Times B são cemitérios de jogadores. São formados por jovens inexperientes, usando o uniforme dos titulares, mas sem a experiência e a aparente qualidade dos que habitam as equipes de cima. Muitas vezes jovens promesas se transformam em apressados fracassos quando um Time B não vai bem.
Times B nunca jogam Bem, salvo exceções. Times B não precisa dar certo. Não têm obrigação de ganhar. Tem o dever de se portar como laboratório e nada mais.
Nem podem se dar bem, jogar como nunca, atuar como poucos, se não têm sequência, estrutura, tranquilidade e, alguns vezes, treinadores capacitados.
Vi o B do Inter na quarta, observei jogadores nervosos, tensos, indecisos na hora do drible, no momento do chute, no exato instante da definição. Pura intranquilidade, o cenário do Beira-Rio intimida muitos garotos.
Há bons jogadores, eu notei, mas os próprios torcedores exigem demais, querem mais, desejam performances miraculosas. Querem titulares experimentados quando o que mais falta é experiência, calma, certezas, e não futebol.
A expectativa do torcedor é sempre maior do que a de todo o mundo. Eles querem o craque pronto, o querem lapidado aos 19 anos de idade. Não admitem falha, erros de passes, dribles inexatos.
É preciso dar um tempo aos jovens dos times B, deixar jogar, oferecer tempo e tranquilidade, sequência de jogo e confiança.



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