D'Alessandro pegou gosto pelo Inter. Lembra um jogador criado no Estádio Beira-Rio. Não será surpresa se encerrar sua carreira de camiseta vermelha.
É colorado muito mais colorado do que muito colorado que só vai ao seu estádio em dia de festa ou em momentos de decisão.
D'Alessandro joga com se a camisa vermelha fosse a sua segunda pele. Ele se doa, se dedica. Deixa suor puro em campo, mas também talento. Libera um futebol que todos gostam de ver.
Ele é o melhor jogador do Inter, o diferente, o que serve e e o que cria, um jogador capaz de tirar o torcedor do conforto da sala, da hipnótica TV, e encaminhá-lo ao estádio, mesmo em dia de chuva.
Dá gosto ver D'Alessandro jogar.
Ele é capaz de enfrentar Celso Roth, de dizer o que quer e o que pensa. Roth pediu que ele tivesse mais "participação" nos jogos. Roth não sabe que ele já tem "participação". Só ele não sabe. Roth precisa perguntar aos adversários. D'Alessandro jamais terá uma participação semelhantes aos volantes. Ele é de outra raça. Roth sabe, mas não diz. Roth tem medo de elogiar bom jogador.



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