As máquinas ainda não roncaram no Beira-Rio. O primeiro grito está anunciado para amanhã de manhã. A assinatura do contrato de reforma do estádio da subsede Porto Alegre, uma das 12 da Copa do Mundo de 2014, foi assinado hoje.
O processo deveria ter sido normal. Como se transformou em folhetim, vai não vai, o acerto entre AG e os colorados ganhou uma festa com discursos, hinos, foguetes e bumbos de torcidas organizadas. Foi necessário fazer barulho. Falar bem alto. O contrato saiu depois de quase 300 dias de idas e vinda.
Foi o fim de um desgastante processo local, começo de outro com repercussão mundial. Bilhões de fãs estarão ligados no gramado do Beira-Rio em junho de 2014.
Porto Alegre, que perdeu a Copa das Confederações de 2013 (e dinheiro, e visibilidade, e empregos e grandes jogos), por um vacilo histórico do Inter e das autoridades locais, entra de uma vez por todas nos trilhos do Mundial.
O Beira-Rio receberá cinco jogos da Copa. O estádio será entregue em 22 meses, ficará mais de três parado, entre troca de gramado e de drenagem.
O que falta agora é criar o espírito de Copa do Mundo no Rio Grande Sul. Gostar, vibrar, se envolver, consumir.
Copa não é Gre-Nal.
É muito mais. Só falta descobrir, 2014 vai contar aos que abrirem os olhos mais tarde.



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