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Posts de abril 2011

O Gre-Nal, o favorito e as armas de cada um

29 de abril de 2011 2

Luiz Zini Pires, Leonardo Oliveira e André Roca discutem o Gre-Nal, analisam as possibilidades de cada time e dizem se o Inter, que está perto das quartas de final da Libertadores, é o favorito (ou não) no segundo e decisivo clássico de 2010.

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A taça rotativa do Gre-Nal

29 de abril de 2011 3

Duas taças estarão expostas no clássico 385 no Beira-Rio: Farroupilha e Gauchão.

Se o Inter vencer, leva só a Farroupilha, destinada ao campeão do returno do Campeonato Gaúcho, e chama mais dois Gre-Nais. Se der Grêmio, as duas copas enfeitarão a sala de troféus do clube.

A Taça Gauchão é rotativa. Para tê-la em definitivo, o clube precisa vencer três vezes seguidas a competição ou cinco alternadas. Instituída dois anos atrás, o placar da taça está 1 a 1, Inter (2009) e Grêmio (2010). Cada time fica com uma réplica do troféu.

A FGF aproveitou a decisão, pegou a Taça Gauchão no Olímpico e bancou pequenas restaurações. Ficou zero quilômetro.

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Inter busca segurança total no Beira-Rio do Gre-Nal

29 de abril de 2011 7

O Inter vai tratar a parte das arquibancadas em obras (1/4 do total) do Beira -Rio como se fosse uma torcida rival. Vai cercar todo o espaço. Levantar duas linhas de cercas de metal, cada uma com 2m30cm, outras duas linhas de cordas e mais uma parte reforçada com dezenas dos cerca de 400 BMs escalados para a decisão.

O clube quer anular qualquer possibilidade de o material das obras (concreto, tijolos, pedras) ser usado pelos vândalos quase sempre presentes (e indesejáveis) nos estádios brasileiros.

Um corredor de madeira de 3m de altura vai levar os torcedores do Grêmio direto do Parque Marinha do Brasil ao interior do Beira-Rio. Os gremistas não poderão ver a torcida do Inter no deslocamento, nem na entrada, apenas no interior do estádio – com os colorados se dará o mesmo.

Não haverá contato visual entre eles.

Como as duas torcidas precisam ver o jogos afastadas, não lado a lado, o Beira-Rio perde mais de mil lugares na separação.

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Inter segue a boa cartilha da Libertadores no Uruguai

28 de abril de 2011 22

O gol qualificado é um bálsamo. O Inter fez um, arrancou o empate em Montevidéu e joga pelo 0 a 0 (e mais qualquer vitória) no Beira-Rio, quarta-feira no horário maldito das 19h30min.

Foi um bom resultado (1 a 1) no campo adversário. Empate fora na Libertadores tem gosto de vitória.

O resultado, porém, não apaga as falhas do Colorado, especialmente no setor defensivo, que também não ganhou a proteção devida do meio-campo, muito aberto. O novo Inter de Falcão cometeu alguns erros da fase Celso Roth, especialmente no primeiro tempo. Muito toque de bola, raras conclusões. D’Alessandro foi mal outra vez, foi burocrático, mas apanhou. Foi o alvo preferido dos uruguaios.

Damião, autor do gol, continua uma ilha. Luta só contra um mundo de defensores. Sobis não encosta, não acerta.  Damião precisa de um companheiro com urgência, clama também pelas bolas altas, não ganha cruzamentos. Damião prova que centroavante é quase tudo numa Libertadores. Os bons tiram o time do sufoco, os mais ou menos são expulsos, como Borges. Não é mais possível ver Oscar na reserva e Sobis entre os 11. Oscar é titular.

O Inter decide tudo em casa, mas o Peñarol pode ser um time mais perigoso fora de casa. Usa velocidade e contra-ataque. Duas armas mortais. O Inter que se prepare. As quartas-de-final estão logo ali na esquina. Mas é bom não contar com a vaga antes do tempo.

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Carlos Alberto, X-9 e o Olímpico

28 de abril de 2011 18


Carlos Alberto desceu no Estádio Olímpico pelas mãos do primeiro escalão. Ganhou a influência do empresário Carlos Leite, que toca a instável carreira do jogador e que tinha ajudado muito o Grêmio no fosco ano da Série B, perdeu a Direção de Futebol que não queria ver o jogador nem pintado de azul. Venceu Renato que imaginava que o jogador poderia render nas suas mãos.

