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Posts de janeiro 2011

Jogadores do Grêmio terão numeração fixa em 2011

31 de janeiro de 2011 12

A direção gremista terá um encontro com os executivos da Topper quinta-feira.

Vão acertar os últimos detalhes do lançamento das três novas camisas do Grêmio, tricolor, azul e branca.

O novo modelo deve ser mostrado na segunda quinzena deste mês, a data ainda depende da reunião.

Mas as duas partes já definiram que os jogadores do Grêmio usarão número fixo durante toda a temporada a partir do lançamento dos novos modelos. E não apenas na Copa Libertadores da América, o clube ainda está na Pré, precisa passar no vestibular e chegar na Libertadores.

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Reservas azuis superam o B colorado: 2 a 1

30 de janeiro de 2011 17

Gostei do clássico do Exterior, o primeiro da temporada 2011, os reservas do Grêmio contra o Inter B: 2 a 1. Gostei do jogo, um bom segundo tempo, um Gre-Nal empolgante.

O jogo começou truncado, atrapalhado, sem coordenação. Clementino quase marcou, parou na grande saída de Muriel. Melhorou depois do gol do Inter, uma bela cabeçada de Guto.

Parecia que o Inter faria o segundo gol logo. O Grêmio agradeceu o intervalo. Respirou. Roger mudou o time no vestiário.

No segundo tempo, os reservas azuis mostraram que são superiores aos jogadores do B colorado, ao menos no jogo de ontem. Collaço empatou de falta, na falha de Muriel. O goleiro esperava um chute de pé direito, apareceu um canhoto. Gol.

Depois, o Grêmio dominou, criou chances, mas o Inter perdeu a bola do jogo com o chute torto de Ricardo Goulart na frente de Marcelo Grohe, também com boa atuação. Lins fez o segundo gol.

A vitória do Grêmio foi justa. Ganhou quem foi melhor, quem aproveitou as chances de gol e o quem criou mais.

Bruno Collaço foi o melhor em campo. Gostei de Neuton, de Adilson. William Magrão voltou bem, Lins foi oportunista.

Do lado vermelho, Muriel fez defesas importantes, é um jovem e precisa de mais e melhores oportunidades. Rodrigo é bom zagueiro, Ricardo Goulart sabe jogar e Marquinhos foi um dos nomes do clássico.

Márcio Chagas fez um jogo tranquilo, sem falhas, lotado de acertos.

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O torcedor e o jogador, segundo John Carlin

30 de janeiro de 2011 5

Quero dividir com vocês um dos textos mais lúcidos que li nos últimos tempo sobre a relação jogador e torcedor. O autor é o britânico John Carlin, jornalista, fã de futebol, que vive em Barcelona, escreve para o jornal El Pais, da Espanha, e colabora com a Folha de S.Paulo.

Eu já o entrevistei. É um grande cara, admira o futebol brasileiro, sempre foi um anti-Dunga e na entrevista que fiz com ele um ano atrás disse que a Espanha ganharia a Copa do Mundo da África do Sul,

Bom vamos ao texto do Carlin.

Título:  Não pisoteie sonhos

Por John Carlin *

Nós, torcedores, precisamos acreditar que os jogadores são tão dedicados ao time quanto nós

OS FUTEBOLISTAS profissionais fazem o que fazem pelo dinheiro. Quem disser que joga por amor à camisa do time é um hipócrita e uma fraude. Não são palavras minhas, mas de Benoit Assou-Ekotto, que joga pelo Tottenham e pela seleção de Camarões. Ao rejeitar o roteiro politicamente correto que os demais jogadores seguem, ele repetiu as mesmas declarações surpreendentes, incomuns e brutalmente honestas em duas entrevistas recentes.

Comentando sua transferência do Lens ao Tottenham, há quatro anos, o herege disse: "Não entendo por que todos mentem. O presidente do meu ex-clube disse que saí pois ganharia mais e que não tinha amor pela camisa. Eu respondi perguntando se existia um jogador no mundo que assinasse com um clube e dissesse: "Eu amo sua camisa! Ela é vermelha, e eu a adoro". Nenhum jogador liga para isso. O primeiro assunto discutido é sempre o dinheiro".

Uma camisa vermelha era o que Wayne Rooney estava preparado para abandonar, substituindo-a pelo azul do Chelsea ou do Manchester City, caso o Manchester United não tivesse cedido à sua demanda de salário de US$ 250 mil semanais. Conforme as negociações avançavam e a posição de Rooney ficava mais clara, os torcedores do United reagiram com indignação, definindo-o como "prostituta".

Quando Rooney, que está lesionado, voltar ao gramado, tentará convencê-los de que tudo resultou de um mal-entendido, e ele faz o que faz por amor, e não dinheiro. E os torcedores, ou boa parte deles, escolherão acreditar.

