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Posts do dia 2 maio 2012

Grêmio encontra alívio no Nordeste

02 de maio de 2012 14

O Grêmio acordou do péssimo clássico gaúcho 72 horas depois nos 30°C do Nordeste. Em Porto Alegre, chutou a primeira bola ao gol só no segundo tempo. Contra o Fortaleza, ontem, marcou duas vezes em 13 minutos de jogo.

O que mudou?

A qualidade do adversário, sem dúvida. Os cearenses estão na Série C do Brasileirão.

A fragilidade explica parte do 2 a 0, mas não tira o mérito da vitória em outro Estado, o golaço de Marco Antonio, a boa jornada, com gol, de Marcelo Moreno, o melhor em campo, nem invalida o tíquete quase carimbado para as quartas de final da Copa do Brasil: Bahia ou Portuguesa.

Os gaúchos perderam o deslocado Pará, expulso, o Fortaleza pressionou, assustou pouco, quando atacou, encontrou Victor.

O Grêmio ainda é um time em construção, como a Arena. O estádio cresce, o time vence, quando ganha, nada parece exuberante.

Há um engenheiro conhecido no comando, peões aos montes, falta um número maior de mão de obra qualificada. As duas obras não andam juntas no mesmo ritmo e já vivemos o quarto mês de 2012. O Grêmio ainda busca um supertime para o seu novo estádio.

Entra ano, passa ano, e o superado árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique continua o mesmo, na ativa e em jogos importantes.

Permite a violência, ontem, dos donos da casa, mas aplica cartão amarelo para quem reclama.

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BID age rápido no Rio, mas não com Oscar

02 de maio de 2012 12

O primeiro nome publicado pelo Boletim Informativo Diário (BID), da CBF, hoje, enfrenta o Caxias.

Não foi o de Oscar.

Foi o do volante Lucas Diego Vogel, 16 anos, do Gramadense, que jogará na Copa FGF Sub-17, sábado, na Serra.

O clube Gramadense fez o pedido de inscrição às 13h30min.

O registro foi prontamente confirmado uma hora depois.

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Dupla Gre-Nal no ranking planetário do futebol

02 de maio de 2012 29

 Conheça os10 primeiros colocados do ranking IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol), entre 1º de maio de 2011 e 30 de abril de 2012:.

1. Barcelona (ESP) - 367 pontos

2. Real Madrid (ESP) - 306

3. Universidad de Chile (CHI) - 304,5

4. Bayern Munique (ALE) - 287

5. Atlético de Madri (ESP) - 278

6. Vélez Sarsfield (Argentina) - 264

7. Chelseas (Inglaterra) - 245

8. Athletic Bilbao (España) - 244

9. Sporting (Portugal) - 235,5

10. Vasco da Gama (BRA) - 235


Os brasileiros no ranking:

10. Vasco da Gama - 235

12. Santos - 217

40. Fluminense - 174

44. Corinthians - 166

45. Internacional - 165

68. Flamengo - 149

130. Botafogo - 108

135. Coritiba - 104

193. São Paulo - 90

213. Palmeiras - 86

225. Ceará - 84

235. Figueirense - 82

303. Grêmio - 72

321. Atlético-GO - 70

328. Atlético-MG - 68

378. Atlético-PR - 64

399. Bahia - 62

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Sal, água benta e macumba no último Gre-Nal

02 de maio de 2012 40

O misteriosa sal que apareceu no espaço destinado ao técnico Vanderlei Luxemburgo e aos reservas do Grêmio, domingo, no Gre-Nal, era bento. Foi batizado pelo padre Rubens, da Igreja Sr Bom Jesus, na Capital,  antes do clássico, e espalhado por um enviado especial de um grupo de orações que reza semanalmente no Beira-Rio.

Os integrantes do grupo, todos católicos, foram alertados por um funcionário do Inter que o Grêmio havia feito um trabalho de macumba no interior do estádio.

Depois das 14h de domingo passado, um deles, que pede anonimato, foi liberado para entrar discretamente no estádio. Carregava sal e água benta. Depois de recolher o "trabalho gremista" da beira do gramado, ele "limpou a área" meticulosamente com água benta e o sal abençoados pelo padre Rubens. Sal que um funcionário gremista, usando uniforme de trabalho do clube, diluiu com a ajuda de garrafas de água mineral minutos antes do clássico.

O grupo de orações do Beira-Rio existe e se mantém intacto desde o começo da década passada. Antes dos 90 minutos do histórico jogo que o Inter bateu o Palmeiras e fugiu do rebaixamento, por exemplo, os colorados com fé foram ao estádio e rezaram mil Ave-marias.

Desde então, as rezas têm sido semanais no  Beira-Rio.

O grupo, que exibe imagens de Jesus Cristo e Nossa Senhora durante as orações, já recebeu os técnicos Abel Braga, Tite, Jorge Fossati, Dorival Júnior e jogadores como Oscar, D'Alesandro, Nilmar, Alex e Giuliano.

Antes do jogo com o Caxias, domingo, na Serra, haverá outra reunião de fé e orações.