O mesmo Renato que pediu e levou Gabriel, Rodolfo, Gilson, Vinicius Pacheco, entre outros. Que Renato é bom técnico eu não discuto, questiono apenas contratações como a do zagueiro Rodolfo, por exemplo, e de Carlos Alberto, óbvio.

Com a demissão de Carlos Alberto na semana mais explosiva da temporada, depois da derrota na Libertadores, perto, muito perto, de um Gre-Nal, perdeu o Grêmio, o presidente, o técnico o jogador. Ganhou a direção de futebol que nunca acreditou no jogador, mas lhe deu guarida e nunca mostrou desconforto com a ordem que veio do andar de cima do Tricolor.

Carlos Alberto não acrescentava qualidade e ainda perturbava o ambiente. Foi correta a dispensa, quase um alívio. Deixa o clube um jogador que ninguém sabe como poderia agir numa partida valendo muito. Não fará falta. Não será lembrado com largos sorrisos. Cupla do jogador, exclusivamente dele. Tomara que ele fale. Dê a sua versão.

Alvo Azul

Dia 8 deste mês, numa tensa entrevista coletiva de final de tarde, no Olímpico, Renato acusou a imprensa de estar inventando historinhas sobre Carlos Alberto. Disse até que poderia haver um X-9 (delator) passando informações erradas.

Ontem, 20 dias depois, o polêmico jogador foi demitido pela direção.

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O que esperar de Peñarol e Inter

28 de abril de 2011 0

O Inter enfrenta o Peñarol logo mais à noite, no Uruguai, pelas oitavas de final da Copa Libertadores 2011. Neste Bola Dividida, Zini debate com Eduardo Gabardo e Sílvio Benfica, da Rádio Gaúcha, sobre o que o jogo promete.

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Adidas quer patrocinar Inter

28 de abril de 2011 16

Depois do assédio da Penalty, Adidas, que voltou com toda a força, e Nike, mais discreta, se aproximam do Beira-Rio.

A Penalty quer a ajuda do Inter, que tem uma antiga, política e sólida parceria com a Reebok, para se tornar uma nova referência no futebol. Pretende se transformar numa marca brasileira com ressonância mundial.

O país tem futebol, mas não possui uma marca brasileira que represente seu futebol pentacampeão no mundo.

A proposta da Adidas é de fazer tremer o Beira-Rio. E ainda paga qualquer multa.

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Messi supera Maradona

27 de abril de 2011 9

Não é todo o domingo, toda a quarta, quinta, sábade, tarde e noite, que se vê um Messi. O futebol se afirma e reafirma com Zidane, Romário e Ronaldo Fenômeno. Se anima com jogadores superiores. Messi é da mesma turma, família constelação.

O argentino é um extraterreste no Planeta Futebol. Não faz parte da turma que se exibiu no Estádio Santiago Bernabeu com as cores de Real Madrid e Barcelona, 2 a 0, dois gols de Messi. O Bernabeu que já abrigou Alfredo Di Stéfano, 84 anos, uma lenda. Já fez dele sua marca registrada, sua referência.

Curioso.

Di Stefano foi o melhor jogador do mundo na primeira metade do século passado (mas há controvérsias). Depois veio Pelé. Os argentinos diziam que Di Stéfano era melhor do que Pelé. Ai, nasceu Maradona. Os vizinhos mudaram de foco e coloraram seu Dez de Ouro acima do Rei. Só eles mesmos. Eles contra o resto do mundo.

Melhor jogador do novo século, logo será eleito o melhor do mundo pela terceira vez consecutiva, uma raridade, Messi faz o que Maradona fazia com a bola, lances geniais, garçom espetacular, e faz ainda mais gols. Só em 2010/2011, ele é o goleador do Campeonato Espanhol, da Copa do Rey, da Liga dos Campeões. Não é de outra competição porque não há.

Maradonistas de plantão defendem o jogador, que muito jogou/se atrapalhou sob o efeito de estimulantes químicos (ou você acha que ele só usava drogas na hora do recreio?), e dizem que Messi ainda não conseguiu chamar uma Copa de Mundo de sua.

