10.

Chama-se Douglas, o meia do Grêmio, o habilidoso meia que Renato fez jogar com a camisa tricolor.

Mano libera a sua nova lista de convocados sexta feira na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

O imaturo santista Neymar, bom jogador, projeto de astros, mas que abusa do cai-cai, será chamado outra vez.

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Quanto vale o futuro de Renato no Olímpico?

26 de outubro de 2010 88

Renato ganha perto de R$ 300 mil no Olímpico. Não encosta nos pilas mensais de Wanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho, Felipão, Dorival Jr. PC Carpegiani e Tite.

Todos os seis têm títulos importantes em seus currículos. São nomes respeitáveis, sempre empregados ou escolhendo emprego. Só trabalham onde querem.

Renato tem uma faixa da Copa do Brasil.

Mas Renato está acima do orgulhoso sexteto neste momento, ao menos para milhões de seguidores gremistas. Não há um Plano B no Grêmio.

Renato recuperou a autoestima gremista, algo que não tem preço. Seu poder começa por aí. Sua força vive aí. Seu futuro passa por aí.

Ao recuperar o orgulho do seu grupo, do seu novo time, ao fazer com que os jogadores voltassem a vencer outra vez, Renato sentou as bases do seu trabalho. Tudo começa com a vontade do jogador. Se ele tem sede de vitórias, vontade, quer trabalhar, batalhar, os esquemas táticos se adaptam. Não existe um ideal. Renato achou um time, a partir do seu trabalho, e o Grêmio cresceu. Surpreendeu.

A permanência de Renato no Olímpico em 2011 é natural. Não há um só não entre os azuis. Não ouvi, não conheço. Ele é unanimidade, é caso raro num clube de futebol, é mais ídolo do que qualquer jogador, do que o Jonas e o Victor dos nossos dias. Ele era a cara do Grêmio de um passado vencedor. Sua imagem foi renovada. Ele pode vencer outra vez agora. Qual o preço de uma vitória?

Não pense que Renato irá renovar pelo mesmo salário. Ele se valorizou. Vai querer ganhar como os melhores, como os maiores. Mesmo que a proposta de renovação seja por dois anos, o que eu acho uma boa ideia. O Renato de agosto não é mais o mesmo Renato de outubro. A fila andou.

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Título do Fluminense passa pelo Grêmio

25 de outubro de 2010 39

O Fluminense lidera o Brasileiro em nome do seu saldo de gols: 18 contra 11 do Cruzeiro.

Os dois tem os mesmos pontos, 54

O terceiro colocado é o Corinthians, com 53.

Pela 32ª rodada, antes do fim, o Grêmio (47 pontos) vai ao Rio em busca do líder, quinta, às 21h. Testa o Engenhão, de péssima grama e de pior acessibilidade, foi um crime construir um estádio naquela lugar. O fã se nega a lotar o estádio, nem Vasco e Flamengo conseguem.

O Fluminense tem problemas no ataque. Frei e Emerson estão lesionados. Rodriguinho e Tartá cumprem suspensão. Joga Washington. Muricy Ramalho é técnico de um atacante só, mas na hora do ataque aparecen meia dúzia de jogdores com fome de gol. Lembra do melhor São Paulo da década?

O Grêmio estava com o Gre-Nal na mão. Pecou, errou, deixou de fazer o segundo quando estava 1 a 0, cedeu o empate e, depois, com 10 homens, quase foi engolido pelo Colorado no excelente clássico.

Renato vai ao Rio, sua terra adotiva, com o mesmo time do Gre-Nal, fora Rochemback, que cumpre suspensão. Não tem o que inventar. Já tem uma base, uma equipe consolidada, uma ideia de futebol. O Grêmio vai tentar se impor no Rio. Não sei se terá forças. Mas ganhou do vice-líder (2 a 1, de virada) e do terceiro colocado (1 a 0, em São Paulo). Falta fazer o serviço no líder.

Com Renato no comando, o Grêmio perdeu o medo de jogar fora do Olímpico. Encara o adversário como se fosse igual. Está dando certo. O Flu é mais um teste. Os cariocas acham que o título passa por uma vitória sobre os gaúchos.


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Douglas viu D'Alessandro brilhar no clássico

25 de outubro de 2010 8

Mário Sérgio acertou.

Disse, mais ou menos assim na ZH, que Douglas ainda busca ser D’Alessandro um dia. Perfeito.