Estão malucos. Vivem num mundo de fantasia no qual é necessário que se sintam convencidos de que os jogadores têm afeto tão grande quanto o deles pelo time; que suarão sangue pela equipe.

Os jogadores é que são sensatos. Quando alegam amar a camisa do time, estão mentindo, como Assou-Ekotto apontou. Mas, apesar de franco, ele está errado em sua indignação. Nós, torcedores, sentimos uma necessidade desesperada de nos iludirmos e de acreditar que os jogadores são tão dedicados ao time quanto nós. Ser torcedor de futebol é pura emoção. Temos tempo de sobra, no restante de nossas vidas, para pensar de maneira lógica.

"Jogo para ganhar dinheiro", disse Assou-Ekotto, "como todo mundo mais no planeta". Claro. Mas deveria fechar a boca quanto a isso. Ao ser franco demais, ele termina pisoteando os nossos sonhos.

* John Carlin é colunista do diário espanhol "El País" e autor de "Conquistando o Inimigo", livro que inspirou o filme "Invictus". A trdução é de Tradução de Paulo Migliacci. O texto foi publicado no jornal Folha de S. Paulo.

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Libertadores encolhe o Gre-Nal

30 de janeiro de 2011 0

A Libertadores colocou o Gre-Nal no seu lugar. O nosso clássico é menor do que a Pré-libertadores. Não sou eu que digo.

É o Grêmio que afirma, é o Inter que assina embaixo.

O torneio continental passou por cima do clássico regional, gritado como o maior do país. A Libertadores, segundo a Dupla, é maior do que tudo, superio ao Brasileirão.

Todos os clássicos regionais são grandes aos seu modo. Pergunte aos santistas e aos corintianos se eles acha que o seu clássico é inferior ao dos gaúchos, questione um torcedor do Flamengo e do Fluminense sobre o assunto. Não há uma maior. Todos são diferentes e pegam seu público específico pela alma, coração.

O gaúcho, que, muitas vezes, só olha para o seu umbigo, tem o hábito de dizer que o seu clássico é o maior do mundo.

O Gre-Nal é um grande clássico, um jogo especial, extraordinário, mas, às vezes ,ele encolhe por culpa absurda de um calendário, da cabeça de alguns dirigentes, de dois times de reservas.

O torcedor, que o é que fica, está acima de todos.

Aliás, um Gre-Nal entre reservas não pode ter favorito. Nunca terá.

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Com Cavenaghi é gol ou nada

28 de janeiro de 2011 16

O Inter estava carente de centroavante. Não se deu bem com os gols de Alecsandro. Precisa de um 9 para chamar de seu.

Precisava mais, queria mais.

Necessitava de um que fizesse o fã esquecer duas paixões de um passado recente, Nilmar e Pato.

Uma pequena multidão foi ao aeroporto da Capital bater palmas e gritar o nome do novo atacante. Ovacionou Cavenaghi, um típico atacante de interior da grande área.

Ele é um ídolo vermelho antes mesmo de colocar uma chuteira no pé no Beira-Rio.

A torcida confia até os primeiros jogos. Cavenaghi precisa pagar a confiança antecipada.

Ele passará confiança total se fizer gols. Não há outra saída.

É Cavegol ou nada.

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Everton é bom reforço no Olímpico

27 de janeiro de 2011 18

O Everton, que o Grêmio buscou no Cruzeiro, assinava Ewerthon no Grêmio Barueri do final da década passada. É bom jogador. Pode dar certo.

Ele formou uma dupla de respeito com de Ralf, seu ex-time ficou em 11º lugar no Brasileirão, em 2009.

Ralf foi oferecido ao Grêmio na época, mas a direção do período achou que ele não tinha grife suficiente para atuar no Olímpico. Hoje é titular do Corinthians de Tite.

Everton é volante, gosta de atuar pelo lado esquerdo. Nas mãos do técnico Cuca atuou em alguns jogos como meia atacante, posição que não é sua nem de longe. Ele é um jogador mais defensivo do que ofensivo.

A contratação é boa. Não é uma graaaande contratação, mas é boa.

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As duras lições do Liverpool

27 de janeiro de 2011 17

Difícil, quase impossível, julgar um time depois de apenas 20 dias de treinos, depois de 30 dias de férias. Os jogadores não conseguem jogar o que sabem porque ainda não estão preparados para correr 90 minutos, disputar uma decisão, ainda mais em terras estrangeiras. As pernas pesam, a questão técnica é prejudicada. A cabeça quer, as pernas negam.

O Grêmio empatou com o Liverpool. Não jogou bem, não agradou. Assustou.