Perfeito.

Messi tem somente 23 anos (é, 23), talvez tenha mais três Copas no seu rico horizonte. Tem uma no Brasil, em 2014, se vencer, se sua argentina tocar a mão na taça, ele não será só definitivamente melhor do que Maradona, o que já é, mas um deus na Argentina inteira. Prepare-se. Messi vem aí de azul e branco.

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Os 7 pecados do Grêmio em 2011

27 de abril de 2011 70

Perder com 10 um jogo da Libertadores (Universidade Católica, 2 a 1), mesmo em casa, não é vergonha. Mas perder e repetir erros antigos é pecado, mortal diriam os católicos mais gremistas 72 horas depois da Páscoa. O Tricolor tropeçou nos próprios erros.

1) Se sabe que Libertadores não se ganha sem zagueiro central e sem centroavante. Rafa Marques é um zagueiro inconfiável, falha em sequência. Sua deficiência apareceu em diferentes jogos. E ainda é um zagueiro que não impõe respeito na sua grande área, é frágil, facilmente intimidado. Os chilenos, com coragem de sobra, sambaram no seu quintal.

2) Ao perder André Lima, o Grêmio abdicou dos gols decisivos. Borges se entregou aos marcadores. Terça-feira, 26 de abril de 2011, Borges fez um dos fiascos da sua vida de jogador de futebol. Prejudicou seus colegas, indispôs seu técnico, pode ter jogado fora a Libertadores (pelo menos mais uma fase). Claro, no calor do jogo, o atleta perde a noção da realidade. Faz coisas malucas. Borges fez uma. É um dos principais culpados pela derrota, ao lado de Marques. Eu imagino que Borges está com vontade de ir embora do Olímpico.

3) O Grêmio 2011 não sabe jogar libertadores, não sabe o que significa um jogo, não entende a realidade, a psicologia da competição. Falta experiência no torneio latino. Os jogadores se comportaram como eternos habitantes do Gauchão e sem passaportes. Se jogavam, caiam depois do mais simples empurrão, simulavam faltas. Estavam mal orientados.

4) Quem conhece Néstor Pitana, argentino da Fifa que não merece o escudo, sabe que ele é um árbitro que deixa o jogo correr (o que é muito bom), que tolera faltas comuns na nossa cultura de futebol e que aceita a violência (o que é péssimo). A derrota passou um pouco por ele, que expulsou Borges com acerto, mas poderia ter expulsado o chileno que agrediu Rochemback ainda no primeiro tempo. A derrota passou pelo árbitro “também”, mas às vezes a vitória “também” passa.

5) Coletivamente o Grêmio foi péssimo. Os reservas não repetiram os titulares, entre outros 10problemas, mas Grohe fez uma grande defesa, segurou o 2 a 1, Gilson foi o mesmo Gilson de sempre e assim será em outros jogos. Renato perdeu justamente no dia em que usou três volantes (Rochemback, Adilson e Wilson Magrão). Perdeu porque os seus laterais não funcionaram, porque Douglas assistiu o jogo, apesar do golaço, e porque o ataque jamais ameaçou os chilenos, que estava mais organizados, chegaram junto, bateram quando acharam necessário, intimidaram alguns jogadores gremistas. Rochemback jogou sozinho no meio-campo, correu como um desesperado em busca da vitória. Outros gremistas também correram, se esforçaram, mas depois que Borges recebeu o vermelho tudo ficou mais difícil. Aí, faltou qualidade. Nem banco legal havia,

6) É sempre um perigo colocar nas costas de uma jovem revelação de 17 anos o peso mastodôntico de uma decisão. Leandro sentiu. Muito. Não conseguiu uma só jogada especial, sua qualidade ficou escondida na defesa adversário. Mas ele tem fututo, claro. Usar Carlos Alberto é um risco para o Grêmio, um alívio para o adversário. Chamar Lins é um gesto de desespero. Em quatro meses de Olímpico o atacante, que chegou a ser cortado da lista da Libertadores, mas depois voltou, não fez uma só partida digna de aparecer entre os titulares.