Há uma caminho pela frente. Douglas sabe. O Gre-Nal escancarou.

Dos canhotos, D’Alessandro joga mais, se move mais, busca mais o jogo. Aparece mais. Joga mais. O Gre-Nal exibiu outra prova. O colorado é melhor.

D’Alessandro teve uma das bolas do clássico no seu pé esquerdo diferenciado. Fez, acertou o canto do cantinho do cantinho de Victor.

Douglas teve duas bolas no seu pé esquerdo diferenciado. Errou as duas. A bola se ergueu, nem assustou Renan.

Um pouco da diferença entre os dois se observou no clássico.

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O Gre-Nal que arrepia, emociona, merece aplausos

24 de outubro de 2010 113

Que Gre-Nal!

Que espetáculo! Que 2 a 2!

Quatro gols, belas jogadas, um Gre-Nal para lembrar, contar, comentar, falar, recomendar, mostrar aos estrangeiros como referência do nosso clássico.

Bem diferente do inodoro encontro de agosto passado, o murcho 0 a 0 do primeiro turno.

O Inter começou melhor, o Grêmio encostou, fez o gol, o Inter buscou, o Grêmio fez o segundo e o Inter empatou aos 38 do segundo tempo. O 2 a 2 foi justiça. O empate, por outro lado, não serviu aos dois, segurou a Dupla na tabela.

O jogo parecia na mão do Grêmio depois do 1 a 0. No segundo tempo, em quatro minutos, teve três situações de gol. Não fez. Perdeu a vez, foi engolido pela máxima do futebol: “Quem não faz, leva”. Não só foi abalado pelo empate como teve um jogador expulso (Rochemback) depois de fazer o pênalti. Aí, o cenário mundou, o Inter passou a mandar, apesar do segundo gol gremista.

O tricolor atuou quase 30 minutos com um homem a menos, sofreu o empate, poderia ter perdido. Mas o Gre-Nal, antes de tudo, mostrou que o Grêmio de Renato é outro time e que o Inter sabe ser competitivo quando realmente quer.

Gostei muito de D’Alessandro, Gabriel foi bem, Kleber e Paulão também, Fábio Santos muito bem, fez até gol. Não gostei de Jonas, muito marcado, nem de Alecsandro, sumido.

Douglas teve a bola do jogo duas vezes no mesmo pé esquerdo, na mesma condição e chutou longe, fora, desviado. D’Alessandro, um jogador abençoado em clássicos, achou o último cantinho de Victor e fez o segundo gol. Empatou.

Gre-Nal precisa ser sempre assim. Nada com o empate, claro, mas com bom futebol, grandes jogadas. Você não acha?

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O poder da bancada vermelha

24 de outubro de 2010 9

Fernando Carvalho e Vitorio Piffero, os dois mais importantes dirigentes do Inter, remaram meses em busca de um consenso nas eleições presidências do clube. Não encontraram forças nos remos, não acharam a tranquilidade da costa, não definiram um nome de confiança que os sucedessem e que agradasse aos diferentes grupos da situação. Não jogaram âncora no consenso.

Tanto que dois movimentos já haviam lançado candidatos, um deles pela oposição, outro pela própria situação. Foi preciso que políticos profissionais famosos e poderosos entrassem em campo aos 89 minutos de jogo em busca de um nome que não criasse atrito, que desse continuidade ao atual trabalho, que não fraturasse a melhor direção da história do clube.

Os políticos colorados esqueceram Brasília, calçaram as chuteiras e decidiram a partida num sábado agitadíssimo, depois de uma semana de encontros e desencontro. Pescaram um nome, acharam o consenso.

Definiram que tudo continua como está.

Carvalho fica no futebol, Piffero se mantém. Em direção vitoriosa não se toca, não se mexe.

A mesma bancada colorada que atua em Brasilía, que afina a relação do clube com o Ministério de Esportes e com a Copa do Mundo de 2014, achou a solução para acabar com a crise antes das eleições. A oposição pode se erguer, como se levantaria, mas a situação não está mais fraturada, aparentemente ao menos.

O Inter se acalma, a direção vitoriosa se mantém, a paz volta ao Beira-Rio. A permanência da dupla Carvalho/Piffero é uma surpresa, os dois falavam em sair em voltar aos seus tempos de gente normal, com folga aos sábados e domingos, cinema no meio da semana, e é um alívio – especialmente para o clube que acordou no sábado ainda cheio de dúvidas quanto ao seu futuro presidente.