Mas o resultado, 2 a 2, foi bom, seguindo os critérios da Libertadores. Empate fora sempre é entendido como vantagem. O gaúchos jogam por dois empates (0 a 0 e 1 a 1) no Olímpico. É margem pequena, mas é positiva ( 2 a 2 dá pênalti, 3 a 3 para cima dá Uruguai, vitória classifica qualquer um).

Ao Grêmio faltou quase tudo em Montevidéu. Qualidade, fôlego, criatividade, segurança. Mesmo que o adversário tenha sido um desarticulado Liverpool, embora corajoso.

Victor, seu goleiro, jogador mais regular, falhou. A defesa vacilou, o meio-campo não se apresentou, o ataque fez dois gols, mas sentiu falta de Jonas.

O Tricolor esteve longe, distante, do time competitivo dos últimos dois meses de 2010. É possível buscar desculpas no apressado início de temporada. Já deu para notar, por outro lado, a ausência de qualidade do lateral Gilson, o discreto jogo de Junior Viçosa, que é bom jogador, e o isolamento de André Lima.

O competitivo Grêmio de 2010 ainda está em busca de combustível ou sumiu? Respostas nos próximos jogos, começando por quarta-feira que vem.


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Grêmio de 2010 tenta buscar 2011

26 de janeiro de 2011 11

Com a direção sob fogo cerrado, encarando seu desembarque na Normandia, o Grêmio busca em Montevidéu, em terra estranha e inóspita (pelo histórico futebol competitivo de alguns times da cidade), uns centímetros de tranqüilidade. Os reforços não chegaram. Pior, muito pior: Jonas se foi.

Ninguém conhece o real poder do Grêmio na última quarta-feira do primeiro mês do ano.

Sem Jonas, o ataque perde seu melhor pedaço. Não há cola suficiente no Olímpico para soldar o naco partido. Renato tem opções, tem Junior Viçosa, um jovem ainda sem grande experiência, mas não tem um Jonas II.

Renato montou uma equipe competitiva no segundo semestre de 2010. O Grêmio terminou o Brasileirão como uma das três melhores equipes do país. O começo da temporada é cruel como os times. Os jogadores ainda estão longe da sua melhor forma, mas a torcida está em cima, não quer saber, exige resultados. A competição não dá tréguas.

O Liverpool não está na lista das equipes mais competitivas da região, do país, do continente. Mas não sei se o Grêmio está preparados para surpresas. O futebol está cheio delas.

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O volante dos sonhos colorados

25 de janeiro de 2011 11

Mário Ariel Bolatti, 25 anos, ex Belgrano- ARG, Porto-POR, Huracán-ARG e Fiorentina-ITA, é o volante que o Inter quer, é o sonho de consumo da direção.

Sonho bom, qualificado.

 Bolatti é bom jogador, é de Seleção, jogou na Copa do Mundo da África do Sul e está na Fiorentina, na Itália, mas não está satisfeito com a reserva.

Com 1m90cm e 82 kg, é um volante de bom toque de bola, que sabe jogar e passar. Será uma contratação de qualidade, o quarto argentino no grupo. Ou será que Guiñazu está indo embora?

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Liverpool prepara dois jogos de uma vida

25 de janeiro de 2011 7

Time por time o Grêmio dá de relho no Liverpool. Não dá para a saída. O salário de Douglas paga os 11 uruguaios. A realidade fora de campo é uma, dentro é outra. Futebol não se ganha no gabinete, no vestiário ou na arquibancada. Futebol se confirma ou não no retângulo verde.

Liverpool e Grêmio fazem um duelo de 180 minutos no gramado judiado, seco, histórico do Centenário, um dos grandes estádios do mundo, menos pelo conforto, muito mais pela história.

O Grêmio chegou ao Uruguai atordoado por três fracassos retumbantes fora da grama: a perda de Ronaldinho, a saída abrupta de Jonas e a ausência de contratações.

Ninguém sabe como o time se comportará em campo, se as sucessivas derrotas da direção podem afetar os jogadores, se a ausência de Jonas significará menos gols, se o bom e competitivo time do final de 2010 repetirá mais uma elogiada performance em solo estranho.

O Liverpool é um time desconhecido. O Brasil não o conhece, só sabe por ouvir falar e quem fala não diz nada especial.  E se o Liverpool se mostrar um gigante uruguaio dos melhores tempos do futebol dos vizinhos?

Ninguém sabe muito bem o que esperar do Grêmio em Montevidéu. Poucos pensam numa derrota, até porque o Liverpool não é um clube credencido, capacitado, competitivo. Mas, por outro lado, é jogo de Libertadores. E em Libertadores tudo pode, tudo acontece, nada é estranho. Ate um Liverpool pode se transformar em um Barcelona por 90 minutos.

São apenas dois jogos. Podem ser jogos de uma vida.

