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Posts de fevereiro 2011

Ultimato da Fifa

28 de fevereiro de 2011 39

A Fifa deu o ultimato. O Inter precisa definir a questão financeira do Projeto Beira-Rio 2014 e mostrar ao COL, braça da Fifa e da CBF, as garantias financeiras que colocarão as reformas em pé. Dois grupos se levantam e se dividem. É preciso encontrar uma solução nos próximos dias. A Fifa está indócil, mesmo que as relações com o Inter sejam muito boas.

Os dois movimentos:

1) Os que acham que o clube tem dinheiro suficiente para bancar a reforma com custos próprios, sem recorrer aos bancos ou empreiteiras.

2) Os que acreditam que, sem uma parceria, de preferencia com uma grande empreiteira, não haverá condições de abrigar o jogos da Copa do Mundo.

O processo está mexendo com as estruturas do clube. Os conselheiros estão divididos.

1) A gestão passada não aceita a pareceria.

2) A atual acha que não dá para fazer as reformas sem um apoio externo.

A semana, lotada de reuniões no Conselho Cunsultivo e Deliberativo, promete ser histórica. Não é só o Beira-Rio que está em jogo, mas o clube.

Os dirigentes não têm o direito de errar. Não podem comprometer futuro do clube.

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O valor de William Magrão no Olímpico

28 de fevereiro de 2011 2

O Grêmio é dono de 40% dos direitos federativos de Willian Magrão, o que deve render ao clube R$ 2,5 milhões, caso o negócio seja fechado com o Corinthians.

Outros 50% são do jogador Rivaldo, que é dono do Mogi Mirim.

O ex-conselheiro gremista Teodoro Pedrotti detém os 10% restantes, algo como R$ 600 mil.

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Cruzeiro exigiu o futebol do Grêmio da Libertadores

27 de fevereiro de 2011 13

Gostei do Cruzeiro, que me surpreendeu. Gostei menos do Grêmio, que não mostrou grande futebol. Venceu, 4 a 2, porque tem mais qualidade, experiência, grupo. Vitória justa, afirmo.

O Grêmio foi superior, criou as melhores chances, teve as grandes oportunidades, as mais importantes situações de gol. Fez dois gols de pênalti, os dois legais, bem marcados, segundo o que vi pela TV, com replay.

Gostei do Cruzeiro porque o time do bom zagueiro Léo não resolveu se trancar na defesa. Ousou. Atacou, obrigando Victor a fazer duas grandes defesas. O jogo poderia ter sido 6 a 4. Não seria exagero. O Cruzeiro fez o Grêmio jogar como se estivesse na Copa Libertadores da América, se eforçar os 95 minutos, apesar do cansaço, do desgaste do jogo de quinta-feira, madriugada de sexta, na Colômbia.

Quem foi ao Olímpico viu um jogo legal, sem retranca, bem jogado, ofensivo, eletrizante, disputado quase até o final. O Cruzeiro não se assustou com o Olímpico. Se o time for o mesmo no segundo turno, mais alguns reforços, o Cruzeiro pode repetir o primeiro.

O Cruzeiro chegou junto como se fosse um jogo da Libertadores. O Grêmio também usou a força. Jogo pegado, viril, sem maldade.

Borges, pelo hat trick, foi o melhor. O Grêmio conta com dois goleadores. Quando um não marca, o outro acerta. Mas um deles é reserva. Prefiro um time sem dois centroavantes de referências, mas é uma questão de gosto. O grande Barcelona, sem comparações, óbvio, não tem nenhum. Tudo passa pela preferência do técnico, do torcedor, do cronista

Gabriel participou de dois gols, fez um, falhou em outro. Não gostei outra vez de Gilson, sempre muito atrapalhado na marcação – pecou no segundo gol. Não custa lembrar que o Grêmio sofreu dois gols de cabeça.

Quinta tem Libertadores. O Léon de Huánuco, certamente, deve exigir mais do que o Cruzeiro.  E olha que empate no Olímpico é derrota.

