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Posts de novembro 2010

Os futuros R$ 70 milhões de Ronaldinho Gaúcho

30 de novembro de 2010 10

Ronaldinho Gaúcho sentou no banco de reservas do Milan nos últimos seis jogos.

No mais recente, sábado passado, contra a Sampdoria (1 a 1), ele entrou em campo quando faltava um minuto para termionar a partida.

O LA Galaxy, de Los Angeles (EUA), deve oferecer ao jogador R$ 70 milhões por um contrato de quatro anos a partir do ano que vem.

O Milan já deu luz verde para o negócio.

Ele vai jogar ao lado de David Beckham, talvez ocupar o lugar do inglês.

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Madrid leva o clássico "banho de bola". Barça, 5 a 0

29 de novembro de 2010 18

Eu vi o que eu não via desde muito tempo atrás. Vi pela TV o pior fantasma do futebol: o banho de bola. O Barça enfiou cinco gols no Real Madrid.

Um, dois, três, quatro, 5 a 0 chama-se Humilhação. O H é maiúsculo mesmo. Os gols foram dos espanhóis Xavi, Pedro, David Villa (foto acima) fez dois e do venezuelano Jéffren.

O Madrid poderia ter desistido ainda no primeiro tempo quando estava só 2 a 0. Não seria exagero imaginar um 7 a 0 ou ainda mais.

Os torcedores se ergueram das suas cadeiras e aplaudiram com palmas de espetáculo. Clássico tem poder de marcar uma vida. Um 5 a 0 raros esquecem.

Não foi apenas uma vitória tática, foi técnica, de conjunto, de estilo, de ideia de futebol, de clube – o Barça com os seus jogadores quase todos formados na base. O Madrid com seus jogadores pescados no Exterior.

Foi uma derrota que o Madrid precisará carregar por muitos anos, tamanha a superioridade de um time para o outro.

O Barça é um time que joga junto desde a metade da década.

O Madrid se conheceu em agosto. O Madrid muda de técnico duas vezes por ano. A cada final de temporada faz um time quase todo novo. Não há ideia de futebol, um filosofia de jogo, um caminho.

O Barça tem um grupo de baixinhos infernais, corajosos, bons de bola. Messi é a Prima Donna, Iniesta e Xavi são coadjuvantes luxuosos. David Villa, um goleador que não falha. Puyol um incansável marcador.

Marcar os baixinhos do Barça, achá-los em campo, é um sacrifício, é um trabalho estafante, às vezes impossível. Mesmo.

Em dias que tudo dá certo para eles, creia, é melhor desistir, jogar meio tempo, subir no ônibus do clube ainda no intervalo. O Madrid não desistiu na metade do jogo. Voltou, corajoso que é. Levou mais três, um trio de gols. Ficou com cinco na cabeça. A goleada vai pesar como 10 sacos de cimento nas costas do Madrid na temporada 2010/2011.

José Mourinho sofreu o maior vexame da sua gloriosa carreira. A derrota era previsível. Cair de cinco, no entanto, não estava nas suas contas. O português vai viver a sua primeira grande crise na capital menos de seis meses depois da sua estreia.

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Muriel fica, Lauro viaja. Inter quer experiência

29 de novembro de 2010 11

Inter usou o critério dos serviços prestados. Levou três goleiros experientes, Renan Abbondanzieri e Lauro, e deixa o jovem, Muriel em Porto Alegre

Os três primeiros participaram de alguma maneira da Libertadores.

Muriel só ganhou espaço num jogo do Brasileirão. Antes e depois militou no Inter B. É goleiro de futuro.

Uma outra opção seria levar dois rodadas e oferecer experiência a um terceiro.

O Inter não pensa no futuro. Pensa no aqui e agora em Abu Dhabi. É um caminho.

Mas sabe que nenhum dos três conta com 100% de confiança da torcida. Vida de goleiro é assim.

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Inter e Inter, dois estranhos no Mundial

29 de novembro de 2010 21

Parece ficção. A Inter, de Milão, não conhece bem o Inter. O Inter desconhece a Inter.

O time titular dos colorados para Abu Dhabi jogou muito pouco. Se apresentou domingo, não foi bem, fez apenas um ensaio. Os jogadores não deram tudo. O torcedor não sorriu como se esperava.

Os italianos não podem examinar DVDs. Os discos não existem. Não existe uma sequência de partidas dos 11 novos titulares de Celso Roth.

O Inter também não pode observar os milaneses como gostaria. Grande parte do time titular está fora de ação, ficará vendo o Mundial pela TV. A Inter muda toda a semana, os reservas entram, os reservas dos reservas aparecem, garotos da base são opção. Todas as semanas um jogador se apresenta ao departamento médico.

Inter e Inter vão se enfrentar na final, é quase certo. Mas os dois times não estão afirmados. A Inter não é mais a mesma e invencível da Liga dos Campeões. O Inter não é o da Libertadores. Podem surpreender, para o bem, para o mal, cada um ao seu modo.