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Grêmio dá azar com irmão de jogador

24 de janeiro de 2011 44

O Grêmio dá azar (só azar?) com irmão de jogador que se veste de empresário.

Levou um balão histórico de Assis no recente negócio que envolvia o retorno de Ronaldinho ao Olímpico. Assis conversou, acertou, brindou o negócio, mas o craque assinou com o Flamengo.

Hoje foi a vez do irmão de Jonas, Tiago Gonçalves, driblar a direção gremista. Depois de negociar a permanência do jogador em Porto Alegre, ele avisou que o mano assinaria um contrato com o Valencia, da Espanha. E olha que o Grêmio prometeu um contrato de R$ 6 milhões ao atacante, uma fortuna digna de um craque que Jonas não é.

Não convidem jogadores que tenha irmão empresário para um encontro com a direção tricolor. Eles não serão recebidos, nem ouvidos.

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Jonas e a má gestão tricolor

24 de janeiro de 2011 40

O Grêmio perde Jonas. A janela de janeiro sempre leva jogadores locais. Acabou de carregar Giuliano.

A diferença é que o Inter ganhou 10 milhões de euros. O Grêmio vai receber um pouco mais de 1 milhão de euros na negociação do goleador do Brasilerão do ano passado.

A cláusula rescisória de Jonas de 2010 era rícula, típica de um clube que ainda não regularizou a sua gestão, ainda vive dos solavancos das suas direções. Uma chega e muda tudo. A outra assume e muda mais um pouco. Não há equilíbrio.

O Grêmio muda tudo a cada dois anos, troca de processos, de pessoas, de rumo, de líderes.

Enquanto o Grêmio não se equilibrar, não regularizar a sua gestão, outros Jonas aparecerão.

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Jonas e seu futuro no Olímpico

24 de janeiro de 2011 1

O Grêmio deve oferecer seu salário top, mais de R$ 200 mil, ao atacante Jonas por um contrato de mais quatro temporadas.

Empresários que atuam no futebol e com quem conversei são unânimes em dizer: o atacante deveria aceitar, permanecer no Olímpico. O salário top do Grêmio é bom.

Não há clube médio na Europa rica, Itália, Espanha, POrtugal, entre outros, capaz de pagar salário igual, livre de impostos, a um jogador de 26 anos, mesmo goleador, e sem grande poder de revenda quando somar mais dois anos.

Seus rendimentos mensais não alcançariam mais de R$ 2,2 milhões por temporada. Hoje, seu preço dificilmente passaria dos R$ 6 milhões. Pesa contra Jonas o seu passado. Não é jogador de Seleção, nunca figurou entre os goleadores brasileiros em outras temporadas.

Os empresários alegam que Jonas tem um ano e meio de grande futebol numa vitrina como a do Grêmio. Antes, perambulou por vários clubes sem sucesso, andou até na Portuguesa.

Tudo muda de figura se o goleador pisar nos distantes mercados árabe ou no europeu do leste. Aí, sim, poderia ganhar mais de R$ 3 milhões por temporada. Ficaria rico, mas perderia a vitrina.

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Patricia Amorim ao telefone

23 de janeiro de 2011 6

O celular toca na Redação às 17h12min de sexta-feira:

– Alô. Luiz? É a Patrícia.

Patrícia Filler Amorim, 41 anos, presidente do Flamengo, cumpre a promessa. ZH estava na lista das suas entrevistas do dia, ao lado dos jornais The New York Times e As, da Espanha, e da revista Isto É. Ela prometeu chamar. Ligou. Ela nunca disse que iria contratar Ronaldinho. Contratou:

– Eu tive muito cuidado no anúncio. Estava escaldada. Havia perdido Felipão para o Palmeiras, o atacante Emerson para o Fluminense e o Adriano voltou para a Roma. Não queria encher a torcida de expectativas. O caso Bruno nos arrasou. O 2010 foi muito complicado para os torcedores do Flamengo.

– Foi difícil negociar com o Milan e o Assis?

– Sim, muito, mas não vou entrar em detalhes. O Ronaldo, preciso dizer, tem muito respeito pelo Grêmio, mas queria jogar no Flamengo. Eu sempre quis ter o craque. Conheço a família dele, temos amigos em comum desde o começo da década passada.

– Desde o tempo em que a Marlene Mattos cuidava da carreira dele?

– Exato. Eu sempre o encontrava no Rio e dizia que o Ronaldo precisava jogar no Flamengo. Quando ganhei a eleição (final de 2009) recebi uma ligação do Assis. “Agora ele vai para o Flamengo”, ele brincou. Fazia muito tempo que conversávamos. Eu estava só esperando a hora certa. Chegou, né.

– O Grêmio não a preocupou?

