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Posts do dia 18 setembro 2011

Quando um empate é derrota

18 de setembro de 2011 24

Há empates amargos e doces empates.

O empate com o Coritiba, no Beira-Rio, foi um empate com lágrimas de derrota. Com vitória, o Inter escalaria a quinta posição, dormiria na confortável zona da Libertadores. O 1 a 1 ofereceu apenas o sétimo posto aos colorados.

O Inter dominou o primeiro tempo, fez um gol, perdeu outros, acertou o poste, teve gol anulado. Diminuiu o ritmo no segundo, sofreu o empate, errou um pênalti (Kleber). Tropeçou.

Os três pontos estavam ao alcance da mão. O empate deixou os torcedores frustrados, 20.360 foram ao estádio.

O Coritiba figurou na grande área do adversário apenas duas vezes em 95 minutos. Fez um gol. Não merecia o empate. Futebol nunca é justo.

Faltou D’Alessandro, com ele o Inter é um time mais inteligente, mais articulado e bem mais competitivo, apesar dos altos e baixos do argentino. Ele faz uma falta tremenda. Ele pode ajudar o Inter a buscar em Florianópolis, quarta, os três pontos que faltaram em Porto Alegre. Damião é o cara, a estrela da hora, o diferencial. D’Alessandro é a qualidade.

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Inter, Gigantinho e a fome da Andrade Gutierrez

18 de setembro de 2011 7

O contrato entre Inter e Andrade Gutierrez não contempla o Gigantinho.

O ginásio, 37 anos, terceiro maior do país (14,5 mil lugares) precisa de uma reforma urgente – e pode ser uma interessante fonte de recurso.

O clube calcula que a área construída de 7,2 mil metros quadrados necessitaria de um investimento de mais ou menos R$ 30 milhões.

A Andrade Gutierrez está interessada não só na reforma do Gigantinho, mas na sua gestão. Quer colocar o ginásio na rota dos shows internacionais, fazer a ponte Porto Alegre, Rio, São Paulo, Buenos Aires e Santiago, e sediar jogos das seleções brasileiras de vôlei, basquete e futsal.

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O Grêmio tem medo de avião

18 de setembro de 2011 11

O Grêmio buscava a maioridade no Brasileirão depois de 23 rodadas. Não achou. Encontrou o Vasco na sua fortaleza, levou 4 a o em São Januário. Exibiu os mesmos erros dos oito primeiros meses da temporada: defesa confusa, meio-campo desorganizado, ataque mudo.

Celso Roth não observou, não entendo os motivos, que a jogada mais manjada (e letal) do ataque carioca vivia no lado direito, com Fágner e Éder Luiz.

Roth tem sua culpa, como teve méritos na vitória sobre o São Paulo, mas os jogadores também erraram demais, em todos o setores, o que colocou o coletivo para baixo e facilitou a vitória dos cariocas.

O Grêmio se transforma quando sai do Olímpico. Se atrapalha, perde, o medo se espalha. Avião faz mal aos jogadores. Eles não conseguem jogar fora de Porto Alegre. Temem os adversários de mais, se atrapalham muito, se escondem durante boa parfte dos 90 minutos.

E olha que todos são jogadores experientes, alguns de Seleção ou ex-Seleção, com vida na Europa, de exuberantes salários, pagos em dia e comandados por gente qualificada, com centenas de jogos nos currículos.

Não falta experiência. Vitórias e derrotas são naturais. Goleadas, não, nunca. Elas tem um preço alto, às vezes tocam na confiança do jogador.

O que falta ao Grêmio do terceiro técnico em nove atrapalhado meses? Já são nove derrotas contra oito vitórias na competição. O Grêmio de 2011 não é o que perdeu no Rio, mas também não se parece com o que venceu o São Paulo em Porto Alegre. Qual o verdadeiro tricolor, qual será  sua média pós-Rio de Janeiro? 

Será somente o medo de avião?

Pelo ritmo, o Grêmio é da turma do meio. Não sobe, nem cai. A Copa Sul-Americana 2012 o espera de braços abertos.

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