O Grêmio fecha a temporada 2010 com duas decisões: em Campinas e em Porto Alegre. Duas vitórias garantem, um empate é arriscado, uma derrota complica um possível futuro.
O G-4 é sua meta, mas não é estacionamento seguro. O atormentado Goiás pode roubar a sua vaga na Copa Libertadores 2011, caso a zebra da Copa Sul-Americana passe galopando pelo Planalto Central.
O Grêmio pode ganhar e perder ao mesmo tempo. Pode ser o quarto colocado do Brasileirão, pode ser trancado no seu caminho ao grande torneio da América da bola no pé pelo Goiás. O Grêmio não depende só dele para ser feliz no final do ano. Seu último jogo é dia 5 do mês que vem. A decisão do torneio internacional é no dia 8. Festa pela Libertadores, se rolar, só na madrugada do dia 9.
Os dirigentes azuis estão cautelosos, Renato coloca um pé atrás, os jogadores abrem um olho. Antes da Libertadores é preciso fazer a lição de casa, acertar os exercícios de matemática, somar seis pontos em seis. Sem os números exatos, voltam as máquinas de calcular.
O Tricolor exibe futebol suficiente e qualificado para superar o desacreditado Guarani fora de casa e o decadente Botafogo em casa. Usa time completo, joga com o melhor que tem (fora Gabriel), adota uma das melhores equipes do segundo turno do Brasileirão.
O G-4 está ao alcance de duas vitórias simples, 1 a 0, nas o G-4 é tão sólido quanto um castelo de cartas. Basta um sopro do renovado Goiás e tudo acaba. O Goiás não é nada positivo no futebol brasileiro atual, foi rebaixado na Série A, é B agora. Na Sul-Americana, creia, é outro. A vitória sobre o Palmeiras é nova vitamina.
Mas se repetir seu futebol do segundo tempo contra o Palmeiras, quarta, naquela virada histórica, os corajosos goianos ainda podem escrever uma história bonita e inesquecível no futebol de 2010.
Há litros de adrenalina disponíveis para os próximos 12 dias no Brasil e na Argentina.
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