Se fossem donos do campeonato e da bola, Grêmio e Inter adiariam o terceiro Gre-Nal do Gauchão e de 2012. Pediriam um tempo, empurrariam o clássico para depois de 29 de abril. Concordariam uma vez na vida.
O Grêmio tem um time carente, ainda em formação e uma lista de jogadores machucados.
O Inter vê o encontro com algum desconforto, entre duas partidas decisivas da Copa Libertadores da América, contra o Fluminense, o melhor time do torneio. Serão três decisões em 10 dias. Seria bom não misturar as partes definitivas das duas competições. O adversário do Olímpico terá uma semana inteira com uma só concentração, o Inter, e ainda poderá acompanhar com lupa o tratamento médico de D’Alessandro.
Mesmo discreto na Libertadores, 16º colocado entre 16 classificados, o Inter parece superior quando um Gre-Nal se aproxima nestes últimos tempos. Não só por exibir um grupo mais qualificado, mas por jogar juntos a mais tempo, usar uma base antiga, por seguir mais claramente um projeto de futebol. Por uma simples questão de tempo de serviço, Dorival Júnior saber mais do Inter do que Vanderlei Luxemburgo do Grêmio. O Inter não precisa improvisar, ao contrário do adversário.
Claro que o Gre-Nal é o típico jogo que derruba favorito. Mas, antes que as chuteiras toquem a grama, o Inter, pelo seu passado recente, larga um pouco na frente. Seria minha aposta. Hoje, antes do crítico jogo de quarta-feira com os cariocas.



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