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Inter empata em Porto Alegre com a cabeça em Abu Dhabi

28 de novembro de 2010 46

O torcedor queria ver o Inter 100% do Mundial de Clubes. Não viu nada parecido.

Os jogadores corriam com um olho na chuteira, o outro no Airbus com permissão de voo até os Emirados Árabes Unidos.

É pedir demais aos jogadores que entrem em campo com fome de bola dois jogos antes da primeira decisão. A torcida quer ver, torce, exige, mas os jogadores estão em outra. Vivem uma realidade própria. Ninguém quer arriscar.

Uma bola mais pesado pode afastar um jogador do título mundial (de uma decisão, no mínimo), o que acontece uma vez na vida. O empate com o Vitória (1 a 1, um golaço de Sobis) no último jogo de 2010 no Beira-Rio foi normal. A cabeça dos jogadores estavam em outro planeta. Todos jogarem menos do que podem e sabem.

O jogo, por outro lado, mostrou que o futebol real do Inter será observado somente em Abu Dhabi. Não há mais tempo de exibir o poder colorado no Brasil. O time da Libertadores não existe mais. Outro se apresenta, mas ninguém sabe qual é ainda. O Inter viaja sem confiança total, mas com bons jogadores, experientes, experimentados.

Ainda bem para os colorados que os italianos estão intranquilos, sem a confiança dos velhos tempos, jogando com os reservas e os reservas dos reservas. O Inter terá 11 titulares. A Inter, não.

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Quem tem Clementino, o talismã, sempre tem um gol

28 de novembro de 2010 14

André Lima foi o autor do primeiro gol gremista

O Grêmio correu sérios riscos em Campinas. Saiu na frente com André Lima, matador de grande área outra vez, mas depois recuou, quase se entregou ao Guarani.

Os campineiros atacaram, arriscaram, ocuparam o lado esquerdo da defesa dos gaúchos e quase empataram.

O Grêmio facilitava a marcação, pecava na criatividade, não chegava ao gol adversário com a intensidade costumeira no primeiro tempo. O jogo estava com cara e coração de empate.

O 1 a 0 foi seguro pelas mãos de Victor, o melhor goleiro do Brasil. Victor melhora a cada jogo.

O 1 a 0 mudou depois que Diego Clementino entrou em campo aos 21 minutos do segundo tempo no lugar de André Lima, cansado. O Grêmio ganhou velocidade, um contra-ataque de verdade, uma força pelo lado direito de ataque.

Clementino sofreu um pênalti numa jogada pessoal de qualidade, que Jonas bateu e marcou (22º gol na competição), e depois ainda anotou o terceiro gol num contra-ataque.

Victor e Clementino foram os dois nomes próprios da partida. Foram os melhores.

O Grêmio decide 2010 em 90 minutos no Olímpico, contra o Botafogo. O público previsto é de 45 mil fãs. Será o jogo do ano. Um empate garante o G-4, mas a Libertadores só será anunciada dia 8, se o Goiás não superar o Independiente.

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Inter faz 5, melhora e reapresenta Thiago Motta

28 de novembro de 2010 20

A Inter fez 5 a 2 no Parma, 14º no Calcio, na 14ª rodada. A Inter cresceu, galgou dois postos, é o 5º na tabela, sete pontos atrás do líder Milan, o grande rival italiano.

Boa vitória, grande goleada, ótimo resultado.

O jogo ainda não exibiu a Inter dos velhos tempos, dos anos José Mourinho, especialmente pelo frágil sistema defensivo (com uma avenida chamada Materazzi), mas injetou doses de confiança na torcida – especialmente pela sequência de gols.

A Inter está dizimada por lesões. Contra adversários frágeis como o Parma, ainda jogando em casa, a vitória surge quase ao natural. Mais na pressão, no grito, na vontade, menos pela organização tática, alinhamento e postura.

Os reservas, e alguns reservas dos reservas, conseguem vencer em Milão um adversário do tamanho do Parma.

A Inter fez cinco gols sem a presença de Eto’o, autor de 18 dos 29 gols da equipe na temporada. Os volantes Stankovic (melhor em campo), três vezes, e Cambiasso liquidaram o adversário. Thiago Motta, que voltou de cirurgia, fez outro. Motta é um volante qualificado. Vai ajudar a Inter.

Sem Eto’o, suspenso, sem Milito, machucado, Rafa Benítez jogou com apenas um atacante, o macedônio Goran Pandev. Perto dele, navegava o holandês Wesley Sneijder.

Foi mais um jogo para o Inter da LIbertadores tentar entender os italianos da Liga dos Campeões. Ainda não viu o time do Mundial de Clubes. Os italianos esperam contar com alguns machucados, em fase final de recuperação. A vitória deu novo alento ao grupo de Rafa Benítez.