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Tite: "O Inter é um perigo"

02 de maio de 2012 9


É sobre Douglas a primeira pergunta. Tite é da aldeia, o meia, que dividiu os gremistas, já foi, mas a quase total falta de talento ofensivo no meio-campo tricolor faz com que o nome do ex-número 10 seja lembrado (e rediscutido) amiúde.

Via satélite, o técnico do Corinthians, gaúcho de Caxias do Sul, 50 anos, 22 como treinador de 14 equipes, oito títulos com cinco delas, faz um rápido silêncio.

Aí vem risadas, puro bom humor:

– (Risos) ... eu até liberei um cartão amarelo para o Douglas (risos).

Logo completa, sério, professoral:

– Disse , " Douglas, tem que competir, tem que competir". Todo o atleta de alto nível precisa ser solidário. Só a imposição técnica não adianta mais. No futebol de hoje se um não "pegar", marcar, correr atrás, fica pesado para os outros 10.

Enquanto tenta esculpir a cabeça de Douglas, ele não desgruda um segundo de todo o Corinthians, um dos times brasileiros que mais venceu jogos nos últimos 10 meses, o mais recente campeão brasileiro, um dos favoritos ao título da Libertadores 2012. O que não impediu uma inesperada queda na fase de mata do Paulistão, onde entrou com o melhor retrospecto da competição entre 20 times. A Ponte Preta ganhou o jogo. A derrota, óbvio, sempre fica na conta do treinador, mas quem acompanha futebol sabe: o que destruiu o Coringão dia 23 de abril, 2 a 3, foram as falhas do goleiro Júlio César:

– É muito difícil motivar o jogador brasileiro em duas competições, como campeonato regional e Libertadores. É humano, eu entendo. Vocês mesmo da imprensa dão muito mais valor a competição sul-americana, assim como a torcida também dá, os dirigentes dão, todo o mundo. Mas, desta vez, eu consegui mobilizar o grupo, usei uma base reserva no Paulistão, titulares no outro torneio. Os jogadores entenderam e competiram entre si. Até avisei: "não vou tirar quem estiver jogando bem". Jogamos bem, mas caímos. É da vida do futebol, assim como possíveis falhas de um ou de outro no campo de jogo.

Longe da decisão caseira, com um novo e rodado goleiro, o ex-gremista Cássio, 1m95cm, Tite se fixa na Libertadores, sua meta, desejo histórico de 28 milhões de torcedores, o segundo maior contingente do futebol brasileiro. Hoje, tem Emelec, em Guayaquil. O treinador detestaria um empate sem gols no Equador.

– O gol fora de casa é decisivo em mata-mata. Prefiro perder por 2 a 1 do que ficar no empate, no 0 a 0 lá fora, pois das duas maneiras vou precisar do 1 a 0 no Pacaembu, com a diferença de, na derrota, o adversário se posicionar na defesa.

Ele vai adiante:

– No Pacaembu teremos 30 mil corintianos ao nosso lado. Em casa, na primeira fase, marcamos nove gols, não sofremos um só e ainda vencemos os três jogos.

Tite vê as oitavas de final como uma fase de recomeço, onde os times podem se fortalecer, marcar posição, até se recompor e avançar. Ele acredita na sua base, que vem desde 2011, na experiência, na motivação do grupo, mas alerta para as surpresas:

– O mata-mata é traiçoeiro. Um jogo pode representar ser mais fácil do que outro na teoria, mas é só aparência. Atletico Nacional, Velez, Boca, só para falar de três e sem citar os brasileiros, são adversários terríveis em suas casas. Aí, joga país contra país. Há o fator campo, o entorno, a pressão. No México (Cruz Azul) fomos atingidos por laranjas no gramado. É, parece nada, mas no Brasil não existe mais estes problemas nos estádios.

Quando fala dos brasileiros, Tite lembra sempre da dupla Gre-Nal, clubes onde trabalhou quase cinco anos e venceu cinco títulos. Hoje, o Inter o preocupa bem mais:

– Seria muito azar fazer uma baita campanha na primeira fase, a segunda melhor entre 32 equipes, e pegar o Inter. Conheço o grupo colorado. Sei o que cada um jogador pode dar. O Inter cresce (e ele fala pausadamente a palavra ‘cresce’) na decisão. Deixa para mais tarde, deixa.

Antes do alô final e do abraço, diz:

– O Inter é motivado por desafios. É um perigo. Conheço. Vai crescer mais.

Libertadores

Tite perdeu um mata (Ponte Preta). Disputa um mata-mata com o Emelec. Acha que não corre riscos. Diz que o seu trabalha fala por ele. Confia na seriedade do atual presidente do clube, Mário Gobi, aberto ao diálogo, aos seus conselhos:

- Eu disse "não venda jogadores, não venda, mantenha a base atual, faça contratações pontuais". Futebol precisa de sequência. Nada que se muda a toda a hora dá resultado. Nada mesmo.

Tite tem respaldo. É o sétimo técnico da história do clube com mais jogos (149) e com uma missão, buscar o inédito título da Libertadores, que todos os outros três grandes de São Paulo tem.

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