7) Uma derrota sempre passa pela direção, assim como a vitória. A derrota na Libertadores ( a recuperação será obra de um titã, que o Grêmio de hoje não é), espelha o frágil grupo que a direção montou, com a ajuda da gestão passada e com o ok desconfiado de Renato. Sem conhecer o mercado local e internacional, a direção buscou jogadores comuns, ficou com alguns que não havia dado certo na temporada anterior e ainda fez contrato de risco com Carlos Alberto (que tem todo o direito de se pronunciar no Twitter, vida a liberdade de expressão, mas abaixo o nonsense).

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Gre-Nal no Twitter

27 de abril de 2011 33

O Grêmio superou o Inter em número de seguidores no Twitter.

Os azuis têm 93.914 seguidores.

Os colorados, 39.029.

Entre janeiro e abril, o Grêmio registrou um aumento de 40,29% no número de seguidores, o Inter, 15,38%.

Segundo a pesquisa da Trevisan Gestão do Esporte, de São Paulo, foram encontrados apenas cinco cadastros oficiais de jogadores do Grêmio e sete do Inter.

Kaká)é o jogador com maior número de seguidores (3.259.548) no mundo.

No Brasil, Ronaldinho lidera (1.160.473).

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Vitória não basta no Olímpico. É preciso escore largo

26 de abril de 2011 20


Vencer é pura obrigação. Fazer escore largo é uma questão de sobrevivência.

O Grêmio não vê uma terceira via no jogo das 19h30min no Olímpico (horário absurdo, que complica a vida do cidadão, que fere ainda mais o desconfortável habitante de Porto Alegre, que atrapalha o deslocamento do torcedor do interior ou da Região Metropolitana, e que deve afetar também os colorados em uma semana. A Conmebol é de um atraso latino).

Em certo momentos da Libertadores, no mata-mata, é proibido errar. A margem de erro do Grêmio é zero. A confiança da torcida não é 100%.

O Grêmio de 2010, da descoberta de Renato, quase não apareceu nos primeiros quatro meses de 2011. Culpa da ausência de Jonas, da lesões, das mudanças, na nova realidade, na qual Carlos Alberto desembarcou como uma certeza (só para os que não o conheciam), da falta de grandes reforços, da ausência de revelações da base, com exceção do promissor Leandro. A falta de dinheiro no Olímpico é tão real como a sua grama nota 10.

Não precisa dizer que o Grêmio precisa atacar, o de Renato ataca sempre, não se segura. O que o time precisa é de um bom jogo de Douglas, que pode fazer a diferença, ao lado do jovem Leandro, de um bom jogo ofensivo de Gabriel e Gilson, os dois laterais, e de mais disposição de Borges.

O atacante ainda não sabe que centroavante paradão é o preferido dos zagueiros. Eles adoram os atacantes que permanecem fincado nas imediações da grande área, não saem para os lados, não tabelam, nem chamam o jogo. A zaga os classifica como “atacantes zero a zero”.

Borges não vai querer pagar um mico outra vez. Vai?

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Leandro Vuaden ou Márcio Chagas no Gre-Nal

26 de abril de 2011 2

Em nome do Gre-Nal decisivo da Taça Farroupilha, a FGF preservou Leandro Vuaden (Fifa) e Márcio Chagas (aspirante a Fifa) nas semifinais.

Sexta, às 15h, na sede da FGF, os dois melhores árbitros gaúchos entram no sorteio do clássico do próximo domingo.

Caso haja mais dois confrontos (dias 8 e 15 do mês que vêm), os mesmos árbitros devem entrar no outro sorteio.

A FGF pensa também em oferecer uma oportunidade para Jean Pierre Gonçalves de Lima, 31 anos, que fez um bom Gauchão e está sendo observado pela CBF.

O único bandeirinha definido até agora é Altemir Housmann (Fifa), que esteve na Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Seu companheiro será escolhido depois. Se os assistentes forem bem, ficam juntos para os outros dois clássicos, caso o Inter vença domingo. Se cometerem erros graves, serão substituídos

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Duelo do Grêmio contra o Universidad Católica

26 de abril de 2011 0

Em mais um Bola Dividida, Zini recebe os repórteres André Silva, da Rádio Gaúcha, e Leandro Behs, de ZH, para falar sobre o jogo entre Grêmio e Universidad Católica, pelas oitavas de final de Libertadores 2011.


