Não gosto quando os jogadores se fardam de torcedores e fazem piadas contra adversários, clubes rivais, dirigentes. Não gosto nem quando os dirigentes se fardam de torcedores. Eles torcem, óbvio, mas tem a responsabilidade que o torcedor comum não tem.
Ok, é brincadeira. Não pense que não tenho senso de humor. Meu humor é bom.
Prefiro a saudável piada na mesa do bar, na firma, na rua. Condeno a gozação no Twitter, assinado por um famoso como Damião, domingo, assim como condeno a atitude de Hugo, depois de um Gre-Nal no ano passado. São exemplos que eu não recomendo.
Acho o que o jogador de futebol é um profissional – e ele vive dizendo que é "um profissional" a cada entrevista, mas precisa de um juiz para cuidar dos seus passos durante um jogo e combater os fingimentos.
Jogador muda de camisa quase todos os anos. É profissional, certo. Um dia é azul, outra vermelho, "olha o Tinga aí gente", depois verde e, quem sabe, branco, um dia rubro-negro.
O jogador tem todo o direito de gozar o adversário. Censura é uma M... Mas ele, na sua gozação, tem o poder de indignar o outro lado, levantar a massa, ouvir respostas abusurdas, malucas, irresponsáveis, e correr o risco de provocar a turma que não precisa de provocação para aumentar sua voltagem.
Deixa a torcida fazer a brincadeira. Ela sabe e faz bem, quando civilizada.



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