– Claro, o Palmeiras também, mas eu estava bem calçada nas negociações. Ciente. Fiz tudo com calma, esperei o momento certo. Sei que os gremistas ficaram magoados. Vai passar. São coisas do futebol. Tenho as melhores relações com o clube, adoro os gaúchos, gosto demais do Grêmio Náutico Gaúcho, que é nosso parceiro em esportes amadores.

– E o gaúcho Fábio Koff?

– Sim, claro, sou muito amiga dele, fiquei ao seu lado na eleição do Clube dos 13, votei nele. Ele é uma das minhas referências.

– O Dr. Koff, com o Clube dos 13, se envolveu no “Caso Ronaldinho”?

– Nããooo, quis poupar o coração gremista dele (risos).

A primeira pessoa a levantar o dedo, pedir a palavra na Gávea e dizer que Ronaldinho era sonho possível foi Patrícia Amorim, mãe de quatro filhos. Aliás, um dos primeiros a saber que tudo tinha dado certo foi o primogênito Vitor, 14 anos, irmão dos gêmeos Ricardo e Daniel, nove, e de Leonardo, quatro – Fernando, o pai, tem 41.

O time de futebol de salão familiar de Patrícia, todos rubro-negros, é o que mais importa, mas é o Flamengo que toma 90% do tempo, mais do que a Câmara de Vereadores do Rio, onde ela, em terceiro mandato, defende o esporte com a bandeira do PSDB.

– Entro na Gávea (sede do Flamengo) às 9h. Às vezes saio às 23h quando não tenho compromisso como vereadora. Minha vida social bate no zero. Não tenho tempo.

– Nem para nadar?

– Nadar? – ela brinca. – Só no verão. No inverno, caminho. Hoje tenho medo, pavor de água fria. Sinais de outros tempos (risos). Percorro os quilômetros de tênis pensando no Flamengo. O clube não sai da minha cabeça.

Peço que ela ouça com atenção os próximos 30 segundos da minha fala que toca no seu passado de nadadora campeão:

– 28 títulos brasileiros, 29 recordes sul-americanos, 85 brasileiros e 180 estaduais em mais de 15 anos de carreira...

– Meus números – ela diz com orgulho indisfarçável. Eu era feliz e não sabia (risos).

Ela, que saiu da piscina, não entra em vestiário. Fica na porta. Cumprimenta um, saúda o outro, um terceiro beija a sua mão. Há um respeito enorme. Patrícia é presidente de uma nação de 35 milhões de torcedores.

– Quando busquei o Ronaldo pensei um pouco nos meus filhos. O clube deve crescer. O sorriso de Ronaldo é sinal para as crianças, para o futuro. Venham para o Mengão.

Ronaldinho é carioca graças a Patrícia.

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Os 90 minutos definitivos dos jovens

23 de janeiro de 2011 2

Vi os reservas gremistas e vi um pênalti estranho contra o Canoas no apertado 1 a 0 gremista.

Não gostei muito dos reservas tricolores, assim como não aplaudi o time B do Inter. Os dois lados têm problemas semelhantes. Falta entrosamento, falta melhor preparo físico, falta sequência aos jogadores. Ms há bons jogadores entre eles, azuis e vermelhos.

Muitos jovens entram em campo imaginando que têm os 90 minutos definitivos das suas vidas para provar alguma coisa. Ficam nervosos, tensos e erram. Tropeçam na sua própria intranquilidade. Times B e de reservas são equipes de passagem.

O jogador jovem não precisa atuar bem sempre, até porque não pode, é inprovável. Mas precisa mostrar alguma qualidade, um mínimo de competência e assim ganhar novo jogo, nova oportunidade naturalmente, seja no A ou no B.

Gostei de Júnior Viçosa, notei Mário Fernandes em busca da sua melhor forma, posso elogiar Vilson e Pessali. Lúcio ainda está abaixo do que pode, o que é natural, pois a temporada recém começou. Lins precisa de novas oportunidades. Diego Clementino não repetiu em dois jogos as suas atuações de 2011. Quer ver Dener outra vez.

O começo da temporada perdoa os erros, os jogadores estão fora de forma, ainda remam em busca de uma melhor condição física e técnica.

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Jonas arruma briga de graça

23 de janeiro de 2011 13

Jonas desrespeitou a torcida? Sim.

Cabeça quente, mandou o mundo tricolor do Olímpico, especialmente as indóceis almas das sociais, para os infernos. Jonas não era assim tão sensível, tão descontrolado no começo do ano passado. Jonas mudou?

Será que ele está se achando mais do que realmente é? Pode ser. Ele pode explicar.

Será que, por ter sido o goleador e melhor jogador do time, ao lado de Victor em 2010, ele acha que tem certa imunidade, que merece mais, que pode mais, que tem mais credibilidade? Não sei.Ele deve dizer.