Confira o vídeo

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Grêmio e o mata-mata no Olímpico

25 de abril de 2011 29


O Grêmio disputou 25 confrontos mata-mata nas suas 13 participações na Copa Libertadores da América.

Só em oito partidas decidiu a classificação fora do Olímpico. O aproveitamento tricolor é de 50%: quatro vezes se classificou (passou de fase) ou foi campeão – como em 1995, quando jogou na Colômbia a decisão contra o Atlético Nacional.

 Dos oito primeiros jogos com o apoio da torcida no Olímpico, em três o Grêmio conseguiu vantagem de mais de um gol.

Vencer a Católica com um escore folgado é o melhor caminho para passar de fase em Santiago do Chile.

O Grêmio jogou três vezes com os chilenos. Empatou duas partidas  (2 a 2, ambos fora do Brasil) e fez 5 a 1 no único jogo no Olímpico, em 1998.

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Quem joga Gre-Nal em casa arranca com vantagem

25 de abril de 2011 21

O Gre-Nal vem aí. O Grêmio perdeu Victor e Lúcio. O Inter, Bolatti, expulso em Caxias.

Quem perde mais? Perde o Tricolor, que não verá dois titulares pelos próximos 30 dias.

O Grêmio não tem reservas iguais (ou parecidos) aos titulares. Pelo contrário, há crítica em relação aos dois reservas, Marcelo Grohe e Gílson. O lateral Gílson ouviu vaias em jogos recentes. Eles precisarão provar que a torcida está errada.

Sem Bolatti, Falcão tem Tinga, que chegou do futebol europeu. Caso queira algo diferente, o técnico pode chamar Wilson Matias, que era do futebol mexicano. O torcedor prefere Tinga. O volante Matias é alvo de críticas.

O grupo do Inter é mais qualificado. Falcão tem ao seu alcance um número maior de opções, seja na defesa, meio-campo e ataque. Falcão tem 15 dias de trabalho. Renato tem nove meses. Um conhece melhor o seu grupo do que o outro.

O Gre-Nal do Beira-Rio vale o título do Gauchão para os azuis, a Taça Farroupilha para os vermelhos e, no caso de uma vitóeria, ainda a chance de jogar mais dois clássicos pela hegemonia regional. O jogo está imprensado entre quatro partidas pela Libertadores (duas em Porto Alegre). Mas ninguém se queixa. O torcedor quer o clássico, os jogadores o que mais querem é uma sequência de grandes jogos, estádios lotados, espaços escancarados na mídia.

O futebol gaúcho está na melhor vitrina. E é o que todo mundo deseja, grandes jogos, decisões, jamantas de adrenalina.

O Inter leva vantagem por jogar na sua casa (O Grêmio levaria a mesma se o jogo fosse no Olímpico) porque conta as plamas dos fãs. Mas Gre-Nal é clássico e os clássicos dispensam favoritos.

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Inter mostra força e união, mas ainda futebol carente

24 de abril de 2011 46

Gostei mais da vontade do Inter na Serra do que do futebol do Inter na suada vitória sobre o remodelado Juventude (2 a 1). Três pontos justos, bolas no poste, zagueiro tirando a bola quase da risca do gol mostraram que o Colorado foi superior.

Não observei grandes progressos no Inter de Falcão. Entendo. Em quatorze dias, o técnico não sabe ainda nem o nome de todos os jogadores do seu grupo. Futebol é trabalho (treino pesado) e repetição, repetição. Falcão vai melhorar o time, acredito. Mas seu trabalho ainda não deu a qualidade que o Inter pode ter.

Um dos problemas do Inter foi a ausência de D’Alesandro, o garçom favorito dos atacantes. Damião, dono de uma jogada espetacular antes do gol de Tinga, viveu só no ataque, não teve apoio, a colaboração de Sobis, os cruzamentos de Nei e Kleber. Um dos alimentos favoritos do cabeceador Damião é a bola aérea.

A defesa parece mais segura, melhor postada, com Guiñazu mais fixo, procurando evitar a correria rumo ao gol adversários em momentos desnecessários. Aí o dedo de Falcão, com certeza.

