O desenho tático do Grêmio ganha com Julinho Camargo. Ele sabe trabalhar. Os primeiros treinos mostram a sua dedicação. Os jogadores foram exigidos e corresponderam. Ele repete nos primeiros dias de Olímpico os treinos que aplicava no Beira-Rio. Nada mais natural, ele tem um método.
Julinho não tem o perfil de Renato. Não é um líder de grupo, não tem o carisma do ex-técnico, até porque o Grêmio é a sua primeira vitrina.
Julinho vai precisar da gestão do departamento de futebol. Precisa ter todos aos seus lado. Tratar com jovens é mais fácil, nem sempre os jogadores cascudos se dobram. Sem um departamento de futebol atuante, Julinho terá problemas. Ele necessita de respaldo, braço forte. Poder.
O vestiário do Grêmio é composto por jovens, claro, mas exibe alguns jogadores cascudíssimo, como é o caso de Gabriel, André Lima, Lúcio, Rodolfo, Rafael Marques e Douglas. Eles precisam estar ao lado do novato, dar apoio, incentivo. Julinho terá seis jogos em 25 dias. Seu tempo voará.



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