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Posts de maio 2011

Jogador profissional precisa jogar e não ficar magoado com críticas

31 de maio de 2011 18

Era só que faltava agora.

Jogador ficar magoado pelas críticas do técnico. Ah, grupo sensível, carente, atormentado.

Ora, a crítica faz parte da vida. Eu sou criticado quase todos os dias no meu trabalho, seja pelos meus editores, que às vezes gostam, outras vezes não gostam do que eu escrevo. Sou criticado pelos leitores, a quem ouço, leio e respeito. Você, que tem um trabalho, vive no mesmo e instável barco.

Jogador brasileiro precisa ser profissional. Entender as críticas. Não é por críticas ou elogios que ele vai jogar mais (ou menos). É pelo salário, pelo clube que o paga, com esforço enorme, todo o final do mês. É por ser profissional, pela profissão que abraçou, por ser ético e responsável.

O jogador brasileiro (e outros estrangeiros) que não gosta de correr, e tem muitos e você sabe alguns nomes de cor, deveria se espelhar em Messi. O que ele se dedica em campo é uma grandeza. Ele é um exemplo, é um profissional. Não se esconde, não finge cansaço, nem volta só até perto do meio-campo.

Nas entrevistas, o jogador gosta de se dizer profissional. Em campo, não é sempre assim. No vestiário, muitas vezes não é. Ou ele abraça a profissão ou vai se arrepender depois.

Agora, é difícil acreditar que jogadores experientes e com altos salários vão se abater com uma simples crítica. Não acredito. O problema, então, não é a crítica. É outra coisa qualquer.

Os jogadores são comandados e precisam respeitar o comandante. Não temer. Respeitar. Se o elo quebrar, a direção precisa agir. Vestiário forte precisa de comandante forte. Não há uma terceira via.

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Falcão e a crise no vestiário colorado

31 de maio de 2011 55

Falcão disse o que os torcedores falam em casa, com os amigos, nos parques, nas mesas da melhor cerveja, nas arquibancadas do Beira-Rio. Com o grupo atual, não haverá bom Brasileiro, vaga na Liberadores ou o tão sonhado título nacional.

O técnico foi claro e direto. Teve a coragem de dizer o que muitos pensam. Falou só a verdade.

Quem tem medo da verdade no Beira-Rio? Os jogadores? Os dirigentes? A torcida?

Acho inacreditável que as declarações de Falcão tenham afetado o “sensível” grupo do Inter. Não pode. A maioria, grande maioria, dos jogadores colorados é experiente e sabe o real significado da declaração do treinador. Nada contra o grupo, tudo a favor dos reforços, de um futuro melhor. Felipão usa o mesmo o discursos todos os dias desde os anos 1990. Nunca vi ninguém desgostoso. Quem ficou, mudou de clube.

Falcão ainda não conseguiu contratar um só jogador, trabalha com o grupo dos outros. Tem menos de dois meses no cargo. Não defendo Falcão, sei que ele tem problemas para organizar o time. Não tem um bom começo, apesar do título do Gauchão perdeu o rumo da Libertadores em Porto Alegre, mas cobrar tudo de um técnico que recém começou um trabalho não parece muito justo. Todos ganham um tempo. Aí sim as cobraças podem ser duras de verdade e com justiça;

O atual grupo teve três técnicos em menos de um ano. Dois saíram reclamando da vontade dos jogadores, que dominam o vestiário do Inter, o que não é segredo. Falcão teve a coragem de enfrentar D’Alessandro. Não vejo D’Alessandro suando a camisa em todos os jogos do Inter. Você vê. Não discuto do seu bom futebol. Questiono apenas a sua dedicação.

Quem não quer Falcão hoje? O vestiário? A torcida? Os dirigentes?

Será que um técnico pode mudar um time em menos de 60 dias?

Será que o vestiário colorado ainda tem a vontade de vitória de outros tempos, a mesma tesão, a dedicação. É uma pergunta. E eu não tenho a resposta. Você tem?