Com a vitória, boa vitória, o Inter chama o Gre-Nal para a sua casa. Sai em vantagem, jogar em casa dá mais tranquilidade, a certeza de que a torcida pode ajudar na vitória. A vantagem é vermelha, por atuar em casa, mas em Gre-Nal, como sempre afirmo, não há favorito. Clássico é outro jogo, não pertence aos encontros normais do futebol. Está acima. Raros ousam oferecer favoritismo aos 11 daqui ou aos 11 de lá. 

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Marcelo Grohe, Gílson e os seus desafios

24 de abril de 2011 6

O Grêmio ganhou o direito de decidir o título da Taça Farroupilha (e ganhar a taça do Gauchão 2011 em 90 minutos), mas perdeu Victor e Lúcio. Mas não culpe o gramado sintético do Passo D’Areia. As lesões poderiam ter acontecido em qualquer lugar, no Olímpico, num treino, no Interior ou na Libertadores.

O Grêmio venceu bem o Cruzeiro, que tem um time legal, qualificado, bom de bola (e é uma pena que não vai conseguir mantê-lo) num jogo bom, equilibrado, com emoção até o segundo final. Não fez um grande jogo, apresentou falhas na defesa, mostrou um Borges ainda fora do seu ritmo e um Douglas completamente desligado.

Mas, por outro lado, Gabriel se apresentou mais, o jovem Leandro foi decisivo outra vez, Adilson começou a chutar ao gol adversário, William Magrão saiu com todos os prêmios (se é que ainda existem) de melhor em campo.

Renato tirou Borges e usou Carlos Alberto, que entrou ligadíssimo e logo no primeiro lance fez uma falta de cartão amarelo, que o juiz Vinicius Costa deixou passar. Carlos Alberto é um jogador inconfiável, repito, que parece algo desequilibrado em campo. Renato precisou domá-lo aos gritos e, assim mesmo, não 100%. Renato é o único que ainda confia no meia. Você acredita em Carlos Alberto?

Renato mudou mal. Tirou o centroavante, colocou um meia, perdeu a referência ofensiva. Depois, corrigiu. Usou Lins.

Na soma da partida, o Grêmio foi bem. Na soma da temporada, o Grêmio não mostrou um milímtro de evolução. Os jogos são cada vez mais decisivos e o time não mostra progresso. O coletivo não cresce. Joga para o gasto, como atuou no sábado feio e chuvoso da Capital.

Lúcio e Gílson

Sem Lúcio, Renato usa Gílson, que joga menos, já ganhou uma boa sequência de partidas e nunca se firmou.  Ele tem velocidade, mas não tem inteligência no futebol para acompanhar as suas jogadas agudas. Cruza, quase nuca olha para o alvo do cruzamento, baixa a cabeça e levanta a bola e, claro, passa mal. A velocidade é o seu sustento, o que é muito pouco para um lateral tricolor na Libertadores.

Com Lúcio na frente da TV, Gílson vai precisar jogar um futebol que nunca mostrou em oito meses na Capital.

Víctor e Grohe

Sem Victor, entra Marcelo Grohe, que joga no Grêmio desde 2005. Com a chegada de Victor, Grohe nunca mais ganhou uma boa sequência de jogo. Fica difícil saber se ele evoluiu, se tranformou, ganhou experiência, aprendeu, corrigiu velhos problemas. Marcelo tem um boa referência, Victor, e um professor qualificado, Francisco Cersósimo, que é o preparador de goleiros no Olímpico e tambem da Seleção.

Victor fica fora 30 dias. Grohe vai conhecer o desafio da sua vida.

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Mário Fernandes, Renato e um DVD

22 de abril de 2011 24

Duas semanas depois de Carlos Alberto, que pediu dispensa, Mário Fernandes coloca uma bola nas costas de Renato e falta ao treino na véspera de um jogo decisivo. Quando tudo precisava estar certo, tudo ok, afinal é véspera de decisão, a irresponsabilidade entra em campo e afeta os colegas, o grupo, o time.

O jogador teria dormido demais. As razões que o levaram a estender o sono pela manhã quase inteira da Sexta-Feira Santa não foram revelados. Mas o Grêmio sabe os motivos nada santos.

