
Num jogo exótico, no interior do Peru, com o juiz venezuelano Marlon Escalante acima do peso, que sonegou dois pênaltis - um em Bolívar, outro em Leandro Damião -, e num gramado sintético, que lembrou os de peladas de Porto Alegre, o Inter exibiu um futebol que fugiu muito, mas muito, da sua média.
As dificuldades naturais da Libertadores cresceram com a falta de criatividade dos jogadores brasileiros. A goleira adversária sempre foi um lugar distante. Leandro Damião só foi finalizar aos 34 minutos do segundo tempo.
A bola ganha mais velocidade no gramado artificial, fica mais difícil de ser controlada, o drible não sai, o passe se perde. Quem não está acostumado, se atrapalha.
Dono do campo, o irregular Juan Aurich conseguiu trabalhar melhor a bola, encontrou o gol numa jogada aérea depois da indecisão de Bolívar.
Um dos problemas graves se localizou no meio-campo. Nem Dátolo, D'Alessandro ou Tinga conseguiram abastecer os atacantes, muito menos os dois laterais, Nei e Kleber.
Dorival Júnior que, em 47 jogos só conseguiu virar uma vez o placar, usou quatro atacantes em rodízio, Damião, Gilberto, Jajá e Jô. Buscou alternativas. Não era lá na frente, era no meio. Sem aproximação, os homens da frente pouco podem fazer.
A classificação chegou suada, quase dramática, a torcida inteira de olho em Santos e The Strongest. O Inter foi o pior entre os 16 classificados. A má campanha preocupa. O resultado no Peru triplica os temores.
A campanha colorada coloca o perigoso Fluminense, o melhor do torneio, no perigoso caminho colorado. Abel Braga reencontra o Inter. A visita não será amistosa.



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