Piffero é nome. Ele fica.

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Dez questões sobre o Gre-Nal

22 de outubro de 2010 33

1) Como todos os clássicos, o maior do Sul se aproxima sem favorito. Qualquer resultado é previsível, menos goleada. O jogador comum, motivado como nunca, se aproxima do jogador diferenciado. Qualquer previsão é chute, torto.

2) O Grêmio pisa no ótimo gramado do Olímpico, o melhor do país, num moment superior. Renato renasceu o Tricolor. Fez um time competitivo, que ganha fora e em casa, que luta por uma vaga no G-3 – o G-4 é ilusão, o Palmeiras vai vencer a Copa Sul-Americana 2010.

3) O Inter perdeu o rumo e o ritmo no Brasileirão. Ainda está no bloco de cima, mas não é mais aquele time competitivo da Libertadores. Mas tem qualidade, tem bons jogadores – mas tem um técnico azarado em clássicos (se é que o azar vive no futebol).

4) Jonas é o melhor atacante do país na atualidade. É fator de desequilíbrio. Jonas é um goleador perfeito neste momento. Faz gols de todas as maneiras. De dentro e de fora da área, de pé direito e de esquerdo, de cabeça. É o pesadelo das zagas.

5) D’Alessandro joga como o melhor dos 11 colorados neste 2010. A Seleção Argentina roubou um pouco o seu foco, ele perdeu alguns jogos, esqueceu a sequência. O enganche é jogador de qualidade, pode ajudar a recuperar o Inter. Futebol é esporte coletivo, mas a individualidade do canhoto argentino anima o Inter. A torcida confia 100% nele.

6) Renan é o novo temor colorado. A confiança no goleiro germinado no Beira-Rio não é mais a mesma nas últimas semanas. A torcida se divide. Pede Abbondanzieri, lembra de Lauro. Roth bate o pé e fica com Renan. O clássico é outro bom teste, é dia de recuperar a confiança geral.

7) Victor é o melhor goleiro do Brasil. (Quando colegas de jornais estrangeiros ligam para a Redação e falam sobre goleiros brasileiros que pode jogar na Europa, creia, só dois nomes são citados, Victor e Fábio, do Cruzeiro). Victor não foi bem em alguns clássicos. É grande goleiro, tem outro (terá outros) para mostrar quem é.

8 ) Goleador sem grife, Alecsandro dá ótimas entrevistas, critica a imprensa (é direito seu) e não consegue agradar os torcedores. Há um preconceito enorme contra o atacante, apesar dos gols. O Gre-Nal é jogo feito para consagrar atacante.

9) Renato usou o Junior Viçosa, o atacante estreou bem, fez um gol e foi um dos destaques contra o Cruzeiro. Se não jogar o experiente André Lima, Jr Viçosa terá a camisa 9 na mão, a esperança de milhões e a oportunidade de começar a ganhar um lugar de verdade no time. Gre-Nal beatifica ou …

10) Esqueça Carlos Simon, ele é um juiz Fifa, de três Copas. Deve fazer um grande jogo. Ou você acha que um árbitro que já dirigiu Zidane vai se complicar num jogo com Rochemback e Guiñazu, jogadores menos famosas? O jogo é dos grandes jogadores de Grêmio e Inter. Juiz é coadjuvante. Esqueça. Olhe o jogo.

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Carlos Simon ofusca estrelas do Gre-Nal

21 de outubro de 2010 26

Gre-Nal é jogo único. Tão especial que um juiz de três Copas do Mundo é colocado em dúvida, pesado, questionado – se tem ou não condições de apitar o clássico gaúcho. Pura bobagem!

Se alguém contar a história fora do Rio Grande, vai receber risadas. Simon seria bem-vindo em qualquer clássico do país, da América, do mundo. Ainda mais se ao seu lado forem alinhados os  bandeirinhas, Altemir Hausenann e Roberto Braatz, que também estiveram no Mundial da África do Sul. O trio é garantia de segurança.

Claro, o erro faz parte do futebol, como diz Joseph Blatter, ninguém está livre, nem o goleador na hora do pênalti.

A escolha de Simon tem mais de 24 horas e ninguém fala mais nas estrelas do Gre-Nal. O árbitro é sempre um coadjuvante, não pode ser a estrela. Os craques é que precisam brilhar. Vamos falar deles. Deixar que a arbitragem passe pelo clássico sem que o mundo a veja. Quando mais invisível for o árbitro, melhor

Mas a polêmica Simon é tão gigantesca nas nossas terras que o árbitro é o centro das atenções, ao contrário de Jonas e D’Alessandro, Victor e Guiñazu.

