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Silêncio, o rádio perdeu Cláudio Cabral

14 de abril de 2012 31

O rádio perdeu Cláudio Cabral, os gaúchos, um dos seus melhores comentaristas, o futebol do Estado, um das suas referências.

Nada é insubstituível nos microfones. Mas não haverá outro Cláudio Cabral, a quem os colegas chamavam de “Mestre”. Ele tinha um estilo. Não deixou sucessores.

Cabral não era jornalista de universidade. Saiu do Inter, onde era dirigente e usou o rádio (Gaúcha e Bandeirantes) para narrar as experiências de vestiário e de gabinete de estádio. Sua escola foi o dia a dia de um clube de futebol.

Ele aprendeu na prática o que muitos colegas seus exercitaram na teoria. Ele sabia de cor o ABC dos técnicos e dos cartolas. Ele ajudou a traduzir o futebol para muitas gerações de torcedores gaúchos.

Nunca escondeu sua cor vermelha, mas também nunca deixou as origens influírem nas suas opiniões, opiniões fortes, marcantes, sem meias verdades, sem matizes. Caminhava por cadeiras e arquibancadas do Beira-Rio e Olímpico com a mesma tranqüilidade, trânsito igual, respeito idêntico. Nas ruas o respeito era idêntico.  Comentava Inter e Grêmio com o mesmo vigor, mas suas ironias tinha o vizinho azul como alvo preferencial em determinados momentos.

Cabral era um dos melhores comentaristas do nosso rádio. Ele via o jogo. Nós ouvíamos. Não o conheci bem. Admirava seu trabalho de longe.

Cabral se foi, o futebol gaúcho vai reverenciá-lo no segundo final de semana de abril de 2012. Não vai esquecer de Cládio Cabral depois.

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Comentários (31)

  • Fabiano Dresch diz: 14 de abril de 2012

    “Falei, e assino embaixo!” Sentirei saudades da assinatura dos comentários dele.

  • diego diz: 14 de abril de 2012

    O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS.

  • falei e assino embaixo diz: 14 de abril de 2012

    show de bola o seu comentario

  • Eduardo diz: 14 de abril de 2012

    Falar do Cabral é fácil, ele era simplesmente “o mestre”.

  • valacir diz: 14 de abril de 2012

    Morreu Claudio Cabral
    Eu tinha raiva do Cabral pela coloradice dele – mentira. Descobri que era mentira quando soube da morte dele, hoje, sábado. Vou sentir falta de seus comentários nas derrotas do colorado, ele era implacável, dizia tudo o que eu queria ouvir… Aprendi com ele coisas do futebol que aplico na vida: quem não sabe por que ganhou, não vai saber por que está perdendo – serve sempre. Descansa em paz Mestre, me perdoa pela bronca que eu pensava que tinha de ti. .

  • felipe Colorado diz: 14 de abril de 2012

    Ele era como um Paulo Francis do futebol, respeitosamente desculpem os outros comentaristas, mas nínguem chega perto dele. Agora vou ter de deixar de ouvir a Band e talvez voltar a ouvir o sala de redação, mas com muito pesar. Vai ser como deixar de ver a champions ligue para ver a segundona do Acre. Espero q o Saraiva aprenda um pouco com os tapes dele, q o briot decore os nomes dos jogadores e dos times q estiver narrando antes dos jogos, q o Coimbra consiga ser ouvido tambem pelos colorados assim como o Cabral era ouvido pelos gremistas, q o Wianey aprenda um pouco sobre tactica e comando necessários para poder criticar um tecnico com a mesma maestria. Enfim adeus Cabral, o rádio não esta de luto , o rádio esta orfão !

  • Ricardo Isopo diz: 14 de abril de 2012

    Olha o Mestre era meu ídolo. Eu adorava seus comentários. Falava tando dele, que um certo dia, sem eu saber, minha esposa ligou para a rádio onde ele trabalhava, falou com ele e o convidou para ir lá em casa. Quando vi, o Mestre estava lá em casa. A sua simplicidade, inteligência e nível cultural me impressionaram. Fiquei ainda mais fã dele. Eu e minha esposa estamos chocados. Vai com Deus Mestre.

  • Rocha diz: 14 de abril de 2012

    Grande comentário Zine.

    Valeu pela homenagem ao Mestre Cabral!!