Conheceu e não gostou. Não divulgou. Claro, ele ainda é um jovem, ganha muito bem e nós não temos que tocar na sua vida particular. Claro, desde que não afete seu trabalho no Grêmio. Como afetou, todo mundo ficará de olho vivo no ontem zagueiro, hoje lateral, amanhã, talvez, volante.

O Grêmio não está fechado, concentrado, no Gauchão nem na Libertadores. Não se vê nem a direção agindo em bloco, indo aos jogos, trabalhando nos bastidores, cumprindo 100% o seu papel.

Nas fases decisivas do Gauchão e da Libertadores, ao contrário de crescer, o Grêmio parece estacionar. Não se vê em campo o time fazer a diferença, ogferecer algo mais, jogar em nome da superação, já que falta futebol. Não joga uma partida melhor do que a outra. Pelo contrário.

Renato poderia mostrar aos jogadores o DVD de Argentinos Juniors e Fluminense (2 a 4). Há boas lições naqueles históricos 90 minutos em solo portenho.

Outro bom exemplo de dedicação e amor ao trabalho (já que o jogador se define como um trabalhador) estão em Real Madrid e Barcelona (1 a 0), jogo do título da Copa do Rey 2011, quarta passada. José Mourinho mostrou como se faz um grupo de jogadores milionários correr atrás da bola quando enfrenta um time técnicamente superior. Vale ver, rever, exibir e questionar.

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Jogadores do Inter teriam combinado reação às vaias

22 de abril de 2011 37

Os jogadores do Inter estão inconformados com a torcida. As vaias no primeiro tempo na partida com o Emelec fizeram muito mal. Nos dois gols, quarta-feira, os atletas não festejaram com os fãs no Beira-Rio. Comemoram entre eles no primeiro, quase não se abraçaram no segundo. Damião festejou solitariamente. Exibiram todo o seu desconforto. Tudo teria sido combinado no intervalo.


Eles acham que a torcida anda exigente demais. A sequência de títulos mudou o comportamento de uma parcela dos colorados, que não tem paciência, grita logo na primeira jogada errada. Vaia ainda no começo do jogo.

Nas cadeiras, uma parte se ergueu contra outra, que criticava. Pediu calma, que deixassem a vaia, se fosse o caso, para o final do jogo, decisivo, da Libertadores. Uns entenderam outros nem tanto.

Sempre calmo, o presidente Giovanni Luigi deixou a sua tranquilidade de lado e criticou o comportamento de parte da torcida no estádio. Deu voz aos jogadores, que não podem se indispor.

Mais tarde, nas entrevistas coletivas, os jogadores afirmaram que o apoio da torcida é uma troca. Hoje há um ruído entre as duas partes.

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Koff e o Grêmio 2012

22 de abril de 2011 5

Não é 100% certa a candidatura de Fábio Koff à presidência do Grêmio em 2012.

Conselheiros próximos a Koff, colegas de gestão nos anos 1990, ainda não ouviram um “sim” do dirigente histórico.

Mas aguardam, ansiosos.

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Grêmio começa novo CT em setembro

21 de abril de 2011 1

A pedra fundamental do novo centro de treinamento gremista será lançada no dia 15 de setembro, uma quinta-feira, na frente da Arena, no Bairro Humaitá, em Porto Alegre, numa área de sete hectares. A data coincide com o 108º aniversário do clube. O projeto do CT será apresentado em 30 dias.

O novo espaço será destinado basicamente aos profissionais. A base permanecerá em Eldorado. Como o Olímpico começará a ser demolido no começo de 2013, o Grêmio ficará sem seu campo suplementar.

A ideia é inaugurar o CT no final de novembro do ano que vem. Dezembro está reservado para a abertura do novo estádio.

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Retranca de Mourinho segura Barça na Copa do Rey

20 de abril de 2011 6

Dos quatros jogos (La Liga, Copa do Rey e Liga dos Campeões), Barcelona, o melhor time do mundo, e Real Madrid, não vive entre os cinco, já disputaram dois. O Madrid saiu na frente. Empatou um (1 a 1), ganhou o segundo (1 a 0) na prorrogação em Valência (campo neutro), sob os olhos de 55 mil fãs.

O segundo encontro foi equilibrado, com chances de gol desperdiçadas dos dois lados. Vi na tela do computador. O jogo merecia ter sido 2 a 2. Ganhou que foi abençoado pela sorte. O Madrid já fez o que poderia fazer. Os próximos dois jogos, os mais importantes, serão do Barcelona.