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O futuro dos reforços gremistas

31 de maio de 2011 1

Grêmio espera contar com Gilberto Silva e Miralles em três semanas.

Marquinhos pode estrear domingo.

Mas Paredes não saiu da mira.

O Grêmio apenas adiou a investida final.

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Com e sem Carlos Alberto

31 de maio de 2011 7

O Grêmio vai pagar 50% do salário de Carlos Alberto no Bahia.

Mesmo assim, e sem os dividendos de Borges, o clube poupa mais de R$ 350 mil mensais.

A folha de pagamento, no entanto, deve passar bem dos R$ 5 milhões mensais com os reforços.

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Entre Miralles e Paredes

31 de maio de 2011 7

Miralles e Paredes respeitam dois modelos de negócios distintos.

O argentino, 27 anos foi contratado junto ao Colo-Colo, que lucrou com o negócio, e os seus direitos federativos pertencem agora ao Grêmio, que pode revendê-los mais adiante, se for o caso.

Com Paredes a ideia é outra. O atacante rescinde contrato com os chilenos, o clube não ganha ou recebe pouco, e quem fatura é o jogador. Com 30 anos, será difícil negociá-lo mais tarde.

A contratação de Paredes é dada como quase certa no Olímpico.

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Grama do estádio próximo jogo do Inter é de Gauchão

31 de maio de 2011 2

O Morenão, que recebe América-MG e Inter, domingo, em Campo Grande, recebia 45 mil espectadores na inauguração, em 1971. A capacidade caiu para 15 mil após quatro décadas de uso sem manutenção adequada. Treze mil ingressos estão disponíveis para o jogo.

Os organizadores esperam menos de 6 mil pagantes, quase todos gaúchos. A cadeira custa R$ 100.

A grama do estádio, assim como a iluminação, é ruim. Os buracos foram tapados com areia e a grama está seca, dura e mal cuidada.

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Renato, Falcão e o Brasileirão 2011

30 de maio de 2011 27

Grêmio e Inter estão abaixo da linha do razoável em apenas 15 dias de Brasileirão. Não brigam pelo título, não lutam pela Libertadores. Os azuis estão em sétimo lugar, os vermelhos em 15º. Não plantam a esperança. Só a desesperança.

Oito posições separam a Dupla, mas as críticas dirigidas aos dois são quase as mesmas. Miram os técnicos, os esquemas, os jogadores, os lentos dirigentes.

O Grêmio tem uma desculpa pronta. Está jogando com sete reservas . Seu time muda muito a cada jogo, não mantém uma base e sofre com carência em diversos setores. O Grêmio é uma fábrica de lesões. Ninguém explica. As decisões são adiadas.

O Inter, não, o Inter, que até semanas atrás era incensado por exibir um dos grupos mais qualificados do Brasil, ainda não reencontrou o futebol perdido no começo do segundo semestre de 2010. Perdeu em casa, foi derrotado pelo organizado Ceará e a torcida colorada cobrou o time com vaias no Beira-Rio. Não foram as primeiras do ano. As vaias estão cada vez mais comuns.

O Grêmio perdeu em casa para o Corinthians, de virada, na estreia. Ganhou três pontos no domingo seguinte, no Paraná, com um gol contra. Mas fez uma má apresentação outra vez, raros escaparam da má jornada. A volta de Rafa Marques mostrou que todos os zagueiros gremistas são muito parecidos, quase de um mesmo nível, com exceção de Mário Fernandes (mas será ele um zagueiro?). Se vier outro, precisa ser um titular indiscutível. Os reforços devem melhorar o time aos poucos, mas só estreiam em agosto – se a janela de transferência não ganhar nova data.

Falcão ainda não achou seu time ideal e, cá entre nós, nem o time mais ou menos. Procura uma formação tática. Comete alguns erros, como insistir com Daniel e Rodrigo, ignorar Juan, apostar em três volantes, esquecer Oscar, manter Leandro Damião isolado. Falcão tem o tempo ao seu lado, é uma desculpa imediatada. Ele ainda não tem 60 dias no cargo. Técnico não faz milagre. Mas Falcão poderia estar fazendo um pouco mais. O começo do Inter no Brasileirão não recomenda ninguém no Beira-Rio.