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Grêmio espera os dias mais tensos de 2010

27 de novembro de 2010 34

Fernando Gomes

O Grêmio fecha a temporada 2010 com duas decisões: em Campinas e em Porto Alegre. Duas vitórias garantem, um empate é arriscado, uma derrota complica um possível futuro.

O G-4 é sua meta, mas não é estacionamento seguro. O atormentado Goiás pode roubar a sua vaga na Copa Libertadores 2011, caso a zebra da Copa Sul-Americana passe galopando pelo Planalto Central.

O Grêmio pode ganhar e perder ao mesmo tempo. Pode ser o quarto colocado do Brasileirão, pode ser trancado no seu caminho ao grande torneio da América da bola no pé pelo Goiás. O Grêmio não depende só dele para ser feliz no final do ano. Seu último jogo é dia 5 do mês que vem. A decisão do torneio internacional é no dia 8. Festa pela Libertadores, se rolar, só na madrugada do dia 9.

Os dirigentes azuis estão cautelosos, Renato coloca um pé atrás, os jogadores abrem um olho. Antes da Libertadores é preciso fazer a lição de casa, acertar os exercícios de matemática, somar seis pontos em seis. Sem os números exatos, voltam as máquinas de calcular.

O Tricolor exibe futebol suficiente e qualificado para superar o desacreditado Guarani fora de casa e o decadente Botafogo em casa. Usa time completo, joga com o melhor que tem (fora Gabriel), adota uma das melhores equipes do segundo turno do Brasileirão.

O G-4 está ao alcance de duas vitórias simples, 1 a 0, nas o G-4 é tão sólido quanto um castelo de cartas. Basta um sopro do renovado Goiás e tudo acaba. O Goiás não é nada positivo no futebol brasileiro atual, foi rebaixado na Série A, é B agora. Na Sul-Americana, creia, é outro. A vitória sobre o Palmeiras é nova vitamina.

Mas se repetir seu futebol do segundo tempo contra o Palmeiras, quarta, naquela virada histórica, os corajosos goianos ainda podem escrever uma história bonita e inesquecível no futebol de 2010.

Há litros de adrenalina disponíveis para os próximos 12 dias no Brasil e na Argentina.

Reserve a sua cota

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Eu fiz a minha seleção do Brasileirão. Faça a sua

26 de novembro de 2010 60

Os finalistas do Prêmio Craque Brasileirão 2010 foram anunciados pela CBF, depois de escolhidos por jornalistas brasieiros.

Os vencedores serão conhecidos no dia 6 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Eu fiz a minha lista. Leia, concorde, não, faça a sua que eu publico.

Goleiro: Victor – Grêmio

Lateral Direito: Mariano – Fluminense

 Zagueiro Direito: Chicão – Corinthians

 Zagueiro Esquerdo: Leandro Euzébio – Fluminense

 Lateral Esquerdo: Roberto Carlos – Corínthians

 Volante Direito: Jucilei – Corinthians

 Volante Esquerdo: Elias – Corinthians

Meia Direita: Montillo – Cruzeiro

Meia Esquerda: Conca – Fluminense

 Atacante 1: Jonas – Grêmio

 Atacante 2: Neymar – Santos

 Técnico: Renato  – Grêmio

 Craque: Conca – Fluminense

Revelação: Bruno Cesar – Corinthians

 Árbitro: Carlos Eugenio Simon

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Juiz do jogo do Grêmio é um perigo em campo

26 de novembro de 2010 12

O Grêmio corre riscos naturais domingo em Campinas.

Enfrentar um possível rebaixado é sempre um problema. Às vezes o time decide jogar o jogo da sua vida, como aconteceu com o Goiás, que derrubou o favorito Palmeiras da Copa Sul-Americana, quarta-feira.

O risco, aumenta, dobra, quando a CBF escala um árbitro como Nielson Nogueira Dias (PE), 36 anos, para a decisão.

Ele foi o mesmo que marcou um pênalti fora da área contra o Cruzeiro. Dias é um perigo com o apito na boca. É imprevisível, é fraco. Não duvido da sua honestidade, não há motivos. Duvido da sua capacidade profissional de trabalhar bem em 90 minutos.

O jogo merecia um profissional melhor qualificado. Ele já foi até afastado pela CBF por seus erros em série. Ganha nova chance num jogo de alto risco.

O jogo Inter e Vitória ganhou Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa/SP), que também não é de inteira confiança. Está na Fifa, mas raros entendem os motivos.

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Acerto com a Traffic acontecerá após posse de Odone

26 de novembro de 2010 26


A associação entre Grêmio e Traffic, a maior agência de marketing esportivo da América Latina, está praticamente certa. Falta apenas acertar os detalhes do modelo da parceria, que envolve dinheiro e empréstimo de jogadores – o grupo administra a carreira de mais de 90 atletas brasileiros.

A Traffic apresentou quatro modelos de negócios. O Grêmio exibiu um quinto. Falta acertar o que agrada aos dois. O martelo será batido após a posse da nova gestão em dezembro.

