O gaúcho viu dois clássicos no mesmo Beira-Rio no mesmo domingo de maio. O primeiro se encerrou aos 65 minutos, depois da justa expulsão de Guiñazu, que ainda abusa do carrinho, jogada que precisa ser banida do futebol.
Até os 25 minutos do segundo tempo, o Inter mandou no jogo, dominou, criou, fez o gol, teve outras chances. Poderia ter ampliado. Não seria errado se voltasse ao vestiário com um 2 a 0. Não mesmo.
Falcão pensou certo o clássico. Deu ao time jogadores de bom toque de bola e contou com Andrezinho, numa jornada especial, apostou na qualidade de Oscar, liberou mais D'Alessandro. O trio levou pânico ao setor defensivo tricolor. Os três volantes azuis não consegui segurar os colorados. O gol saiu ao natural, no ritmo da pressão. Damião, outra vez, marcou.
Andrezinho foi o melhor em campo. (Ele renasceu com Falcão) Criou um corredor pelo seu lado esquerdo, esteve no meio, na defesa e no ataque. Correu, cruzou, lançou e chutou.
Depois, com 10, o Inter caiu, recuou e o Grêmio ocupou espaços, pressionou e empatou (1 a 1) quase no final. O clássico mostrou o que todos sabem. Que o Inter tem um grupo superior. O resultado não passou pela arbitragem de Márcio Chagas, apesar das declarações destemperadas do homem de futebol do Inter.
A vitória nos pênaltis pode brindar qualquer um. Mas fica mais difícil vencer quando um atacante, como Borges, faz uma cobrança displicente, como se estivesse num treino de final de tarde e sem compromisso algum. O Inter teve mais qualidade nas cobranças e levou a Taça Farroupilha, chamou mais dois clássicos.
Seria justo de qualquer maneira. Nos 90 minutos, o Inter dominou um hora ou mais. Mereceu a taça. Espero que os outros dois clássicos sejam dedicados ao futebol e que só os jogadores e treinadores tenham voz. A torcida não merece ouvir o que não quer.



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