O Brasileirão completou apenas duas rodadas. O começo é ruim. É cedo, seu sei. Mas quem acredita num rápido e positivo recomeço? Eu não. Não pelo que observo, não pela movimentação das duas direções. Os próximos meses não serão amenos no Olímpico e Beira-Rio. Prepare-se. Um novo semestre de emoções fortes.

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Damião e o mercado da bola

28 de maio de 2011 5

Homem do futebol do Inter, Roberto Siegmann ouviu que o Benfica ofereceria 15 milhões de euros por Leandro Damião.

Não acreditou.

Ele acha que, em recessão, o mercado da Europa Ocidental está retraído, sem dinheiro para grandes investimentos.

Hoje acredita mais no poder econômico dos russos no futebol.

Os conterrâneos de Tolstoi têm dinheiro, nem sempre legal, mas seus euros (dólares) são aceitos no mundo inteiro.

O Tottenham também quer o jogador. Mas eu não creio que os ingleses paguem R$ 25 milhões por um jogador que ainda busca seu espaço, apesar da sua força goleadora. O mercado é dinâmico. Negociações morrem (e dão certo) em menos de 24 horas. Creio que os espanhóis se arriscariam mais por uma atacante como Leandro Damião.

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Colo-Colo e a Operação Paredes

28 de maio de 2011 1

Ao contrário de Miralles, que é argentino, o chileno Paredes vive numa zona de conforto no seu país. Tem um bom salário, é ídolo da torcida, tem vaga na seleção. Não se queixa, está em casa, tem 30 anos.

Miralles queria sair.

Paredes também quer, mas não vai bater na porta dos dirigentes e insistir.

O Grêmio volta à carga por Paredes na semana que vem. Acha que pode convencer o chileno. A arma gremista é um bom salário, luvas, tudo pago em dia.

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Traffic quer o nome da futura Arena

27 de maio de 2011 27

A Traffic quer vender o nome da futura Arena gremista para uma empresa estrangeira ou brasileira.

O Grêmio pensa duas vezes. Raciocina.

A relação entre Traffic e Grêmio não é boa.

O clube esperava uma ajuda maior no futebol em 2011. Não ganhou. Foi tratado como um clube comum.

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Falcão enquadra D'Alessandro

27 de maio de 2011 18

Paulo Roberto Falcão é o primeiro técnico colorado que resolveu encarar D’Alessandro de verdade.

Já disse de quem é o comando, quem é que manda, o nome do comandante. 

Encarou de frente, não mandou recado.

D’Alessandro teve vida própria com os técnicos anteriores. O argentino, que é bom jogador, o melhor do time, tem um gênio difícil, mas não terá vida fácil com Falcão. Sua vida no Beira-Rio é outra. Começa um novo ciclo.

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Colorados na final da Liga dos Campeões

27 de maio de 2011 0

Aod Cunha se despediu do Inter. O ex-CEO embarcou ontem para Londres, onde assiste a Barcelona e Manchester United, decisão que também está no roteiro britânico do ex-presidente Fernando Carvalho.

Mas um encontro entre os dois é pouco provável.

Sóó mesmo por acaso.

Segunda-feira,  Aod faz palestra na capital da Inglaterra.

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Mauro Galvão quer Carlos Alberto no Avaí

26 de maio de 2011 6

Mauro Galvão, gerente de futebol do Avaí, sobre Carlos Alberto, que o Grêmio deseja se ver livro mais rápido possível:

– Eu gosto do Carlos Alberto. É um jogador forte, de personalidade, que enfrentou alguns problemas recentemente no Grêmio. Já tive contato direto com ele e me agrada, sim. Teve passagens muito boas pelo Porto, pelo Vasco, então é interessante.

Galvão conversou com os repórteres catarinenses hoje, em Florianópolis, entre eles o colega Jean Carlos Balbinotti, do Diário Catarinense.