    Perfeita a tua frase: ”Ele via o jogo. Nós ouvíamos.”

    abraço

  • Luiz Fernando da Silveira diz: 15 de abril de 2012

    Excelente comentário, Zini!
    Silêncio no rádio. A mídia esportiva gaúcha e brasileira perdeu um de seus melhores comentaristas. Não tapava o sol com a peneira. Criticava quando tinha que criticar e elogiava quando tinha que elogiar. Vou sentir muita falta de seus comentários. Hoje é um dia de muita tristeza, não só pra mim, como pra toda crônica esportiva gaúcha.
    Deixa uma enorme lacuna…saudade.
    Vai com Deus mestre!
    Os comentários sobre o nosso Inter nunca mais serão os mesmos.

  • maria de fatima bertol diz: 15 de abril de 2012

    Eu ontem escutei ele,mesmo ele sendo duro com o nosso time.
    Quando o inter jogava bem ele falava.Mas sempre que podia
    ele defendia o Inter.Vamos sentir muito a sua falta.

  • ENIO RODRIGUES diz: 15 de abril de 2012

    Perfeito Zini, ele via o jogo e nos ouviamos. Ele antevia, nos aguardavamos. Ele irá comentar no céu, nós sentiremos saudades.

    Sds coloradas

    Enio Rodrigues

  • João Batista diz: 15 de abril de 2012

    Realmente era o melhor. vou sentir saudades dos seus comentários,gostava muito de uma de suas frases: oremos quando grêmio e o meu inter estavam maus.

    Falei e assino em baixo luz para ti mestre CABRAL e ver se volta logo.

  • Marcelo Mattes Zwetsch diz: 15 de abril de 2012

    Insubstituível, irreparável, o Pelé da crônica esportiva. O que irei escutar agora no rádio? Fica um vazio maior do que qualquer abismo. Gosto de outros cronistas e os escutao, também, mas Cabral é Cabral! Tive o prazer de conhecê-lo, e agora que Deus aproveite a presença do querido Cabral ao seu lado. Tristeza…

  • Eduardo diz: 15 de abril de 2012

    Há comentaristas que são polidos, outros diretos. Mas só haverá um com irônia inteligente. Mestre !!!
    P.S: Olhaaquió, fulano é um baita “zé inácio” !!!!

  • Jucenir diz: 15 de abril de 2012

    A Gaúcha sepultou o professor Rui Carlos Osterman dos comentários e Deus o Cláudio Cabral. Oxalá, q vazio nas sintonias..

  • Nicolau Neto diz: 15 de abril de 2012

    Ha poucos, muito poucos que ousam e ousaram refletir sobre o futebol e criar frases maravilhosas. O Cabral tinha na fina ironia, no ponto, na exclamação , ou no silêncio obsequioso suas armas onde esgrimia sua inteligência. Segue em paz.

  • Anônimo diz: 15 de abril de 2012

    Escutava bastante o Cabral, mas só soube q era colorado agora. Grande perda para o jornalismo esportivo.

  • Leandro Rangel diz: 15 de abril de 2012

    Comecei a acompanhar ele em 2006 e, logo de cara já me imprecionou com seus comentários, que muitas vezes eram fortes, mas que eram apenas a realidade. Só tenho a agradecer esses quase 6 anos de aprendizado. Falei e assino em baixo!

  • Jaldir Machado diz: 15 de abril de 2012

    OCabral era o ponto de eqilibrio na Bandeirantes. Uma grande perda, mas é a vida ou o começo, ou o fim dela.

  • claudio roberto diz: 15 de abril de 2012

    Cabral fazia de seus comentários uma verdadeira aula de futebol. Ao mestre, meu respeito eterno.

  • paulo alexandre diz: 15 de abril de 2012

    Zini, parabéns por esta homenagem ao mestre Cabral. Você também é dos bons. Gostava de ouvir Cabral assim como gosto de ler teus escritos. Muita qualidade, muita informação correta e imparcial.

  • Alexandre Rosa diz: 15 de abril de 2012

    Tristeza com a noticia mesmo sem conhece lo pessoalmente ,Cabral parecia um amigo .

  • Pedro Alexandre Martins diz: 15 de abril de 2012

    Ficou um vazio, como o de Brizola na política,não tem mais aquela opinião lúcida ,forte convicta e que assumia posições.Cabral era sintético,objetivo,espirituoso na análise de um jogo ou num debate,dotado do humor fino e cáustico dos gênios,capaz de interpretar e definir rapidamente as características de um atleta,dirigente ou personagem público em poucas e precisas palavras.Vou sentir falta de ligar o rádio ,procurar o sinal ruim da BAND,só para ouvir sua voz aguda e anasalada lançando
    pérolas de rara inteligência:Ao mestre “Oremos”…

  • Daniel Mendes diz: 16 de abril de 2012

    Na madrugada de um sábado de abril que amanheceu chuvoso, ocorreu o falecimento de Cláudio Quintana Cabral; o grande “mestre”.