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Confira o debate com Fernando Becker e Luciano Calheiros

21 de outubro de 2010 0

Nesta quinta-feira, Luiz Zini Pires recebeu os repórteres da RBS TV Fernando Becker e Luciano Calheiros para debater sobre o Gre-Nal 383.

Confira clicando aqui.

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Inter preocupa e procura ritmo da Libertadores

21 de outubro de 2010 16

O Campeão da América perdeu o ritmo no Brasileirão. O Inter não se achou mais depois de agosto. Teve um lampejo contra o São Paulo no Morumbi, ganhou do Corinthians num jogo apertado em Porto Alegre. Fica difícil encontrar outras atuações de destaque.

O Inter perdeu jogadores, foi atacado por lesões, chamado pela Seleção. Não são desculpas, outras equipes sofreram o mesmo impacto. A exigência da torcida é enorme. A atual campanha não agrada.

A real é que Celso Roth não encontrou mais o time ideal. Mexeu, mudou, trocou, usou quase 40 jogadores e os resultados não foram os esperados. Claro que o Inter está entre os melhores da competição, mas todos esperavam mais, muito mais do campeão continental. O título nacional era uma meta, ainda é, mas se perde aos poucos com atuações ruins, como a do final de semana passado.

Dois meses antes do Mundial de Clubes, o Inter já precisava estar com a cara de um time mais competitivo. Não está. Precisa buscar uma sequência de partidas de alto nível. Tem potencial. O Gre-Nal pode ser um começo. Mas nem todos acreditam. Você crê?

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Carlos Simon é grande escolha para o maior clássico

20 de outubro de 2010 37

Você leu na minha coluna em ZH, um mês atrás, que Carlos Simon seria indicado ao sorteio que definiria o árbitro do Gre-Nal 383. Não deu outra.

Deu Simon.

Ele é o melhor árbitro do Brasil. Um dos maiores clássicos do país merece um juiz de três Copas do Mundo.

Aos 45 anos, ele continua em forma. Faz um bom Brasileirão. É um dos melhores da competição.

Simon apita muito, erra porque o erro é normal, ainda mais com quase três dezenas de câmaras patrulhando o campo de jogo.

Sei que os dirigentes gremistas protestaram, acessaram o número do celular de Francisco Novelletto, presidente da FGF, sem parar. Fernando Carvalho foi mínimo nas críticas.

Simon tem todas as armas para fazer uma grande exibição no clássico. Não vejo outro em condições de fazer um trabalho melhor ou superior. Não consigo ver. Depois de um Mundial (imagina três) , um árbitro apita qualquer jogo, qualquer um mesmo. Não escolhe mais. É o jogo que o escolhe.

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Confira ao vivo debate com Gamba e Benfica sobre o Gre-Nal 383

19 de outubro de 2010 0

Nesta terça-feira, debato com os colegas da Rádio Gaúcha, Filipe Gamba e Luis Henrique Benfica, o Gre-Nal 383, que acontecerá neste domingo no estádio Olímpico.

Confira o vídeo clicando aqui.

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O Gre-Nal de quem não fica em cima do muro

19 de outubro de 2010 44

Semana Gre-Nal é assim. Certos torcedores começam a ver fantasmas em cada linha de texto, monstros nas vírgulas, aliens nas interrogações.

A quantidade de ofensas pula na Internt como rãs nas lagoas. Ploft, ploft, ploft!!!

É o efeito Gre-Nal, é o nervosismo, são os gritos nas mesas dos bares, das longas e risíveis conversas com os amigos, são as gozações pesadas na firma. Mas é também só futebol. Não esqueçam.

Se o crítico tem opinião, não precisa ofender. Basta escrever outra opinião ao lado. Pronto. Uma contra a outra. Leitor sempre tem espaço.

Que bom que o leitor é inteligente, que possa superar a análise dos especialistas. Eu vibro quando um consegue. Mostra a qualidade dos leitores que me acompanham. Leitor inteligente é uma dádiva, os analistas agradecem e pedem bis.

Quando escrevi que o clássico não tem favorito, segunda-feira, fui acusado de ficar de pé, sentado, deitado no clássico e incolor muro de que tem medo de dar opinião. Não é o meu caso. Sempre opino. Às vezes me quebro pela opinião forte.

