A Recopa é uma troféu internacional. Tem peso, representa algo, dá status, ocupa espaço nobre em memorial. Os dois jogos não podem ser desprezados.
O Inter chega aos jogos decisivos longe da sua melhor forma e com ausências significativas. A vitória sobre o Cruzeiro (3 a 2) foi um alento, mas a derrota para o Fluminense (2 a 0) ainda pesa no currículo. O Inter 2011 não consegue fazer uma boa sequência de partidas. Não empolga, a torcida deixou o Beira-Rio, só 16,2 mil foram ao estádio domingo, dia bonito de sol.
A torcida está desconfiada com tudo, com os jogadores, D'Alessandro foi vaiado domingo passado, com o técnico que não, ainda um interino trabalha em Buenos Aires, e com os dirigentes, especialmente os que queimaram Falcão depois de rapidíssimos cem dias.
A Recopa, ao menos para o Inter, funciona como um recomeço. A vitória para ajudar a afastar o mau tempo, chamar o sol, buscar novos tempo, servir de motivação. Seria quase um presente ao novo técnico, quem quer que seja ele. Treinar um time campeão da Recopa é melhor do que pisar no terreno minado de um clube fora da zona da Copa Libertadores no Brasileirão e cm raras chances de disputar o título nacional.
A Recopa vale muito. Vale autoestima, no mínimo.




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