Eu entendo Jonas, que parece um jogador centrado, não acho legal seu desabafo, mas desaprovo sua ação sexta-feira no Olímpico. Acho que o jogador exagerou. Criou uma instabilidade, chamou um problema como seu nome em véspera de Pré-Libertadores. Não precisava.

Desaprovo igualmente a atitude dos torcedores que vaiaram o time. Não se deve vaiar os 11 durante os jogos. Só depois, antes se você quiser. Os 90 minutos são hora e meia de apoio, de palmas, de gritos de incentivo. Um minoria vaia. A maioria entra na jogada, às vezes com inocência, no embalo.

Torcida é assim, incontrolável e imprevisível – e assim será como sempre foi. Pensa com o coração. Não raciocina no meio da partida, tomada pela energia da paixão. É preciso entender a massa. Mas é preciso condenar os dois lados.

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Cavenaghi chega com uma missão especial

23 de janeiro de 2011 14

Como a torcida não suporta Alecsandro, apesar da boa média de gols, e os dirigentes não desejam atritos com os fãs, o Inter deve acertar nos próximos dias a contratação de um novo atacante. O clube escolheu Fernando Cavenaghi, 27 anos, um argentino que atua desde 2004 na Europa.

Cavenaghi começou muito jovem no River, fez muitos gols e com 20 anos foi jogar num fim de mundo chamado Rússia. Depois, encontrou espaço no Bordeaux, da França.

Hoje, atua pelo Mallorca.

Na Europa, Torito Cavenaghi, como os argentinos o chamam, nunca foi o jogador que brilhou no começo de carreira na Argentina, no River, nas seleções de base do seu país.

Cavenaghi é homem de área, do último toque, tem mais força do que habilidade, tem mais presença na grande área do que jogada pelos lados. É um jogador que precisa ser alimentando, não é um criador, não escapa do choque com o zagueiro, prefere a conclusão curta e seca do que o drible mais enfeitado.

Cavenaghi não é o substituto ideal de Pato e de Nilmar, não tem a estatura técnica da dupla. Mas é uma aposta estrangeira, e o torcedor gaúcho adora uma jogador argentino.

Cavenaghi não vai precisar do brilho. Vai necessitar dos gols, de gols decisivos, fundamentais. Alecsandro faz gols, mas a torcida não o vê sacundido as redes em jogos definitivos.

Cavenaghi chega com uma missão especial. Não basta o gol. O gol precisa aparecer nas decisões.

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Saudade em azul e vermelho

21 de janeiro de 2011 11

Veteranos da Dupla, com outras camisas, ainda batem uma bola em distintos campeonatos estaduais.

Entre os ex-gremistas, o atacante Basílio, 38 anos, joga pelo Sertãozinho na A2 do Paulista. Rodrigo Mendes, 35, veste o azul do Novo Hamburgo e o lateral Patrício, 36, foi contratado pela SER Caxias. O ídolo Jardel, 37, é a nova estrela do Rio Negro-AM.

Pelo lado vermelho, Arílson, 37, continua no Imbituba (SC) e Adriano Gabiru, 33, que assinou com o Corinthians Paranaense.

Você lembra de mais algum em atividade? Escreve aí.

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Os times B que nunca dão certo

20 de janeiro de 2011 14

Times B são cemitérios de jogadores. São formados por jovens inexperientes, usando o uniforme dos titulares, mas sem a experiência e a aparente qualidade dos que habitam as equipes de cima. Muitas vezes jovens promesas se transformam em apressados fracassos quando um Time B não vai bem.

Times B nunca jogam Bem, salvo exceções. Times B não precisa dar certo. Não têm obrigação de ganhar. Tem o dever de se portar como laboratório e nada mais.

Nem podem se dar bem, jogar como nunca, atuar como poucos, se não têm sequência, estrutura, tranquilidade e, alguns vezes, treinadores capacitados.

Vi o B do Inter na quarta, observei jogadores nervosos, tensos, indecisos na hora do drible, no momento do chute, no exato instante da definição. Pura intranquilidade, o cenário do Beira-Rio intimida muitos garotos.

Há bons jogadores, eu notei, mas os próprios torcedores exigem demais, querem mais, desejam performances miraculosas. Querem titulares experimentados quando o que mais falta é experiência, calma, certezas, e não futebol.

A expectativa do torcedor é sempre maior do que a de todo o mundo. Eles querem o craque pronto, o querem lapidado aos 19 anos de idade. Não admitem falha, erros de passes, dribles inexatos.

É preciso dar um tempo aos jovens dos times B, deixar jogar, oferecer tempo e tranquilidade, sequência de jogo e confiança.