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Título do Mundial de Clubes está aberto como nunca

25 de novembro de 2010 45

Vi o Inter, analisei a Inter, não consegui observar os outros cinco. Nãos conheço bem os outros cinco, mas pelo que leio e ouço, sem vê-los, creio que não estarão na final. Falta qualidade, experiência, competitividade, antes de tudo.

O Mundial de Clubes é feito para que americanos do sul e europeus, as duas mais expressivas escolas do futebol mundial (e suas variações regionais) se encontrem, se enfrentem e façam um grande jogo com sintonia planetária.

Assim, Inter enfrenta Inter, italianos contra brasileiros, dois povos viciados em futebol, donos da bola.

Pelo que noto dos milaneses, ao menos neste começo de temporada, nem o inverno europeu dos campos duros chegou ainda, não os considero favoritos. Não se parecem, nem de longe, ao grande Barcelona de 2006, na época o melhor time do mundo, com um Ronaldinho iluminado, mas que jogou sem Eto’o e Messi.

O Inter chegou como zebra no Japão, ganhou como campeão. Não voltará desconhecido e esnobado outra vez. O seu título será emblema, sempre.

Lembro que em Tóquio, ao entrevistar fãs do Barça em um hotel, dois dias antes da decisão, senti que eles desdenhavam o Inter. Diziam que o adversário não importava, não queriam nem saber detalhes do clube, nomes dos jogadores, etc., o Barcelona era o melhor de todos. Senti o desdem, imaginei que o Inter poderia vencer. A supresa seria tudo. E foi.

O problema é que os dois times mais qualificados da competição não estão bem, não são confiáveis, não fizeram um bom semestre. O título nos Emirados Árabes Unidos está aberto. Apostar no brasileiro ou no italiano é pura especulação. É loteria.

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Felipão chora. Grêmio sorri. G-4 é logo ali

25 de novembro de 2010 21

Num dos fiascos do ano, o Palmeiras perdeu o jogo teoricamente mais fácil da temporada. Sofreu uma virada histórica do Goiás, 2 a 1, num Pacaembu lotado, nervoso, eufórico, depois decepcionado, amargurado.

Qualquer empate encaminharia sua classificação aos dois jogos finais da LIbertadores, abriria uma porta ao torneio mais cobiçado da América, a Copa Libertadores.

Agora, O Goiás é o Brasil no torneio latino, mas um Brasil da periferia do futebol, da Série B. Mas o Goiás merece o posto. Ganhou a chance de entrar na Libertadores pelo suor próprio. Eliminou Grêmio, Penharol, Palmeiras. Merece. Ganhar, claro, é outra questão.

O Palmeiras é que perdeu feio. Jogava com o empate ao seu lado.

A torcida saiu gritando do estádio, 36 mil torcedores. Classificaram o time assim.

- Sem vergonha.

Quando foi perguntado se o Palmeiras tinha feito uma “palhaçada” em São Paulo, Felipão não respondeu. Engoliu. Junto, as críticas se amontoam. Seu time não é competitivo, os jogadores não são qualificados, as suas substituições são muito questionáveis, a organização do time merece todas as críticas. Felipão é alvo.

– Fracasso, vexame, é a palavra deles. Foi vergonhoso mesmo. Nós não vamos ficar aqui escondendo nada. Quero dizer à torcida que eles têm razão de nos criticar. Eles fizeram o seu papel e nós não fizemos o nosso – falou um abatido Felipão.

Felipão não ganha um título significativo desde 2002. Chovem dúvidas sobre a sua cabeça no Palmeiras. O clube foi o que mais investiu em 2010 no país. Gastou perto de US$ 25 milhões. Felipão recebe estonteantes R$ 700 mil a cada 30 dias. Será que perdeu o leme? A prática? A competência? Não creio.

O adversário, que jogou muito bem, era o Goiás, rebaixado de série dias atrás. Não esqueça.

Teoricamente, o Grêmio foi beneficiado, o Palmeiras está fora. Mas se o Goiás repetir o futebol de quarta-feira, cria, ele tem chance, seja com o Independiente ou a LDU. Não dá para esquecer que o Grêmio precisa completar seu tema de casa, vencer no Brasileirão, garantir o quarto posto em dois jogos, mais seis pontos.

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Inter não mostra melhor futebol na Itália, só mais vontade

24 de novembro de 2010 26

A Inter fez a sua melhor partida em novembro, venceu o Twente, com gol de Cambiasso, e garantiu, com uma rodada de antecipação, a vaga para as oitavas de final da Liga dos Campeões. Decide com Tottenham quem será o primeiro do grupo. Os dois jogam com o Werder Bremen e Twente, respectivamente, no dia 7 (uma terça) do mês que vem.