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Grêmio levou um choque de Copa Libertadores

26 de fevereiro de 2011 30

Comparar os dois times não é a ideia. Dizer quem é o melhor também não. Mas o que eu quero afirmar é que o Inter joga mais ligado ao espírito da Libertadores. Ganhou duas em cinco temporadas. Sabe o caminho dentro de campo. Seus jogadores têm mais experiência na competição. Têm o mapa dos atalhos.

Quando falo em espírito, creia, eu falo num todo. Exemplo: os jogadores do Inter quase não simulam faltas nos pegados jogos do torneio, ao contrário dos atletas do Grêmio, conforme eu vi no jogo da Colômbia. E olha que jogador brasileiro (na média) gosta de chamar uma falta quando ganha apenas um jogo de corpo natural de qualquer lance mais forte. E você sabe que o jogador brasileiro paga um preço na Europa por se jogar demais/muito no gramado. É da cultura do nosso futebol.

Algumas vezes, não sempre, eles se jogam, chamam a falta irreal, como aconteceu na partida em Barranquila. O juiz não dá, claro, porque é árbitro de Libertadores e o choque é algo normal na competição, O jogador então se irrita, reclama do árbitro, perde o foco no jogo, chama o cartão amarelo, o que leva naturalmente ao definitivo vermelho.

O Grêmio levou um choque de Libertadores na Colômbia, quinta-feira. Jogo em casa corre de uma maneira. Fora, de outra. É preciso aprender. A Colômbia deixou uma lição aos azuis. Cabe ao técnico Renato abrir o livro e perguntar se seus jogadores entenderam.

O Grêmio tem um bom time, assim como o Inter. Podem mais na competição.

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As cinco lições da Colômbia

25 de fevereiro de 2011 30

O Grêmio chegou líder de Grupo 2 em Barranquila. Saiu como segundo colocado. Vai precisa recuperar o prejuízo no Olímpico quinta-feira contra o Léon de Huánuco. Os próximos dias serão de reflexão:

Um – O time fracassou no jogo mais difícil de 2011 até o momento. Perdeu, 2 a 1, e de virada e já é segundo do grupo e a classificação não será tão fácil como o imaginado depois do primeiro jogo pela Libertadores. O Grêmio levou um totó no primeiro tempo, escapou de três gols. Foi a pior jornada do time desde que Renato assumiu o leme em agosto. O time não mostrou saber jogar uma partida Libertadores fora do Olímpico. Alguns jogadores simulavam falta a cada jogada mais dura, reclamavam muito com o árbitro. E ainda não têm o espírito do torneio. Claro, o juiz sonegou um pênalti. Mas erro de arbitragem prejudica numa noite e ajuda na outra.

Dois – Renato pensou bem o jogo, escalou bem e mudou melhor ainda. Não contava com a força física e a velocidade  do Junior, que passou por cima do Grêmio no primeiro tempo. O Grêmio melhorou no segundo. Carlos Alberto, entre uma firula e outra, afundou. Não conseguiu jogar, superar a marcação. Ele não é marcador. É meia atacante.

Três – O lado esquerdo sem Lúcio e com Gilson levou bola nas costas até a entrada de Bruno Collaço, que equilibrou o setor. A má jornada de Douglas, pesadão e lento, deixou o time sem criatividade. Sem um jogador parecido no banco, o Grêmio perdeu qualidade. Carlos Alberto é seu reserva.

Quatro – Paulão, que fez um grande segundo semestre de 2010, não parece no seu melhor momento. Mas a dupla Paulão/Rodolfo é nova, precisa de mais entrosamento, talvez de uma sequência de jogo. A dupla não é, ao menos hoje, de inteira confiança. Vilson é opção.

Cinco – Borges e André Lima não se completam. Se afastam. São jogadores parecidos. Atuam na mesma faixa da grande área. Não se entendem bem, apesar de serem, os dois, goleadores. Quando saem da grande área, pelo lado direito ou esquerdo, se perdem. Em alguns jogos a dupla pode ser usada. Não em todos. Hoje o titular seria André Lima. Junior Viçosa não foi bem outra vez. Jonas faz falta. Escudero é opção.

Mas , ao mesmo tempo, o Grêmio conheceu a sua segunda derrota em 13 jogos. A média ainda é boa. O perigo é que a derrota aconteceu justamente no primeiro jogo fora da Libertadores, o que preocupa duplamente.