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Inter perde a referência da LIbertadores

20 de janeiro de 2011 9

Giuliano, 20 anos, ganhou fama nacional e internacional na Libertadores 2010. Foi escolhido o melhor da competição. Não foi o melhor, o melhor foi D'Alessandro. O meia paranaense foi o mais decisivo.

Giuliano não vestirá mais a camisa vermelha do Inter. Por 8 milhões de euros (outros falam em 10 milhões de euros) trocou Porto Alegre pela Ucrânia, o Colorado pelo desconhecido FC Dnipro. Vai ganhar salários de Primeiro Mundo, vai resolver o lado financeiro da sua vida.

Giuliano teve todo o segundo semestre passado para mostrar que era mesmo um jogador superior. Não conseguiu por diferentes motivos. Um deles foi Celso Roth, que obrigou o jogador paranaense a ficar meses no banco, como opção para o segundo tempo se o time estivesse mal. Giuliano entrava sempre com a obrigação de melhorar a equipe. Conseguiu muitas vezes.

Giuliano é muito jovem, é bom jogador, é centrado, prioriza a carreira e espero que ele não se perca no interior da Ucrânia. Sua nova casa é perfeita para o bolso, mas é uma vitrina de vidros falsos para a carreira.

A Europa rica não olha muito para a Rússia ou para a Ucrânia. Muitos jovens voltam correndo para o Brasil depois de alguns meses. Lembra de Rafael Carioca? Mas não deve ser o caso de Giuliano.

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Renato falou o que não precisava dizer

19 de janeiro de 2011 19

Renato, que não quer viajar ao Interior, visitou Erechim neste 19 de janeiro.

Eu acho que Renato é um bom técnico, já mostrou inúmeras vezes a sua competência, antes mesmo de assumir o posto no Olímpico. Ainda é um treinador em evolução e pode mais.

Só que, ás vezes, Renato fala o que não deve, o que não pode, o que não é do seu lado. Passa por cima dos homens do futebol e do presidente. Foi por falar demais que ele saiu do Fluminense, entre outras coisas.

Renato precisa cuidar do seu time. E só.

Renato parece um pouco com Luxemburgo, Felipão e Muricy em determinados momentos, especialmente quando se acham (erradamente) maiores do que a hierarquia do clube.

No mês passado, no bar da Redação de Zero Hora, quase na porta do elevador, conversei com o presidente Paulo Odone e falei sobre o gosto que Renato tem em falar sobre outros assuntos do clube que não o futebol, a bola rolando, a escalação, os 11, o banco, o juiz, a boa, a grama.

O dirigente número 1 do clube disse que ele e o técnico tinham um acordo, que Renato contataria Odone antes de declarações mais fortes e que, se fosse o caso, depois de combinado, o treinador poderia tocar em determinados assuntos, que seriam inclusive reforçados pelo presidente.

Não está sendo assim. Até porque Renato é impulsivo, fala sem pensar muito. Ele poderia, por exemplo, deixar que os dirigentes anunciassem a ausência do técnico nos jogos no Interior. Não teria problema algum, a Libertadores está na frente de qualquer competição no momento. Mas assumiu o desgaste e de graça. Não pensou nem que o Interior deposita uma grana federal nos cofres do clube todos os meses e que acomoda milhões de gremistas, que ainda o tem como ídolo acima de qualquer suspeita, como ícone.

O clube decidiu que vai mandar Renato nos jogos no Interior pelo Gauchão.

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Olympique, da França, quer o volante Adilson

19 de janeiro de 2011 30

O volante Adilson, 23 anos, pode ser a primeira venda do Grêmio 2011. O Olympique, de Marselha, deve fazer uma oferta nos próximos dias. Os dirigentes do clube francês marcaram uma reunião nesta terça-feira para definir a contratação. Os homens do futebol do Grêmio já sabem do interesse.

O número que ronda a negociação é de 6 milhões de euros. A janela europeia vai até o dia 31 deste mês.

Antes do assédio do Olympique, o Colônia, da Alemanha, também mostrou interesse pelo jogador criado na base do Grêmio.

O Grêmio tem 55% dos direitos federativos do jogador, os outros 45% pertencem ao volante e ao empresário Cristiano Mânica.

O negócio pode ser fechado até domingo.

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Moacyr Scliar e o livro do Cruzeiro

19 de janeiro de 2011 2

Moacyr Scliar luta pela vida numa UTI. Um AVC o derrubou momentaneamente. A força dos seus amigos, fiéis leitores e admiradores vai levantá-lo – como sempre se erguem alguns dos personagens dos seus mais de 70 livros.

Scliar gosta demais de escrever, escreve sem parar, trata de tudo. Ele é um dos poucos escritores que escreve bem mais do que um livro por ano. É caso raro.