Observei uma Inter distinta da Inter dos últimos quatro jogos pelo Calcio, quatro partidas sem vitória. Me pareceu melhor, no minimo mais dedicada. Mas ainda sem uma ideia clara de futebol, ainda um time desorganizado, mortalmente ferido pela ausência dos seus melhores jogadores, o uso dos reservas e dos reservas dos reservas, a mudança de time a cada jogo. Não vi padrão de jogo.

Mas ainda não notei em campo o time que foi campeão da Europa em 2009/2010. Ainda está distante daquele time compacto, criativo, ousado e competitivo.

A Inter supercampeã de Jose Mourinho não existe mais. A nova Inter de Rafa Benítez ainda não nasceu. O time que se vê em campo, prejudicado pela ausência de um punhado de bons jogadores, é um time híbrido, que sofre, que perde. Que lutou muito para fazer 1 a 0 no Twente, da Holanda.

Vários titulares estão lesionados, o que diminui o poder de competição da equipe. Há carência em todos os setores, da defesa, passando pelo meio-campo até o último atacante – embora o goleiro Castelazzi tenha feito alguns milagres nesta quarta-feira, em Milão.

Há ainda jogadores longe da sua melhor forma, como o craque Sneijder, que está sem o tempo da bola, carimba a trave e perde gol na cara do goleiro.

O que eu vi, que não tinha visto nas últimas apresentações, foi a pegada do time, o desejo de vitória, o comprometimento com a causa. A busca pela vitória com toda a gana foi a principal mudança que eu notei na Inter.

A falta de triangulações, as sequências de passes equivocados, a ausência de criatividade continuam. São visíveis.

O Inter se preocupa em Porto Alegre com a Inter, claro. Mas a dor de cabeça não é a mesma do ano do Barcelona, é 50% menor, no mínimo. Não acredito que os titalianos recuperem seu futebol de maio passado em dezembro, em 20 dias. Não existe milagres no futebol.

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Sobre mutretas no Brasileirão e loucuras afins

23 de novembro de 2010 139

Aumento o volume das risadas cada vez que alguém culpa a fórmula do Brasileirão pelas mutretas de final de campeonato.

Coisa vergonhosa.

Não é cenário de hoje, já aconteceu antes, neste mesmo sistema de pontos corridos. O problema não é a fórmula. É a ética do clube envolvido diretamente no jogo decisivo, dos clubes da competição, de cada dirigente, dos torcedores, que preferem perder do que entregar o poder ao rival.

Na época do mata-mata acontecia o mesmo. O time perdia descaradamente para não ficar em 2º, mas para ocupar o 3º lugar e assim enfrentar o 6º que seria mais fraco que o 2º e etc.. e tal. O problema não é a fórmula. É a cultura local. Formulismo é uma desgraça.

O Grêmio não queria perder para o Flamengo em 2009 e danificar o Inter?

Sim.

O São Paulo não desejava perder para o Fluminense e afundar o Corinthians?

Claro.

Você ancha que o Inter foi para o Rio ganhar do Botafogo?

Não, usou os reservas, mas ganhou. Se perdesse tudo bem, tudo ok.

Não houve outros casos semelhantes no Brasileirão de hoje, de ontem e de anteontem?

Sem dúvida.

Futebol é um jogo e tem regras próprias, éticas particulares. Tudo funciona num mundo à parte no Brasil. Na Europa não é bem assim. Quando escândalos tomam conta dos campos, a lei é chamada, aplicada.

É o que falta no Brasil. Alguém que zele pelo campeonato de verdade, que proíba o uso de reservas, que lute por uma ética comum, que não deixe, por exemplo, o Palmeiras usar 100% de reservas, enfrentar o Atlético-MG e prejudicar outros seis times que dependem do resultado desta partida.

Seria preciso criar um tribunal de verdade pelos próprios clubes do campeonato, qualificado, sério, com poder de multa (dinheiro dói no bolso). Poderia assim observar os jogos, julgar cada um, assumir o papel de xerife do campeonato. Punir com força os faltosos.

Não pode um profissional como Felipão ironizar a ética, se fazer de desentendido, dizer que nem sabe se haverá jogo do Palmeiras na penúltima rodada do Brasileirão, ou algo assim. É vergonhoso. Quando um técnico do Palmeiras (pelo tamanho do Palmeiras no cenário nacional) fala abertamente o que Felipão falou, creia, o futebol brasileiro não terá solução rápida nem imediata. Não importa a Sul-Americana. É o dinheiro do Brasileirão que ajuda a sustentar os clubes.

O nosso futebol precisa de um bom e demorado banho de ética. Bom, o país inteiro precisa do mesmo chuveiro.

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Messi será o melhor do mundo pela segunda vez

22 de novembro de 2010 32

Messi marcou cinco gols nos últimos quatro encontros da Liga dos Campeões, estufou 10 vezes as redes nas mais recentes cinco partidas do Campeonato Espanhol.

Messi tem todos os documentos para ser reeleito o melhor jogador do mundo da Fifa no mês que vem.