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Grêmio esbanja otimisto na Colômbia

24 de fevereiro de 2011 8

Dois mil e onze ainda não fechou o seu segundo mês e o Grêmio é um otimismo só. Com Renato no comando, o time jogou 12 vezes, ganhou oito, perdeu só uma, empatou três. É uma campanha de gente grande.

Hoje, contra o Junior, em Barranquila, uma vitória não vai representar nada em especial. Será apenas uma continuidade do bom momento do time, provado no Gauchão, reforçada na Libertadores. Uma derrota também não deve abalar a atual estrutura. Há boas doses de confiança no atual grupo no Olímpico.

Claro, é preciso colocar as chuteiras no chão. Sentir a grama adversa do campo inimigo. Jogo de Libertadores não se vence antes, nem no discurso do vestiário, nem nas entrevistas pré-jogo. Cada partida tem o seu sotaque especial, sua maneira única de se portar. Os adversários são valentes, correm, batem. Em casa, então, a coragem aumenta e a torcida joga junto. Não inventyaram adversário fácil em Libertadores quando se joga fora de casa, fora algumas exceções. É justamente pelas exceções que se apanha os desprevenidos.

O Grêmio usa seu melhor time, com exceção de Lúcio, que pode ser substituído por Adilson. Será possível ver o desempenho de Carlos Alberto no meio-campo, saber se ele pode ser titular ou não. Conferir se Borges e André Lima podem atuar lado a lado. Rever Gilson na lateral, confirmar seu momento, medir Rodolfo na zaga. Observar Paulo, um tanto desatento nas últimas partidas.

O Grêmio fez um bom time, mudou a fotografia com relação ao ano passado. Mas ainda precisa afirmar algumas peças no seu novo tabuleiro. A Colôm,bia é um bom campo de testes.

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Guiñazu não é meia-esquerda

24 de fevereiro de 2011 10

Todo o técnico tem genes, a unidade fundamental da hereditariedade, de inventor. É da profissão.

Celso Roth não foge da média. Terça-feira decretou que Guiñazu é meia-esquerda.

Não é. Às vezes as tentativas de invenção não dão acerta, apesar dos bons 4 a 0 no Jaguares, da liderança do Grupo 6 da Libertadores. A torcida sabe, conhece e vaia. Não Guiñazu, quse unanimidade, mas o tático.

Não precisa nem questionar o jogador, seus colegas, seu antigos técnicos. Ele pode ser quase tudo, menos meia-esquerda.

Valente, volante, Guiñazu, dono de mobilidade, fôlego de um touro, e do passe certo, curtíssimo, não tem a inteligência, a sabedoria, a qualidade, a assistência, o chute preciso, a fome de gol que são naturais aos jogadores que atuam numa posição mais ofensiva no meio de campo.

Guiñazu deu certo, dará certo, no Inter e em qualquer clube, do Atlântico ao Pacífico da LIbertadores, se for colocado como volante, na proteção aos zagueiros, no policiamento da linha defensiva. Ofereça credenciais de atacante ao argentino, obrigações de criar e abastecer os atacantes, e você estará perdendo um jogador que ajuda a fazer um time competitivo.

O erro está sempre rondando os inventores, mesmos os que acertam suas fórmulas mágicas. Nada errado reconhecer, se virar para o lado e buscar um novo rumo. Nós todos vivemos entre tentativas, erros e acertos.


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Primeiro passo entre Grêmio e Traffic envolve Fernando

24 de fevereiro de 2011 5

O Grêmio acertou sua primeira parceira com a Traffic e se aproximou mais da maior empresa de marketing esportivo da América Latina. As duas partes estava estremcidas depois que a Traffic bancou Ronaldinho, no Flamengo.

 O contrato entre a empresa e o Tricolor está definido, só falta assinar.

O negócio envolve cerca de R$ 6,5 milhões.

O clube recebe o dinheiro e dá em troca parte dos direitos federativos de cinco jovens jogadores, como o do volante Fernando, um dos destaques da seleção brasileira sub-20 que ganhou nos campos do Peru uma vaga para os Jogos Olímpico de Londres em 2012.