O Grêmio ficaria feliz com o negócio, até pagaria parte do salário do problemático meia. Carlos Alberto não tem futuro no Olímpico.

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Maio vermelho no Beira-Rio

26 de maio de 2011 7

Não será surpresa se o Convergência Colorada, grupo mais articulado de oposição do Inter, votar em bloco contra as contas da gestão passada do presidente Vitorio Piffero, segunda-feira, na reunião do Conselho Fiscal.

O encontro no Beira-Rio, segundo conselheiros de diferentes tendências, promete ser tenso. Os números finais de Piffero têm resistência até mesmo entre alguns integrantes do seu grupo, Movimento Inter Grande.

Aliás, Piffero pode mudar de grupo, se organizar em outro movimento, levar alguns fiéis e disputar a presidência em 2012, segundo colorados ilustres.

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Futebol sob pressão no Olímpico

26 de maio de 2011 14

Renato e o trio do departamento de futebol ganharam uma segunda chance do presidente Paulo Odone após dois campeonatos sem títulos em cinco meses.

Contratações caras, como as de Carlos Alberto, Rodolfo e Escudero, não deram certo e pesam na folha de pagamento, que supera R$ 4,5 milhões mensais.

O quarteto do futebol ganhou sobrevida. Recebeu mais de R$ 5 milhões para contratações. Buscou Gilberto Silva e Miralles, deve acertar com Paredes, procura zagueiro e lateral-esquerdo, vendeu Borges, negociou Rafael Marques e criou uma lista de dispensas. Recebeu autonomia total. Renato e os dirigentes jogam seu futuro nos próximos 60 dias, talvez em não mais do que 10 rodadas do Brasileirão.

Se o Grêmio não reagir em campo, haverá mudanças radicais nos gabinetes e na beira do gramado. Todos estão cientes.

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Os últimos dias do goleador no Beira-Rio

25 de maio de 2011 5

O maior goleador do Inter nos últimos 13 anos de Brasileirão vive no Beira-Rio, mas deve sair nas próximas semanas.

Rafael Sobis marcou 19 vezes em 2005.

No ano passado, o artilheiro do clube na competição foi Alecsandro, com nove.

A bola fica com Leandro Damião. Ele tem a obrigação de marcarr gols. Mas será que a Europa o deixará tranquilo no Beira-Rio por muito tempo? Ou ele seguirá os mesmos caminhos de Pato e Nilmar? Um goleador, e ainda mais jovem, tem vida curta no futebol do Brasil. A Europa persegue os artilheiros locais.


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Operação Chile, Parte II

25 de maio de 2011 4

A Operação Paredes passa por Miralles. Hoje ou amanhã, o Grêmio deve assinar contrato com o atacante argentino.

Depois, fica livre para bater na porta do pequeno Santiago Morning, time da capital chilena que detém 60% dos direitos do meia. O clube acha que é a hora exata de negociar Paredes, que completa 31 anos quarta-feira. Pensa no dinheiro.

Aí começa a pressionar o Colo-Colo, responsável pelos outros 40% dos direitos de Paredes. O negócio deve se completar segunda-feira. Com mais sorte ainda, os dois podem ser apresentados na semana que vem no Olímpico.

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Um meio campo de mais de R$ 1 milhão mensais

24 de maio de 2011 17

Com Gilberto Silva, Rochemback, Marquinhos e Douglas, o Grêmio terá um meio-campo com salário bem superior a R$ 1 milhão mensais.

Será um setor experiente e é o que Renato mais deseja,

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Cerveja liberada no estádio da Copa em Porto Alegre

24 de maio de 2011 6

A polêmica lei de 2008 do deputado Miki Breier (PSB), que proíbe a comercialização e o consumo de bebida alcoólica em estádios gaúchos, deve sofrer uma alteração importante.

O político começa a discutir uma emenda que permite uma exceção e libera a venda em eventos patrocinados pela Fifa.