Capitães e treinadores da seleções nacionais de todo o planeta têm poder de voto.

O último brasileiro a conquistar o título foi Kaká em 2007.

Hoje, o Brasil não tem ninguém para ocupar o lugar que foi de Kaká.

Há carência absoluta de craques, tipo Ronaldo Fenêomeno. Não há nada parecido no horizonte próximo.

Ou você tem alguém que eu não vejo?

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Jonas encontra concorrência no final do Brasileirão

22 de novembro de 2010 11

Neymar, 16 gols no Brasileirão, não aceitou as férias antecipadas propostas pelos Santos.

Ele quer jogar as duas últimas rodadas (28 deste mês e 5 de dezembro), se aproximar do goleador Jonas, 21 gols, que corre o risco de não jogar mais no campeonato, caso seja suspenso sexta-feira, se o julgamento for confirmado. O Grêmio tenta jogar o julgamento para 2011.

O Santos enfrenta o Avaí, em Florianópolis, e o Flamengo, em São Paulo.

Será que Neymar pode marcar mais seis gols em 180 minutos?

Não creio. Você?

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Quatro goleiros, três vagas, dois reservas, um titular

22 de novembro de 2010 23

O Inter acorda no final de novembro com quatro goleiros, Renan, Pato, Lauro e Muriel. Tem quatro, mas não tem um só de inteira confiança, 100% provado e aprovado. Celso Roth fez o rodízio porque não confiava no seu número um, nem ele, nem os dirigentes, muito menos os torcedores.

Eu ainda acho Renan o melhor dos quatro.

Roth, que pensa com cabeça própria, vai escalar Renan como o seu goleiro titular no Mundial de Clubes, em dezembro.

Pato, pela experiência, e Muriel, que precisa ganhar experiência, serão os outros dois goleiros da delegação. Lauro, que é bom goleiro, deve sobrar. Não é informação, é sensação.

O Inter buscou Pato porque Lauro não era de confiança, depois trouxe Renan porque Pato também não fechou o gol. Renan falhou e as críticas alcançaram sua pequena área.

O jovem Muriel fechou o gol no Rio, todo mundo gostou e muitos o apontam como o goleiro ideal. Bastou um jogo.

Muriel já é classificado melhor do que é pela falta de confiança dos torcedores nos outros três goleiros do clube. Não que ele não tenha potencial, tem e muito, mas precisa participar de outros jogos, de uma sequência de apresentações com a defesa titular, ganhar mais experiência. Talvez seja muito tarde para colocar Muriel em Abu Dhabi, não sei. O posto deve ser de Renan, na dúvida, Pato.

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Uma história: Leandro Damião jogava por R$ 30

21 de novembro de 2010 34

Leandro Damião da Silva dos Santos, 21 anos, trocou de casa, de rua, de vila, de bairro, de cidade, de estado por R$ 100. Três anos atrás, se olhava no espelho, não via futuro. Sonhava acordado quase todos os dias.

O sonho viajava além dos retângulos de chão batido, tufos de grama, buracos que engoliam as chuteiras de segundo pé, e das camisas desbotadas e sem número do Tupycity e do Nostradamus, times amadores da zona oeste de São Paulo, capital. Nos devaneios, camisetas de cores famosas ocupavam seu corpo, nadavam na sua mente, alimentavam a fome de vencer.

– Ganhava R$ 30 por partida. Quando podia, jogava três vezes, direto, nos domingões, em dois times diferentes. Era uma correria só – explica o atacante do Inter, 32 jogos, 12 gols, segurando firme o celular.

A viagem do garoto tomou o tranco da realidade quando encontrou por acaso outro viajante:

– João Bosco é paulista, mas viaja muito para Santa Catarina. Me viu jogar, gostou e fez uma proposta. Perguntou se eu não queria jogar em Indaial, ganhar R$ 100 por mês, mais comida e alojamento. Aceitei na hora. Até peguei carona com o Bosco.

Distante 160 quilômetros de Florianópolis, 41 mil habitantes, Indaial recebeu o jogador com as cores do XV de Outubro – então amador, hoje na Série B.

– Eu só treinava, jogava, via TV e dormia, dormia muito. Não tinha o que fazer. A saudade pegava forte.A solidão era do tamanho de São Paulo, onde vivia a minha família. Quando saía, entrava numa lan house e esquecia da vida. Pensei em voltar, quase peguei o ônibus várias vezes.

Suas performances, os gols de pé direito, número 42, os gols de cabeça, bola buscada nas alturas dos seus 1m87cm, atraíram a atenção de olheiros do Vale do Itajaí. Junto, visitas diárias e insistentes ao Estádio Gigante do Vale e novos convites.

– Decidi pelo Atlético, de Ibirama. Fiz testes durante uma semana. Na segunda, estava contratado. É perto de Indaial, queria tentar. Pensei. “Eu encaro zagueiros que batem do pescoço para cima, porque não arriscar no futebol mais uma vez”.