Ah, Messi (foto acima) fez uma partida discreta. José Mourinho armou uma superretranca. Três jogadores rondaram os calcanhares do argentino. O Madrid, com uma forte marcação, dominou o primeiro tempo, teve chances de gol, o adversário mandou na seguna parte. O Barcelona teve mais posse de bola, o que é normal, mas não conseguiu furar o bloqueiro do Madrid.

Cristiano Ronaldo, autor do gol, aos 103 minutos, jogou bem, mas ainda não foi o grande nome que é, apesar do gol decisivo.

A Copa do Rey da Espanha, 2010/2011, foi o primeiro título em três anos do Real Madrid. Foi o 18º titulo do Madrid, o Barça tem 26.

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Corinthians cancela festa no Olímpico

20 de abril de 2011 8

Adriano, ex-jogador de Inter e Roma, sofreu ruptura total do tendão de Aquiles. Deve ficar cinco meses longe da bola e do time do Corinthians (ou até bem mais). Ele fez uma cirurgia hoje no Hospital São Luiz, em São Paulo. Foi tudo bem, segundo o clube.

O pesado atacante deveria estrear contra o Grêmio, no Olímpico, dia 22 de maio, um domingo de Brasileirão. O marketing do Corinthians queria fazer uma grande festa, um evento de repercussão nacional, e já planejava conversar com a direção gremista para pedir um espaço especial para a torcida paulista no Olímpico e ouitros espaços para organizar a festa.

A lesão atrapalhou todos os planos.

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Falcão precisa de tempo para dizer quem é quem no Inter

20 de abril de 2011 20

Falcão ganhou duas partidas. Seu novo Inter jogou 180 minutos, marcou três vezes, sofreu zero gol. Venceu no Gauchão e na Libertadores. Fez 100%, atuou sempre no Beira-Rio. Ganhou, mas não convenceu. Ainda não jogou o futebol que todos esperam, agurdam, rezam.

Normal.

O Inter de Falcão apresenta quase os mesmos problemas de Celso Roth. Parte da torcida que foi ao Beira-Rio ver Inter e Emelec vaiou o time, o que provocou a ira dos dirigentes colorados. Sobis, indignado, nem festejou o gol. Balançou as redes e fez cara de brabo.

O mau futebol do primeiro tempo é culpa de Falcão. Não. É mais dos jogadores, creio. D’Alessandro foi um sonolento espectador na primeira fase. Dormiu. D’Ale é o jogador que pode fazer a diferença. Ele e os gols do matador Damião.

Uma semana não é nada quando se analisa o trabalho de um técnico. É impossível buscar um conceito, um bom, um muito bom, um zero. Técnico precisa de tempo para trabalhar. Sem treino, o time não exibe a cara do novo treinador. Qualquer crítica é apressada, qualquer elogio é exagero.

Melhor do que o Inter de hoje, que se viu em campo em duas partidas, são os conceitos de Falcão nas entrevistas. Roth deveria ouvir as sus entrevistas pós-jogo. São lições. Uma constelação de volantes não faz parte do  firmamento de PR Falcão. Seu sonho é ousar, criar e atacar. O Inter vai correr riscos. Mas não será burocrático.

Falcão tem, pelo menos, dois acertos: Andrezinho e Sobis entre os titulares, e ainda sacou Índio. Ele não pode mudar radicalmente um time no meio de duas competições onde o mata e o mata-mata dedicem tudo. Falcão precisa de um tempo, mas o futebol nem sempre libera seu cronômetro.


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Colorado na Europa em julho

20 de abril de 2011 18

No final de julho, o Inter disputará a Copa Audi, em Munique, com Bayern, Barcelona e Milan. Na edição anterior, o jogo de abertura entre alemães e italianos atraiu 61 mil espectadores.

Na decisão entre Bayern, que venceu nos pênaltis, e Manchester United, o Allianz Arena recebeu 64 mil pessoas.

Na edição 2011, na Alemanha, jogarão Bayern, Milan, Barcelona e Inter. Serão dois jogos. Os vencedores disputarão o título. Ainda não saiu a ordem das partidas, que o Inter enfrenta na estreia.


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