Assim, a cerveja estará liberada nos jogos da Copa do Mundo no Beira-Rio.

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A dica de zagueiro de Fábio Koff

24 de maio de 2011 6

Fosse dirigente, o ex-presidente Fábio Koff teria um nome certo para a carente zaga gremista: o paraguaio Pedro Benítez, 30 anos, zagueiro do Cerro.

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Novelletto pede que CBF antecipe janela de agosto

23 de maio de 2011 8

O presidente da FGF, Francisco Novelletto, pediu oficialmente ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a antecipação da janela de agosto para o mês de junho. Leio o documento abaixo.

Ao

Ilmo. Sr. Presidente da CBF

Dr. Ricardo Teixeira

Prezado Presidente Ricardo Teixeira, mais uma vez venho à presença de V.Sa., trazer à sua consideração, um anseio dos clubes gaúchos de disputam os certames nacionais das séries A;B;C e D.

Em reunião com os sobreditos clubes na sede da FGF, me foi relatado uma verdadeira súplica destes no sentido de sensibilizá-lo da antecipação da “janela de transferência” prevista para o mês de Agosto, com vistas a contratação de atletas oriundos do exterior.

Dentre os diversos motivos por eles elencados salientamos que, a perdurar a data de Agosto para abertura da janela o Campeonato da série A já terá transcorrido por volta de 14 rodadas, o que indubitavelmente poderá ser irreversível a expectativa dos clubes em atingirem a classificação desejada.

Por outro lado a maioria dos clubes já está contratando atletas oriundos do exterior o que significa dizer que os deveres oriundos dos contratos de trabalho já deves ser satisfeitos pelas agremiações tais como, salários e outros, sendo que a contrapartida na utilização dos atletas nos campeonatos somente poderá ocorrer em Agosto, caso permaneça vigente o período de transferência.

Presidente, sensível as considerações dos clubes gaúchos, que penso aliás seja uma aspiração da maioria dos clubes brasileiros, novamente rogo pela sua compreensão no sentido de tal qual o ano passado dita janela de transferência seja antecipada para o mês de Junho.

Certo de novamente poder contar com sua colaboração não só aos clubes gaúchos, mas como um todo ao futebol brasileiro, para a qualificação antecipada dos Campeonatos Nacionais já em andamento é que fazemos a presente solicitação, deixando como sugestão para os demais anos que tal período de transferência seja fixado para o meses de Junho , quando já encerram as principais temporadas pelo mundo e os certames nacionais estão em seu início o que, inclusive facilitaria as negociações.

Atenciosamente,

Francisco Novelletto Neto

Porto Alegre, 23 de Maio de 2011.

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O enigma Gilberto Silva

23 de maio de 2011 20

No auge do Brasileirão, em outubro, Gilberto Silva completa 35 anos. Na teoria, a contratação do volante de quase cem jogos na Seleção é 10. Na prática, é preciso ver.

Volante precisa ser ágil, veloz e preciso no bote. Os jogadores mais veteranos sentem a correria, os deslocamentos, os piques atrás dos rápidos atacantes adversários. Mas os 35 anos batem diferente nos jogadores. Uns sentem menos outros mais.

Não se recomenda veteranos para a primeira posição do meio-campo, onde se corre demais, onde às vezes se corre pelo time inteiro. Mas Gilberto Silva carrega a experiência de homem de Seleção Brasileira, entre 2001 e 2010, e pode oferecer suas vivência de Europa aos mais jovens no Olímpico.

Se ele jogar no Olímpico a mesma bola que o fez titular na Seleção, que o consagrou no Arsenal, o Grêmio fez a contratação do ano. Mas, antes de tudo, é preciso ver o jogador em ação.  É difícil falar antes. Quem chega da Europa sempre precisa de um tempo para a readaptação.

Quem o conhece sabe que o mineiro de Lagoa da Prata é um jogador tranquilo, disciplinado e batalhador. Homem de grupo, centrado e exemplar.