Quando negociar os jogadores, o Grêmio devolve o dinheiro à Traffic, sem juros.

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Clube dos 13, Liga de Clubes, Koff e Teixeira

23 de fevereiro de 2011 10

O futebol brasileiro vive um momento histórico, de mudanças, de tranformação. Acompanhe.

1) O Clube dos 13 está sob enorme pressão. Uma nova Liga de Clubes pode nascer no Brasil nos próximos dias.

2) Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Corinthians e Coritiba vão negociar à parte os direitos de transmissão dos jogos do Brasileirão de 2012, 2013 e 2014 em tevê aberta.

3) Para o Corinthians, um dos líderes do movimento,  uma liga deve nascer logo.

4) Os insurgentes criticam a falta de diálogo com o Clube dos 13. A entidade nega.

5) São Paulo, Internacional, Atlético-MG, Atlético Paranaense, Bahia, Portuguesa, Sport e Guarani continuam ao lado do Clube dos 13.

6) Grêmio, Cruzeiro, Goiás, Vitória, Santos e Palmeiras devem seguir o caminho dos cariocas e tentar negociar ozinho seus direitos de TV.

7) A fissura no Clube dos 13 fortalece o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que ficou ao lado do candidato de oposição na eleição que garantiu o sexto mandado do presidente Fábio Koff, em abril passado.

8) Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo devem cerca de R$ 60 milhões ao Clube dos 13, a dívida impede que eles se desliguem da entidade.

9) Patrícia Amorim, fiel defensora de Koff antes e logo depois das eleições, trocou de lado recentemente, se aproximou da CBF e liderou o importante movimento dos clubes cariocas.

10) O presidente Koff criticou duramente presidente do Corinthians, Andres Sanchez, o grande líder do grupo rebelde.


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A noite de Roth no Beira-Rio

23 de fevereiro de 2011 3

O Inter pode mais do que o Jaguares. Pode vencer, talvez com alguma facilidade.

O Inter tem um time qualificado, mesmo com quatro ausências, entre elas a de D'Alessandro, seu jogador diferenciado.

O problema da torcida não é seu time, muito menos o adversário, uma equipe sem grande qualificação. O transtorno da torcida é Celso Roth, que não anda jogando junto com os fãs colorados. Parece um técnico à parte. distante da realidade.

Os mexicanos vão embora amanhã. Roth deve ficar. O torcedor está preocupado com o depois de amanhã. O hoje não é problema. Estou curioso para saber como a torcida vai receber Roth no gramado do estádio? Você já imagina como?

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Futebol brasileiro procura novos rumos

23 de fevereiro de 2011 12

As negociações dos direitos de transmissão dos jogos do Brasileirão de 2012 a 2014 pela TV, aberta, fechada, PPV, internet, celular, etc, detonou outra crise entre os integrantes do Clube dos 13.

A crise não é de hoje, a crise não começou ontem. É ainda reflexo das eleições do ano passado e que garantiram o sexto mandato do gaúcho Fábio Koff na entidade que reúne os 20 maiores clubes brasileiros.

O Clube dos 13 não é mais um bloco só, está dividido, fragmentado, questionado e seu futuro é incerto, apesar de todo o esforço político de Koff para manter a unidade.

O sócio mais rebelde é o Corinthians, que acha que pode ganhar mais negociando sozinho ses direitos, escudado nas pesquisas que o apontam como dono da segundo maior torcida do Brasil.

Os quatro grandes cariocas, Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense, também ensaiam uma saída do Clube dos 13. Pedem para negociar seus contratos separadamente. O Flamengo, que ficou ao lado de Koff nas urnas, se aproximou da CBF, ao contrário do São Paulo, que continua fiel. A CBF, por seu turno, joga contra o Clube dos 13 e é aliada dos dissidentes. Nas eleições passadas, a CBF apoiou o candidato que fazia oposição ao presidente Koff.

O Grêmio deve deixar o Clube dos 13, talvez amanhã mesmo. Não concorda com o modelo de negociação da entidade. O Inter pensa mais, já que é da diretoria. O ex-presidente Vitorio Piffero é vice-presidente da atual gestão.