Creio que Gre-Nal não tem favorito, nem nunca terá, porque é um jogo atípico. Todo os 22 jogadores entram em campo com uma turbina embaixo dos pés. Correm como desesperados, lutam como gladiadores. O jogador comum se aproxima do craque. Há duelos históricos que provam. O mais emblemático é enfrentamento entre Falcão e Jurandir. Gre-Nal não tem lógica.

Não custa lembrar, só maluco não vê, o bom momento do Grêmio e os maus resultados do Inter. Está tudo escrito nos recentes números da Dupla. Se o jogo fosse contra outros 18 times do Brasileirão, eu arriscaria a nomear um favorito, como sempre fiz. No Gre-Nal, não. Estaria mentindo. E o bom leitor sabe quando alguém dá um carrinho na verdade.

Se você tiver bons argumentos, se você achar que a vitória será em azul ou vermelho, manda a sua tese aí. O espaço em branco aceita.

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Nem Ronaldinho, nem Pato. É Cristiano Ronaldo

19 de outubro de 2010 4

O Real Madrid liquidou o decadente Milan com dois estranhos gols em dois rápidos minutos:

1) Cristiano Ronaldo acertou o chute de falta, a barreira abriu e a bola entrou.

2) O canhoto Ozil bateu fraco de pé direito, a bola desviou num zagueiro, enganou o goleiro e entrou.

O Milan foi dominado sem dó nem pena. Pato e Ronaldinho sumiram na marcação, Robinho ficou sentado no banco até os 26 minutos do segundo tempo. O Milan não conseguiu segurar o Real Madrid no Santiago Bernabeu. Não tem qualidade para tanto.

O jogo foi de Cristiano Ronaldo. Marcelo foi bem outra vez. É jogador de Seleção. Sabe marcar e servir. É lateral esquerdo, poder ser ala, um meia canhoto.

O Madrid de Mourinho começa a Liga dos Campeões com fôlego de favorito. É começo, mas a arrancada recomenda.

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O grande segredo do Grêmio de Renato

19 de outubro de 2010 37

Busque mágica nas mãos de Renato e você não vai encontrar nada milagroso.
Procure táticas revolucionárias no livro de bolso do técnico e, outra vez, você não encontrará nenhuma Bíblia. O que Renato deu ao Grêmio (e o Grêmio agradece demais) é o empenho.

Renato mudou o Grêmio em dois meses. Sacou o time dos pés da tabela e o aproximou do cume. Nunca se viu no Olímpico uma revolução tão grande. Renato não está sozinho, claro. O novo departamento de futebol do clube ajudou a detonar o processo.

O Grêmio de Renato joga com uma incrível sede de vitórias.
Joga sedento no Olímpico e fora dele. A vontade é tamanha que mesmo os jogadores medianos se fazem grandes em campo. O técnico ofereceu ao Grêmio a receita perdida de uma poção que fez bem, renova e revigora todos os times de futebol, a vontade de vencer.

Aplauda as mudanças táticas de Renato, as suas ideais de futebol, as mudanças em meio aos jogos, mas o principal, creio eu, é a determinação com que o time pisa em campo.

Renato montou uma equipe que trabalha, batalha, corre, se emprega, não se entrega, não aceita a derrota. Seu mérito brota aí. O bom futebol chega depois. Com vontade, se chega em outros lugares. Antes é preciso atomizar as chuteiras com suor

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Gre-Nal, um clássico que dispensa favoritos

18 de outubro de 2010 48

Você tem um palpite?

Eu não tenho. Gre-Nal é o único jogo que não aceita prognósticos.

Bate no poste, volta. Gaúchos conhece o Gre-Nal secular.

Sabem como tratá-lo, sabem que não adianta fazer exercícios de futurologia. Gre-Nal é um dos maiores clássicos do país. E não aceita palpite de ninguém e, quem arrisca, se quebra.

O azul pode chegar melhor, mas vermelho se ergue na hora do clássico. O contrário também acontece. Um deles pode montar uma seleção. O outro pode chamar um time do interior e vestir a sua camisa. Sabe o que vai acontecer? Um jogo igual.

A história mostra, prova, que não há favoritos em Gre-Nais. Nunca houve. O clássico fortalece todo mundo, motiva, faz correr um pouco mais, nivela o craque com o jogador comum.

Eu não arrisco palpite. Nunca arrisquei. Gre-Nal é o jogo mais atípico que conheço.

Você tem um palpite aí?

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