A nova cidade, cerca de 18 mil habitantes, ofereceu boa estrutura, muito bons profissionais (que aprimoraram seu posicionamento na área, o cabeceio e, especialmente, o chute) e razoável salário, pago em dia. No mesmo 2008, Damião rodou no Tubarão e no Marcílio Dias.

Precisava de experiência. No ano seguinte, recebeu um posto no ataque do Clube Atlético Hermann Aichinger, o nome real do Ibirama. Ganhou confiança, a camisa 9, carinho, as primeiras palmas mais altas.

– Fiz nove gols no Campeonato Catarinense, acho que fiz algum sucesso. Cresci, aprendi. Sempre fui o primeiro homem, o atacante de referência, mas hoje tenho mais mobilidade, sei me virar fora da área.

Como a vida melhorou, o pagode do Exaltasamba desceu melhor, os jogos de videogame ganharam nova TV e os filmes com Will Smith, seu ator preferido, uma tela maior para o gosto da namorada Nádia, 21 anos.

Quando o Inter se apresentou em maio, a jovem promessa do ataque abriu um sorriso do tamanho do Beira-Rio.

Queria vir, bateu o pé, tanto que veio de graça e seu primeiro aviso aos amigos distantes, via MSN, foi uma foto ao lado do ídolo Rafael Sobis, camisetas vermelhas iguais, ele mais alto, como que dizendo “olha onde eu estou rapaziada”.

Logo se transformou no goleador do Inter B, tímido passo antes de marcar um gol na decisão da Libertadores, em agosto. Gol no Mundial de Clubes está nos planos, mas nem titular é, sabe que não é, mas sabe que a torcida gosta dele.

– Estou nas mãos do Celso Roth. Sou novo, não rejeito trabalho, chance. Luto por espaço. Nunca vou desistir.

Três anos atrás ele jogava no chão batido, levantava poeira e atendia por Leandrão, às vezes por Leandro. Agora, Leandro Damião só existe um. O camisa 9 em Abu Dhabi?

– Eu continuo sonhando.

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Sueco deixa brasileiros como coadjuvantes

21 de novembro de 2010 1

Líder na Itália, o Milan é só aplausos para seu melhor jogador, Zlatan Ibrahimovic.

O sueco chegou no clube, ao lado de Robinho, na janela do meio do ano e já deixou o brasileiro como simples coadjuvante.

Ronaldinho completou sábado, na vitória contra a Fiorentina (1 a 0, gol de Ibrahimovic), seu quarto jogo no banco de reservas.

O Gaúcho não terá o contrato renovado com o clube do norte da Itália. Com a decadência da Inter, ressurge o grande Milan.

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Cinco boas notícias coloradas diretas do Rio (e uma ruim)

21 de novembro de 2010 126

O Colorado enfrentou o Botafogo com um time que nunca tinha jogado junto. Deu certo. Venceu 2 a 1. Ganhou naturalmente. Foi superior quase o tempo inteiro.

Dos 90 minutos brotaram cinco boas novas.

1) A vitória em primeiro lugar.

O Inter ainda não havia vencido em novembro.

2) Com a vitória chega a confiança. Nada melhor do que recuperar a autoestima 23 dias antes da estreia nos Emirados Árabes Unidos.

O Inter voltou a sorrir, ficou mais leve.

4) O desempenho de Rafael Sobis anima. Ele é um jogador predestinado. Foi um dos dois melhores em campo no Engenhão, ao lado de Muriel. Reencontrou a forma.

Mas precisa jogar como atacante, perto da grande área e não bem mais recuado.

É próximo ao gol adversário que ele funciona.

5) A atuação de Muriel, o melhor em campo contra o Botafogo, e de outros garotos, como Oscar, Daniel, Ronaldo Alves, Massari, Juan. Campeão brasileiro Sub-23 e na final da Copa Enio Costamilan, o Inter mostra um trabalho qualificado na sua base, revela jogadores e encaminha futuros titulares. A política é perfeita.

Mas como o mundo não é perfeito nem no planeta do futebol, a vitória sobre o Botafogo aliviou a vida do Grêmio, que ainda luta pela Libertadores 2011, onde o Inter já vive desde agosto passado. Mas aí é puro combustível para a rivalidade da Dupla.

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G-4 gremista precisa de mais seis pontos (e do Plameiras)

21 de novembro de 2010 20

Edilson fez a sua melhor jogada na partida. Se jogou na grande área adversária.

Sávio Spínola Fagundes Filho (SP), mal colocado, apitou pênalti na hora.

Douglas bateu muito bem fez 2 a 1 e encaminhou a ótima vitória do Grêmio sobre o Atlético-PR.

(Antes, no primeiro tempo, o mesmo juiz da Fifa não marcou um pênalti sobre Fábio Santos).

A vitória (3 a 1), sábado,  foi melhor do que o futebol que o Grêmio apresentou.