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Grêmio perde outra. E outra vez de virada

22 de maio de 2011 22

Outra virada, mais uma vez no Olímpico. A segunda em dois domingos seguidos. Acidente? Não, realidade.

É um sinal, o terceiro em série, depois da Libertadores, do Gauchão e agora o Brasileirão. Nem todos enxergam, nem todos observam.

Renato, que ouviu vaias, não tão radicais quanta as endereçadas ao presidente Paulo Odone, pediu reforços pela milésima vez. Disse que seu grupo é carente.

A BM entrou em ação no pátio do estádio contra os torcedores mais exaltados. Usou a violência, como sempre. A Copa vem aí. Eles precisam aprender de uma vez por todas.

Eu digo mais, falo aquilo que Renato não fala, mas, claro, você, torcedor, sabe tanto quanto eu, o crítico.

O que falta é qualidade,

qualidade na defesa,

qualidade no meio,

qualidade no ataque,

qualidade no banco de reservas, Renato é um bom líder de grupo, tem os jogadores na mão, mas não é um grande tático, precisa de ajuda, ajuda urgente – especialmente nos treinos.

O Corinthians desembarcou no Olímpico como um time modesto, foi dominado no primeiro tempo, mas virou o jogo no segundo com uma estranha facilidade. O Grêmio se entregou no final. Faltou experiência, físico, força e, óbvio, qualidade.

É, qualidade.

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Clássico livro do futebol brasileiro volta aos leitores

22 de maio de 2011 0

 

Livro de 1965, um clássico sobre esporte, Gigantes do Futebol Brasileiro, dos jornalistas João Máximo e Marcos de Castro, ganha nova edição com a biografia de 21 craques, entre eles Falcão.

João Máximo, que nasceu em 1935, tem ciúme dos jovens jornalistas:

– Eles veem e sabem tudo. Conhecem o reserva do Messi e assistem o Messi desde o primeiro dia em que vestiu a camisa do Barcelona. É uma geração bem mais informada do que a minha.

Nos tempos de Di Stéfano (1945/1966), divindade argentina antes dos anos Maradona (1976/1997), a TV não se ligava no futebol como nos nossos dias de canais exclusivos ou esporte 24 horas.

– Minha referência era o Maracanã e os jogadores brasileiros. Os estrangeiros eu via nos jornais, nas revistas e ouvia falar. Quem passava pelo Rio eu via, batia palmas. Nem em São Paulo eu ia.

Máximo e seu contemporâneo Marcos de Castro usaram o Maracanã, inaugurado em 1950, como espelho para criar parte de um dos maiores livros dos quase 130 anos de história da bola em nosso país. Embalados pelo sucesso da Seleção em 1962, confiantes no tricampeonato em 1966, a dupla, então na redação do Jornal do Brasil, lançou, antes do Natal de 1965, o livro Gigantes do Futebol Brasileiro. Uniu rápidas, porém ricas e inéditas, biografias de Friedenreich, Fausto, Domingos da Guia, Leônidas, Tim, Romeu, Zizinho, Heleno, Danilo, Jair da Rosa Pinto, Nilton Santos, Garrincha e Pelé. Jogadores que eles conheceram ou craques mais antigos que eles foram saber na palavra de outros jornalistas, amigos, colegas dos boleiros, conhecidos, familiares e torcedores.

Preciosidade, o livro sumiu das livrarias, apesar do impacto negativo da Seleção na Copa do Mundo da Inglaterra. Uns resistiram nos sebos através das décadas, com preços acima da média, e outros foram morar nas bibliotecas de quem acredita que o futebol não termina no fim da noite de domingo depois do último gol da televisão. A obra era exibida com áurea de preciosidade, relíquia, tesouro.

No prefácio, Paulo Mendes Campos diz que “jamais renunciarei ao direito e ao prazer de sonhar o futebol”. O livro é nutrido por uma bem-vinda fantasia (não só a dos autores, a nossa igualmente) que acompanha os craques que nós não assistimos, mas que vivem na nossa memória, adicionados por outras gerações. Sem o fantástico, as histórias do futebol e de seus craques carregam a mesmice de um simples amistoso.