O que se vê no movimento é que alguns clubes acham que podem ganhar mais dinheiro fazendo carreira solo, sem pensar no conjunto. Distante dos menores, de torcidas mais regionais, amapardos nas grandes audiências que geram suas torcidas nacionais, eles entendem que podem receber mais dinheiro das redes de TV numa negociação direta, sem intermediário, sem os executivos do Clube dos 13.

O cenário mostra, antes da questão financeira, uma mudança radical no futebol brasileiro. Pode estar nascendo uma liga, aos moldes das européias, onde os próprios clubes organizam seu campeonato. Mas uma liga passa por direitos legais, envolve a Justiça, talvez tribunais, e até o Governo Federal.

O certo é que o Clube dos 13, por diferente motivos, não consegue mais contentar (nem conter) todos os seus históricos sócios. É nem é culpa do Clube dos 13. Há um clara necessidade dos clubes brasileiros testaram o seu poder nestes novos tempos quando o futebol começa a gerar grandes somas financeiras, dignadas de Europa. Nem que seja para voltar dois passos atrás e se integrar ao Clube dos 13 outra vez em poucas semanas. Nem os clubes sabem direito o que desejam. Alguns estão pagando para ver, especialmente Corinthians e agora o Flamengo, os que têm torcedores em todos os cantos do Brasil e que acham que podem mais que os outros 18 da turma.

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Grêmio pode lucrar com a saída de William Magrão

23 de fevereiro de 2011 10

O Corinthians quer William Magrão. O pedido é do técnico Tite, fã do jogador que atua no meio-campo, que sabe marcar e apoiar. Magrão ocuparia o lugar de Jucilei, que está de saída.

Renato não deve usar Magrão na Libertadores se o Grêmio alcançar a próxima fase e inscrever novos jogadores. Até pensou em colocá-lo nesta fase, mas a vaga foi ocupado pelo argentino Escudero, uma contratação de última hora, uma sugestão da diretoria.

Magrão vem de uma lesão série, de um 2010 sem sequência de jogo e de indecisões, de entradas e saída dos DM. Mas seus últimos jogos no Gauchão mostraram que o problema no joelho foi superado.

Magrão, em forma, fará sucesso em São Paulo. Não tenho uma só dúvida. Ele tem bola para ser titular de qualquer time no país.

O Grêmio pode ganhar um dinheiro interessante pelo jogador, pode tentar uma troca, só não pode emprestar o qualificado meio-campo de graça aos paulistas, negociar só pelos salários. Seria um erro.

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Jaguares, Dunga e as incertezas de Celso Roth

22 de fevereiro de 2011 18

Ouvi na Redação, via Eduardo Gabardo (Rádio Gaúcha), parte da constrangedora entrevista de Celso Roth na sala de imprensa do Estádio Beira-Rio. Ouvi um técnico acuado, imprensado, indignado, desconfortável no seu ambiente de trabalho, acusando a imprensa e espetando a direção.

Parecia alguém em busca do seu boné, adeus, tô indo, deixei um titulo da Libertadores no museu, lembre-se de mim. Esperava um papo mais otimista na véspera de uma jogo decisivo da Libertadores. Mas Roth é muito duração. Não consegue sorrir de verdade. Está sempre trancado. Precupado, imaginando que tem alguém querendo o seu mal na imprensa.

Roth não era o nome preferido da atual direção depois do fracasso no mundo árabe, que queria Dunga no comando técnico em 2011 (Dunga que, segundo informação do colega Wianey Carlet, está próximo do Beira-Rio). Roth ainda é herança de Fernando Carvalho, mas Carvalho não é mais um homem inquestionável no Beira-Rio.

O Jaguares é o novo desafio do Inter, que precisa de uma vitória depois do inesperado e injusto empate no Equador, e de Celso Roth. Um tropeço, uma má atuação pode comprometer o futuro do técnico com as cores vermelhas. O que eu acho difícil, mas não impossível. O Inter se acostumou a não trocar de técnicos a cada competição.

