Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 30 janeiro 2011

Reservas azuis superam o B colorado: 2 a 1

30 de janeiro de 2011 17

Gostei do clássico do Exterior, o primeiro da temporada 2011, os reservas do Grêmio contra o Inter B: 2 a 1. Gostei do jogo, um bom segundo tempo, um Gre-Nal empolgante.

O jogo começou truncado, atrapalhado, sem coordenação. Clementino quase marcou, parou na grande saída de Muriel. Melhorou depois do gol do Inter, uma bela cabeçada de Guto.

Parecia que o Inter faria o segundo gol logo. O Grêmio agradeceu o intervalo. Respirou. Roger mudou o time no vestiário.

No segundo tempo, os reservas azuis mostraram que são superiores aos jogadores do B colorado, ao menos no jogo de ontem. Collaço empatou de falta, na falha de Muriel. O goleiro esperava um chute de pé direito, apareceu um canhoto. Gol.

Depois, o Grêmio dominou, criou chances, mas o Inter perdeu a bola do jogo com o chute torto de Ricardo Goulart na frente de Marcelo Grohe, também com boa atuação. Lins fez o segundo gol.

A vitória do Grêmio foi justa. Ganhou quem foi melhor, quem aproveitou as chances de gol e o quem criou mais.

Bruno Collaço foi o melhor em campo. Gostei de Neuton, de Adilson. William Magrão voltou bem, Lins foi oportunista.

Do lado vermelho, Muriel fez defesas importantes, é um jovem e precisa de mais e melhores oportunidades. Rodrigo é bom zagueiro, Ricardo Goulart sabe jogar e Marquinhos foi um dos nomes do clássico.

Márcio Chagas fez um jogo tranquilo, sem falhas, lotado de acertos.

Bookmark and Share

O torcedor e o jogador, segundo John Carlin

30 de janeiro de 2011 5

Quero dividir com vocês um dos textos mais lúcidos que li nos últimos tempo sobre a relação jogador e torcedor. O autor é o britânico John Carlin, jornalista, fã de futebol, que vive em Barcelona, escreve para o jornal El Pais, da Espanha, e colabora com a Folha de S.Paulo.

Eu já o entrevistei. É um grande cara, admira o futebol brasileiro, sempre foi um anti-Dunga e na entrevista que fiz com ele um ano atrás disse que a Espanha ganharia a Copa do Mundo da África do Sul,

Bom vamos ao texto do Carlin.

Título:  Não pisoteie sonhos

Por John Carlin *

Nós, torcedores, precisamos acreditar que os jogadores são tão dedicados ao time quanto nós

OS FUTEBOLISTAS profissionais fazem o que fazem pelo dinheiro. Quem disser que joga por amor à camisa do time é um hipócrita e uma fraude. Não são palavras minhas, mas de Benoit Assou-Ekotto, que joga pelo Tottenham e pela seleção de Camarões. Ao rejeitar o roteiro politicamente correto que os demais jogadores seguem, ele repetiu as mesmas declarações surpreendentes, incomuns e brutalmente honestas em duas entrevistas recentes.

Comentando sua transferência do Lens ao Tottenham, há quatro anos, o herege disse: "Não entendo por que todos mentem. O presidente do meu ex-clube disse que saí pois ganharia mais e que não tinha amor pela camisa. Eu respondi perguntando se existia um jogador no mundo que assinasse com um clube e dissesse: "Eu amo sua camisa! Ela é vermelha, e eu a adoro". Nenhum jogador liga para isso. O primeiro assunto discutido é sempre o dinheiro".

Uma camisa vermelha era o que Wayne Rooney estava preparado para abandonar, substituindo-a pelo azul do Chelsea ou do Manchester City, caso o Manchester United não tivesse cedido à sua demanda de salário de US$ 250 mil semanais. Conforme as negociações avançavam e a posição de Rooney ficava mais clara, os torcedores do United reagiram com indignação, definindo-o como "prostituta".

Quando Rooney, que está lesionado, voltar ao gramado, tentará convencê-los de que tudo resultou de um mal-entendido, e ele faz o que faz por amor, e não dinheiro. E os torcedores, ou boa parte deles, escolherão acreditar.

Estão malucos. Vivem num mundo de fantasia no qual é necessário que se sintam convencidos de que os jogadores têm afeto tão grande quanto o deles pelo time; que suarão sangue pela equipe.

Os jogadores é que são sensatos. Quando alegam amar a camisa do time, estão mentindo, como Assou-Ekotto apontou. Mas, apesar de franco, ele está errado em sua indignação. Nós, torcedores, sentimos uma necessidade desesperada de nos iludirmos e de acreditar que os jogadores são tão dedicados ao time quanto nós. Ser torcedor de futebol é pura emoção. Temos tempo de sobra, no restante de nossas vidas, para pensar de maneira lógica.

"Jogo para ganhar dinheiro", disse Assou-Ekotto, "como todo mundo mais no planeta". Claro. Mas deveria fechar a boca quanto a isso. Ao ser franco demais, ele termina pisoteando os nossos sonhos.

* John Carlin é colunista do diário espanhol "El País" e autor de "Conquistando o Inimigo", livro que inspirou o filme "Invictus". A trdução é de Tradução de Paulo Migliacci. O texto foi publicado no jornal Folha de S. Paulo.

Bookmark and Share

Libertadores encolhe o Gre-Nal

30 de janeiro de 2011 0

A Libertadores colocou o Gre-Nal no seu lugar. O nosso clássico é menor do que a Pré-libertadores. Não sou eu que digo.

É o Grêmio que afirma, é o Inter que assina embaixo.

O torneio continental passou por cima do clássico regional, gritado como o maior do país. A Libertadores, segundo a Dupla, é maior do que tudo, superio ao Brasileirão.

Todos os clássicos regionais são grandes aos seu modo. Pergunte aos santistas e aos corintianos se eles acha que o seu clássico é inferior ao dos gaúchos, questione um torcedor do Flamengo e do Fluminense sobre o assunto. Não há uma maior. Todos são diferentes e pegam seu público específico pela alma, coração.

O gaúcho, que, muitas vezes, só olha para o seu umbigo, tem o hábito de dizer que o seu clássico é o maior do mundo.

O Gre-Nal é um grande clássico, um jogo especial, extraordinário, mas, às vezes ,ele encolhe por culpa absurda de um calendário, da cabeça de alguns dirigentes, de dois times de reservas.

O torcedor, que o é que fica, está acima de todos.

Aliás, um Gre-Nal entre reservas não pode ter favorito. Nunca terá.

Bookmark and Share