Mas foi merecida.

Nunca faltou raça, determinação. Vontade. Um dos méritos de Renato é ter devolvido a coragem ao time.

O Tricolor esteve sempre mais perto do gol. Júnior Viçosa e André Lima desperdiçaram chances claras, enquanto Lúcio acertou a trave.

O Grêmio exibiu ainda uma preparo físico especial. Três rodadas antes do final da temporada e os jogadores correm como se estivessem na metade.

O Grêmio está na briga pelo G-4. Precisa de mais seis pontos em dois jogos. E, claro, do tropeço do irregular Palmeiras na Copa Sul-Americana.

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A Inter que o Inter quer

21 de novembro de 2010 47

A TV mostrou, repetiu os dois gols do Chievo contra a Inter. Exibiu uma Inter dilacerada, tonta, carente de qualidade, sem força, sem confiança.

Uma Inter que não assusta mais.

O Inter segue para o seu segundo Mundial de Clubes com a confiança dobrada. Quatro anos atrás, no Japão, o Barcelona era o melhor time do mundo. Hoje, a Inter, de Milão, não está entre os 10 melhores.

O Bi estaria bem mais próximo se o Inter estivesse melhor preparado, jogando com os titulares, afiando o seu time, lapidando a criatividade. Celso Roth ainda não encontrou soluções depois da Libertadores.

A Inter perdeu por 2 a 1, neste domingo, no norte da Itália. Somou apenas dois pontos nas últimas quatro partidas.

A crise é imensa, intensa. O técnico Rafa Benítez pode ser despedido nas próximas horas, 11 jogadores estão machucados, entre eles os argentinos Walter Samuel e Diego Milito e os brasileiros Julio César e Maicon. Até a boa sorte fugiu.

Se trata do pior momento da Inter desde 2004, antes de enfileirar cinco Scudettos e levantar uma Copa dos Campeões. A intranqüilidade é tamanha que Eto’o lembrou Zidane ao desferir uma cabeçada no esloveno Bostjan Cesar, do Chievo. O juiz não se tocou. Tudo de ruim que pode acontecer com um time de futebol está rondando a Inter.

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Palermo quer D'Alessandro na Itália

20 de novembro de 2010 40

A imprensa italiana diz que D’Alessandro pode ser jogador do Palermo a partir da janela de janeiro (http://www.calciomercato.com/mercato/idea-palermo-si-punta-d-alessandro-300293).

O meia de 29 anos valeria 5 milhões de euros, segundo o Palermo. Dinheiro que o clube poderia gastar sem problemas.

Os títulos pelo Inter e as recentes convocações para a seleção do seu país colocaram o argentino de novo na vitrina europeia.

O negócio seria efetivado em dezembro, depois do Mundial de Clubes.

O Palermo quer vender a revelação Pastore. Imagina arrecadar 50 milhões de euros. Barcelona, Manchester United, Inter, de Milão, e Real Madrid já pediram o preço de Pastore. Coincidentemente, D’Alessandro substituiu Pastore na metade do segundo tempo do amistoso entre Brasil e Argentina (0 a 1), quarta-feira passada, no Catar.

Mesmo com 29 anos, acho que o meia colorado vale mais do 5 milhões de euros.

Os europeus sempre querem pagar menos do que valem os nossos melhores jogadores. Querem os diferenciados, mas desejam investir um dinheiro comum.

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Carioca morreu em dia de decisão

20 de novembro de 2010 7

Ele era o Carioca, mas se chamava Alfredo Oliveira e atendia todos as horas do dia como um conselheiro histórico do Grêmio. O Carioca morreu hoje, neste sábado de decisão no Olímpico, dia 20 de novembro de 2010, em Porto Alegre. Vai assistir o jogo contra o Atlético-PR em uma tribuna mais alta e mais nobre.

Alfredo Oliveira entre Paulo Odone (esquerda) e Túlio Macedo (direita).  Foto: Valdi Friolin

O Carioca era uma cara legal.
Gostava de conservar, bom papo, conhecia futebol, notava o bom jogador antes da maioria. Era um dom que o Carioca carregava. Era um deles, havia outros. O dom da amizade era outra especialidade.

O Carioca gostava de falar com jornalistas, trocar ideias, discutir, analisar, beber um chope, um bom vinho, comer bem, fazer novos amigos em mesas de muitos lugares. Era um dos grandes amigos do presidente Paulo Odone, um conselheiro decisivo. As dicas do Carioca farão  falta aos gestores de 2011/2012.

O Carioca tinha bom humor de sobra, ria, gostava de contar histórias, era um gozador, tinha muitos amigos e o futebol estava sempre no seu vasto menu diário de vida.

O Carioca se foi, a vida o levou. Foi cedo, pessoas como ele mereciam ficar mais tempo na Terra. Se há outras missões depois, não sei, ele já deve ter recebido uma muito especial. Foi muito bom conhecer o Carioca.

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