Na nova edição, Gigantes do Futebol Brasileiro (Editora Record, 464 páginas, R$ 49,90) perdeu Jair da Rosa Pinto, que a viúva Célia, vetou. Mas ganhou Gérson, Rivellino, Tostão, Falcão, Zico, Romário, Ronaldo, Didi e ainda Ademir da Guia (os dois últimos os autores consideram reparação de uma falha da primeira edição). A escolha segue o gosto dos jornalistas. Pergunto sobre jogadores gaúchos, Máximo cita Tesourinha:

– O conheci no Vasco em final de carreira. Não jogou muito na Seleção, mas sei que foi espetacular no Inter. Um vizinho nos anos 1950, gremista, me falava muito do Geada. Mas o Rio Grande do Sul era muito distante na época.

– Continua longe?

– Não, gosto muito de Porto Alegre. Em 1970 ou 1971, não lembro bem, fui convidado por um dirigente do Inter para conhecer o Beira-Rio. Na época era editor de esportes do Correio da Manhã. Fui muito bem recebido, jamais esqueci.

– Por que não tem jogadores gaúchos no livro de 1965?

– Na época eu tinha poucas informações sobre o futebol fora do Rio.

– Mas e agora, em 2011?

– Agora tem o Falcão.

– Ele é catarinense?

– Eu sei, mas ele é uma das estrelas do Inter e está no livro porque foi o melhor jogador da Copa do Mundo da Espanha.

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Inter vai atrás de lateral-direito

22 de maio de 2011 29

Frio, quase gelado, antártico. O futebol do Inter roçou o 0ºC em qualidade, dedicação e ânimo. O Inter empatou (1 a 1) com os reservas, alguns reservas dos reservas, sábado, na Vila Belmiro.

Não ganhou um ponto. Perdeu dois.

A atuação injetou doses de desânimo na torcida, crente numa boa atuação, quase segura dos três pontos, num começo especial de Brasileirão, versão 2011.

Falcão usou Renan; Daniel, Bolívar, Juan e Kleber; Bolatti (Fabrício), Guiñazu, Tinga, Oscar (Cavenaghi) e Zé Roberto (Ricardo Goulart); Leandro Damião. A grande maioria é titular, faltou D’Alessandro. Quando o gringo está fora o time sente, mas não pode sentir tanto contra uma equipe adeversária, sem 11 titulares do outro lado. Oscar ainda é coadjuvante, é muito jovem para liderar, mas precisa jogar, jogar e jogar. Só assim cria experiência.

O Inter frustrou quem se ligou no novo horário do futebol aos sábados, 9h da noite. O maior problema se concentrou no meio-campo, onde só Tinga jogou. Bolatti foi mal outra vez. Sem organização, criatividade no meio-campo, o ataque não consegue jogar, pois não recebem a bola em condilções de marcar na grande área.

Damião é uma ilha. Bom de cabeça, especial na bola aérea, não recebe cruzamentos pelo alto. É um desperdício monumental.

Gostei de Juan, Kleber e de Tinga.

Sei que Daniel não é o lateral que o Inter precisa. Já vi o atleta em ação em diferentes jogos e em distintas competições. Nunca conseguiu agrada totalmente. O único argumento para manter Daniel na lateral é a sua juventude, sua inexperiência, a convicção que ele pode dar mais. Pode?

O Inter já tentou Leonardo Moura, do Flamengo, meses atrás, pensou em Gabriel, antes da sua renovação com o Grêmio, procurou Weldinho, que foi para o Corinthians. O mercado do Mercosul está fechado. O Inter já tem quatro estrangeiros. Mas a busca continua.

O Inter precisa buscar um lateral, os laterais são a alma de um time, quando eles jogam muito a torcida pode sonhar. Os grandes times dos nossos dias sempre passam pelos laterais, que jogam na faixa de campo onde sobra espaço para pensar, organizar e criar, ao contrário do meio-campo e da grandes área, naturalmente congestionados.

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