    Depois de sua passagem ensolarada por rádios e estádios, é compreensível que no dia de sua despedida o sol se tenha escondido para dar lugar a um dia triste e cinzento de chuva “no entrevero pampeano”.

    Vou sentir falta de seus momentos de ironia e bom humor; não vou ter mais seus momentos de indignação profundamente lúcidos.

    Vou procurar em meio a tantos “José Inácios” da comunicação quem será o seu substituto e agora só sei dizer que o melhor deles apenas chegará mais ou menos perto do que foi o nosso “mestre”.

    Muitos dos que continuam são caras bons. Mas por um tempo a coisa vai ficar meio sem graça. E vamos levar mais tempo para enxergar o jogo!

    Eu gostava de ouvir o seu comentário no “Atualidades Esportivas – Primeira edição” na Rádio Band-RS. Não sei explicar, mas o modo como o seu comentário fluía me passava uma sensação de que o “mestre” era tão cuidadoso com o texto que o redigira antecipadamente, apenas para fazer a sua leitura naqueles quatro, cinco minutos antes do meio dia. E assim ele brindava os ouvintes com comentários que beiravam a perfeição em sua forma e construção. Seus comentários tinham cara de crônica e um estilo próprio apurado e inconfundível. Agora me pergunto aqui por que ninguém nunca pensou em conceder ao “mestre” das frases inteligentes e antológicas o espaço de uma coluna diária num grande jornal de grande circulação.

    O “grande mestre” das frases e dos microfones se foi. Mestre de colorados, de gremistas, de todos que gostam de futebol; e que agora não mais ouvirão sua voz atribuindo nota aos craques e aos pernas de pau nos finais das jornadas esportivas.

    Então, pesaroso e triste, deixo meus sentimentos a todos seus amigos, parentes e colegas. Não o conheci pessoalmente; mas me alegro em ter os elementos necessários para dizer que tive o privilégio de ouvir Cláudio Cabral. O “mestre”!

  • Carlos Nunes diz: 16 de abril de 2012

    Parabéns pela homenagem ao Cabral, Zini! Todos fomos privilegiados pelas análises do Cabral. E continuaremos sendo privilegiados pelas suas análises. Abraço.

  • Alex diz: 16 de abril de 2012

    Puxa,foi -se o mestre,perdemos a fina ironia do melhor do ´radio.

  • Thales diz: 16 de abril de 2012

    Belo comentário, Zini.

    Nada menos merecedor a este que era o maior comentarista do futebol gaúcho. Incomparável, único no estilo, coerente, imparcial. Perde o futebol! Espero que os seus colegas tenham aprendido um pouco com ele. Somente não entedi as “ironias mais pendentes para o lado azul” no seu comentário. Ao contrário de muitos na imprensa, ele não escondia os erros admnistrativos e as sucessivas derrotas do Grêmio com adjetivos de imortalidade que nos últimos anos somente prejudicaram o próprio clube que aprendeu a conviver com a mediocridade dos seus objetivos e resultados.

  • André Ricardo Cabral diz: 16 de abril de 2012

    Sou filho Cabral e gostaria de agradecer em nome da família as tuas palavras, Zini. Assim como o carinho dos comentários.

  • Guilherme Moser diz: 17 de abril de 2012

    Perdemos um genio. Nao há e nem haverá substitutos.

    Adeus, Mestre.

  • Luis Fernando Monte diz: 17 de abril de 2012

    Aprendi a a ouvir rádio, aprendi sobre futebol e aprendi sobre a vida ouvindo o Mestre. Ele era meu companheiro, amigo e conselheiro diário há mais de vinte anos. Tudo isso sem sequer me conhecer. Sinto muita falta dos seus ensinamentos diários. Era impossível desligar o rádio enquanto ele falava. Perdemos uma grande referência.

  • Mauro diz: 26 de abril de 2012

    Nossa, só soube da morte do Cabral hoje, 26/04. Estou um pouco afastado do rádio. Sou tricolor, mas ouvia a Band por causa do Cabral. Ele era sensacional. Uma perda imensa para a crônica esportiva gaúcha. Vai com Deus Cabral. E nós, OREMOS.

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