O Inter tem quatro desfalques – D'Alessandro, o melhor do time, entre eles. Entra Zé Roberto, que tem alguma criatividade e deixa a equipe mais veloz, mas é um jogador muito irregular. Os mexicanos são velhos fregueses do Inter.

 A partida pode, por outro lado, significar a reabilitação colorada. Roth promete dois atacantes, Cavenaghi e Damião. Uma vitória muda tudo. O futebol se lê pelas letras dos resultados. Três pontos têm o poder de mudar tudo, a cabeça ou o sorriso de um técnico, por exemplo.

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O Dia D do Beira-Rio na Copa de 2014

21 de fevereiro de 2011 12

O Inter promete reunir seu Conselho Deliberativo (CD) outra vez nos próximos dias, talvez no dia 28. Hoje, 21, o CD se encontraria.

O CD, seguindo seus conselheiros, vai decidir se o clube se aproxima (ou não) de uma empreiteira nas obras de reforma do Beira-Rio. As reuniões serão importantes, encontros históricos, dias para desenhar o futuro.

Há um importante grupo de conselheiros que não aceita a parceira com uma construtora.

O clube não tem dinheiro próprio para bancar uma reforma no estádio, que pode abrigar um mínimo de três jogos na Copa do Mundo de 2014. Precisa de um parceiro rico. Mas a conta final, claro, mudaria de número.

O Grupo Andrade Gutierrez, que construiu a Usina Hidrelétrica de Itaipu (1984), por exemplo, é o nome mais provável caso o CD diga "sim".

Caso o CD barre a parceira, caso o clube repense o Projeto Mundial 2014, o Grêmio se farda e coloca a Arena na jogada.

A Copa do Mundo pode mudar de cor em Porto Alegre em rápidos dias.

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10 considerações depois de 20 dias de férias

21 de fevereiro de 2011 6

Depois das férias, três inacreditáveis curtas semanas na beira do mar, encontrei o cenário do futebol gaúcho completamente mudado:

1) Roberto Siegmann assumiu mesmo no Inter. Faz valer a sua mão forte. É o primeiro nome da renovação colorado, acostumados com os mesmos (e bons) nomes desde o começo da década passada.

2) Ao detonar o Inter B, Siegmann tocou no xodó do ex-presidente Fernando Carvalho. O projeto não deu certo, custava caro e Siegmann não aprovava. Agiu de forma correta. Escolheu apenas a data certa para anunciar o fim.

3) O Inter perdeu para o Cruzeiro, da Capital, imagine, nos pênaltis, sempre loteria, e está fora da fase final do Gauchão. Pagou o preço por ser campeão da Libertadores, por disputar o Mundial de Clubes em dezembro, nas férias, e começar mais tarde a nova temporada. Cada vez mais me convenço que o Bfrsil precisa mudar seu calendário. Alinhar os nossos torneios com os europeus.

4) O que parecia miragem de segundo semestre de 2010 se tornou realidade no segundo mês de 2011. O bom Grêmio de Renato é real. Continua vencendo. Fez boa estreia na Libertadores, vive as quartas de final do Gauchão.

5) Gostei da contratação de Bolatti, volante de seleção. Quero ver mais Cavenaghi.

6) Não gostei da contratação de Carlos Alberto. Acho que é bom jogador, mas nunca atuou no Brasil o que se esperava dele. Não sei se será titular no Olímpico. Mas é bom reforço de grupo. Não o tratem como craque.

7) Me surpreende os gol de André Lima. Confesso que não gostava do atacante. Via o centroavante como um jogador estático. Está mudando meu conceito. É titularíssimo. Borges, seu reserva. Ou muito me engano.

8) O Grêmio melhorou o grupo, que já é superior ao da temporada passada.

9) As mesmas críticas que se faziam ao técnico Celso Roth no semestre passado, antes mesmo, quando treinava o Grêmio, continuam sendo feitas no Beira-Rio. Roth não perdeu o cargo em dezembro porque Fernando Carvalho não deixou. Hoje, Carvalho está fora. O Inter vive nova realidade. Roth está sob severa observação.

10) As mesmas dúvidas que o torcedor colorado tinham com relação aos seus goleiros em 2010 continua vivas, diria vivíssimas, em 2011.

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