O Inter não fez uma boa partida no Planalto Central. Foi a mais fraca das últimas quatro, creio. Mas raros se importaram.
A magra vitória sobre o Atlético-GO, 1 a 0, teve peso três porque encostou o Inter na zona da Libertadores. Há 24 pontos disponíveis no Brasileirão, o Flamengo tem 52, o Inter 51. Tudo é possível. O Inter não saiu de cena.
Muriel, uma certeza no Beira-Rio, garantiu o empate no primeiro tempo. Kléber saiu da sua lateral, vestiu a camisa de atacante, recebeu uma bola de Oscar e marcou, com a falha do goleiro Márcio. O Inter foi mais competente. Teve chances, marcou. O adversário, não.
O Inter tem o melhor ataque do Brasileirão, com 52 gols (os mesmos números do Flamengo). Mas quando o ataque não marca, como em Goiás, um lateral (Kléber) estufa as redes – assim como fez Nei, sete dias atrás, contra o Corinthians, na Capital.
Leandro Damião voltou, mas sem a antiga forma, algo normal depois de mais de um mês fora de ação. D'Alessandro fez falta. Sem ele, o Inter sente, Damião sente muito. Domingo, com os dois, o Fluminense, com Sobis e Abel, vai sofrer dobrado no Beira-Rio.
O final do Brasileirão está espetacular. O Inter está no pelotão da frente. Domingo começa um novo campeonato de seis rodadas. É a corrida final. Em sete dias o Inter pode dorminar na zona da Libertadores. Sonhas é permitido no Beira-Rio. O ano ainda não acabou.



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