Gosto de Scliar, o admiro. Fui seu editor no caderno de final de semana de ZH, antes de atuar no Esporte. Ele ligava, queria saber o tema principal da edição, às vezes gostava de envolver a sua coluna no tema de capa, pedia sugestões, oferecia ideias, criticava, elogiava e ouvia.

Diz Paulo Sant'Anna do topo da sua genialidade:

– Se eu comprasse um jornal, juro, o Scliar seria o meu primeiro contratado (Claudio Brito sedria o segundo).

Eu dividi muitos papos na Redação com o Scliar. Em pé, no balcão do bar, entre pequenas doses de café preto. Scliar visitava a ZH todas as semanas. Scliar é um sujeito afável, educado, de boa conversa. É um famoso que tem tempo para dois dedos de prosa sempre que é chamado. A maioria dos famosos são apressados, curtos de tempo. O Scliar sempre tem tempo, ainda mais se este tempo for ocupado com o pedido de um texto.

Eu e o Scliar (eu o chamo de Moacyr) sempre conversamos sobre livros, os do mês passado, os mais antigos, os lançamentos, os mais vendidos e as traduções (falávamos também sobre Israel, um país que nos dois admiramos). Depois que ele se tornou imortal na Academia Brasileira de Letras, eu perguntava sempre em tom de brincadeira:

– Fala, Moacyr, conta os livros que os imortais costumam ler. Dá uma dica...

Às vezes eu brincava, especialmente com a sua inesgotável e acelerada produção literária.

– Moacyr, já escreveu o livro do mês?

Scliar é um dos poucos torcedores do Cruzeiro que eu conheço e que não se importa com a dupla Gre-Nal. Ele segue a minoria, ele é do tempo do Estádio da Montanha, que ficava perto do Estádio Olímpico. É também do Estrelão, na Protásio Alves, será do novo estádio de R$ 5 milhões que o clube vai erguer em Cachoeirinha em busca de novos fãs e de uma nova vida.

Hospitalizado, ele não viu, nem ouviu, seu time realizar a maior façanha recente ao vencer o Inter (1 a 0) domingo passado. Eu sempre o cutucava, queria que ele escrevesse um livro sobre o Cruzeiro.

Eu falei, insisti, pedi que ele escrevesse. Mas, talvez, a obra definitiva sobre o Cruzeiro, de Porto Alegre, que é mais antigo do que o Cruzeiro, de Minas Gerais, esteja quase no final da lista dos cem livros que ele ainda vai  escrever em mais algum tempo. Pode ser até lançado perto da inauguração do Novo Estádio do Cruzeiro.

Não é uma ideia, Moacyr?

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As três camisas do Grêmio em 2011

19 de janeiro de 2011 3

Uma boa conversa com Paulo César Verardi, o novo homem do marketing do Grêmio, esclarece alguns pontos sobre o novo uniforme do time:

1) Patrocinado pela Topper, que substitui a Puma, o Grêmio apresentará três novas camisetas ao mesmo tempo no final de fevereiro ou começo de março. Tudo depende do poder de produção da Topper.

2) Serão lançados o clássico modelo tricolor, uma camiseta branca e ainda uma azul celeste, seguindo uma tradição do clube. Uma quarta opção, de cor preta, deve ser apresentada no segundo semestre.

3) Os principais jogadores ganharão camiseta personalizada com nome e número, a 7 de Jonas, a 1 de Victor, por exemplo. O Grêmio estuda se vai usar numeração fixa em toda a temporada. Na Libertadores é obrigatório.

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Inter precisa de investidores

18 de janeiro de 2011 8

Pelos títulos que ganhou nos últimos anos, pela sequência de contratações, até com nomes importados, o Inter é visto como um time rico por jogadores, empresários e dirigentes de outros clubes. A fama faz o alvo da direção pedir, às vezes, um salário fora da realidade, um contrato de superestrela.

O Inter não é um clube rico. É um clube com dificuldades econômicas – e não está sozinho no futebol brasileiro. Não tem dinheiro sobrando para contratar. Precisa procurar negócios de ocasião. Negociar, usar a experiência.

O Corinthians ofereceu R$ 16 milhões por Luis Fabiano. O Sevilla recusou. O atacante é sonho do Inter, que não tem este punhado de euros para oferecer ao clube espanhol.

O Inter precisaria de um investidor (investidores) para garantir uma grande nome. Com a saída de Fernando Carvalho, o Grupo Sonda recuou um pouco.

Os novos homens do futebol colorado precisarão de muita habilidade para conseguir reforços de qualidade sem aquele dinheiro em caixa que sempre torna tudo mais fácil. Comandar clube com dinheiro sobrando é fácil. Contratar na crise finaceira é o mesmo que subir na montanha sem boas cordas.

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