Todo o novo jogador é uma aposta. Um atleta com 37 anos, em busca dos 38 anos, é uma aposta dobrada. Nunca se sabe como um jogador perto dos 40 anos vai se portar em campo, qual seu vigor, disposição, performance física.
Há bons exemplos, há outros que não deram certo. Mas não dá para comparar dois jogadores com a mesma idade. Cada um exibe performance física única, não existem dois iguais. Zé Roberto, assim, é único. Diferente de Índio, por exemplo, ou de Juninho Pernambucano.
O Grêmio buscou o veterano Gilberto Silva, que nunca se solidificou no meio-campo, que precisou ser atrasado para a zaga, que ainda é visto com alguma desconfiança como zagueiro. Um volante com mais de 30 anos sempre terá dificuldades no futebol de ponta do Brasil porque os jogadores são muito jovens na sua maioria, o futebol é veloz e raros aguentam o ritmo acelerado, a correria de um meio-campo formado por jogadores no começo dos seus 20 anos.
O Grêmio acertou com Zé Roberto, diz o presidente Paulo Odone.
– Ontem (quarta) a gente chegou nas conversações ao acerto final, mas falta assinar o contrato e isto tudo não está feito ainda – explicou o dirigente.
O Ticolor acerta no conceito, busca um meia canhoto, bom de bola, inteligente e qualificado, com currículo de Seleção Brasileira.
Mas é preciso observar, neste caso, a idade do jogador. O ritmo e as cobranças no Al-Gharafa, do Qatar, não são as mesmas do sul do Brasil. Zé Roberto não precisa provar futebol. Precisa mostrar vigor antes de tudo. Futebol ele tem, é exemplo. Falta saber se ele ainda exibe músculos para mostrar um futebol de Seleção.
Esta é a questão. A dúvida que fica, que eu tenho, que não sei se é a mesma que você tem...
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